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À Mesa Com o Valor

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À Mesa Com o Valor

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Autor: Não Consta Autor

Editora: Apicuri

Assunto: Entrevistas

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 589

Ano de edição: 2015

Peso: 790 g

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Ótimo
Marcio Mafra
03/04/2016 às 20:11
Brasília - DF
Habitualmente coletânea – ou os melhores, os selecionados, os escolhidos, etc. - de poesia, discurso, contos, crônicas, reportagens é pura enrolação do editor para ganhar dinheiro com uma produção barata, baseada na fama de algum artista, pintor, escritor, cantor, poeta, ou celebridade.
Claro há exceções.
Uma delas é este livro. É quase “justa homenagem” à genialidade de personalidades como Delfim Neto, Fernanda Montenegro, Hector Babendo, Ivo Pitanguy, João Ubaldo Ribeiro, Luiza Helena Trajano, Lygia Fagundes Teles, Marieta Severo, Milton Nascimento, Paulo Coelho, Tasso Jereissati e mais 39 outros. Leitura agradável, gostosa, curiosa e descomprometida, ótima para passar o tempo em trajetos dos metrôs, ônibus e até nas longas viagens “de avião”.

Marcio Mafra
03/04/2016 às 00:00
Brasília - DF

Coleção de 50 entrevistas com personalidades, onde os convidados – quase todos brasileiros - da “Mesa Com o Valor” contam detalhes da vida pessoal e profissional que ajudam a compreender porque chegaram aonde chegaram. 

Marcio Mafra
03/04/2016 às 00:00
Brasília - DF

INFORMAÇÃO COM SABOR

Zeca Pagodinho já chegou almoçado. Paulo Coelho queria trufas. Fernanda Montenegro só tomou duas xícaras de chá de hortelã. O entrevistado podia tentar controlar a fome ou a sede, mas, diante de uma mesa, a conversa nunca é insossa.

O convidado sempre se revela entre rangidos de cadeiras, brindes ou garfadas. O mais frugal com as palavras, como Milton Nascimento, parte a picanha, entra na floresta, chega a Três Pontas.

 

Um dos mais ávidos por elas, como Milton Hatoum, passa o peixe na farofa, sai da floresta e conquista o mundo.

 

Esse é o espírito de "À Mesa com o Valor", prestigiada seção que desde 2009 traz uma grande entrevista publicada no suplemento semanal "EU & Fim de Semana" do Valor. Quase 300 personalidades com amplo arco de atividades, pontos de vista e histórias de vida já marcaram presença: empresários, atores, economistas, chefs de cozinha, escritores, políticos, médicos, diretores de cinema, esportistas. A lista constitui uma espécie de quem é quem no mundo contemporâneo.

 

Para celebrar seus 15 anos, o Valor convida para saborear as 50 melhores entrevistas reunidas neste livro. Nestas páginas, garante ao leitor um lugar privilegiado à mesa, com a possibilidade de compartilhar da intimidade de uma refeição e captar, em alta definição, detalhes da vida pessoal e profissional que ajudam a compreender por que essas pessoas chegaram aonde chegaram e fizeram a diferença.

 

Assim como em "Lunch with FT", clássica seção do Financial Times na qual o Valor se inspirou, a proposta é redescobrir a arte de conversar e contar histórias. Em geral, o cenário é um restaurante escolhido pelo entrevistado, de preferência um lugar que faça parte de sua trajetória.

 

O empresário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, é tão íntimo da cantina paulistana Jardim de Napoli que até mandou cunhar medalhas comemorativas aos 50 anos da casa. Foi lá que avaliou o futuro da televisão dividindo polpettones com amigos.

 

Thiago Soares quis que a entrevista fosse na cantina carioca Don Camillo, onde tantas vezes jantou com seu mentor Dino Carrera antes de se tornar o primeiro-bailarino do Royal Ballet de Londres.

 

É preciso tempo tanto para se desfrutar uma refeição quanto para desvendar o entrevistado. O empresário Eraí Maggi Scheffer, o mais novo rei da soja, tinha pressa. A secretária avisou que ele não aguentaria nem 30 minutos numa mesa. No restaurante Mahalo, em Cuiabá, no entanto, passou cinco horas rememorando sua história. Chorou ao se lembrar da infância pobre no interior do Paraná e do primeiro patrão. Entre goles de vinho, contou como conseguiu convencer seu empregador na época a lhe vender um Corcel branco em parcelas "a perder de vista". Ele não queria mais chegar aos bailes de trator.

 

Para garantir espaço na agenda, o banqueiro José Olympio Pereira Neto escolheu o restaurante paulistano Parigi porque poderia ir a pé do trabalho. O presidente do Credit Suisse é tão assíduo que tem até salada com seu nome, a jo. Como um dos maiores colecionadores de arte contemporânea brasileira, foi só sentar para discorrer com prazer sobre o assunto - sem deixar de lado o mundo do mercado financeiro. Foi da avó, crítica de arte que se declarava "nada moderada", que ele herdou a compulsão transformada em patrimônio. "Gosto de tudo intensamente, sou absolutamente compulsivo. Todo colecionador é compulsivo. E não é só de arte, de qualquer coisa. Compulsivo e acumulador."

 

Até quando comer era complicado, a mesa exerceu seu poder de atração. Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES, sofre com as sequelas de uma cirurgia numa glândula no rosto. Perdeu parte do paladar, mas não o gosto pela discussão desenvolvimentista. Relegado a uma "periferia conformista", disse, o Brasil padece da falta de um projeto de nação. E saboreou um sashimi.

 

Para quem o apetite pela vida se manifesta no "trabalho intelectual incessante", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez piadas até com a sobremesa. Quando a “íle flottant” chegou, uma imensa montanha de ovos nevados, versão turbinada da iguaria francesa, levou um susto. "Isso não é “íle”, está mais para um “continent."

 

Nos encontros marcados em São Paulo, Rio, Saquarema, Brasília, Porto Alegre, Recife, Cuiabá, Taubaté e até Genebra, os entrevistados revelaram receitas de bem viver e pediram receitas de pratos. Criticaram a política, a economia ou o trânsito, mas fizeram as pazes com o picadinho e os frutos do mar.

 

Diante de personalidades tão complexas e instigantes, cada entrevista individualmente funciona como uma entrada ou um primeiro prato. No entanto, ao colocá-Ias juntas, em sua diversidade de contextos e histórias, o convite é para um banquete. E um cafezinho, por favor.

 

Bom apetite e boa leitura! 


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Marcio Mafra
03/04/2016 às 00:00
Brasília - DF

Faz tempo que se acabaram os jornais JB Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Ultima Hora, Gazeta Mercantil. Desde há muito existem, apenas, três jornais no Brasil: O Globo, Folha de São Paulo e Valor Econômico. O resto é pasquim. Todo dia quando chego ao trabalho leio o jornal Valor Econômico. No papel, não no kindle. Além dos assuntos de politica econômica, este jornal tem um excelente caderno de final de semana chamado “Eu & Fim de Semana”. Desta fonte bebo muita crítica sobre livros, autores, literatura, política, arte, cinema ou musica. E semanalmente divirto-me com “A Mesa Com o Valor”. Trata-se de entrevista com personalidades, celebridades, gente que está na mídia e que não falam apenas sobre comidas, roupas, viagens, carros e outras futilidades.  Recentemente ouvi sobre a publicação do livro “50 personalidades” em A Mesa Com o Valor. Entre eles: Delfim Neto, Fernanda Montenegro, Hector Babendo, Ivo Pitanguy, João Ubaldo Ribeiro, Luiza Helena Trajano, Lygia Fagundes Teles, Marieta Severo, Milton Nascimento, Paulo Coelho, Tasso Jereissati. Claro, comprei o livro até para recordar leituras ou ler algumas entrevistas das quais não me lembrava ou não havia lido. 


 

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