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Hitler

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Hitler

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Autor: Joachim Clemens Fest

Editora: Nova Fronteira

Assunto: História

Traduzido por: Analúcia Teixeira Ribeiro

Páginas: 1024

Ano de edição: 1976

Peso: 1.590 g

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Ótimo
Marcio Mafra
31/07/2002 às 20:24
Brasília - DF
Joachim Fest faz uma biografia completa - naturalmente não autorizada - de Adolf Hitler, com incrível riqueza de detalhes. Na verdade o autor vivenciou a grande maioria dos fatos, porque ele era um jovem quando a guerra terminou, dando a impressão ao leitor que o clima que salta do livro é autêntico. O livro, o autor e o tema são muito bons. Sabe-se que o pintor dá a tonalidade que deseja, às cores de sua pintura. Querer que o autor se ativesse apenas ao fato histórico, neste caso, seria impossível. Embora renomado historiador, é perfeitamente compreensível que sejam fortes as cores com as quais Fast pinta e sataniza Hitler. Porém, mesmo após a leitura, resta ao leitor a sensação de que os alemães eram a melhor gente da época. Raça e alma pura. Estirpe inigualável. Exemplares pais de família, probos, lúcidos, equilibrados, excelentes profissionais, cidadãos da mais alta categoria social, econômica, religiosa, cívica e cultural, todos vítimas do grande satã Adolf Hitler e mais uma meia dúzia de seus poucos homens de confiança. Ainda assim, o livro é ótimo, a história e a versão narrada por Joachim Fest, - nem tanto.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Hitler, biografia contada por um historiador e jornalista,e dividida em oito partes bem distintas: 1 - Uma vida sem objetivo, 2 - No caminho da política, 3 - Anos de espera, 4 - O tempo do combate, 5 - A tomada do poder, 6 - Os anos de espera, 7 - Vencedor e vencido, 8 - O fim.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A lei de plenos poderes não permitia ainda a Hitler manobrar contra a esquerda e a direita. Ele não queria aparecer como um usurpador, mas sim sob um manto de legislador, mesmo que esta veste estivesse remendada e gasta. Era dessa maneira que desejava obter um poder ilimitado. Essa tática viria impedir ao mesmo tempo o surgimento de um período de ilegalidade, como acontece em geral depois de alterações violentas de regime. Com a lei dos plenos poderes, Hitler dispunha do aparato da burocracia oficial, incluindo a justiça, que lhe era indispensável para consumar seus amplos objetivos: tinha assim uma base que satisfazia a consciência como também os anseios mais positivos. A maior parte dos funcionários atestou, não sem satisfação, o caráter legal daquela revolução que se diferençava assim, vantajosamente, apesar de todos os excessos, da imagem licenciosa de 1918; e foi esse fator, mais ainda que as tradições antidemocráticas daquela classe, que os levou a cooperar com o novo regime. Quem se rebelasse não se expunha a ser chamado à ordem pessoalmente, graças a uma lei bem cedo promulgada, mas também teria contra si doravante o peso daquela aparência de legalidade.. E tratava-se realmente de uma fachada legal, pois a despeito da tese que continuava a ser ventilada, segundo a qual se passaria sem danos e serenamente da república parlamentar para o Estado totalitário, é forçoso registrar, tendo em vista o conjunto de circunstâncias, que no desenrolar da revolução legal os elementos revolucionários ultrapassavam em muito os elementos legais. Nada conseguiu camuflar tanto a verdadeira natureza dos acontecimentos de então como a idéia de efetuar a mudança de cenário à vista de todos; isso era, contudo, um ato de conquista revolucionária do poder, que foi consolidado pela lei. Como estava estipulado no texto dessa mesma lei, ela foi estendida aos anos de 1937, 1941, e, ainda uma vez, a 1943. Mas permanecia uma lei de exceção promulgada numa espécie de estado de exceção. O vocabulário despótico do regime sublinhava igualmente o caráter revolucionário da conquista do poder. Certamente se procurara evitar cuidadosamente, d~ início, declarar o evento um "levante nacional", e na verdade essa noção tinha gerado imensas ilusões, a nostalgia da restauração e um devotamento ingênuo. Mas em seu discurso em favor da lei de plenos poderes Hitler já falara de "revolução nacional" em lugar de levante nacional, e duas semanas mais tarde Gõringretomou também radicalmente essa fórmula num discurso e a substituiu pela noção de "revolução nacional-socialista". O que aconteceu mais tarde seria secundário. Iriam assegurar posições de mando já conquistadas. A destituição autoritária dos Liinder foi promovida em poucas semanas. Paralelamente, todos os grupos e agremiações políticas foram esmagados. Depois de combater os comunistas, cuja derrubada se processou quase em surdina, num clima de terror mudo, de confinamento na ilegalidade, assim como na passagem oportunista para o lado vencedor, os nacional-socialistas voltaram-se contra os sindicatos, que, por sua hesitação funesta, tinham demonstrado embaraço e fraqueza desde os primeiros dias de março, e tinham imaginado, de modo fatal, poder se livrar por meio de gestos de paz. Embora numerosos dirigentes sindicais tivessem sido presos e molestados em todo o território do Reich, e as SA praticassem uma série de arbitrariedades invadindo as sedes locais, o presidente da confederação sindical dirigiu a Hitler em 20 de março uma espécie de mensagem de lealdade,. pela qual se renunciava às tarefas puramente sociais dos sindicatos, "qualquer que fosse a natureza do regime nacional". Quando Hitler fez sua uma antiga reivindicação do movimento dos trabalhadores, que nunca fora concretizada sob a república, e declarou o 1º de Maio dia de festa nacional, a direção do sindicato convidou os trabalhadores a participar das manifestações. Aqui e ali, os operários e demais empregados sindicalizados participaram então, à sombra de bandeiras que não eram as suas, dos gigantescos desfiles e escutaram os discursos dos funcionários nacional-socialistas. Ainda que revoltados, viam-se forçados a aplaudir. Bruscamente, encontravam-se no seio de uma facção a que até então se opunham de modo hostil: nada abalaria tanto o espírito de resistência daquele movimento sindicalista, que reunia milhões de pessoas, como aquela perturbadora experiência. E enquanto o Jornal Sindical, fiel à tática de amoldamento de seus dirigentes, festejava o 1º de Maio como "o dia da vitória", desde a manhã de 2 de maio os membros das SA e das SS ocupavam as sedes sindicais em toda a Alemanha, assim como as empresas de economia mista e as caixas de operários pertencentes à Federação, e os funcionários dirigentes da mesma eram presos, sendo alguns enviados a campos de concentração. Era realmente um fim inglório. A extinção do Partido Social-Democrata também se processou sem lances dramáticos. Os apelos à resistência lançados por alguns não provocaram, em geral, senão desmentidos neutralizadores da parte de outros dirigentes e por si mesmos já revelavam a impotência de um partido de massas aferrado a suas formas tradicionais. Depois de 30 de janeiro, o SPD passara a evocar sempre aquela Constituição, que os nacional-socialistas, com o poder lhes subindo à cabeça, desmentiam impetuosamente. O SPD repisara sempre a tese inteiramente ineficiente de que o partido não daria o primeiro passo para infringir a lei. E ainda que houvesse entre seus membros marxistas ortodoxos que reconheciam no nacional-socialismo "o último trunfo da reação", que as leis do determinismo histórico impediriam contudo de utilizar, a cúpula do partido justificava seu imobilismo com um lema tático: "O essencial é estar alerta!"60 Mas sua passividade exercia também uma ação profundamente desmoralizadora sobre as organizações subalternas, que tendiam bastante para uma conciliação com o adversário. A partir de 10 de maio, todas as sedes do SPD foram ocupadas, o mesmo sucedendo com seus jornais, e seus recursos financeiros foram confiscados por ordem de Gõring, sem que se registrasse qualquer indício de resistência, nem que a Reichsbanner viesse a ter igual destino. Após veementes discussões no seio da direção do partido, os que defendiam uma política pacífica e desejavam levar o regime à moderação, ao se mostrarem dóceis tiveram finalmente ganho de causa. Se o grupo socialista do Reichstag decidiu aprovar ocasionalmente a sonora declaração de Hitler de 17 de maio sobre a política exterior, agiu dentro da mesma perspectiva; sua intenção era formular um acordo, com certas restrições. Mas tal atitude era sutil demais em face da impiedosa vontade de destruição de que Hitler estava tomado. Em conseqüência de medidas que iam da chantagem ao assassinato, a que se lançou Frick contra os partidários do SPD confinados nos campos de concentração, o Partido Socialista decidiu votar no Parlamento pela declaração governamental. Sem esconder seu sarcasmo em relação aos da esquerda, Gõring viria a declarar no fim da sessão do Reichstag: "O mundo já sabe que o povo alemão sempre se põe de acordo quando está em jogo seu destino". Ninguém esperava mais qualquer gesto de resistência da parte do SPD, ferido, humilhado, quando finalmente ele foi extinto a 22 de junho e suas cadeiras no Parlamento ocupadas por membros de outras facções.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este livro foi editado em Berlim, em 1973, praticamente 30 anos após a presumida morte de Adolf Hitler. Comprei a edição brasileira, com intuito de tentar entender - sem nenhuma paixão - a vida e a trajetória de um homem satanizado pelo mundo inteiro, no entanto, foi mestre de si mesmo, organizador de um partido político, criador de uma ideologia, estrategista militar, chefe de estado e de governo, e, o eixo do mundo durante dez anos. Foi preciso uma guerra quase mundial, que durou seis anos consecutivos, para conseguir distruí-lo e a seus poucos aliados.


 

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