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Em Busca do Mundo Maia

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Em Busca do Mundo Maia

Livro Mediano - 1 opinião

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Autor: Airton Ortiz

Editora: Record

Assunto: Viagens

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 221

Ano de edição: 2007

Peso: 425 g

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Mediano
Marcio Mafra
16/02/2016 às 21:48
Brasília - DF
Airton Ortiz é um jornalista que descreveu sua viagem pelo mundo Maia passando pelos países da America Central e sul do México. Em cada um destes lugares ainda existem traços culturais comprovando que a civilização maia não desapareceu, embora sua nação tenha desmoronado. É inacreditável que uma das civilizações mais avançadas do continente americano acabou reduzida a vilarejos miseráveis formados por aldeões mais pobres ainda. A viagem do autor percorreu mais de cinco mil quilômetros, passando por Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize e sul do México. No trajeto se encontram vulcões ativos, vales, planícies, praias, rios e selvas infestadas por doenças, animais selvagens, traficantes e guerrilheiros. O final do livro surpreendente. Não deixaria de observar que o livro sobre a Grécia, do mesmo autor é muito melhor de ser lido que este "Em Busca do Mundo Maia"

Marcio Mafra
16/02/2016 às 00:00
Brasília - DF

A história contada por Airton Ortiz que percorreu as selvas onde viveu o povo maia, para tentar entender os motivos do desaparecimento de uma civilização tão desenvolvida. Os maias tinham uma escrita própria e um sistema numeral avançado, além de conhecimentos astronômicos extraordinários. O território dos maias ocupava o que hoje abrange os países: Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize e sul do México.

Marcio Mafra
16/02/2016 às 00:00
Brasília - DF

As ruínas

 

Estava tão descontraído que fui caminhando até o sítio arqueológico. Não ficava longe, era uma boa oportunidade para apreciar a bonita paisagem sem preocupar-me com o futuro. Embora estivéssemos apenas no meio da manhã, o sol já estava muito quente, seria um dia e tanto. Talvez chovesse pela tarde, mas nada turvaria meu primeiro contato com uma grande cidade maia. Depois de tantas sinuosas estradas pela América Central, finalmente estava chegando ao objeto do meu desejo nesta viagem.

O fértil solo do fundo do vale dominado pelo rio Copán já atraía os agricultores havia mais de dois mil anos, embora os maias tenham chegado na região na mesma época em que Jesus Cristo circulava pela Palestina. Historiadores acreditam que invasores provenientes da grande cidade de Teotihuacán, na região central do atual México, dominaram a esparsa população local e se estabeleceram como novos governantes. Evidências arqueológicas sugerem que os primeiros prédios, ainda bem rudimentares, foram construídos por volta do final do primeiro século da nossa era. Em 426, tem início a dinastia que governou Copán por quatro séculos.

 

Por causa da tradição maia de destruir os monumentos construídos por seus antecessores ou, o que era mais freqüente, erguer novos templos sobre os já existentes, para louvarem a si próprios mais do que aos antepassados, têm-se dificuldades em se obter informações mais detalhadas sobre os primeiros tempos de suas cidades.

 

Em Copán o sítio arqueológico está muito bem estruturado, preparado para receber o grande número de turistas que afluem para o local diariamente. A infra-estrutura segue o padrão desses lugares, tão visitados em qualquer lugar do mundo, exceto no Brasil, onde a maioria dos lugares históricos está abandonada.

 

Há um prédio na entrada onde os visitantes compram ingressos, livros, guias, camisetas e todo tipo de suvenir. Uma grande maquete dá uma idéia geral de como teria sido a cidade em seu auge, realmente esplendorosa. Existe um museu, onde estão as esculturas mais sofisticadas encontradas entre as ruínas, incluindo uma réplica em tamanho natural do magnífico templo Rosalila.

 

Guias turísticos, devidamente credenciados pela administração do órgão governamental responsável pelo sítio arqueológico, oferecem seus serviços, um préstimo valiosíssimo para quem chega com pouca informação. A civilização maia era muito complexa e, ao contrário do que se pensa, cada cidade tinha um aspecto cultural específico, sobretudo em razão de sua localização geográfica. Por isso, era preciso estudar separadamente cada local visitado, um trabalho árduo para quem deseja aprofundar-se na história desse povo. Mas, para os turistas apressados, a tagarelice dos guias profissionais era suficiente.

 

Muni-me de água, chapéu de palha de aba larga, algumas frutas, um mapa bem detalhado, alguns livros específicos sobre as esculturas de Copán, enfiei tudo na mochila e entrei no parque, um dos primeiros visitantes. Como há uma trilha sugerindo a ordem dos monumentos a serem visitados, orientação seguida pela maioria dos turistas, resolvi percorrê-Ia em seu sentido inverso. Enquanto eles estivessem no começo, eu estaria no fim; quando eles chegassem ao fim da visita eu estaria no início do percurso. Iríamos nos encontrar em algum lugar pelo meio do caminho, seria divertido, mas na maioria do tempo eu estaria sozinho.

 

Minha intenção era visitar as estruturas na ordem cronológica em que foram construídas, algo possível graças a meus mapas detalhados e aos estudos preliminares feitos ainda no Brasil. Queria curtir demoradamente cada uma das esculturas, pirâmides, templos, estelas, escadarias e sabia que esse trabalho iria me manter ocupado até ao anoitecer, quando fosse obrigado a deixar a área.

 

Mais do que admirar a arquitetura e as esculturas, queria mesmo era sentar-me no alto de suas pirâmides e imaginar a cidade em sua época dourada. Eu tinha muitos desenhos artísticos que supostamente reproduziam os movimentos das pessoas em Copán, podia agora ímaginá-las à frente de cada prédio. Desde que, é claro, meus fantasmas não fossem atrapalhados pela multidão de turistas.

 

Apenas o centro da cidade havia sido desenterrado e restaurado, havendo muito ainda por pesquisar. Os estudiosos catalogaram 3.450 estruturas espalhadas numa área de 24 quilômetros quadrados, a maioria delas a cerca de meio quilômetro do centro. Em uma zona mais ampla, 4.509 estruturas foram detectadas em 1.420 locais diferentes, cobrindo uma região com 135 quilômetros quadrados de ruínas.

 

Essas descobertas indicam que no auge de Copán, nas últimas décadas do século VIII, o vale era habitado por mais de 30 mil pessoas. Com o abandono da região, no fim do período clássico, essa população só foi alcançada novamente nos anos 1980, uma breve idéia do tamanho da catástrofe ocorrida com esse povo pouco antes de completar-se o primeiro milênio de nossa era.

 

Essa área mais ampla continua embaixo da floresta, coberta por árvores gigantescas em meio a um espesso matagal, por onde se pode caminhar através de longas trilhas, um prazer que eu antecipei esfregando as mãos de contentamento. Enfiar-me sozinho pelos bosques, observar a flora e parte da fauna do tempo dos maias em meio ao silêncio e à solidão do passado justificariam todo o estresse dos últimos dias. Não dava para negar, eu estava feliz; e não era só por estar com os bolsos cheios de dinheiro.

 

Os primeiros reis

 

Apenas em 1989, foram encontradas referências sobre os primeiros reis de Copán numa câmara chamada Sala dos Fundadores, enterrada logo abaixo da hoje famosa Escada dos Hieróglifos, bem no centro da cidade. Aparentemente a sala foi mandada construir por K'inich Popol Hol, o segundo rei da cidade-estado, para homenagear seu pai, o rei Mah K'ina Yax K'uk'Mo' (Grande Senhor do Sol Quetzal Arara).

 

Quetzal é um pássaro típico da região, um dos maiores símbolos maias. Ave nacional da Guatemala, ele dá nome à moeda do país.

Embora pequeno, é excepcionalmente belo. O macho tem o peito coberto por penas vermelhas brilhantes; o pescoço, a cabeça, as asas e o rabo, esse bem mais comprido do que o restante do corpo, são verde-azulados. Mede cerca de 15 centímetros de comprimento. As fêmeas, embora não sejam tão chamativas, também são muito bonitas. Vive nos bosques nas terras altas, mas é difícil avistá-lo em meio à neblina que constantemente encobre esses matagais.

 

De acordo com as inscrições entalhadas numa estela encontrada no interior da Sala dos Fundadores, o Grande Senhor do Sol Quetzal Arara governou Copán de 426 a 435. Esses relatos mais as informações descobertas em sua tumba deram a entender que o primeiro rei de Copán não foi um guerreiro, como se pensava, mas um poderoso xamã, mais tarde idolatrado por seus sucessores como uma divindade.

 

Sobre os próximos sete reis pouco se sabe, nada mais do que alguns nomes e certas datas. Cu Ix foi o quarto e Jaguar Lírio de Água, o sétimo. Aparentemente governando apenas uma pequena parte do vale, esses líderes mandaram construir poucos monumentos e não há quase hieróglifos lembrando seus atos. Mas aos poucos a cidade foi crescendo em importância, em especial graças a seu comércio com outras povoações maias da Guatemala, tribos não-maias do sul e do leste e mesmo algumas civilizações tão distantes como o grande império Teotihuacán, ao norte.

 

Em 553, com a ascensão ao trono de Lua Jaguar, o décimo rei da dinastia iniciada pelo poderoso xamã Grande Senhor do Sol Quetzal Arara, teve início o período das grandes construções na cidade. Ele mandou erguer o templo Rosalila, uma admirável obra arquitetônica descoberta em 1989, que estava enterrado sob as estruturas de um outro templo, mandado construir por um rei que sucedeu Lua Jaguar anos mais tarde.

 

Atualmente, graças aos túneis abertos pelos arqueólogos, uma nova técnica para descobrir monumentos abaixo das ruínas sem adestruição das construções superiores, me foi possível admirar Rosalila no local onde fora construído, uma emoção impressionante. Originalmente pintado de vermelho escuro e decorado com finíssimos baixos-relevos, podia-se ter uma idéia mais precisa da habilidade dos escultores maias de tão distante época.

 

A habilidade dos maias, contudo, não havia desaparecido por completo, embora suas energias no momento estivessem sendo canalizadas para outras atividades, vamos dizer, não tão nobres: ganhar a vida. Talvez sobreviver e alimentar a família numa região tão pobre seja ainda mais nobre do que talhar estátuas, tudo depende do enfoque dado às realizações humanas.

 

Ao ganhar a credencial para entrar no sítio arqueológico recebi uma autorização extra para conhecer o museu e os túneis que levam ao interior dos templos, alguns deles ainda em escavações. Os ingressos são vendidos separadamente e muitos visitantes abrem mão de percorrer os túneis , precisariam pagar mais 12 dólares além dos dez para entrar em Cópan e os cinco para visitar o museu.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
16/02/2016 às 00:00
Brasília - DF

Comprei “Em busca do Mundo Maia” porque tenho particular interesse na história da America do Sul e da América Central, sem contar que o autor escreveu um excelente livro sobre a Grécia, que muito gostei.


 

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