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A Imortalidade

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A Imortalidade

Livro Mediano - 1 opinião

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Autor: Milan Kundera

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Tereza B Carvalho da Fonseca

Páginas: 339

Ano de edição: 1990

Peso: 400 g

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Mediano
Marcio Mafra
21/02/2016 às 18:16
Brasília - DF
A Imortalidade é um romance em que o autor usa as vidas dos personagens Beethoven e Goethe e até Heminguay para embaralhar a vida de Agnés, que nem se sabe se foi agraciada com a imortalidade.
Milan Kundera, com maestria e muito talento vai intercalando o drama dos personagens com reflexões filosóficas, que acabam por tornar a leitura impossível de interrupção. Um festival de frases e pensamentos interessantes.
Ao final o leitor conclui que nada é tão inútil como o desejo da imortalidade.
Quando se fala de um autor Checo, logo vem à memoria Franz Kafka.
Milan Kundera é o segundo autor Checo que qualquer leitor como eu classifica como bom filósofo e muito talentoso.
A despeito da qualidade e do reconhecido talento do autor, mesmo assim, as sete partes do livro são, por vezes, uma leitura bastante cansativa, quase chatas.
A Imortalidade não é um romance ruim, mas está longe de ser parecido com a belezura de "A Insustentável Leveza do Ser" também de Milan Kundera.

Marcio Mafra
21/02/2016 às 00:00
Brasília - DF

A história de Agnes e Laura, e também de Bettina, pretensa amante do filósofo alemão Goethe, que se fazem notar em função do desejo de imortalidade, para permanecer na memória coletiva após o desaparecimento do filósofo. Bethoven e Heminguay são outros dois personagens, quase imortais, mencionados entre diversas menções de nomes da atualidade como governantes e artistas de sucesso recente. 

Marcio Mafra
21/02/2016 às 00:00
Brasília - DF

A senhora teria talvez sessenta, sessenta e cinco anos. Via-a da minha cadeira de repouso, reclinado diante da piscina de um clube de ginástica no último andar de um prédio moderno, de onde, através das grandes janelas envidraçadas, se vê Paris inteiro. Estava à espera do professor Avenarius, com quem de vez em quando me encontro aqui para discutirmos diversos assuntos. Mas o professor Avenarius não ha via maneira de chegar e eu ia olhando para a senhora; sozinha na piscina, mergulhada até à cintura, ela fitava o jovem professor de natação que, em fato de treino, de pé acima dela, lhe dava a sua aula. Enquanto ouvia as instruções dele, a senhora apoiou-se ao bordo da piscina para inspirar e expirar fundo. Fê-lo com seriedade, com zelo, e era como se da profundidade das águas subisse a voz de uma velha loco motiva a vapor (essa voz idílica hoje esquecida, da qual não poderei dar uma ideia aos que não a conheceram a não ser comparando-a com a respiração de uma senhora idosa que inspira e expira apoiada ao bordo de uma piscina). Olhava-a, fascinado.

 

A pungente comicidade dela cativava-me (e essa comicidade era notada também pelo professor de natação, uma vez que as comissuras dos seus lábios me pareciam estremecer a todo o instante), mas houve alguém que me dirigiu a palavra, desviando a minha atenção.

Pouco depois, quando quis voltar a observá-la, a aula terminara.

A senhora afastava-se em fato de banho ao longo da piscina e quando se encontrava a quatro ou cinco metros do professor de natação, virou a cabeça na direção dele, sorriu-lhe, e fez-lhe um sinal com a mão.

Fiquei com o coração apertado.

Aquele sorriso, aquele gesto, eram de uma mulher de vinte anos!

A mão como que voara com uma ligeireza encantadora. Como se, por brincadeira, ela atirasse ao amante um balão de muitas cores.

O sorriso e o gesto eram cheios de sedução, ao passo que o rosto e o corpo já nada de sedutor tinham.

Era a sedução de um gesto afogado na não-sedução do corpo.

Mas a mulher, embora devesse saber que deixara de ser bela, esquecera-o nesse instante.

Numa certa parte de nós mesmos, todos vivemos para além do tempo.

Talvez só tomemos consciência da nossa idade em certos momentos excepcionais, permanecendo sem idade a maior parte do tempo.

Em todo o caso, no momento em que se virou, sorriu e fez um sinal com a mão ao professor de natação (que, incapaz de se conter por mais tempo, rebentou a rir), a senhora nada sabia da sua idade.

 

Graças a esse gesto, pelo espaço de um segundo, uma essência da sedução dela, não dependente do tempo, revelou-se e deslumbrou-me.

Sentia-me estranhamente emocionado.

E a palavra Agnès surgiu no meu espírito.

Nunca conheci qualquer mulher com esse nome.

 


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Marcio Mafra
21/02/2016 às 00:00
Brasília - DF

Numa ocasião anterior li no jornal Folha de São Paulo (não tenho certeza sobre o jornal porque, embora tenha recortado o assunto, não anotei a data nem o nome do jornal) que Alexandre de Sait-Léon, CEO da consultoria Ipsos Brasil, acabara de ler o último livro de Milan Kundera, “A Festa da Insignificância” que ainda não tinha sido editado em português. O executivo dizia que ficou decepcionado com o livro, por não ser tão profundo. Para ele o melhor trabalho do autor é “A Imortalidade”. É um dos poucos livros que você pode ler várias vezes. Ele mesmo já tinha lido quatro vezes.

Conheço muitos executivos. A maioria lê livro técnico, se muito. Quando um deles diz que leu um livro de ficção 4 vezes, é algo impressionante, por isso comprei o livro em agosto de 2014.

Ipsos é a terceira maior empresa de pesquisa e de inteligência de mercado do mundo. Fundada na França em 1975, a Ipsos está presente em 87 países.


 

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