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A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert

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A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert

Livro Muito Bom - 2 opiniões

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Autor: Joel Dicker

Editora: Intrínseca

Assunto: Romance

Traduzido por: André Telles

Páginas: 572

Ano de edição: 2014

Peso: 765 g

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Excelente
andrea chiari
19/06/2015 às 13:37
Brasília - DF
Muito envolvente. Amei!

Mediano
Marcio Mafra
14/09/2014 às 18:47
Brasília - DF
“Escrever um livro é como amar alguém: pode acabar sendo muito doloroso.” Esta é uma das citações de “A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert” que são colocadas antes de cada capítulo. O autor usa esta ferramenta, para “ensinar” como escrever um livro, mas sempre como uma parte essencial dos fatos que marcam a história de seu próprio livro. Truque inteligente do personagem Harry Quebert. O enredo do romance é muito dinâmico, complexo, denso e aborda fama, paixão, amor, desvios de personalidade, amizade, ética, religião, vida de rico e de pobre, sobretudo, dos desajustados que vicejam em qualquer sociedade. Embora se trate de uma história engenhosa, os diálogos entre os principais personagens, o velho Quebert e a jovem Nola, beiram a sandice e parece coisa de demente. A paixão e o relacionamento deles estão mais para drama mexicano da década de 50, que para os relacionamentos amorosos do ano 2000. Os personagens secundários – o agente literário, o chefe de policia, a dona do restaurante, o pastor da igreja - cada um deles tem muito a esconder, o que transforma a história num grande suspense. Mas as pontas de cada personagem vão se amarrando direitinho. O livro é volumoso, muito bem escrito, desperta a curiosidade do leitor, mas o considerei meio trouxinha, meio bobinho. Sei que é ficção. Ficção é uma obra imaginária construída na cabeça de um escritor. Seus personagens e fatos não guardam compatibilidade com a realidade. Tudo bem. Mas ficção misturada a cenas reais acaba numa pintura meio chatinha, meio barro, meio tijolo.

Marcio Mafra
14/09/2014 às 00:00
Brasília - DF

A história de Nola Kellergan, menina de apenas 15 anos, que desaparece de sua casa em Aurora. Seu desaparecimento foi um mistério que permaneceu 30 anos sem solução. Em 2008, por um capricho do destino, seus restos mortais são encontrados no jardim da casa de Harry Quebert, um famoso escritor de NY que décadas atrás havia adotado Aurora como a melhor cidade para viver. Harry foi preso e enquanto aguardava o julgamento Marcus Goldman, amigo e seu aluno preferido decide investigar o mistério e tentar inocentar seu professor, que até então era o único e grande suspeito de ter matado Nola Kellergan

Marcio Mafra
14/09/2014 às 00:00
Brasília - DF

No fim de agosto de 2008, dando-me inclusive o luxo de estar adiantado com relação ao prazo, terminei de escrever O caso Harry Quebert, livro que, dois meses mais tarde, faria um sucesso estrondoso.

Era hora de voltar a Nova York, onde Barnaski preparava-se para dar a largada na grande fase de divulgação do livro, com sucessivas sessões de fotos e encontros com jornalistas. Por um acaso do calendário, deixei Concord no ante penúltimo dia de agosto. Na estrada, fiz um desvio por Aurora para ir visitar Harry no motel. Estava, como sempre, sentado em frente à porta do quarto.

Estou a caminho de Nova York - falei.

- Então é um adeus ...

- Um "até logo". Vou voltar em breve. Limparei seu nome, Harry. Dê-me alguns meses e será novamente o escritor mais respeitado dopaís.

Por que está fazendo isso, Marcus?

Porque você fez de mim o que sou.

Porra! Acha então que tem uma espécie de dívida comigo? Faço de você um escritor, mas, como aos olhos da opinião pública eu mesmo não sou mais um, está tentando me retribuir o que lhe dei?

- Não, estou defendendo-o porque sempre acreditei em você.

Sempre.

Estendi um envelope pesado para ele.

O que é isso? - perguntou Harry.

Meu livro.

Não vou lê-lo.

Quero sua aprovação antes de publicar. Este livro é seu.

Não, Marcus. É seu. E é aí que está o problema.

Que problema?

Suponho que seja um livro magnífico.

E por que isso é um problema?

É complicado, Marcus. Um dia, você vai entender.

Mas entender o quê, santo Deus? Fale, porra! Fale!

Um dia, você vai entender.

Houve um longo silêncio.

- O que fará agora? - acabei perguntando.

- Não ficarei aqui.

- Aqui onde? Neste motel, em New Hampshire, nos Estados Unidos?

Quero ir para o paraíso dos escritores.

- Paraíso dos escritores? Que droga de lugar é esse?

- O paraíso dos escritores é o lugar onde você reescreve a vida como gostaria de tê-Ia vivido. Pois a força dos escritores, Marcus, está no fato de que eles decidem o fim do livro. Eles têm o poder de fazer viver ou fazer morrer, o poder de mudar tudo. Os escritores têm na ponta dos dedos uma força que, não raro, não percebem. Basta-lhes fechar os olhos para mudar o curso de uma vida. Marcus, o que teria acontecido naquele 30 de agosto de 1975 se ... ?

- Não podemos mudar o passado, Harry. Tire isso da cabeça.

- Mas como tirar isso da cabeça?

Deixei o original na cadeira a seu lado e fiz menção de ir embora.

- Seu livro é sobre o quê? - perguntou ele então.

- É a história de um homem que amou uma garota. Ela sonhava pelos dois. Queria que vivessem juntos, que ele se tornasse um grande escritor, professor universitário, e que tivessem um cachorro da cor do sol. Um dia, porém, essa garota desapareceu. Nunca foi encontrada. O homem, por sua vez, ficou em casa, esperando. Tornou-se um grande escritor, professor universitário e teve um cachorro da cor do sol. Fez exatamente tudo o que ela lhe pedira, e esperou por ela. Nunca mais amou ninguém. Esperou, fielmente, que ela voltasse. Mas ela nunca voltou.

Porque ela está morta!


Sim. Mas agora esse homem pode vencer o seu luto. 


Não, é tarde demais! Ele agora tem sessenta e sete anos!

Nunca é tarde demais para amar novamente.

Fiz um sinal amistoso com a mão.

- Até logo, Harry. Ligo quando chegar a Nova York.

- Não ligue. É melhor assim.

Desci as escadas externas, que davam acesso ao estacionamento. Quando estava me preparando para entrar no carro, ouvi-o gritar na minha direção, da balaustrada do andar superior:

Que dia é hoje, Marcus?

Dia 30 de agosto, Harry.

E que horas são?

Quase onze da manhã.

Faltam mais de oito horas, Marcus!

Oito horas para quê?

Para as sete da noite.

Como eu não estava entendendo nada, perguntei:

- O que acontecerá às sete da noite?

- Temos um encontro, ela e eu, você sabe perfeitamente disso. Ela virá. Olhe, Marcus! Olhe onde estamos! Estamos no paraíso dos escritores. Basta escrever e tudo pode mudar. 30 de agosto de 1975, no paraíso dos escritores


Ela decidiu evitar a estrada, preferindo seguir por beira-mar. Era mais prudente. Apertando o original nos braços, correu pelo cascalho e pela areia.

Estava quase na altura de Goose Cove. Mais três ou quatro quilômetros de caminhada e chegaria ao motel. Consultou o relógio: passara um pouco das seis horas. Dentro de quarenta e cinco minutos estaria lá. Às sete, como combinado. Foi em frente e chegou às imediações de Side Creek Lane, julgando que aquele local era um ponto apropriado para transpor a faixa de floresta até a estrada. Subiu por uma sucessão de pedras entre a praia e a floresta, e, em seguida, atravessou as fileiras de árvores, tomando cuidado para não se arranhar nem rasgar seu belo vestido vermelho nos arbustos.

Através da vegetação, percebeu uma casa ao longe: na cozinha, uma mulher preparava uma torta de maçã.

Saiu na estrada. Imediatamente antes de ela sair da mata, um carro passou velozmente. Era Luther Caleb, que retomava a Concordo Ela seguiu pela estrada por mais três quilômetros e logo chegou ao motel. Eram sete em ponto. Esgueirou-se pelo estacionamento e subiu a escada externa. O quarto 8 ficava no andar superior. Subiu os degraus de quatro em quatro e deu uma leve batida na porta.

Acabavam de bater. Ele levantou-se precipitadamente da cama, onde estava sentado, é foi abrir.

- Harry! Harry querido! - exclamou ela, ao vê-lo surgir no vão da porta.

Ela pulou em seu pescoço e cobriu-o de beijos. Ele a ergueu.

- Nola ... Você está aqui. Você veio! Você veio!

Ela olhou para ele com uma expressão estranha.

- Claro que sim, que pergunta!

- Devo ter cochilado e tive um pesadelo ... Eu estava neste quarto e a esperava. Esperava e nada de você chegar. E eu esperava, esperava, esperava. E você nunca chegava.

Ela se aconchegou em seu peito.

- Que pesadelo horrível, Harry! Agora estou aqui! Estou aqui para sempre!

Abraçaram-se demoradamente. Ele lhe ofereceu as flores que estavam de molho na pia.

- Não trouxe nada? - perguntou Harry, ao perceber que ela estava sem bagagem.

- Nada. Para ser mais discreta. Compraremos o que for necessário no caminho. Mas peguei o original.

- E eu que o procurei em toda parte!

- Estava comigo. Eu o li ... Adorei, Harry. É uma obra-prima!

Abraçaram-se novamente, depois ela disse:

- Vamos embora! Vamos depressa! Imediatamente.

- Imediatamente?

- É, quero ir para longe daqui. Por favor, Harry, não quero correr o risco de sermos encontrados. Vamos imediatamente.

Anoitecia. Era 30 de agosto de 1975. Duas silhuetas deixaram sorrateiramente o motel e desceram depressa a escada que dava acesso ao estacionamento, onde entraram num Chevrolet Monte Carlo preto.

Era possível perceber o carro seguindo pela estrada e tomando a direção norte. Avançava velozmente, desaparecendo no horizonte. Dali a pouco não se distinguia mais sua forma, tinha virado um ponto preto, depois uma mancha imperceptível. Ainda vislumbrou-se por um instante o minúsculo ponto de luz desenhado pelos faróis, antes de ele sumir por completo.

Eles partiam rumo à vida.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
14/09/2014 às 00:00
Brasília - DF

Comprei “A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert” em julho de 2014 porque Joël Dicker era um dos convidados da Flip 2014. Até julho deste ano eu nunca ouvira falar do escritor. Escritor  convidado da Flip tem que ser bom e importante, mesmo tendo escrito um livro só. Aliás, calhamaço de 572 paginas.


 

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