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Zapata

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Zapata

Livro Ótimo - 2 comentários

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Autor: H H Dunn

Editora: Civilização Brasileira

Assunto: Romance

Traduzido por: James Amado

Páginas: 265

Ano de edição: 1964

Peso: 480 g

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Excelente
Marcio Mafra
11/12/2004 às 15:16
Brasília - DF


Excelente história de um salteador, passada nos primeiros anos de 1900, na idade de ouro do México, de nome Emiliano Zapata. Emiliano Zapata foi o líder mexicano dos rebeldes que diziam:"é melhor morrer de pé do que viver de joelhos" Em 1910 armou-se e conseguiu juntar um exército de mil índios, tornando-se o maior bandido da América. Apossou-se três vezes da Cidade do México e nomeou dois Presidentes da República. Seus agentes foram ministros e governadores de estados. Zapata foi um herói popular, ainda cultuado no México. Morreu assassinado numa emboscada. O autor é muito bom. O tradutor fez um trabalho de primeira. A leitura flui, encanta e emociona. É um livro excelente.




Ótimo
Roberto Kron
08/07/2002 às 17:15
Brasília - DF

O autor, ciente das atrocidades produzidas pelos EUA ao México, relata seus dias junto a guerrilha revolucionaria liderada por Emiliano Zapata de forma realista e cativante,fazendo com que o leitor entenda melhor a ideologia dos revolucionários.O mais interessante do livro, é o relato crítico de um cidadão norte americano a politica de sua nação em relação aos seus vizinhos.Mister reina


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Emiliano Zapata, seus feitos e sua morte. Foi escrito por alguém que lutou a seu lado durante anos; com ele cavalgou estribo contra estribo, nos seus assaltos; contou-lhe as execuções; com ele bebeu em suas festas de casamento; observou-lhe a ascenção e ouviu de sua esposa índia os fatos concernetes à sua queda final numa tumba sem inscrição. A história dos primeiros anos de sua vida é narrada segundo a versão que foi dada ao autor, pelo chefe da Horda e seu irmão.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A despeito do seu corpanzil algo grotesco, o rosto de Francisco Villa tinha naquele momento a expressão própria de uma criança intrigada. Eu já vira esse mesmo ar de espanto e certo desafio nas feições dos pequenos delinqüentes mestiços que operavam em New Orleans. Era apenas um instante revelador do verdadeiro Villa. - Trago-lhe uma mensagem do seu companheiro de lutas, Emiliano Zapata - disse-lhe. Villa empertigou-se, suas feições endureceram. O sorriso imaturo desapareceu e seus olhos piscaram, espertos, como os de um negro cheios de truques. Sua mão esquerda tombou com a velocidade de uma pedra atirada com fôrça. Por um instante julguei ter-me enganado e que ele ia sacar uma pistola que trazia escondida, mas a mão voltou a erguer-se. Segurava uma garrafa de champanha. Villa riu-se, divertido com a própria brincadeira em meio a uma conversa séria. Arrancou com os dentes o arame que prendia a rolha. Com a outra mão aplicou um golpe ruidoso no fundo da garrafa: a rolha chocou-se contra o teto do vagão, como o ruído do disparo de uma pistola automática. Imediatamente Bill Edward apareceu com um revólver na mão. O homem-macaco riu-se, empinou a garrafa e sorveu diretamente o vinho espumejante. Seu pomo-de-adão subia e descia como o de um avestruz ao engolir uma série de pequenas laranjas. Bill resmungou e saiu novamente. Com a manga suja Villa limpou o gargalo da garrafa e passou-a a mim. Limpei-o novamente e bebi. Se o leitor jamais bebeu champanha diretamente da garrafa, aconselho-o a treinar um pouco antes de exibir-se em público. Ao recuperar o fôlego, Villa disse: - Agora sei quem é você. - Pois claro: encontrei-o na Cidade do México, quando Huerta o mantinha preso ali para entregá-lo a Madero - respondi. - Si, lembro-me dessa vez também, mas foi Emiliano quem me falou em você . Você é o gringo doido que não queria nem dinheiro nem mulher e nunca andava armado. - E desatou numa gargalhada de gorila para logo ficar, novamente, sério. - A mensagem - ordenou. - O general Zapata quer saber se lhe é possível atravessar as linhas de Obregón e alcançar a Capital. Ele planeja atacar Obregón pela retaguarda. Gonzalez está engarrafado em Puebla. Carranza está em Vera Cruz. Emiliano diz que, se puder trazer quinze mil homens para o sul, junto consigo, pode esmagar Obregón pelos dois lados. Que resposta deverei levar-lhe? Um tanto surpreso, ele contra-atacou, procurando ganhar tempo: - E que fará se eu lhe der a resposta? Irá publicá-la nos Estados Unidos, para que Carranza tome conhecimento dela? - Não. Vou para o sul, através do exército de Obregón, até a Cidade do México, onde tenho encontro marcado com o general Zapata. Somente a ele transmitirei, fielmente, a sua resposta. - E por que está fazendo isso? - Porque vou ser pago pelo serviço. - Conhece Obregón? A verdade tem hora. Não era aquela. Respondi: - Não. - Pues, se ele o apanhar vindo do norte, mandará fuzilá-lo sem procurar saber de quem se trata. - Por quê? - Isto é coisa que terá de aprender por si mesmo e - Villa gargalhou com a pilhéria - quando o conseguir talvez seja tarde demais. - Sou cidadão norte-americano. Os Estados Unidos estão preocupados com a situação no México. Certamente nenhum dos cabecillas de "Don Vênus" maltrataria um jornalista norte americano. Villa riu-se novamente, uma daquelas explosões incontroláveis de bom-humor que por vezes eclodia através de sua bestialidade.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Milton Paulo Borges Leal, florianopolitano, advogado, boa vida, pescador e contador de histórias, em outubro de 1970, me presenteou este livro. Este livro faz parte da minha pretensiosa lista pessoal de "best sellers".É um dos favoritos do Marcio.


 

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