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O Império é Você

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O Império é Você

Livro Excelente - 3 opiniões

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Autor: Javier Moro

Editora: Planeta

Assunto: História

Traduzido por: Clene Salles

Páginas: 495

Ano de edição: 2012

Peso: 635 g

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Excelente
andrea chiari
19/06/2015 às 13:34
Brasília - DF
Simplesmente maravilhoso.

Excelente
Elias Marinho
26/04/2015 às 13:35
Santa Maria - DF
Simplesmente maravilhoso. O autor consegue satisfazer a curiosidade do leitor de como teriam sido os diálogos durante os famosos atos do império brasileiro de D. Pedro I. Os demais autores que conheço se propuseram a contar de um angulo superior, diferente do ousado Sr. Javier Moro que procurou contá-la de dentro.
Em diversas passagens me arrepiei aos detalhes feitos pelo autor, com destaque para os atos do Fico, grito da independência e despedida de D. Pedro no quarto de seu filho Pedro. Por conhecer um pouco a história brasileira, lia cada ato importante e ficava excitado pensando como seria descrito o próximo ato, exemplo quando li a descrição do Fico e fiquei aguardando com ansiedade o grito da independência.
Não conheci ainda um escritor com tamanha habilidade em imaginar e escrever as emoções, apreensões e diálogos que aqueles personagens teriam expressado naquelas ocasiões. Habilidade que considero extraordinária a considerar o tempo já decorrido, a nacionalidade do escritor e as fontes muitas vezes carentes de detalhes fundamentais.
Sempre fui fã de Pedro, fruto de leituras anteriores, homem que para mim sempre foi de fato um legítimo brasileiro, apaixonado por tudo que se dedicava, que vivia de fato suas paixões ao extremo e que abriu mão de muitos privilégios em prol de nosso país. Esse livro serviu para aumentar ainda mais minha admiração.
O livro é arrebatador do inicio ao fim, li o epílogo querendo retornar ao inicio para ter a certeza que desfrutei realmente de tudo desta maravilhosa obra

Excelente
Marcio Mafra
15/02/2015 às 23:20
Brasília - DF
Nos anos 50, 60 e 70 muito pouco se ensinava nas escolas sobre a história da construção da nação brasileira. Agora, em pleno ano 2015, se estuda menos ainda.

Sobre Cabral, o descobridor “oficial” do território, pouco ou quase nada se sabe. Nos três séculos seguintes ao descobrimento o Brasil permaneceu na condição de Colônia Portuguesa, não havendo fatos muito relevantes, sob o ponto de vista histórico, para destacar.

Mais de 300 anos depois, em 1808, Dom João VI, Rei de Portugal, fugiu para o Brasil porque não tinha condições militares de enfrentar o então poderoso Napoleão, Imperador da França. Este reinou até 1815, quando foi deposto e exilado na Ilha de Santa Helena, onde morreu em maio de 1821.

Em abril de 1821, um mês antes da morte de Napoleão, D. João VI retorna para Portugal, porque os súditos de lá estavam se revoltando e, claro, Napoleão não era mais uma ameaça.

Deixou aqui seu filho, Pedro I, então com 24 anos de idade, na condição de Príncipe Regente. Um ano e pouco depois, em setembro de 1822, Pedro declara a independência do Brasil.

Foi o escritor – não historiador – Laurentino Gomes quem se utilizou do jornalismo investigativo e escreveu três livros de sucesso:
1808, que trata da fuga do “valente” D. João VI;
1822 que conta a história da independência do Brasil,
e 1889 que marca o ano em que foi enxotado o Imperador e seus familiares e começa a Republica dos Estados Unidos do Brasil.

Agora vem outro jornalista, espanhol de sangue, cama mesa e banho e também conta a história de Dom João e seu filho Dom Pedro I.

A mídia, os intelectuais e alguns historiadores desceram o sarrafo no autor de “O Império é Você”, alegando inconsistências históricas.

"O único viés pela qual o meu livro deve ser analisado é o literário. Estão querendo medir um romance, assim anunciado, por réguas acadêmicas", disse Javier Moro.
Segundo Moro, o livro lhe tomou 18 meses de extensa pesquisa, no Brasil, na Espanha e em Portugal. Dezenas de livros e registros biográficos de d. Pedro 1º ajudaram a talhar a imagem do imperador que declarou a independência do Brasil.

"Durante um ano eu li todos os livros possíveis sobre a vida dele e não cheguei ao seu âmago. Achei por bem dar forma a isso usando a literatura". Para Moro, o folclore em torno do monarca, mulherengo e dado a excessos, esconde um lado político de suma importância. "Ele morreu aos 36 anos como um líder europeu defensor de causas liberais.”

“Para mim, a paixão por uma bailarina francesa antes de ele se casar com a imperatriz Leopoldina pode ter razões mais profundas para o molde dessa personalidade do que o que registra a história" declarou o autor e concluiu:

"Nada me faria mais satisfeito do que o livro se tornar um sucesso no Brasil. Até para que conheçam melhor um personagem que eu considero subestimado no país".

Como leitor eu gostei. Gostei muito. Acho que em certos trechos o autor adota o mesmo estilo de Laurentino Gomes. Mas não o copia. Talvez com mais este livro e mais a polêmica levantada sobre fatos romanceados da história, os estudantes brasileiros possam melhor entender as origens do país e da nação – tanto os méritos como os deméritos – vez que nas escolas muito pouco se aprende sobre a nossa história.

Marcio Mafra
15/02/2015 às 00:00
Brasília - DF

A história romanceada de Dom Pedro I, que assumiu o trono quando seu pai, Dom João VI, retornou para Portugal. Mulherengo, farrista, divertido e boa vida, Dom Pedro era um homem sem frescuras, ansioso, brigão, emotivo e bastante democrático. Humanista, sempre foi contra a escravatura. Além das muitas mulheres em sua vida, Pedro I passou por experiências típicas da formação de uma nação, a partir de sua independência, como as constantes crises politicas, advindas da cultura absolutista e colonialista e as dificuldades naturais pela monarquia constitucional, adotada como forma de governo. O livro narra a infância do Imperador, a chegada da família real ao Brasil, a sua vida de adolescente, jovem e adulto de 1808 até abril de 1821, quando D.Pedro I deixa o Brasil em mãos de seu filho, Pedro II, com 6 anos de idade e vai até Portugal para depor seu irmão Dom Miguel, usurpador do trono português. D.Pedro I Morreu em 1834 aos 36 anos de idade.

Marcio Mafra
15/02/2015 às 00:00
Brasília - DF
 
Algumas semanas depois, uma segunda crise provocou em Pedro fortes vômitos. 
E dessa vez não tinha ouvido uma bronca de sua mãe.
 
"Ele teve um ataque muito violento no dia 7" - escrevia Leopoldina para a irmã. 
 
-"Estava a sós com ele e teve a maior dificuldade em desabotoar sua gravata, atada com um 
laço, que o ameaçava como se fosse asfixiá-lo. Dizem que foi outra crise nervosa, mas 
infelizmente me parece que é epilepsia." 
 
Teria razão aquele informante alemão que assegurara que o outro grande defeito de Pedro 
eram seus devaneios com todo tipo de mulher? 
Leopoldina descartou rapidamente esse pensamento funesto porque 
tinha compaixão por seu marido e estava cega de amor. 
 
"Posso garantir-lhe, queridíssimo pai" - escreveu para o imperador da Áustria, "que graças a Deus tenho 
um marido de bom caráter, justo, franco e direto, e que possui um bom coração." 
 
Em outra carta, pedia para que seu pai não acreditasse nas histórias escandalosas que 
circulavam a respeito de seu marido. Assegurava a ele que Pedro passava o dia todo 
com ela, que tinha abandonado completamente as visitas às tabernas e que não o via 
com outras mulheres. Disso tinha certeza. 
 
Pedro era sensível ao amor que lhe professava sua mulher, sua boa disposição, 
sua doçura e a dedicação que lhe demonstrava. Exceto por suas mudanças 
de humor e seus ataques epiléticos, na maior parte do tempo ele se mostrava 
animado. A condessa de Kunburg confirmava em uma carta: "O príncipe está 
encantado com sua esposa e ela com ele. Os dois passeiam diariamente, sempre a 
sós, como dois apaixonados". 
 
Também dentro da casa, a vida doméstica se desenvolvia em um ambiente de 
tranquila felicidade, que surpreendia os que conheciam Pedro. O príncipe parecia 
transformado, embora ninguém apostasse que essa mudança fosse duradoura, menos 
ainda o Chalaça, que agora andava com Miguel. Eles eram o Velho Mundo, da 
época antiga. "Desde o seu casamento"- escreveu um diplomata alemão -, "Pedro 
se tornou um tanto mais sério." 
 
Tinha entrado em um novo universo pela mão de uma boa companheira, uma 
mulher que lhe ampliava o horizonte, que lhe falava da corte de Viena, de Napoleão, 
de política e histórias europeias, dos reis do Velho Mundo, que o tinha feito descobrir
Voltaire e Benjamin Constant ... Por sua vez, ela era valente, corajosa na hora de 
ter que lidar com os cavalos em lugares afastados e selvagens. Ela tinha uma sensUalidade
especial, era reservada de um jeito que a fazia diferente das demais mulheres,
e o segredo de sua atratividade era uma mistura de passividade e distinção. 
 
Parecia que escondia em seu interior uma misteriosa qualidade, que a fazia permanecer 
como alguém distanciada, sempre com seu tranquilo sorriso, inclusive quando Se 
entregava ao desejo febril de seu esposo. Ele gostava daquele olhar distante, daqueles
olhos claros que sorriam e da maneira tão peculiar de abandonar-se a si mesma. 
 
Além da equitação, o que os unia era a paixão pela música. Sentada ao piano, 
Leopoldina acompanhava seu príncipe sempre disposto a tocar a flauta, o violino
ou O trombone. A música, para Pedro, proporcionava sossego, revelava a terna 
e sonhadora essência de sua sensibilidade, tantas vezes encrespada pela ira e por 
depressões fugazes. Leopoldina reconheceu o talento de seu marido e o animou a 
estudar composição com o pianista austríaco Sigismund von Neukomm, discípulo 
de Haydn, que se instalara no Brasil alguns anos antes. 
 
Na verdade, a inclinação de Leopoldina pela vida intelectual, não era um obstáculo, 
e sim um estímulo para as boas relações que compartilhavam. Pedro, que 
era suficientemente inteligente para se dar conta de inumeráveis lacunas na sua 
formação, viu em sua mulher a possibilidade de preenchê-las. 
 
Sentia uma franca admiração por sua cultura e seu talento. À parte a música
e a questão científica, Leopoldina era uma esmerada pintora de retratos e paisagens. 
 
Da mesma forma que tinha acontecido com sua relação com a bailarina francesa, 
Pedro voltava a desfrutar de um contato íntimo e duradouro com alguém cujos conhecimentos eram 
muito superiores aos seus. Consciente disso, não queria desperdiçar essa oportunidade
que a vida lhe oferecera, especialmente quando soube que Noémie tinha 
aceitado casar-se com o marinheiro francês que a levara de volta para a Europa. 
 
Quando olhava para trás, apenas distinguia as brasas do fogo que tinha ardido em 
suas entranhas. Restava-lhe um sentimento de pesar pelo que poderia ser e não foi, 
uma vaga sensação de nostalgia e sempre uma fisgada de dor por aquela criança que 
falecera. Mas estava conseguindo virar a página. 
 
"Quando Pedro está ao meu lado, me sinto protegida e segurá', Leopoldina 
escreveu à irmã. Em geral, Pedro era muito generoso com o tempo e os esforços 
que dedicava aos que o rodeavam. E com mais razão aos que dedicava à sua mulher. 
Dedicou-se com afinco para organizar quatro dias de festejos em comemoração 
do vigésimo primeiro aniversário de Leopoldina, em 22 de janeiro de 1818. 
 
O rei mandara construir uma praça de touros provisória em frente ao palácio e Pedro, 
acompanhado de seu irmão Miguel, escolheu minuciosamente os touros que participariam
do espetáculo, que se iniciara na tarde do dia 22. Todos os que toureavam 
a cavalo eram portugueses, já que os brasileiros nunca demonstraram inclinação 
pelas touradas. 
 
O entusiasmo que a austríaca sentiu pela beleza do balé que os jóqueis executavam
na praça esfriou de repente, quando um dos que toureavam a 
cavalo caiu no chão e acabou sendo atingido pelos chifres do animal, e o sangue 
começou a jorrar; o homem morreu diante dos gritos do público. 
 
Na tarde seguinte, foi a vez de outro toureiro. "Que horror': pensou a princesa, escandalizada de que 
seu aniversário custara a vida de duas pessoas. Teria preferido mil vezes celebrá-lo 
com um grande baile, como os de Viena. Depois de contar tudo à irmã, descrevendo 
o acontecido em uma carta, confessou-lhe: "Sinceramente, eu adoraria dançar 
uma valsa de vez em quando': Os portugueses da corte reagiram de maneira oposta. 
Estavam exultantes diante do êxito das corridas e pediram ao rei a construção de 
uma praça de touros permanente no Rio de Janeiro. Dom João, como sempre, respondeu
com evasivas. 
 
Sua mente estava ocupada com acelebração de outro magno acontecimento, 
que teve seu lugar semanas depois: a cerimônia de sua entronização, que estava 
sendo postergada havia dois anos porque o clero demorava a declarar que a falecida 
rainha Maria tinha oficialmente abandonado o purgatório. 
 
Compareceram pessoas de todos os cantos do Brasil para assistir a primeira 
entronização de um soberano europeu que teria lugar no Novo Mundo. Era uma 
festa de gala cercada de toda a pompa dos cortesãos, e Dom João VI aceitava a petição
de várias delegações dos governos locais de Portugal e Brasil para que reinasse 
sobre eles. 
 
Fez seu juramento pousando a mão sobre a Bíblia, sentado em um trono 
com o cetro na mão e a coroa colocada sobre a pequena mesa a seu lado. Com 
um chapéu de plumas, era a primeira vez que reluzia em seu manto real diante de 
seus vassalos brasileiros. "Vestido assim, quase parece um rei de verdade': pensou 
Carlota. Seus filhos Pedro e Miguel se aproximaram, fizeram a reverência e juraram 
lealdade. Ministros e os favoritos de Dom João os olhavam com uma mistura de 
desprezo e apreensão. Atrás, estava Leopoldina, com um chapéu de grandes plumas 
brancas, junto às outras princesas, vestidas de vermelho. 
 
Carlota, à direita do marido, assistia impassível o espetáculo de consagração 
dessa monarquia no trópico. O que poderia ter sido uma exceção parecia começar 
a converter-se em algo permanente. Só esperava que as crescentes pressões que seu 
marido recebia para regressar a Portugal, desde a morte da rainha Maria, surtissem 
efeito quanto antes. Naquela família, todos possuíam razões para voltar, ainda que 
cada um tivesse a sua em especial, diferente das demais. 
 
Dom João, sem dúvida e precisamente para resistir a essas pressões, passou o 
dia distribuindo títulos de nobreza. Os primeiros agraciados foram os portugueses, 
para convencer-lhes de que tinham de permanecer no Brasil por tempo indefinido; 
e também houve títulos para os brasileiros, para dar-lhes a segurança de que a presença
da monarquia não era uma ilusão, que estava ali para ficar. Dom João os queria
contentes e, exceto por sua esposa, efetivamente conseguia isso. 
 
Não era assim que estava escrito em um cartaz pendurado na fachada de uma casa ensolarada "Ao 
pai do povo, ao melhor dos reis"? Nesse dia, com o desejo de satisfazer sua nora, nomeou seu
médico austríaco, o doutor Kammerlacher, Cavaleiro da Ordem de Nossa 
Senhora da Conceição. Sob seu reinado, a nobreza se expandia consideravelmente. 
 
 
Em Portugal, as pessoas diziam que eram necessários 500 anos para que uma família
produzisse um conde. No Brasil, bastavam 500 contos de réis. 
 

  • Dom Pedro I para espanhol ler

    Autor: YURI AL’HANATI

    Veículo: Gazeta do Povo

    Fonte: www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1235682

    LITERATURA

    Dom Pedro I para espanhol ler

    O escritor espanhol Javier Moro fala em Curitiba sobre seu novo e polêmico romance, O Império É Você, em que narra a saga do primeiro imperador brasileiro

    Publicado em 21/03/2012 | YURI AL’HANATI


    Historiadores, jornalistas e romancistas não se cansam de revisitar a história do Brasil Império – em parte pela grandiosidade da epopeia que trouxe a família real portuguesa a uma de suas mais exóticas colônias, em parte pela profusão de situações e personagens caricatos na corte e fora dela. Poucos romances sobre esse assunto, entretanto, ganharam o mundo e leitores que pouco ou nada sabem sobre o Brasil. Não se pode dizê-lo do novo livro do escritor espanhol Javier Moro, O Império É Você, lançado pela editora Planeta. O best seller, publicado em dezenas de países, segundo o autor, é uma “história romanceada”, ou seja, situações reais que ganham dramaticidade e lirismo em seus detalhes.
    Moro, que estará hoje na primeira edição de 2012 do projeto Sempre Um Papo, no Teatro Regina Vogue, diz ter uma paixão pelo Brasil: “Morei aqui por dois anos, quando pesquisei a história do Chico Mendes [para compor o livro Caminhos da Liberdade – A Busca Pela Selva, publicado aqui no ano passado], e percebi que nunca li um romance sobre essa história do Brasil que tivesse a épica que ela exige”.

Marcio Mafra
15/02/2015 às 00:00
Brasília - DF

No inicio de 2012 falou-se bastante no livro “O Império é Você” do espanhol Javier Moro, publicado na esteira do sucesso de “1822” de Laurentino Gomes. Vim compra-lo em novembro de 2014.


 

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