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Atenas

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Atenas

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Autor: Airton Ortiz

Editora: Benvirá

Assunto: Turismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 211

Ano de edição: 2013

Peso: 250 g

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Excelente
Marcio Mafra
07/06/2015 às 19:27
Brasília - DF
A civilização e a democracia nasceram na Grécia. Visitar Atenas é ter contato com a história do mundo ocidental, tocar em suas imagens, conhecer seus mitos, seus deuses, sua beleza e, ”sobretudo é sentir a mistura de aromas, ruídos e visões que fazem bem para os sentidos. Atenas é uma pólis incomparável.” Os “recantos de Atenas que pouco significam para aqueles que estão de passagem, mas que transmitem a alma da cidade e de seus moradores: o Mercado Publico, o Museu da Acrópole, o Templo de Zeus, o Parthenon, a Ágora Grega e as pequenas tavernas onde os atenienses comem, bebem, cantam e dançam, por exemplo, são verdadeira instituições nacionais. O povo grego é comunicativo, simpático, culto, alegre e extremamente gentil. Ninguém devia morrer sem conhecer Atenas. E se possível Mikonos, Santorini, Naxos,Creta e Meteóra,

Marcio Mafra
07/06/2015 às 00:00
Brasília - DF

História viva na qual o autor faz interessante ligação entre a Grécia antiga, com o país atual, despida da imagem “turística” das ilhas gregas. Embora tenha sido o berço da civilização e da democracia, sua população vive uma terrível crise econômica e social. O livro é quase todo sobre a cidade de Atenas, resultado de seis viagens à Grécia que o autor realizou somente para escrevê-lo. É leitura indispensável para quem pretende conhecer ou está próximo de realizar viagem à terra dos gregos. O livro traz ainda as recomendações sobre lugares interessantes, atrações turísticas, passeios e dicas de viagem:  “O segredo para encontrar bons preços em Atenas é ir na baixa temporada, entre fevereiro e março, para fugir dos altos valores cobrados durante o verão europeu”, escreve Airton Ortiz.

Marcio Mafra
07/06/2015 às 00:00
Brasília - DF

Visitar certos museus me deixa com saudades de épocas que não vivi.

Como alguém que perdeu a melhor parte da história.

O Museu da Acrópole é um deles. Ancorado num prédio modernista que custou 130 milhões de euros.já foi eleito o melhor do mundo, e reúne os tesouros sobreviventes da Acrópole. Os deuses se foram, mas continuamos adorando as suas imagens.

Não fossem eles, os gregos em especial, o mundo serra mais tosco.

Construído sobre as ruínas de um antigo bairro ateniense, que podem ser vistas sob o piso de vidro, em forma de rampa, o térreo do prédio simula uma subida à cidadela dos atenienses. O acervo exibe uma infinidade de vasos pintados e oferendas dos santuários onde os deuses eram venerados.

A Galeria Arcaica, no primeiro andar, expõe uma série de estátuas, a maioria delas oferendas à deusa Atena, representada em suas diversas formas. São esculturas do século VI a.C. mostrando donzelas com seus vestidos drapejados, em geral carregando romãs, flores e pássaros. A leveza das imagens emociona,

Uma visão do paraíso.

Impressiona como o mundo atual perdeu suas formas.

A Galeria do Parthenon, no segundo andar, é um saguão de vidro alinhado com o templo verdadeiro, na montanha ao lado. Ela exibe as esculturas, métopas e o friso de 160 metros que narra, em altos-relevos, cenas da Grande Procissão Panatenaica. Pela vez primeira em duzentos anos ele é exposto na sequência original.

Misturadas entre os originais dourados estão as réplicas em gesso branco das partes roubadas pelo charlatão Lord Elgin, em 1801, e depois vendidas ao Museu Britânico. Por isso, mais da metade do friso está na Inglaterra. Apesar dos apelos internacionais, o governo de Sua Majestade continua ignorando as campanhas pela devolução dessas obras de arte.

Outros dois destaques são as cinco cariátides, as colunas em forma de mulher que seguravam o Erectêion (of course, a sexta também está no Museu Britânico!) e o akrotirion (ornamento colocado na ponta de uma aresta em um edificio clássico), o floral gigante que coroava o frontão sul do Parthenon.

Que patrimônio!

Fantástico!

Mesmo assim, o maior sucesso de público - e não sem uma ponta de razão -. é o documentário sobre a construção do Parthenon, como era no auge da sua glória, e a sua destruição parcial. Exibições contínuas, em línguas alternadas, nos remetem ao passado em que a beleza se justificava apenas por ser bela.

Pela reconstituição cinematográfica ficamos sabendo que a Moradia da Virgem foi mandada construir por Péricles ­ sempre ele - em homenagem a Atena Partenos, a deusa que representa o poder e o prestígio da cidade. Embora guerreira, ela era de paz, pois, ao contrário do belicoso Ares, venerado em Esparta, ela era a favor apenas da guerra defensiva.

Lord Byron, em seu poema A peregrinação de Childe Haroldo, nos conta o nascimento de Atena:

Não podem, por acaso, os tiranos

Senão pelos tiranos ser vencidos,

Não pode mais, acaso, a Liberdade

Achar na Terra um campeão, um filho,

Como Colúmbia, ao irromper, um dia,

Armada e imaculada como Palas?

Construído em mármore pentélico, exceto o teto de madeira, o Parthenon levou quinze anos para ser finalizado. Inaugurado em 438 a.C., é o monumento que melhor retrata a glória da Grécia e ainda hoje, em ruínas, é o mais admirável prédio da Antiguidade.

 

Como seria em seu auge?

Quando, além da beleza, emanava o poder da divindade?

O templo consiste em oito colunas dóricas em cada extremidade e dezessete em cada lado. A mais simples das três ordens das colunas gregas, o dórico não tem base e a parte principal da coluna tem vinte facetas e o capitel é constituído por um círculo simples.

 

Para alcançar a forma perfeita, as linhas do templo são curtas, criando uma ilusão ótica. As fundações são ligeiramente côncavas e as colunas um pouco mais convexas, fazendo parecer retas. Apreciá-lo é uma experiência sensorial.

As esculturas, o frontão, os frisos e as métopas eram coloridos. As métopas do leste retratavam os deuses do Olimpo lutando com gigantes e os jovens atenienses, liderados por Hércules, na batalha contra as amazonas. As métopas do norte exibiam o ataque a Troia, as do sul ilustravam a batalha dos lápites contra os centauros, um dos assuntos preferidos dos escultores e poetas da Antiguidade.

 

Por ser associado ao cavalo, admirado pelos antigos, o centauro é o único dos monstros mitológicos a compartilhar as festas humanas, o que nem sempre dava certo. Em um casamento, um deles, embriagado, tentou violentar a noiva, no que foi seguido pelos outros. Na luta, muitos centauros foram mortos. Mas nem todos eram briguentos. Quíron foi o mais sábio e justo dos centauros e, quando morreu, Zeus o colocou entre as estrelas, como a constelação de Sagitário.

 

Meu signo.

O centauro que tenta alvejar as estrelas, mas tropeça nos seixos do solo.

 

O teto do Parthenon era azul e decorado com estrelas douradas. Na ponta leste havia o santuário, com a estátua de Atena, onde alguns privilegiados podiam entrar. Projetada por Fídias, a imagem era folheada a ouro. Tinha doze metros de altura sobre o pedestal. O rosto, as mãos e os pés eram de marfim e os olhos de esmeralda. Usava um longo vestido decorado com a cabeça da Medusa, em marfim, sobre o peito.

 

Ah, pobre Medusa.

Ela era uma linda donzela que se orgulhava da sua beleza, em especial os cabelos. Mas, um dia, ousou compará-los com os de Atena e a deusa a puniu pela vaidade, transformando as longas madeixas em serpentes. Ela se tornou um monstro tão horrível que, se alguém a visse, logo virava pedra.

 

Perseu, com o apoio de Atena, que forneceu o escudo, e de Hermes, que emprestou as sandálias aladas, aproximou-se de Medusa enquanto ela dormia e, guiando-se pela imagem refletida no escudo, cortou-lhe a cabeça. Ofereceu-a a Atena, sua protetora, que passou a carregá-Ia consigo.

 

Além desse símbolo de poder, a imagem no Parthenon segurava uma pequena estátua de Niké, a deusa da vitória, na mão direita, e, na esquerda, uma lança com uma serpente na base. No alto do capacete havia grifos em relevo nos dois lados. Oito séculos depois de esculpida, ela foi levada para Constantinopla.

 

E desapareceu!

 

O ouro e as joias que a enfeitavam a destruíram.

Ao longo dos anos, o Parthenon foi transformado em igreja, pelos cristãos, que arrasaram parte das imagens por julgá-Ias pagãs; e em mesquita, pelos otomanos. Em 1687, a Acrópole serviu de campo de batalha entre venezianos e turcos. O Parthenon, então paiol turco, explodiu, mandando pelos ares parte do templo e muitos outros edificios sagrados, dando-lhes o aspecto de ruínas que vemos hoje.

 

A deusa que pregava a guerra defensiva foi derrotada.

Por uma guerra extremamente ofensiva.

Após assistir ao filme sobre o Parthenon, desço até a livraria para comprar alguns livros. Depois vou ao restaurante, ao lado, com vista para a Acrópole, e fico imaginando cenas do passado. Do passado pacífico, como defendia Atena.

 

Não sou saudosista, longe disso; mas que dá vontade de viajar no tempo e regressar ao século V grego, ah, isso dá.

Mas agora é tarde. Sinto-me como alguém que marcou um encontro e chegou atrasado.

 

Dois mil e quinhentos anos! 


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Marcio Mafra
07/06/2015 às 00:00
Brasília - DF

Viajei para Grécia em maio de 2015. Pouco antes, procurava alguns livros sobre a Grécia – não exatamente guias de turismo – e me deparei com este espetacular “Atenas” de Airton Ortiz. Mesmo que alguém não tenha esta viagem entre seus objetivos imediatos, devia lê-lo.


 

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