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Desordem

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Desordem

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Autor: Erika Mattos da Veiga

Editora: Bookstorming

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 222

Ano de edição: 2014

Peso: 415 g

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Bom
Marcio Mafra
14/12/2014 às 00:01
Brasília - DF
Esta é a primeira vez que comento livro, cuja edição teve minha modesta colaboração financeira.

Curioso é que não constatei qualquer desordem no livro: nem gráfica, nem literária. Natércia Pontes, cearense de Fortaleza, com apenas 34 anos já publicou um livro de contos (Copacabana Dreams) sobre a solidão, o cinismo e as sacanagens dos cariocas que vivem e morrem em Copa. Em Desordem Natércia Pontes conta sobre seus personagens que parecem viver permanentemente debaixo de forte tensão. Os contos da Natércia, embora bem humorados, não me entusiasmaram.

Na sequência vêm os contos de Cristiano Baldi gaúcho de Caxias do Sul de 38 anos, também contista, que diz “em literatura, regras e definições não fazem mais que aprisionar”. Talvez por isso o seu conto, sem título (comprovação da desordem?) narra a história do personagem Catz. É uma história bem chatinha, com uma ansiedade muito forte presente no personagem Catz e também nos demais personagens. É muita ansiedade para pouco conto.

O terceiro autor – na ordem numérica de Desordem – é Érika Veiga.
A escritora é uma bioquímica que já publicou dois livros.
Um deles “Ressaibo” está no acervo Livronautas desde 2007.
O outro “Nona”, não li.
Nos contos de Érika tem “Festa no Quintal”, “Günter”, “O Aniversário de Vivian” e “O Meu Primo”.
Não gostei de nenhum.
Ficou a impressão que todos os personagens dos contos são meio doidos (ou completamente) cujas histórias acabam terminando “sem graça”, ou até tristes.

Depois da Érika, vem Patrick Brock, outro gaúcho.
Já escreveu para muito jornal e publicou dois livros de contos.
Em Desordem ele conta 7 historinhas.
Uma delas, “A Ratoeira” é o melhor conto de todo o livro, ainda que referência a rato possa ter cara de coisa nojenta e horripilante.

Em seguida o conto “O Ano Em Que Nos Tornamos Ciborques” do Olavo Amaral – gaúcho de Porto Alegre, médico e escritor de apenas 34 anos de idade.
Seu conto é o segundo melhor, embora essa classificação não tenha qualquer ordem, porque se um conto, uma crônica, uma reportagem ou um romance é bom, então é porque é bom, e ponto.

Katherine Funke é quase gaúcha porque nasceu em Santa Catarina e é graduada em jornalismo. Seus contos são pouco mais leves – talvez menos tristes – que os dos demais autores.
O “Dois a Um Para o Vasco” é muito bom.

O último autor do Desordem é o Paulo Bullar. Este é baiano e baiano dos bons. Sem nenhuma dúvida, seus contos – como num delicioso prato de comida – ficaram para o final, para que o leitor pudesse se deliciar, com a calma dos “gourmets” e não com a fome dos esfomeados. É isso. Desordem é mesmo um livro diferente.

Marcio Mafra
14/12/2014 às 00:00
Brasília - DF

Desordem são contos (curtos) de sete autores brasileiros contemporâneos: Natércia Pontes, Cristiano Baldi, Erika Mattos da Veiga, Paulo Bullar, Patrick Brock, Olavo Amaral e Katherine Funke. O livro foi editado sob a forma denominada “bookstorming”. Como se fora uma cooperativa, pessoas compram - por um valor modesto - uma cota do livro a ser editado. A soma arrecadada permite a edição. Quando pronta a edição os “cotistas” recebem um exemplar.  Não sei se o livro passa a ser vendido em todas as livrarias.

Marcio Mafra
14/12/2014 às 00:00
Brasília - DF

O ANO EM QUE NOS TORNAMOS CIBORGUES
Olavo Amaral
Depois dos flashes, dos discursos, das explicações dos médicos e do agendamento das sessões de neuroterapia, foram todos embora e ficamos nós dois na sala.

Eu e um amontoado de engrenagens sobre a mesa de cabeceira, que sob todos os aspectos parecia um braço robô desprovido de dono, um apetrecho roubado de um androide incauto.
Um monte de metal que não era eu, um presente magnânimo do governo para reparar de uma maneira tosca o que os tiros me haviam tirado.

Sem tocá-lo, deixei-o sobre a mesa com certo desprezo e fui pegar um copo d’água com o braço esquerdo.

No dia seguinte os cientistas vieram pela primeira vez. Desenrolaram os fios verdes e vermelhos que circundavam o braço mecânico, com uma pompa quase desnecessária para as circunstâncias.

E quando eu pensei que eles iriam ligá-los na tomada, eles vieram até o meu lado. Com um empurrão do braço que ainda tinha, tentei afastá-los, quase virando a cadeira em que estava sentado.

Mas o enfermeiro correu para me segurar, e, enquanto ele me continha, os cientistas conectaram os fios aos dois orifícios na minha cabeça. “Connection successful”, disse um letreiro luminoso subitamente surgido entre as engrenagens.

Eu gritei pra me proteger e, ao fazê-lo, constatei perplexo que os dedos do braço mecânico sobre a mesa se abriam.

No primeiro dia de exercícios, me recusei terminantemente a colaborar. Não aceitaria presentes do governo, e preferia usar minha deficiência como uma marca, uma tatuagem indelével para que todos soubessem o que havia se passado.

Mas os médicos responderam a isso diminuindo o corpo de enfermagem – no dia seguinte, já não dispunha de ninguém para me ajudar a vestir-me e fazer as refeições.

E quando fiz menção de reclamar à direção, recebi como resposta um papel assinado de meu próprio punho, dizendo-me ciente de que o apoio à minha deficiência estava estritamente atrelado ao meu esforço para superá-la.

E depois de dois dias em que tentei em vão me vestir com um braço só, lutando contra a bata do hospital enquanto rangia os dentes, entendi que eu não tinha opção senão negociar.

Quando disse aos médicos que me dispunha a tentar, colocaram na minha frente uma bolinha azul e um copo grande de acrílico.

 


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Marcio Mafra
14/12/2014 às 00:00
Brasília - DF

No inicio do mês de maio de 2014 recebi esta mensagem em minha caixa de e-mail:

Amigos,
Tive a honra de ser convidada a participar do primeiro projeto da Bookstorming, uma plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding) voltada exclusivamente ao mercado editorial  (leiam mais em https://www.bookstorming.com.br/ ou, no facebook, https://www.facebook.com/bookstorming ).

O projeto de que participo chama-se 'Desordem', uma antologia de contos de que também fazem parte outros seis autores novos já bastante experientes: Natércia Pontes (finalista do Prêmio Jabuti de 2013 - uau!), Cristiano Baldi, Paulo Bullar, Patrick Brock, Olavo Amaral e Katherine Funke.

Cada livro impresso custa R$ 35,00 (com o frete, para qualquer parte do Brasil, já incluído) e navegar na página da Bookstorming é fácil, rápido e seguro.

E então? 'bora quotizar?

Saudade e abraços a todos,

erika  - (OBS: também estou no facebook: https://www.facebook.com/erika.mattosdaveiga - Entrem em contato!!!).


Erika da Veiga já tinha um livro no acervo da Livronautas. Achei por bem contribuir e no mês de outubro recebi este Desordem, com o “S” ao contrario e o “R” de ponta cabeça.


 

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