carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Memórias Póstumas de Brás Cubas

Livro Ótimo - 5 opiniões

  • Leram
    43
  • Vão ler
    23
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    23

Autor: Machado de Assis

Editora: Sedegra

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 222

Ano de edição: 1962

Peso: 375 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 


Excelente
Julia Gabriella da Rocha Tavares
17/01/2018 às 18:14
Vitória de Santo Antão - PE
Excelente... Li esse livro como paradidático na escola e até hoje o tenho, inclusive já reli várias vezes


Excelente
Francislene da Silva Diniz
13/01/2018 às 13:08
Guarujá - SP
Excelente!

Ótimo
Marcio Mafra
17/10/2013 às 15:37
Brasília - DF
Li para a escola e me apaixonei! Tem seus pontos engraçados!


Excelente
Rafael Mafra
02/09/2002 às 14:36
Brasília - DF

Li esse livro há uns 9 anos, quando eu tinha 13. Por ser um autor "antigo", fui incapaz de supor que o livro começaria com sua famosa dedicatória aos vermes. O livro é moderno, irônico e os personagens embora não passem por torturas mentais profundas, são bastante sólidos e suas reflexões são interessantes. Em alguns trechos, pode parecer um pouco lento, para quem como eu está acostumado a filmes americanos modernos, mas é divertido e mostra porque Machado de Assis sobressaiu


Excelente
Marcio Mafra
03/08/2002 às 16:14
Brasília - DF


Este livro foi escrito há mais de 120 anos, exatamente em 1881. Romance que ainda se lê depois de um século é necessariamente brilhante. Quando saiu a primeira edição, houve controvérsias, sobre o talento do autor. Silvio Romero, na época um crítico severo e autor da "História da Literatura Brasileira", disse ..."como originalidade é de gênero inferior. .." Despeito puro. Ciúme de homem com o sucesso de outro. Memórias Póstumas de Brás Cubas é o melhor e o mais sensacional romance da literatura brasileira escrito no século XIX, quando Macho de Assis tinha por volta de 40 anos de idade. Naquela época não havia cinema ou televisão e ninguém suspeitava o que fosse "flash back". Estruturalmente, tecnicamente e literariamente o livro é mais que perfeito, é espetacular. Imperdível.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História narrada por um defunto, que reconta a própria vida, do fim para o começo, num relato marcado pela franqueza e ironia, que começa assim: Expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi...

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História de D. Plácida. Não te arrependas de ser generoso; a pratinha rendeu-me uma confidência de D. Plácida, e conseguintemente êste capítulo. Dias depois, como eu a achasse só em casa, travamos palestra, e ela contou-me em breves têrmos a sua história. Era filha natural de um sacristão da Sé e de uma mulher que fazia doces para fora. Perdeu o pai aos dez anos. Já então ralava côco e fazia não sei que outros trabalhos de doceira, compatíveis com a idade. Aos quinze ou dezesseis casou com um alfaiate, que morreu tísico algum tempo depois, deixando-lhe uma filha. Viúva e moça, fica ficaram a seu cargo a filha, com dois anos, e a mãe, cansada de trabalhar. Tinha de sustentar a três pessoas. Fazia doces, que era o seu ofício, mas cosia também, de dia e de noite, com afinco, para três ou quatro lojas, e ensinava algumas crianças do bairro, 8 dez tostões por mês. Com isto iam-se passando os anos, não a beleza, porque não a tivera nunca. Apareceram-lhe alguns namoros, propostas, seduções, a que resistia. - Se eu pudesse encontrar outro marido, disse-me ela creia que me teria casado; mas ninguém queria casar comigo. Um dos pretendentes conseguiu fazer-se aceito; não sendo, porém, mais delicado que os outros, D. Plácida despediu-o do mesmo modo, e, depois de o despedir, chorou muito. Continuou a coser para fora e a escumar os tachos. A mãe tinha a rabugem do temperamento dos anos e da necessidade; mortificava a filha para que tomasse um dos maridos de empréstimo e de ocasião que lha pediam. E bradava: - Queres ser melhor do que eu? Não sei donde te vêm essas fidúcias de pessoa rica. Minha camarada a vida não se arranja à toa; não se come vento. Ora esta! Moços tão bons como o Policarpo da venda coitado... Esperas algum fidalgo, não é? D. Plácida jurou-me que não esperava fidalgo nenhum. Era gênio. Queria ser casada. Sabia muito bem que a mãe o não fôra, e conhecia algumas que tinham só o seu moço delas; mas era gênio e queria ser casada. Não queria também que a filha fôsse outra coisa. Trabalhava muito queimando os dedos ao fogão e os olhos ao candeeiro. para comer e não cair. Emagreceu, adoeceu. perdeu a mãe, enterrou-a por subscrição, e continuou a trabalhar. A filha estava com quatorze anos; mas era muito fraquinha, e não fazia nada, a não ser namorar os capadócios que lhe rondavam a rótula. D. Plácida vivia com imensos cuidados, levando-a consigo, quando tinha de ir entregar costuras. A gente das lojas arregalava e piscava os olhos, convencida de que ela a levava para colhêr marido ou outra coisa. Alguns diziam graçolas, faziam cumprimentos; a mãe chegou a receber propostas de dinheiro.. . Interrompeu-se um instante. e continuou logo: -Minha filha fugiu-me; foi com um sujeito, nem quero saber... Deixou-me só, mas tão triste, tão triste, que pensei morrer. Não tinha ninguém mais no mundo e estava quase velha e doente. Foi por êsse tempo que conheci a família de laiá: boa gente, que me deu que fazer, e até chegou a me dar casa. Estive lá muitos meses, um ano, mais de um ano, agregada, costurando. Saí quando laiá casou. Depois vivi como Deus foi servido. Olhe os meus dedos, olhe estas mãos. .. E mostrou-me as mãos grossas e gretadas, as pontas dos dedos picadas da agulha. - Não se cria isto à toa, meu senhor; Deus sabe como é que isto se cria... Eu tinha um mêdo de acabar na rua, pedindo esmola. . . Ao soltar a última frase, D. Plácida teve um calafrio. Depois, como se tornasse a si, pareceu atentar na inconveniência daquela confissão ao amante de uma mulher casada, e começou a rir, a desdizer-se, a chamar-se tôla, "cheia de fidúcias", como lhe dizia a mãe; enfim, cansada do meu silêncio, retirou-se da sala. Eu fiquei a olhar para a ponta do botim.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri, de um vendedor porta-à-porta, a coleção de livros Machado de Assis, em janeiro de 1962, quando já recebia salário do meu primeiro emprego, no Banco Inco - Banco Industria e Comercio de Santa Catarina, agência da W-3 Sul, quadra 7, bloco B, loja 3, anos depois se chamou quadra 507. A coleção, comprada e paga em prestações mensais se compunha de 11 volumes. Foi editada pela Sodegra Sociedade Editora e Grafica Ltda.: A Mão e a Luva, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Helena, Contos 1º e 2º Volume, Esaú e Jacó, Iaiá Garcia, Ressurreição e Memorial de Aires.


 

Para baixar ou visualizar o E-BOOK é necessário logar no site.
Clique aqui! para efetutar seu login.

 

Não tem uma conta?
Clique aqui e crie a sua agora!

 

 

 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2018
Todos os direitos reservados.