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Depois dos Coronéis

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Depois dos Coronéis

Livro Mediano - 1 opinião

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Autor: J Ciro Oliveira

Editora: RDS

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 391

Ano de edição: 2014

Peso: 530 g

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Mediano
Marcio Mafra
19/08/2015 às 15:22
Brasília - DF
Ciro Saraiva, jornalista e militante político teve uma visão privilegiada da atuação dos governantes do Estado do Ceará. Até porque ele foi Secretario de Estado nos governos de Manoel de Castro (1981-1982) e de Gonzaga Mota (1983-1987).

Neste livro ele conta o tempo não apenas do depois, mas também, do antes e durante os governos dos coronéis. Os coronéis são: Virgílio Távora, Cesar Calls e Adauto Bezerra.

Depois deles vieram Tasso Jereissati (governou 13 anos), Lúcio Alcântara (governou 4 anos), Ciro Gomes (governou 4 anos) e Cid Gomes (governou 8 anos).

As histórias, as disputas, as traições e os mais importantes atos governamentais de cada um deles são contados com excesso de detalhes pelo autor, como é comum à linguagem jornalística. Ademais fica a impressão de “livro oficial” porque o autor não aprofunda nenhum ato ou fato político.

Fica sempre na superficialidade dos acontecimentos.

Bastante curiosas são as reproduções de manchetes e fotos de jornais, como se o autor precisasse “comprovar” algumas das histórias bizarras que ele narra ao longo do livro.

A leitura não flui porque os fatos não seguem uma cronologia lógica, sendo que o texto faz muitas remissões a fatos, governos e coisas passadas. Para quem não é do Ceará, o entendimento não é fácil porque fica tudo junto e misturado.

Autor bem informado, livro mediano.

Marcio Mafra
19/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

A história dos governos de Tasso Jereissati, Ciro Gomes, Lucio Alcântara e Cid Gomes, que governaram o Estado do Ceará, após os sucessivos governos dos coronéis.

Marcio Mafra
19/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

Collor em Juazeiro: "Tenho Aquilo Roxo"

 

Frei Damião ouviu quando Collor afirmou que "tinha aquilo roxo".

 

Ao seu lado, o frade riu da expressão e pensou que já não se fazia mais presidente como antigamente ...

Era uma quarta-feira, 10 de abril de 1991. O presidente Fernando Collor visitava Juazeiro do Norte acompanhado de grande comitiva. A cidade fora embandeirada por iniciativa do prefeito Carlos Cruz, do PMDB, que embora adversário político do chefe da Nação, desejava oferecer-lhe uma festiva acolhida. Qual não foi a surpresa de todos! Ao subir ao palanque, Collor de Melo, ao contrário do que desejava o prefeito, viu-se cercado de elementos que não gostavam dele, entre os quais se incluíam muitos petistas e sindicalistas.

De repente, aquilo que era para ser uma festa, acabou se transformando numa grossa pancadaria. Sopapos, pernadas, xingamentos e vaias substituíram as manifestações de carinho programadas.

Estavam presentes, entre outras personalidades, o governador Ciro Gomes, frei Damião de Bozano e Egberto Batista, secretário do Desenvolvimento Regional. Também, Adauto Bezerra, superintendente da SUDENE, um tanto desconfiado, parecendo não saber o porquê de está ali.

Poucas horas antes de Collor chegar à Praça Padre Cícero, os manifestantes já começavam a se concentrar, dirigindo apupos e palavrões aos visitantes. Tão logo o presidente chegou, cresceram as vaias e aí ninguém mais se entendeu.

Uma faixa colocada em frente ao palanque sugeria a derrubada de Collor. Um grupo próximo, cerca de 40 homens e mulheres vestidos com camisas do PT e da CUT, gritava em coro: "Um, dois, três, quatro, cinco mil, queremos Collor fora do Brasil". Egberto Batista tentou se aproximar dos manifestantes e arrancou-lhes das mãos uma faixa que continha outras ofensas ao presidente. Estabeleceu-se a confusão, os sindicalistas reagiram e os seguranças entraram em ação, apoiados pela Policia Militar. Falava, neste momento, sem que ninguém o ouvisse, o prefeito Carlos Cruz, um homem pacífico que não ficou impassível, dizendo, em altos brados, que Juazeiro não podia fazer aquilo com o Presidente!

Cerca de 3O mil pessoas estavam presentes à passagem de Fernando Collor por Juazeiro. Centenas de bandeiras haviam sido distribuídas pela prefeitura. O governador Ciro Gomes, visivelmente perturbado por aquelas manifestações - com as quais não concordava, diga-se em nome da verdade - saiu-se com a afirmação de que estamos motivados pela revolta. Muitos do Nordeste não tem emprego do qual tirar sua sobrevivência.

Irritado, Fernando Collor falou de outro modo. Fez questão de afirmar seu desagrado, declarando o que foi publicado, depois, pelos jornais, como uma coisa desrespeitosa: "meu pai já me dizia, desde pequeno, que eu tinha nascido com aquilo roxo. E nasci mesmo para enfrentar todos aqueles que querem conspirar contra o processo democrático".

Ao seu lado, frei Damião, seu convidado especial para a festa, riu baixinho. Pensou em Juscelino e Getúlio e deve ter concluído que já não se fazia mais presidentes como antigamente ...

Na véspera da visita presidencial, os juazeirenses foram convidados através de boletins e das três rádios locais, a participarem das manifestações. O grupo do PT e da CUT tivera o cuidado de chegar muito cedo à Praça Padre Cícero, cerca das 7 horas da manhã, portando as bandeiras e faixas com cuidado para evitar que seus objetivos se tornassem conhecidos.

Quando, às 10 horas, Fernando Collor e sua comitiva subiram ao palanque, encontraram uma grande multidão, mas foram logo surpreendidos com a pancadaria. A cidade de Juazeiro do Norte, que tinha então 200 mil habitantes, entrou em polvorosa.

No confronto entre segurança e petistas, os primeiros levaram nítida vantagem. Comandados pelo capitão Dario Cavalcanti, da PM de Alagoas, os seguranças aplicaram uma surra memorável nos adversários. Entre os feridos, estavam Francisco de Assis Diniz, que sofreu ruptura do baço e trincou uma vértebra; e Jacó Ferreira de Meio, vice-presidente da União das Comunidades de Bairros de Fortaleza que levou um soco na boca e perdeu um dente.

Frei Damião permaneceu o tempo todo, de cabeça baixa, contemplando o que acontecia e pedindo a Deus que aquilo nunca acontecesse com suas romarias. Se estava acontecendo com uma festa do presidente da República, por que não poderia acontecer com a festa de um pobre frade como ele?

 


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Marcio Mafra
19/08/2015 às 00:00
Brasília - DF

Revisitei Fortaleza em junho de 2015 e passei numa livraria onde comprei alguns livros, entre eles “Depois dos Coronéis” para conhecer, sob a ótica de um cearense como foram os governos de Tasso, Lucio Alcântara, Ciro e Cid Gomes.


 

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