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O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota

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O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota

Livro Mediano - 3 opiniões

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Autor: Olavo de Carvalho

Editora: Record

Assunto: Jornalismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 615

Ano de edição: 2014

Peso: 770 g

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Péssimo
Larissa Alves
04/02/2016 às 01:32
Campina Grande - PB
Super cansativo e não me fez ser "menos" idiota.


Excelente
Marcelo Leite Alves de Oliveira
17/11/2015 às 22:57
Matelândia - PR
Excelente livro. Em cada capítulo descobrimos algo novo.

Péssimo
Marcio Mafra
22/08/2015 às 23:15
Brasília - DF
Olavo de Carvalho adotou um titulo bastante estranho - senão - pretensioso para seu livro.
Um calhamaço de 615 paginas, tratando de muitos e variados setores da vida como pobreza, cultura, fingimento, inveja, socialismo, revolução, moralidade, máfia, religião, linguagem petismo, gayzismo além de outras bobagens sobre as quais o autor escreveu artigos e os publicou em jornais.
Claro que numa descomunal montanha de bobagem, existem algumas preciosidades, como “A Fonte da Eterna Ignorância” artigo de 27/7/2009 publicado no jornal Diário do Comércio, falando sobre cultura. Mesmo assim, o artigo é longo e chato.
Outra é “Engenharia da Complacência” publicado em 11/4/2012 também no Diário do Comércio.
Em conclusão: o livro é chato, metido, além de cansativo. Eu o li por inteiro, e por isso mesmo me achei um idiota. Não vale a leitura, nem tanto quanto pesa.

Marcio Mafra
22/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

Coletânea de quase 200 textos, escritos entre 1997 e 2013, publicados em diferentes jornais e revistas – a maioria no Jornal da Tarde e Diário do Comércio – contendo o pensamento e ou a posição do autor sobre fatos do cotidiano brasileiro e também sobre assuntos políticos e educacionais.

Marcio Mafra
22/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

Engenharia da complacência

Diário do Comércio, 11 de abril de 2012

Indignado ante o conformismo servil com que os americanos, outrora tão apegados às liberdades civis, vão aceitando as intrusões cada vez mais agressivas do governo nas suas vidas privadas, o economista Walter Williams finalmente se deu conta de que "o movimento antifumo explica parcialmente a atual complacência americana.

Os zelotes do antitabagismo começaram com exigências 'razoáveis', como os avisos do Ministério da Saúde nos pacotes de cigarros. Depois exigiram áreas para não fumantes nos aviões. Encorajados pelo sucesso, exigiram a proibição total do fumo nos aviões, e depois nos aeroportos, nos restaurantes e nos locais de trabalho. Tudo em nome da saúde.

Percebendo a resposta complacente dos fumantes, passaram a banir o fumo das praias, nas praças e nas calçadas das grandes cidades.

Agora estão clamando por prêmios de seguro-saúde mais caros para os fumantes. Se tivessem apresentado a lista inteira e suas exigências logo no começo, não teriam conseguido nada.

Usando a cruzada antifumo como modelo e vendo os americanos tão complacentes, os zelotes e candidatos a tiranos estão ampliando mais e mais a sua agenda".

Meus leitores e ouvintes são testemunhas de que há uma década e meia, ou mais, venho lhes explicando o óbvio: a campanha antitabagista jamais teve nada a ver com a saúde. Como era de se prever desde o início, até hoje não se verificou em parte alguma, com a patente diminuição do número de fumantes, nenhuma, rigorosamente nenhuma redução proporcional da incidência das doenças alegadamente "causadas pelo fumo".

Mas a patente ausência dos resultados prometidos, em vez de colocar em questão as premissas iniciais da campanha e moderar a retórica antifumo, como se esperaria de mentalidades soi-disant científicas, é respondida com novas cargas de exigências cada vez mais prepotentes, mais histéricas, mais invasivas.

O antitabagismo, como o socialismo, vive de redobrar o blefe após cada novo desmentido das suas pretensões, transfigurando em sucesso publicitário e político o fracasso crônico das metas nominais alardeadas.

Não lhe falta, para isso, uma incansável e vociferante militância espalhada pela Europa e pelas Américas, composta de uma bem subsidiada elite ativista e uma massa idiota de "verdadeiros crentes" cada vez mais fanatizados.

Tão fanatizados que nem mesmo o uso repetidamente comprovado de meios de propaganda fraudulentos (como as fotos forjadas que o nosso Ministério da Saúde estampou nos maços de cigarros) os leva a duvidar, por um momento sequer, da idoneidade da campanha.

Por trás do que imaginam os crentes, o antitabagismo militante jamais teve por meta proteger a saúde de ninguém. Foi apenas um primeiro e bem-sucedido experimento de engenharia comportamental em escala planetária. Foi um balão de ensaio, preparatório à implantação de controles cada vez mais drásticos, cada vez mais intrusivos, destinados a reduzir a população de todo o Ocidente a uma massa amorfa incapaz de reagir a qualquer imposição, por mais arbitrária, lesiva e absurda, que venha da elite globalista autoconstituída em governo mundial.

A escolha do tema foi especialmente ardilosa, visando a seduzir conservadores, evangélicos e moralistas em geral, desarmando-os preventivamente ante quaisquer campanhas subsequentes baseadas no mesmo modelo e usando a própria força deles para sufocar na "espiral do silêncio?" as poucas vozes discordantes.

Uma vez que você cedeu tudo à pretensa autoridade científica dos organismos internacionais em matéria de "saúde", fica difícil reerguer a cabeça quando essa autoridade, em seguida, estende seus domínios para as áreas da alimentação, da educação escolar, da moral sexual, da vida familiar e assim por diante. A facilidade estonteante com que a elite revolucionária instrumentalizou os seus próprios adversários mais ardorosos aparece condensada simbolicamente num detalhe cômico, ou tragicômico, que denota a fragilidade estrutural da reação antiestatista: o uso do tabaco é rigorosamente proibido nas sedes das organizações libertarians que defendem a liberação da maconha.

Só o que me espanta é que mesmo uma inteligência privilegiada como a de Walter Williams tenha levado tanto tempo para notar que o antitabagismo, usando do ardil das exigências progressivamente ampliadas (a famosa técnica da rã na panela), impôs muito mais do que sua meta nominal de restringir o consumo de cigarros: impôs, junto com ela, uma nova autoridade, um novo esquema de poder, um novo procedimento legislativo, um novo sistema de comandos que pode ser acionado a qualquer momento, com garantias quase infalíveis de obediência automática, para espalhar entre as massas as reações padronizadas que a elite global bem deseje.

O triunfo da prepotência antitabagista não trouxe nem trará jamais os anunciados efeitos benéficos para a saúde da população, mas, depois dele, a humanidade Ocidental já não será mais a mesma. A complacência ante o Estado intrusivo parece ter-se arraigado de uma vez por todas no espírito das massas, pondo um fim à era da livre discussão e inaugurando a da passividade servil e do ódio à divergência. 


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Marcio Mafra
22/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

Em matéria de livros, ao passar por livrarias, não resisto um titulo ousado, ardiloso, pretensioso ou irônico.

Foi o que aconteceu com “O Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.”


 

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