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Paquistão, Viagem à Terra dos Puros

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Paquistão, Viagem à Terra dos Puros

Livro Bom - 2 opiniões

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Autor: Fernando Scheller

Editora: Globo

Assunto: Costumes Estrangeiros

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 226

Ano de edição: 2010

Peso: 300 g

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Ótimo
Alia Hussain
06/10/2015 às 22:09
Belford Roxo - RJ
Ja ouvi bastante sobre mas nunca consigo encontrar. Tenho um projeto onde pego livros e deixo para as pessoas lerem. Mas alguns titulos sao dificeis.

Mediano
Marcio Mafra
25/01/2015 às 17:19
Brasília - DF
Paquistão, Viagem à Terra dos Puros narra a viagem do autor e sua boa convivência de quase dois meses, com a família Khan, muçulmana, da tribo pachtun.

Fernando Scheller é um jornalista com mestrado em Politica Econômica que morou na Alemanha enquanto fazia o Mestrado. Nessa ocasião fez amizade com diversos outros mestrandos, entre eles Isfhaq, membro importante da família Khan.

Parece que foram dois anos de negociações para que o patriarca da família Khan concordasse em receber o jornalista em sua casa.

Ele foi recebido e protegido como um “príncipe” assim como ditam as normas sociais e familiares de uma família apegada às tradições do islã.

Esse fato deve ter amolecido o coração e colorido a visão e o espírito crítico do jornalista autor.

O livro é um festival de obviedades.

Um relato bondoso da miséria econômica e cultural de um povo pobre, que viveu graves problemas políticos, econômicos e sociais para se separar da Índia – e por consequência dos ingleses.

O Paquistão, onde a língua oficial é o Urdu e o Inglês, era a parte mais miserável da Índia, na época da colonização dos ingleses. Continua sendo.

E como se não bastasse, o destino ainda o colocou ao lado do Afeganistão.

O Paquistão é permanentemente “invadido” pelas milícias do “talibã” o que causa os desatinos que qualquer leitor tem conhecimento.

O Talibã é a “religião” dos fundamentalistas e nacionalistas islâmicos, que se difundiu bem no Paquistão e também no Afeganistão.

Nos dias atuais o talibã promove lutas armadas.

Assim, o livro do Fernando Scheller é uma visão colorida da miséria, ignorância e atraso tecnológico, de um povo completamente dominado por líderes religiosos.

A história do povo paquistanês, sua condição política, econômica, cultural e social, descrita no livro de Scheller, lembra - de alguma forma – a historia do povo cubano.

Governantes dominam seus governados pela força e em nome de idealismos.

Ao cabo de alguns anos o povo paga um alto preço pela miséria na saúde, na educação, na tecnologia, na cultura, na família, na profissão, enfim, na vida.

Mas só Alá é Deus.

O livro mais parece uma aventura de adolescente, em viagem patrocinada por alguém a quem o viajante deve gentilezas.

Marcio Mafra
25/01/2015 às 00:00
Brasília - DF

A história da viagem de Fernando Sheller e sua breve convivência com uma família muçulmana no Paquistão, num lugarejo chamado  Mardan, bem distante da Capital Islamabad e próximo da fronteira com o Afeganistão. 

Marcio Mafra
25/01/2015 às 00:00
Brasília - DF

COMO ESTRANGEIRO NO PAQUISTÃO, descobri uma obsessão dos homens locais por um assunto. Especialmente quando alguém ficava sabendo que eu havia morado na Europa por alguns anos, o que com certeza me classificava como degenerado em potencial, a pergunta que sempre surgia após alguns minutos de conversa era: "E os gays?".

É como se fosse uma espécie de oráculo sobre um comportamento que a sociedade daqui condena, mas sobre o qual parece ter uma inegável curiosidade.

Um amigo da família Khan - que por motivos óbvios ficará anônimo - nos encontrou por acaso em um restaurante e logo trouxe à baila a questão gay: primeiro me perguntou por que na
Europa havia tantos gays, depois o que eu achava disso, e por fim saiu com a seguinte pérola: "Por que quando se busca 'sexo de homem com homem' no Google, 99 por cento dos sites que aparecem são europeus?".

Como é que ele teve a ideia de buscar essa frase na Internet? Por qual motivo? Quantos sites ele visitou para chegar a essa conta? 

Lutando contra a vontade de lhe fazer perguntas como essas, busquei uma saída que evitasse maiores polêmicas. Respondi que não achava que havia um maior número de homossexuais na Europa do
que em outras regiões.

Mas como a sociedade europeia é mais tolerante e assegura direitos básicos aos homossexuais, os produtos e conteúdos direcionados a esse público podem ser comercializados de maneira mais aberta.

Pensando ter me livrado do assunto, tomei mais um copo de Sprite para recuperar o fôlego, mas o amigo dos Khan insistiu.

Disse o quanto reprovava esse tipo de comportamento, que a imagem de dois homens se pegando e enfiando os dedos onde não deviam - palavras dele - lhe dava nojo, que era uma pouca-vergonha.

Todos na mesa se entreolhavam, em silêncio, diante das afirmações do novo membro que se juntou a nós.

Ninguém tocava no prato de comida, que já estava ficando fria, nem bebia o refrigerante, que já perdia o gás.

Depois de alguns segundos de um silêncio desconfortável, estávamos todos preparados para continuar a nossa refeição quando o convidado me perguntou: "O que você acha dos gays?".

Antes que eu respondesse, o rapaz baixinho e de cara muito redonda lembrou que fornicar com uma pessoa do mesmo sexo pode dar até cadeia no Paquistão.

"E um comportamento considerado muito, muito errado para o islã", disse-me, olhando fixo nos olhos.

Contei-lhe que tudo o que tinha a dizer a ele era um ditado popular paquistanês que Shakeel havia me ensinado sobre pessoas que passam a vida reprovando o comportamento dos outros sem olhar

para si mesmas.

De acordo com Shakeel, o ditado diz que não se deve apontar os dedos aos outros, julgando suas ações sem um prévio e cuidadoso exame da própria consciência.

Toda vez que se aponta o dedo a alguém, diz a sabedoria popular na região, há pelo menos outros três dedos apontados diretamente para você.

 

 

 

 

 


  • Paquistão, Viagem à Terra dos Puros

    Autor: Da redação do jornal Valor Econômico

    Veículo: Jornal Valor Economico, 19 novembro 2010

    Fonte: Jornal Valor Economico

    Em 2008, por dois meses, o jornalista brasileiro Fernando Scheller enfrentou um desafio pessoal: viver, sem se deixar levar por nenhum preconceito corrente na sociedade ocidental, dentro da realidade do Paquistão ("terra dos puros" no seu idioma, o urdu), ou seja, entre muçulmanos, vistos hoje, no Ocidente, como fanáticos religiosos, terroristas ou socialmente atrasados.

    Para isso, conseguiu ser hospedado por uma família no noroeste do país, na fronteira com o Afeganistão, participou do dia a dia de seus integrantes como se fosse um parente e aprendeu muito sobre seus hábitos sociais, conduta sexual, atitudes diante da constante violência política e religiosidade, mostrando uma visão do lado de dentro dessa realidade.

    O livro traz, ainda, 16 fotos em cores.

     

  • CASAMENTOS SUNTUOSOS ENDIVIDAM AFEGÃOS

    Autor: JOSEPH GOLDSTEIN

    Veículo: Publicação do jornal The New York Times , sob o título de The New York International Weekly, republicado no Brasil, em forma de um “cadernol” pelo jornal Folha de São Paulo, sábado, 25 de abril de 2015

    Fonte: The New York Times , republicado no Brasil, pelo jornal Folha de São Paulo, sábado, 25/4/15

    CASAMENTOS SUNTUOSOS ENDIVIDAM AFEGÃOS Por JOSEPH GOLDSTEIN Publicação do jornal The New York Times , sob o título de The New York International Weekly, republicado no Brasil, em forma de um “cadernol” pelo jornal Folha de São Paulo, sábado, 25 de abril de 2015 CABUL, Afeganistão Quando Shafiqullah chegou a seu casamento, surpreendeu-se ao encontrar 600 pessoas a mais no salão, nenhuma das quais reconheceu. Mesmo assim, ele sabia qual era sua obrigação social. "Se eu não lhes servisse, teria sido motivo de desonra para mim e teria acabado com a felicidade do meu casamento", comentou o noivo, que tem 31 anos e é vendedor de carros. Assim, mandou o bufê dobrar comida e bebida, elevando o custo da festa a quase US$ 30 mil. Histórias como a dele são comuns no Afeganistão, onde as festas de casamento são demonstrações de compromisso com a hospitalidade e com a devoção à família e à comunidade. Mas a obrigação de promover uma festa para quase um pequeno vilarejo vem sendo financeiramente devastadora para muitos jovens afegãos, que, para se casarem, contraem empréstimos que levarão anos para ser saldados. O Parlamento afegão resolveu intervir e recentemente escolher como alvo a "indústria" de casamentos em Cabul. Com o apoio entusiasmado de jovens, legisladores aprovaram uma lei que define em 500 o número máximo de convidados que podem ser recebidos nos gigantescos salões de casamento da cidade. A lei aguarda a aprovação final. Em muitos países, um casal jovem poderia ter dificuldade em encontrar 500 convidados para festejar seu casamento. Mas os afegãos não têm esse problema. Considere a lista original de convidados à festa de casamento de Shafiqullah, seis meses atrás, que tinha 700 nomes. Além dos convidados da noiva, Shafiqullah convidou "meus primos, primos dos meus primos, meus vizinhos; pessoas que moram na área em volta, o pessoal do vilarejo onde eu morava antes de vir para Cabul e entre cem e 150 colegas vendedores de carros." Mas, entre as 1.300 pessoas reunidas no salão, ele teve dificuldade em diferenciar convidados desconhecidos. "Não reconheci nem a metade das pessoas na seção masculina." As multidões que lotam os salões de casamento de Cabul todas as noites deram lugar a uma subcultura de "toi paal", ou penetras em festas de casamento. São homens não convidados que frequentam um trecho da avenida do aeroporto apelidado de Las Vegas, devido às luzes de neon e aos vidros espelhados dos salões. Como as festas são segregadas por gênero, a atração não é a possibilidade de conhecer mulheres mas o banquete com carne de carneiro, frango e "kabuli pulao" (um "pilaf" tradicional de carneiro). A maioria dos rapazes de Cabul parece conhecer o ditado segundo o qual "com um casamento por noite, ninguém passa fome". Entre os defensores mais ferrenhos da nova lei estão homens jovens. "Exijo que o presidente sancione esta lei", disse Jawed, 24, que vende tecidos. "Suplico a ele que o faça o quanto antes, para que pessoas como eu possamos nos casar sem demora." O alto custo obriga alguns casais a esperar anos. Noivo há sete anos, o dono de papelaria Ahmec Walid Sultani disse que sonha poder algum dia poder imprimir os convites de seu próprio casamento. Os noivos também têm que comprar joias de ouro para a noiva e precisam pagar "preço de noiva" um valor que o noivo entrega à noiva ou a sua família, para que ela possa ter um bem para controlar. Um gerente, Sayed Yaqoot, disse que a lei será catastrófica para os salões. "O que os garçons farão se perderem seus empregos? Vão se juntar ao Taleban?"
Marcio Mafra
25/01/2015 às 00:00
Brasília - DF

Desde novembro de 2010 tinha anotado para comprar Paquistão, Viagem à Terra dos Puros. Só comprei no mês de dezembro de 2013. Li durante o recesso de janeiro 2015. Na época o jornal Valor Economico (vide na Midia) recomendava o livro com AA+


 

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