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O Safado do 105

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O Safado do 105

Livro Bom - 3 opiniões

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Autor: Mila Wander

Editora: Essência

Assunto: Erotismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 510

Ano de edição: 2015

Peso: 655 g

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Ótimo
LEDIANE DOS SANTOS
04/07/2017 às 16:45
Belo Horizonte - MG
Adorei a escrita desta autora, já que foi o primeiro livro que eu li dela. Esse livro é muito bom, li super rápido, é um romance erótico muito gostosinho de ler.


Bom
MIDIA OLIVEIRA ARA
11/02/2016 às 16:49
Hortolândia - SP
Quero ler... Alguém leu e recomenda?!

Ruim
Marcio Mafra
19/08/2015 às 21:30
Brasília - DF
“O Safado do 105” é livro que em junho e julho de 2014 "bombou" nas redes sociais da internet, com mais de 4 milhões de leituras, na plataforma do wattpad. Mas o livro peca pelo excesso, muitas cenas de sexo iguais as anteriores, história singela, personagens pobres e incoerentes, nada digno de nota. À exceção das citações de Clarice Lispector, que dão um charme à leitura.
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas, às vezes, a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida” Clarice Lispector.”
Livrão safadinho, não pode ser classificado como pornográfico, mas também não consegue ser apenas sensual.

Marcio Mafra
19/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

A história de Raíssa, 28 anos, que conseguiu comprar casa e foi morar sozinha. Logo no dia da mudança ela "flagra" um vizinho, no momento em que se despede de três mulheres. Ele estava nu, usando apenas cueca boxer da marca Calvin Klein. Raíssa babou. Qual será o segredo do vizinho safado? A primeira noite de sexo intenso entre Raíssa e Calvin foi sensacional. O homem é incansável e muito bom de cama. Além de gostoso é desbocado!

Marcio Mafra
19/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

Eu P o d i a sobreviver a mais um dia qualquer da mesma maneira como venho sobrevivendo à minha vida, mas trabalhar, comer e respirar nunca foi tão maçante. O engraçado de esperar por alguma coisa é aquela sensação horrorosa de angústia, que nos impede de achar que as horas duram sessenta minutos cada uma. Parecia muito mais.

 

Esperei pela conversa que teria com o Calvin como se ela definisse o total percurso da minha trajetória; de certa forma, dependendo do que ele me falasse, muita coisa mudaria. Juro que tentei conter as minhas expectativas - não podia ser tão inocente em achar que não sofreria decepções -, mas era mais fácil conter um espirro.

 

A parte mais dificil foi quando cheguei em casa, acendi as luzes do jardim e constatei que tinha mais quatro horas pela frente. Fiquei na esperança de encontrar alguma coisa nova na minha varanda, porém estava tudo igual: o vaso com as rosas vermelhas, as violetas, a lavanda - precisei procurar na internet para descobrir que aquelas flores roxinhas eram lavanda - e o cacto diminuto.

Até que a entrada da minha casa estava ficando bem decorada. Graças a ele.

 

Estava em meus planos comer um prato de macarrão instantâneo, mas aproveitei que havia feito compras para receber os meus pais e decidi preparar algo mais articulado. Liguei o som e dei uma de cozinheira, tentando inventar sabores que não existem; cortei legumes com a maestria de um pinguim manco. Consegui me distrair por ao menos duas horas nessa historinha de sujar panela sem necessidade para, no fim, ter o meu jantar reduzido a um risoto com cara de vômito.

 

Acabei fazendo uma minifaxina na cozinha e na sala de estar, mesmo que nem uma e nem a outra estivesse precisando. Sobrevivi a mais uma hora completa e utilizei mais alguns minutos para tomar um banho relaxante.

Lembrei-me do banho com O Calvin. Na verdade, quase não podia mais usar aquele banheiro sem me lembrar dele.

 

Estava escolhendo uma roupa legal, quando ouvi barulhos esquisitos no quarto ao lado. Uma porta se fechou ruidosamente. Meu coração acelerou no mesmo instante, quase tive um infarto. Agucei os meus ouvidos.

 

- Não dá, Rita ... Vá embora - ouvi Calvin sussurrando baixo. O jantar deu um looping dentro do meu estômago e me vi correndo até a parede da Clarice. Encostei meu ouvido em cima de uma das frases.

 

- Por que está agindo assim? Tento conversar contigo há tanto tempo e você sempre me corta! - A voz meio chorosa de uma mulher ecoou.

 

Ele tinha mesmo escolhido aquele dia para levar uma de suas vadias para casa? Puta merda, Calvin!

 

- Não há o que conversar. Muito menos aqui, vamos para sala.  - Ele sabia que eu podia ouvir. Levei uma mão à boca e rezei para eles não ouvirem a minha respiração ofegante de raiva e angústia.

- Não! - a mulher gritou. - Já chega! Qual é o seu problema, hein?

- Não tenho problema algum, Rita, só não quero que me siga e muito menos que venha até a minha casa sem ser convidada. Não te dei essa liberdade. - Calvin estava com um timbre sério e raivoso na sua voz. Não conhecia aquele tom. Era novo. Exalava uma raiva diferente.

 

- Achei que ... que ...

- Droga. A vadia começou a chorar mesmo.

- Sinto muito, Rita, acho melhor você ir embora e não voltar mais.

- Por que está me tratando assim?

- Porque eu me cansei de você - resmungou. - Nunca quis nada além de sexo, é dificil entender?

A mulher caiu no choro. Lágrimas se formaram nos meus olhos como se Calvin tivesse dito aquilo para mim. Cerrei os punhos e tentei conter um soluço.

 

- Seu grosso ... - a coitada murmurou. Depois, aumentou a voz drasticamente.

- Não vou perder nem mais um segundo da minha vida contigo.

Otário!

Ouvi a porta se abrindo e se fechando depressa, com ainda mais força.

 

O silêncio foi tão grande que, dali, deu para ouvir a porta da frente da casa sofrer o mesmo impacto. Por fim, o silêncio absoluto dominou as minhas ações e os meus pensamentos. Uma lágrima escorreu e soltei um soluço involuntário.

 

- Raissa? - Calvin me chamou com ar de surpresa logo após o meu vacilo.

Droga. Droga. Droga. Droga!

 

- Raissa ... Sei que está aí.

Mil coisas se passaram pela minha cabeça antes de eu finalmente abrir a boca e murmurar alguma coisa que nem eu consegui entender, muito menos Calvin. Só que a reação dele foi mais rápida; assim que comprovou a minha presença, suspirou profundamente e socou a parede.

Não foi no lugar onde eu estava apoiada, mas mesmo assim ela tremeu, fazendo-me afastar.

- Desculpa ... Não queria ouvir, mas ...

- Deixa essa merda quieta - ele disse, ainda com muita raiva.

- Suponho que esteja chateada comigo agora.

Fechei os olhos. Mais lágrimas inventaram de cair.

-Não.

- Por que não?

- Porque não.

Mais silêncio. Mais lágrimas. Mais medo.

- Raissa, eu juro que não magoo as pessoas porque quero. -  - Juro ...

Acreditei nele. Simples assim. Podia até visualizar as expressões do seu rosto me dizendo aquilo. Sabia que estava sendo sincero.

- "Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri." Isso foi Clarice.

 

Soltei um longo suspiro. Só me restou pegar os pincéis atômicos em cima da minha cabeceira e encontrar um lugar para acrescentar mais aquela. Aos murmúrios, pedi para que Calvin repetisse devagar. Ele o fez, com a maior paciência do mundo, porém senti um pouco de tristeza também.

Escrevi cada palavra imersa em um poço de amargura.

 

- Sabe o que eu acho, Calvin? - sussurrei assim que terminei de copiar.

- Diga.

- Que tem formas melhores de dizer que não está a fim. As pessoas têm tantos sentimentos quanto você.

- Eu sei. Mas não consigo. Tenho raiva quando alguma mulher

se apaixona por mim. Só consigo sentir ódio de tudo ... É uma coisa ruim que ... que não sei explicar, Raissa.

- Mais uma vez, Calvin estava sendo sincero. Pena que a sua sinceridade só fazia me magoar ainda mais. Tentei buscar conforto na última frase da Clarice. Ele não fazia porque queria.

 

- Talvez seja frustração ... por não conseguir corresponder.

- Talvez.

- Acho que suspiramos ao mesmo tempo. - Não quero mais falar sobre isso.

- Você nunca correspondeu, Calvin? - Fiz a pergunta com os olhos fechados e as mãos tremendo.

- Nunca. Não quero falar disso, Raissa, por favor. Estou cansado.

Joguei o pincel de volta na cabeceira e me deitei na cama, só que do lado inverso. Fiquei observando a parede, consciente de que nem tinha escolhido uma roupa; usava apenas calcinha e sutiã de algodão. Àquela altura, isso nem importava mais.

- Pode falar o que tinha para me dizer? - Achei por bem perguntar. Já sabia que ele não diria o que eu realmente queria que dissesse, mas a curiosidade ainda percorria pelos meus nervos.

- Como assim?

- Ontem você me disse que queria conversar comigo ...

- Ah ... Não era nada de mais.

- Estou curiosa.

Ouvi seu riso e não pude deixar de sorrir. Meu coração se esquentou na velocidade da luz, como se um vulcão tivesse ativado e derramado magma em cima dele.

- Só era uma desculpa pra te ver, Raissa.

- Ainda não viu ... - murmurei. Ele ficou muito calado. Quase morri imaginando o que se passava na sua cabecinha oca. Esperei por uma resposta durante minutos intermináveis, até que me cansei.

- Calvin? Ainda está aí?

Não tive respostas. Aliás, tive sim, um segundo depois ouvi batidas na porta da minha casa. Sorri e pulei da cama no mesmo instante, atravessando o meu quarto e a minha sala em questão de segundos. Abri a porta e parei só para vislumbrar aquele homem incrível sorrindo amplamente, trajando apenas a velha cueca Calvin Klein. Sorri ainda mais.

- Satisfeita, amiga? - Abriu os braços e entendi como um sinal verde para abraçá-lo.

Ele me envolveu completamente, gargalhando alto e dando alguns passos para trás. Senti o seu corpo firme contra o meu, a quentura e a maciez da sua pele e aquele cheiro de homem bom. A gargalhada só foi um adicional que me fez entender que estava completamente louca por ele. Larguei-o quando percebi que não podia dar tanta bandeira. Entretanto, Calvin não permitiu um afastamento total. Puxou-me pela cintura e nos manteve grudados. Encarou-me com o sorriso ainda fixo em seu rosto perfeito.

 

- Tem certeza, Raissa? - Seu sorriso foi morrendo aos poucos, dando lugar a uma expressão desejosa que só me fazia pirar ainda mais. - Diz ao menos que está em dúvida ...

Engoli em seco. Meus planos não podiam ir por água abaixo. Eu tinha um objetivo traçado e precisava ser forte para atingi-lo. O que aconteceu com aquela mulher foi horrível e poderia facilmente acontecer comigo se eu não fosse mais esperta.

 

- Tenho certeza, amigo.

Calvin pareceu desolado. E era isso mesmo o que eu queria. Precisava da abstinência. Precisava que sentisse falta, nem que fosse apenas do nosso sexo.

 

- Então nunca mais atenda a porta vestida assim. Vá ...

- Afastou-me devagar. Balançou a cabeça, meio inquieto. - Vá, Raissa, antes que eu não responda por mim. Vá antes que eu arranque essa calcinha e te foda até você nunca mais querer desistir do meu pau.

 

Se o safado soubesse que eu não tinha desistido do seu pau (e de todo o restante), muito pelo contrário ...

 

- Boa noite, Calvin.

Ele passou as mãos pelos cabelos e deu mais passos para trás, analisando-me dos pés à cabeça. Aproveitei a chance para admirar o seu corpo lindo por alguns instantes, mas acabei me prendendo ao seu rosto; a expressão nitidamente perturbada me fez sorrir. Calvin deu meia-volta, retornando à sua casa, e acabei fazendo o mesmo. Caminhei lentamente até a minha cama, tentando afastar a excitação. Sabia que seria impossível.

 

- Eu tenho uma pergunta para te fazer, vizinha ...

- Ouvi-o depois de dois minutos de pura reflexão.

- Pode fazer até duas, vizinho.

- Promete não ficar chateada? - Eita ... Lá vem bronca.

Sentei-me na cama, permanecendo em alerta.

- Prometo.

- Eu ... queria saber se ... você ainda consegue ouvir quando estou com alguém.

Fiz uma careta. Sério que ele estava falando sobre aquilo?

- Só se eu estiver no quarto.

- Você sempre está no quarto quando trago alguém ...

- Nem sempre. Às vezes durmo na sala.

- Dorme na sala quando ouve? - Sua voz curiosa me fez rir um pouco.

O assunto era sério e até mesmo ridículo, mas eu precisava continuar agindo com normalidade.

- Sim ... Relaxa, não me importo.

- Você não se importa? - Calvin pareceu chocado.

- Não - menti. - Gosto de dormir no tapete da sua mãe. Além do mais, sei que fará o mesmo por mim, quando eu trouxer algum cara.

O silêncio continuou predominante no quarto ao lado.

- Que cara? - perguntou baixo, em um tom ríspido.

- Sei lá, qualquer cara. Também tenho as minhas necessidades.

Ouvi um suspiro irritado. Cobri a boca logo em seguida. Calvin não podia saber que eu estava rindo da cara dele.

- Está saindo com alguém? - O tom ríspido se intensificou.

- Não exatamente.

- Sim ou não, Raissa?

- Não. Não no momento.

Ouvi outro suspiro. Eu devia ter dito que sim, mas não consegui mentir.

 

Não é a mentira que vai trazê-lo para mim, certo?

- Seria legal se me avisasse antes de trazer um ... cara.

- Vai me avisar quando trouxer uma vadia?

Os grilos, novamente, fizeram seu show diante de nosso silêncio.

- Quase nunca sei quando trago alguém, Raissa. Não tenho como avisar.

- Tudo bem, eu não quero saber. E também não quero avisar quando trouxer alguém. A casa é minha, a cama é minha, e este lado do quarto é meu.

- Acabei sendo grossa, mas realmente fiquei chateada. O maldito queria ter direitos sobre mim e não me dava nenhum sobre ele.

- Ei, não precisa ficar nervosa ...

- Não estou nervosa! Só acho que tenho o direito de fazer o que quiser.

- Você tem. - O timbre sério e decepcionado retomou.

- Por que eu avisaria, Calvin? Não entendi essa. Que diferença faz?

- Faz toda diferença, Raissa. Sinto muito se você não se importa, mas eu me importo. Não quero ouvir nenhum filho da puta te comendo.

- Riu de um jeito desdenhoso.

- Por que não? - Abri um amplo sorriso.

- Porque não - resmungou, devolvendo-me as palavras.

Eu sei muito bem o porquê, Calvin. Quer que eu desenhe? Começa com C e termina com E: CIÚME. Descobrir que ele sentia ciúme de mim foi a coisa mais sensacional que podia acontecer naquela noite estranha. Diante de tanta confusão emocional, ainda havia uma luz para ser seguida dentro daquele túnel tempestuoso.

- Boa noite, vizinho - saudei pela segunda vez, satisfeita com aquela resposta azeda.

- Boa noite - decidiu me responder. Meia hora depois, Calvin murmurou:

- Raissa?

Levei um susto. Estava quase dormindo.

-Hum?

- Daqui a duas semanas vai fazer vinte e cinco anos que a minha mãe morreu.

- Poxa ... - Não soube o que dizer.

- Ou seja, é o meu aniversário! Vou fazer uma festa. Você vem? - Calvin riu. O nó do meu cérebro virou um emaranhado como aqueles que só fios de fone de ouvido conseguem fazer. Não dava para entender aquele cara. Juro que tentava, mas não conseguia.

 

- Cla ... Claro.

- Ótimo. Agora, vá dormir, vizinha linda.

Sorri. Sua voz soou doce.

- Calvin?

- Oi?

- O que quer ganhar de aniversário? - perguntei em um tom divertido.

Era só para não ir dormir pensando na Sra. Klein. Não gostava de ser perturbada pela história lamentável da família do meu vizinho, pelo menos não durante a madrugada.

- Sua boceta enrolada em um laço - falou assim, na lata, e tenho certeza de que sorriu daquele jeito cafajeste.

- Peça outra coisa, seu cachorro.

Gargalhou.

 

- Relaxa ... Só quero a sua presença na minha festa. Combinado assim?

- Combinado.

Mas é claro que eu passaria duas semanas revirando lojas e mais lojas, atrás de um presente à altura. Eu me conheço o bastante para saber o quanto posso ser agitada, ansiosa e neurótica. Já disse que a culpa não é minha? 


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
19/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

Mais um livro que comprei porque suplemento de jornais falaram muito nele, alguns chegaram ao exagero de compará-lo a 50 tons de cinza.


 

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