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Meu Caminho Para Brasília - 50 Anos em 5

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Título: Meu Caminho Para Brasília - 50 Anos em 5 Autor: Juscelino Kubitschek de Oliveira Editora: Bloch Assunto: Biografia Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil Páginas: 453 Ano de edição: 1978 Peso: 975 g
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  • Excelente Marcio Mafra
    08/07/2002 às 15:35 Brasília - DF
    O livro é tão entusiasmante quanto o otimismo que JK transmitia. Juscelino conseguiu em seu governo desenvolver a industria da Construção Naval, dobrando a produção de navios. Construiu as primeiras grandes hidroelétricas: Peixoto, Cachoeira Dourada, Três Marias, Paulo Afonso e Furnas. Passou a produção de petróleo de 5 mil para 82 mil barris por dia. Implantou a industria automobilística, que saiu de zero unidades em 1956 para 321 mil veículos produzidos em 1960. Iniciou a fabricação de asfalto brasileiro, que saiu do zero em 1956 para a produção de 3 milhões de barris/ano em 1960. Dobrou a produção siderúrgica, abriu mais de 20 mil quilômetros de estradas, dobrou a produção de cimento, além de ter construído Brasília e transferido a Capital do Brasil. Tenho certeza, que após a leitura, qualquer leitor entenderá porque Juscelino foi considerado um estadista, ao invés de só um bom governante. Excelente como biografia e como história política.


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  • No último volume da trilogia Meu Caminho Para Brasília, sabe-se da história mais recente de Juscelino, no exercício de seu mandato de Presidente da República que vai de 31 de janeiro de 1956 até o dia o mesmo dia e mês de 1961, quando transmitiu o governo para Jânio Quadros.

  • As eleições de outubro de 1958. Os resultados das eleições de outubro não alteraram a composição das forças que se digladiavam no cenário político. O PSD conservou a mesma bancada na Câmara e no Senado; a UDN melhorou sua situação no Senado, embora mantendo o antigo nível na Câmara; e o PTB caiu para o terceiro lugar na representação no Senado, mas ficou equiparado à UDN na Câmara. Mesmo a questão "nacionalista", apesar da exaltação com que era pregada por alguns de seus líderes, não teve forças para quebrar o tradicional equilíbrio reinante na representação dos grandes partidos. O horizonte político se desanuviara, permitindo alguma visibilidade em termos de sucessão presidencial. O que ocorrera de inédito na preparação do pleito fora a mudança de tática da UDN na maneira de disputar a preferência do eleitorado. Durante doze anos, esse partido integrado por professores jurisconsultos mantivera-se fechado na sua "torre de marfim",julgando indigno utilizar-se dos processos de campanha eleitoral, de que se valiam as demais organizações partidárias. O lenço branco era o seu símbolo. Nos seus comícios, ao invés de cartazes com mensagens efetivas,os udenistas exibiam aquele mar de lenços brancos, o que era decorativo sem dúvida, mas não possuía qualquer conteúdo de apelo popular. Houve outro fato, na época, que foi objeto de intensa especulação por parte dos analistas políticos. Refiro-me à reforma ministerial a que fui obrigado a realizar, tendo em vista o dispositivo da Lei Eleitoral, no referente às desincompatibilizações para o pleito de outubro. A escolha dos novos ministros, havendo recaído quase só em amigos pessoais, prestara-se a uma interpretação que não correspondia à realidade. Dizia-se que eu, ao reformar o Ministério, havia liquidado o chamado "governo de Novembro", isto é, o sistema político que emergira da crise de 1955. E citava-se, para reforçar esse raciocínio, o afastamento de Alckmin, considerado o "general civil" da batalha do contragolpe de Lott, que fora substituído por Lucas Lopes, um técnico e não um político. Como não dei qualquer explicação, definindo o critério que prevalecera na escolha do titular da Fazenda, aquela conclusão fora julgada válida e, como conseqüência, os círculos políticos se movimentaram. Surgira, assim, a articulação de uma nova frente, cujo objetivo declarado era o de conter o avanço dos "esquerdistas". No fundo, o que se pretendia, de fato, era o alijamento do general Lott do Governo. E a agitação, verificada na Aeronáutica naquele período, serviu para justificar a necessidade de intensa movimentação política. Tudo teve início quando o general Lott assumiu a pasta da Aeronáutica, na ausência do brigadeiro Melo, que ia viajar para os Estados Unidos. Disseram que havia sido minha a idéia, no entanto o arranjo fora concertado entre os próprios titulares. Quando o general Lott fora à Europa, para assistir às exéquias do Papa Pio XII, o brigadeiro Melo substituíra-o, interinamente, na pasta da Guerra. E nada ocorrera naquela área militar. Entretanto, já não aconteceu o mesmo quando Lott assumira a pasta da Aeronáutica. Por ocasião da transmissão do cargo, doze brigadeiros ostensivamente deixaram de comparecer à cerimônia. No dia seguinte, quando o ministro Melo embarcava para os Estados Unidos, o brigadeiro Ivo Borges, ao encontrar-se com Lott no aeroporto, fez-lhe a continência regulamentar, mas não lhe apertou a mão. O general poderia ter ignorado a desconsideração, mas não era homem para isso. Ali mesmo, antes do embarque do ministro, ficara decidida a demissão do brigadeiro Ivo Borges da Inspetoria Geral da FAB. Essa punição representou o estopim que iria desencadear uma onda de agitação naquela pasta. Quatro dias mais tarde, ocorrera outra manifestação de indisciplina por ocasião da diplomação de mais uma turma da ECEMAR. Lott punira, igualmente, os manifestantes e aquela área militar entrara em efervescência. Houve tentativa de se estender o movimento até a Marinha, de forma a se caracterizar a rebeldia como um prolongamento da agitação política de novembro de 1955, mas a manobra não obteve êxito. Os insubordinados foram enquadrados no regulamento disciplinar das Forças Armadas e outros o seriam, se o brigadeiro Melo não houvesse antecipado seu regresso dos Estados Unidos. Esses acontecimentos se, por um lado, fortaleceram ainda mais a posição do general Lott na área do Ministério da Guerra, deram origem, por outro lado, à articulação para alijá-lo daquela pasta. A primeira evidência de que estava em processamento essa articulação, tive-a através de contatos realizados, na época, com o general Cordeiro de Farias. Mantinha as melhores relações possíveis com esse chefe militar, mas, no plano político, éramos adversários. Cordeiro de Farias procurara-me por duas vezes. Durante esses encontros a palestra nunca deixara o terreno das generalidades, com observações pessoais, minhas e dele, sobre a situação política. Intrigou-me a repetição daquelas entrevistas, pois a impressão que tinha era a de que o general desejava falar-me sobre alguma questão específica. E, de fato, essa questão acabara surgindo, mas num terceiro encontro. O general, após uma análise da situação nacional e um apelo em favor de um entendimento geral, concluíra: "Mas nenhuma pacificação será possível, Presidente, enquanto o senhor não desnovembrizar o Governo." "Desnovembrizar", segundo me informou, significava afastar o general Lott da pasta da Guerra. De fato, ele constituía o grande espantalho para os adversários do Governo. Com Lott na pasta da Guerra, a subversão era impraticável, as instituições estariam garantidas e eu poderia me dedicar, sem preocupações, à execução do Programa de Metas. Disse-o, com franqueza, a Cordeiro de Farias. Entretanto, minha situação política naquele momento era perfeitamente satisfatória. Ao contrário do que acontecera a Getúlio Vargas, que chegara ao Governo fortíssimo e fora se enfraquecendo com o passar dos anos, eu conquistara terreno à medida que se aproximava o fim do qüinqüênio. E uma prova disso fora justamente aquela reforma ministerial: realizada, não segundo um critério político, mas ao sabor das minhas preferências pessoais. É verdade que a UDN, por falta de visão política, mostrava-se naquele momento, visivelmente enfraquecida. Ela se deixara ficar à margem de duas iniciativas governamentais que haviam obtido a maior ressonância no seio da opinião pública - a Operação Pan - Americana (OPA) e a construção de Brasília. No que dizia respeito à OPA, tudo fiz para entrosá-la no movimento, para discutir o assunto. Os representantes da UDN compareceram, mas nenhuma contribuição apresentaram que pudesse ser aproveitada. Quanto a Brasília, a atitude dos udenistas refletiu o faccionismo que os avassalava. A UDN aprovara a transferência da capital, votara pela constituição da NOVACAP e designara, por fim, dois representantes seus para integrar a diretoria daquela empresa. Tudo isso, porém, no pressuposto de que Brasília não seria construída. Como nada disso aconteceu, decidira, então, torpedear a inauguração. Em fins de 1958 tiveram início as manobras nesse sentido. Exigiu-se a saída de Íris Meinberg da NOVACAP, sob o pretexto de que um representante da UDN não poderia endossar a "loucura que se fazia no Planalto". Pouco depois, compreendendo que a exigência não seria atendida - já que Íris Meinberg tomara-se um dos grandes entusiastas da nova capital - passou-se à idéia de adiar a data da inauguração. Nesse sentido, o senador Othon Mader chegou a apresentar um projeto, na Câmara Alta, alterando aquela data para 1970. Naquela época, Brasília deixara de ser uma obra do meu Governo, para se converter num símbolo nacional. Sentia-me, pois, tranqüilo. Consolidara uma situação política própria, acima dos partidos, mas prestigiada por quase todos eles. Por ocasião da passagem do ano, Murilo Meio Filho fixou, num comentário publicado na revista Manchete, minha surpreendente recuperação no plano do sentimento nacional. "Há três anos" - escreveu - "ninguém poderia garantir que ele comemoraria, no Catete, o seu terceiro aniversário de mando. Ainda se ouvia o eco dos tanques que saíam da Vila Militar para assegurar-lhe a posse. Logo depois, lá no meio da selva, ecoariam também as vozes que em Jacareacanga anunciavam mil e uma agitações. Em seguida, a 'espada de ouro', o projeto do rádio, o caso Adil, os quebra-quebras, Lati na Aeronáutica, aviadores presos. Sobrevivendo e sobrevoando, o presidente Kubitschek atinge o terceiro ano do mandato. Agora, mais do que nunca, tem certeza de que chegará ao quinto.

  • Marcio Mafra
    18/01/2013 às 19:17 Brasília - DF

    Em 1958, por volta dos 14 anos de idade, tive consciência do governo JK, quando meu pai viajou de Florianópolis para Brasília. Aqui, em 16 de maio de 1960, conheci pessoalmente o Presidente da República durante a aula inaugural do colégio Caseb. Comprei o livro Cinquenta Anos em Cinco, praticamente no mesmo dia em que chegou nas livrarias. Este livro faz parte da minha pretensiosa lista pessoal de "best sellers".É um dos favoritos do Marcio.