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E Aí Comeu ?

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E Aí Comeu ?

Livro Ótimo - 1 opinião

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Autor: Marcelo Rubens Paiva

Editora: Foz

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 142

Ano de edição: 2014

Peso: 240 g

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Ótimo
Marcio Mafra
02/08/2014 às 22:19
Brasília - DF
Uma abordagem bem rude do que os homens reclamam das mulheres em suas “conversas de bar”. Rude é a abordagem, porque a linguagem é culta, fina, delicada, rascante e as vezes vulgar, mas sempre muito divertida. Neste livro de titulo provocante, os personagens são três amigos inseparáveis que contam seus dramas, suas conquistas, suas vantagens, suas taras, suas dificuldades e suas dependências das mulheres, exclusivamente no quesito sexo. Fernando é um marido recém separado da mulher e que ainda não achou seu novo caminho. Ele busca uma nova mulher e sempre a compara com a antiga. Coisa inevitável. Honório é um jornalista da velha guarda, boa vida e crítico mordaz. Embora tradicionalista e dono da verdade, como acontece com a maioria dos jornalistas ele nem sempre se dá mal com as mulheres com quem se relaciona. Mattar é um escritor que nunca termina de escrever seu livro. Nem é tão frustado por este fato, mas é complicado com as mulheres, talvez nisso seja mais chato, e quem sabe, pouco feliz, A leitura flui gostosa, divertida, inteligente e bem humorada. Livro e autor sensacionais. Vale a leitura.

Marcio Mafra
02/08/2014 às 00:00
Brasília - DF

Conversas de homem, contadas pelos inseparáveis amigos Fernando (recém separado da mulher), Mattar (escritor) e Honório (jornalista) sobre sexo, sexo e sexo.

Marcio Mafra
02/08/2014 às 00:00
Brasília - DF

Mattar e Honório bebem ainda no balcão. Veem Fernando fumar na calçada com o celular na mão, jogar a bituca longe e voltar atordoado. Senta-se na primeira mesa que vê. Olha o vazio. Não pede nada. Parece absorto por um pensamento. Um único pensamento. Os amigos pegam as suas bebidas e vão até ele.

"Não ligou pra Isabella?", Honório pergunta.

Mattar responde por ele: "Não vai ligar."

"No que tanto você pensa?", insiste Honório.

"Fernanda, Fernanda .. .", diz Mattar.

"Devia ter matado aquela mulher. Elas estão indo longe demais. Extrapolam. Está tudo errado. Caminhamos para  a grande infelicidade. O caos", provoca Honório.

"Tomara que chova bastante e alague a rua dela. Tomara que o fiscal da Prefeitura apareça e multe o casal por barulho em excesso. Tomara que não tenha sinal de celular na rua deles. Tomara que peguem dengue!", torce Fernando.


Mattar tenta amenizar: "Você precisa dar um tempo. Acorda e dorme pensando nisso."

"O cara deve ter um CINEMA no quarto", reclama.

"Você morre de ciúmes", diz Mattar.

"Deve ter um SUV blindado, medinho de ser assaltado, deve ser enólogo, cheirar rolha de vinho. Usa Macintosh, nunca fumou, passa as férias na Croácia, sabe dar todos os nós em gravatas, trabalha de terno com tênis, faz a barba duas vezes ao dia, dorme de pijamas, usa cremes nas mãos, faz a unha, lê revistas importadas, joga squash e tem conta no Citybank."

"Para com isso, Fernando', continua Mattar.

Colocando mais lenha na fogueira, Honório solta: "Deveria ter matado a fulana e alegado defesa da honra. Antes, estava tudo sob controle, a lei garantia a ordem. Hoje em dia, adultério nem é mais crime, é contravenção."


"Eu quero matar o sujeito."

"Isso mesmo. Vamos enquadrar os Ricardões! Vai servir de exemplo à classe masculina", apoia Honório.

"Não adianta, enquanto existirem maridos, vão existir amantes", lembra Mattar.
 

"Como se mata alguém?"

Honório se surpreende com a pergunta de Fernando, que tem um sorriso estranho na cara. O sorriso de quem quer ir longe demais, romper os limites, fazer justiça:

'Tem que fazer o coração da pessoa parar. Tão simples ... "

O outro com pé atrás: "Simples, mas ilegal."

"Revólver, carta-bomba, atentado, envenenamento", responde Honório.

"Vocês estão um saco hoje", reclama Mattar.

"Um crime perfeito."

Honório continua: "Facas, giletes, cacos de vidro."

Mattar, sem paciência, grita: "Querem parar, vocês dois?"

"Preciso de um plano", diz Fernando.

O outro parece não ouvir Mattar: "Precisa, antes, conhecer a vítima, estudar seus passos, conhecer sua rotina, seu ponto fraco."

Honório ergue a faca de carne que está na mesa. É sem serra, mas serve. E dá para Fernando, que a olha e pergunta: "Vocês sabem onde fica a GW?"


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Marcio Mafra
02/08/2014 às 00:00
Brasília - DF

Em julho de 2014 não fui a FLIP, na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, mas comprei alguns livros dos autores convidados: Marcelo Rubens Paiva (E aí, comeu?), Fernanda Torres (Fim), Eliane Brun (Meus desacontecimentos), Joel Dicker (A verdade sobre o caso Harry Quebert), Antonio Prata (Nu de Botas)


 

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