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Minha Breve História

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Minha Breve História

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Autor: Stephen Hawking

Editora: Intrínseca

Assunto: Biografia

Traduzido por: Alexandre Raposo

Páginas: 142

Ano de edição: 2013

Peso: 190 g

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Ótimo
Marcio Mafra
14/09/2014 às 20:35
Brasília - DF
Quando o leitor inicia a leitura de Minha Breve História já o faz com simpatia e emoção porque apesar do grave problema de saúde, Stephen Hawking nunca deixou de exercer a sua profissão, nem de escrever.
Seu livro narra quase tudo de sua vida. Que é doutor em Física, casou-se, tem três filhos e um neto e recebeu muitos prêmios e honrarias na área científica, além de ser referência quando o assunto é Física, Matemática e Cosmologia.
Talvez a sua maior comenda seja pertencer a Academia Real de Ciência, fundada em 1660 e ter ocupado a cadeira de Isaac Newton na Universidade de Oxford. Leitura fácil, boa e prazerosa.

Marcio Mafra
14/09/2014 às 00:00
Brasília - DF

Autobiografia resumida de Stephen Hawking, cientista Inglês, físico e doutor em cosmologia, celebridade reconhecido em todo o mundo pelas centenas de prêmios e títulos de honra. Aos 21 anos de idade foi acometido da doença conhecida como esclerose lateral amiotrófica que o obriga a viver numa cadeira de rodas. “Minha Breve História” titulo parecido com seu maior sucesso literário (Uma Breve História do Tempo), conta com bom humor e muita sinceridade os momentos mais importantes de sua vida pessoal e alguma coisa da vida profissional

Marcio Mafra
14/09/2014 às 00:00
Brasília - DF

A radiação de um buraco negro transporta energia para fora; dessa forma, o buraco negro perde massa e encolhe. No final das contas, parece que o buraco negro vai evaporar por completo e desaparecer.

Isso levantou um problema que abalou o coração da física.

Meus cálculos sugeriam que a radiação era estritamente térmica e aleatória, como tem que ser se a área do horizonte deve ser a entropia do buraco negro. Sendo assim, como poderia a radiação remanescente transportar toda a informação sobre o que formava o buraco negro?

No entanto, se há perda de informação, isso não é compatível com a mecânica quântica.

Esse paradoxo tinha sido debatido por trinta anos, sem muito progresso, até que eu descobri o que acho ser a solução. A informação não se perde, mas não retoma de maneira útil.

É como queimar uma enciclopédia: a informação contida na enciclopédia tecnicamente não se perde caso a fumaça e as cinzas sejam guardadas, mas é muito difícil de ser lida.

Na realidade, eu e Kip Thome fizemos uma aposta com John Preskill sobre o paradoxo da informação. Quando Iohn ganhou a aposta, dei para ele uma enciclopédia de beisebol, mas talvez devesse ter

dado apenas as cinzas.

 


  • Hawking e a Breve História do Universo

    Autor: Rodrigo Petronio

    Veículo: Jornal Valor Econômico - 22, 23 e 24 de novembro de 2013

    Fonte: Jornal Valor Econômico

    Stephen Hawking é um dos cientistas mais conhecidos do mundo.

    Suas obras de divulgação científica, como "Uma Breve História do Tempo", tomaram-se best-sellers. Além disso, diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica quando tinha apenas 21 anos, sua trajetória brilhante chamou ainda mais a atenção do público leigo e mesmo da comunidade científica.

    Todos esses são aspectos da personalidade pública de Hawking. 

    Mas esse conjunto de fatores acabou desviando a atenção de questões mais importantes. Qual é a inovação teórica de sua obra? O que de fato transformou Hawking em um nome central para a 
    sua contribuição em duas abordagens decisivas para a história da cosmologia.

    A primeira conceme às suas pesquisas sobre os buracos negros.

    A segunda, à descrição de um universo que não se encontra estável, mas em expansão.

    Os fatores biográficos relevantes e uma descrição passo a passo do caminho heurístico que o conduziu a essas descobertas. Ambos os caminhos podem ser usufruídos na autobiografia "Minha Breve História".

    Hawking tomou a física teórica em um momento de impasse. Todas as descrições decisivas sobre o funcionamento do universo pareciam concluídas. Tanto o modelo microcósmico ( a mecânica quântica)
    quanto o macrocósmico ( a teoria da relatividade geral einsteiniana) punham qualquer novidade sob suspeita. A cosmologia e a física de partículas elementares teriam chegado ao esgotamento. 

    Sustentava-se que não haveria nenhuma teoria de campo implícita. E as teorias de campo unificado não conseguiam formular um nexo satisfatório entre as forças nucleares fracas e a natureza do universo,

    Uma das teorias-padrão da física era o paradigma eletrodinâmico de Wheeler-Feynman. Esses cientistas identificaram a existência de uma simetria entre magnetismo e eletricidade. Isso quer dizer: quando
    ocorre uma descarga elétrica, o magnetismo que a produziu migra para outra região. Essa lei de compensações seria uma prova cabal do modelo então hegemônico: o universo seria estacionário.

    A cada nova expansão universal, uma nova matéria era criada. Assim o universo preservava sua estabilidade. E a sua densidade se mantinha em equilíbrio.

    Hawking percebe uma lacuna nesse cenário teórico. Para que essa tese se sustentasse, seria necessária a existência . 1 de um campo de energia negativa. Esse campo é que criaria essa nova matéria, em eterna retroalimentação, Em 1965, simultaneamente a essa suspeita, pesquisas detectaram as radiações de fundo. Surgia uma nova hipótese: o (universo teve um estágio denso e quente no passado. Essa informação ainda não era suficiente para provar que o universo teria tido um começo.

    E tampouco que ele certamente terá um fim. Mas era um primeiro passo para postular essa possibilidade. 

    Em outro campo de trabalho, Roger Penro se procurava compreendera singularidade que ocorria nas estrelas moribundas. Essa singularidade propiciava um fim do espaço e do tempo. Esse tipo de singularidade, formadora de uma densidade infinita, sempre fora explicada a partir de cálculos sobre estrelas perfeitamente esféricas. E se o colapso estelar implicasse também um processo de assimetria?

    Essa assimetria produziria uma desconexão entre diferentes partes da estrela.

    Eureca. Hawking parte desse raciocínio tanto para explicar os buracos negros quanto para criar um modelo de universo em expansão. A singularidade no espaço-tempo poderia ser entendida como um
    princípio: o big-bang.

    A proposta de singularidades que fissuram o tecido do espaço-tempo também se coaduna com um modelo de universo baseado na superfície de Cauchy. O que é isso?

    Uma superfície na qual a intersecção da trajetória das partículas ocorreria uma única vez. Em outras palavras: a intersecção seria um evento singular de um movimento expansivo e não a atividade autorreguladora de um universo estacionário.

    Em resumo, a relatividade geral einsteiniana poderia ser desmembrada em singularidades.

    Essa é intuição brilhante de Hawking. 

    A partir dessa descoberta, aplicou a mesma estrutura causal à análise dos buracos negros. E assim concebeu a entropia, presente em seus horizontes, como constituinte do paradoxo da informação que estrutura a matéria. Ele também aborda a impossibilidade de viagem no tempo, as cordas cósmicas, a pluralidade de mundos e o belo . conceito de tempo imaginário, que utilizou em suas obras de divulgação.

    A infância. A mudança para St Albans. Os primeiros estudos. Os anos de ociosidade como estudante em Oxford. A paixão pela cosmologia. A descoberta da doença degenerativa. Os primeiros mestres e incentivadores.

    O casamento comjane Wilde. Os primeiros filhos. O trabalho em Caltech. As dificuldades de viver de ciência. A ascensão na carreira. A fama mundial como divulgador cienófico. Separação. Outro casamento.

    Conferências.

    Viagens. Reconhecimento cienófico.

    Nova separação. Cadeira lucasiana na Universidade de Cambridge que fora ocupada por Isaac Newton.

    Esses fatos são pontuados em meio às explicações teóricas nesta autobiografia singela, marcada pela brevidade de estilo. Podem ser cotejados com as abordagens mais minuciosas das biografias de Kristine Larsen e de Michael White e John Gribbin.

    Entretanto, sugiro ao leitor outro caminho: captar a obra nas entrelinhas da vida. Afinal, a vida humana não passa de umlampejo na escuridão do cosmo.

    Se algo permanecer após o fim,não será só o gesto de Hawking.

    Este, sendo humano, não nos será estranho. Mas a dimensão universal contida nesse gesto. 

Marcio Mafra
14/09/2014 às 00:00
Brasília - DF

Reportagem da Folha de São Paulo, em 2 de novembro 2013 com o titulo "Rawking dá breve versão de sua longa vida", publicada no  Caderno Cotidiano, pagina 7, e depois outra reportagem do Valor Economico datado de 22,23 e 24 de novembro "Hawking e a breve historia do universo" me fizeram buscar e comprar o livro.


 

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