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Vagina. Uma Biografia

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Vagina.  Uma Biografia

Livro Mediano - 2 opiniões

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Autor: Naomi Wolf

Editora: Geração

Assunto: Biografia

Traduzido por: Renato Aguiar

Páginas: 367

Ano de edição: 2013

Peso: 535 g

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Mediano
Rodrigo Soares
03/09/2015 às 21:28
Samambaia - DF
Contar uma historia que começa falando de um trauma vaginal deve ser "Phoda". O livro não te prende a leitura, mas explica as centenas de milhares de detalhes sobre o que a capa sugere, vagina.
Particularmente não consegui ler tudo pela dificuldade em se concentrar nos inúmeros detalhes, mas para os curiosos de plantão e com tempo vale a pena.

Bom
Marcio Mafra
23/06/2014 às 20:06
Brasília - DF
Naomi Wolf, um escritora séria e bem considerada no mercado, embora tenha cara e comportamento de combatente feminista. Este seu livro mais parece uma reportagem escrita na primeira pessoa do que um romance ou biografia literária. Naomi passou por problemas de saúde que diminuíam tanto os orgasmos, como o prazer físico que o sexo proporciona. Depois de uma cirurgia recuperou os orgasmos e o prazer voltou ao normal. Então ela escreveu este livro sobre as diferentes formas de prazer sexual feminino que são relacionadas a questões neurológicas e não ao lado emocional, ou às repressões sociais ou familiares.

Mas são repetitivas e cansativas as muitas páginas de explicações científicas para a diversidade sexual feminina – muito maior e muito mais complexa que a masculina. Talvez isso seja parte do motivo das conversas de botequim entre os homens, quando dizem: " mas ninguem consegue entender inteiramente as mulheres"

A autora é boa de texto mas fica a sensação de que o assunto é esticado demais, como se autora quisesse prolongar o prazer da leitura assim como todo mundo tenta prolongar o prazer sexual. A leitura não tem absolutamente nenhuma conotação erótica. O que é lamentável.

Marcio Mafra
23/06/2014 às 00:00
Brasília - DF

Vagina – uma biografia é a narrativa sobre a experiência da mulher com sua vagina, seus impulsos, sonhos e o seu papel no amor. O livro explora as implicações físicas, políticas e feministas a que as mulheres estão sujeitas na sociedade, onde convivem com o assédio masculino, a família, o trabalho e a indústria da pornografia. A autora explica porque algumas mulheres tem orgasmos mais fortes na vagina, outras no clitóris, outras no períneo ou no colo do útero. Outras, ainda, na região dos seios. O livro não é um tratado cultural da vagina.

Marcio Mafra
23/06/2014 às 00:00
Brasília - DF

No início a vagina era sagrada 

Seriam necessários muitos volumes para explicar de forma abrangente a história da vagina somente no Ocidente; portanto, isto é necessariamente um resumo conciso, concentrando-se nas mudanças dramáticas de seu significado cultural e representação.


No início a vagina era sagrada. Há símbolos da vagina entalhados em pa­redes de cavernas nos primeiros povoamentos da história. Os artefatos dos primórdios dos tempos pré-históricos da humanidade representavam vaginas.

 

Estatuetas de terracota da Europa Central, que provavelmente representavam a fertilidade, frequentemente exibiam os órgãos genitais de forma exagerada. Não temos como saber com certeza o que essas vaginas sagradas representavam, mas historiadoras feministas, como Riane Eisler em O cálice e a espada e outras, têm certeza de que elas representavam um estado primordial de matriarcado.

 

Mas a proeminência dada às representações da vagina quando os seres humanos fizeram os primeiros trabalhos de arte sugere que a sexualidade feminina e a fertilidade eram vistas como sagradas. De 25000 a 15000 a.C., as estatuetas de Vênus - imagens de fertilidade com vulvas pronunciadas - feitas de pedra ou marfim eram abundantes na Europa, e imagens similares feitas à mão com lama do Nilo eram comuns no Egito.

Sir Arthur Evans, que descobriu a civilização minoica na virada do século XX, observou que a grande quantidade dessas esta­ tuetas da fertilidade em tantas diferentes partes do mundo sugeria que a mesma "Grande Mãe ( ... ) cuja adoração sob diversas designações e títulos se estendia em uma grande parte da Ásia Menor e nas regiões mais distantes", era um "fato mundial".

 

Tal como consideram várias historiadoras, como Rosalind Miles em A história do mundo pela mulher, "desde o início, quando a humanidade emer­gia da escuridão da pré-história, Deus era uma mulher"."

E desde o início dos registros históricos, cada cultura antiga estudada tinha uma versão da deusa do sexo, desde o épico criacionista sumério de Gilgamés, com Inanna, até as muitas versões de Ashtaroth adoradas na antiga Mesopo­tâmia; da deusa fenícia Astarte do século VI que surgiu do culto a Ashtaroth, seguindo para as culturas da Antiguidade Clássica, Grécia e Roma.

 

Há 5 mil anos, onde é agora o Iraque, a vulva de Inanna era adorada como  um local sagrado; os hinos sumérios louvavam o "colo de mel" da deusa, comparavam sua vulva a um "barco do paraíso" e celebravam a abundância que "brota de seu ventre". A conexão de sua sexualidade com a fertilidade da terra era tão direta, que até mesmo os pés de alface eram descritos como sendo os pelos pubianos da deusa." A vagina de Inanna era mágica, um local de pura santidade: "Inanna ( ... ) inclinou-se contra a macieira/ Quando ela se inclinou contra a macieira sua vulva era maravilhosa de ver/ Regozijando-se com sua maravilhosa vulva, ajovem mulher Inanna aplaudia a si mesma/ Ela disse, Eu, a Rainha do Paraíso, visitarei o Deus da Sabedoria ( ... )".

 

O núcleo da religião suméria era um "casamento sagrado" entre o deus pastor Tamuz e Inanna: moedas dessa época mostram Inanna com as per­nas bem afastadas em sagradas relações sexuais com Tarnuz." As mulheres adoradoras dedicavam a Inanna vasos que simbolizavam o útero. Um texto sagrado desse período observa: Uma vez que a sagrada Inanna houvesse se lavado era aspergida com óleo de cedro. O rei, então, orgulhosamente se aproximava de seu colo sagrado. Ele orgulhosamente se juntava com o glorioso triângulo de Inanna. E Tamuz, o noivo, se deitava com ela apertando suavemente seus lindos seios!

A "vagina maravilhosa" de Inanna está relacionada com a busca pela sa­bedoria. No final, as principais antigas religiões da deusa incluíam um con­sorte masculino com quem a deusa copularia em sagrado matrimônio.

 

Kadesh, uma variante no arquétipo de Astarte, a deusa fenícia da natu­reza, da beleza e do prazer sexual, foi representada como uma mulher nua em pé nas costas de um leão, com um adorno de cabeça de lua crescente.

Era frequentemente mostrada segurando cobras ou plantas de papiro na mão direita, representando o pênis; e na mão esquerda, flores de lótus, que repre­sentavam a vagina. A simbologia de serpente frequentemente acompanhava representações de deusas do sexo. Estatuetas da deusa-mãe rninoica também mostravam-na com os seios nus, segurando uma cobra em cada mão. A histó­ria de Eva, tentada pela serpente no pecado original de sua sexualidade femi­nina vergonhosa, é uma posterior transposição negativa hebraica do sagrado simbolismo da deusa com sua serpente.

Através de todo o Crescente Fértil, a adoração da deusa do sexo Astarte/Ashtaroth era universal no período anterior à ascensão do Deus patriarcal hebraico. A adoração da deusa nesse período identificava Astarte com a ge­ração sexual, mas também com a sabedoria do próprio cosmo. Mas, como o judaísmo se afastou de seus antecedentes da Suméria, todos os aspectos da adoração da deusa se transformaram gradativamente em negativos, en­quanto ajovem religião procurava concentrar seus seguidores em uma versão masculina do Deus Único. Quando os hebreus desenvolveram o monoteís­mo fizeram-no no contexto das religiões da deusa, que haviam desenvolvido um sistema de sacerdotisas sagradas. Em certos pontos do calendário, essas sacerdotisas copulariam com adoradores masculinos, uma prática conside­rada um meio de trazer a ordem e a bondade do divino feminino à comuni­dade. Os adoradores tratavam as prostitutas sagradas com reverência e, deforma alguma, como trabalhadoras degradadas do sexo. Há muitas estelas que retratam essas sacerdotisas tendo relações sexuais, consideradas sagra­das, com seus adoradores masculinos.

 

A aversão hebraica a essa forma de adoração - que repetidamente ten­tava as tribos de Israel -, sua luta política para competir com tal religião e a consequente hostilidade à tradição da sagrada prostituta são todas evi­dências do horror com que os cinco livros de Moisés falam da irrestrita sexualidade feminina e particularmente sobre "prostituição". Os hebreus reformularam o que havia sido considerado uma união divina, vista então como abominação.

A adoração da vagina sagrada e da sexualidade feminina como metá­foras para uma divindade maior expandiu-se para a Europa antes da che­gada do cristianismo. Na Irlanda pré-cristã, e mesmo na era cristã, cons­trutores entalhavam muitas Sheela na Gigs [entalhes de mulheres nuas nas paredes externas das edificações. Nessas esculturas, mulheres nuas - representando as bruxas sagradas da mitologia celta e, como vimos, simbolizando a liminaridade - são representadas com as pernas abertas e as mãos segurando os lábios vaginais abertos." Alguns historiadores de arquitetura acreditam que mesmo as grandes pedras pontiagudas que for­mam as entradas das catedrais europeias medievais incorporam o ima­ginário vaginal dessa tradição pré-cristã. (Na verdade, fiquei espantada uma vez, enquanto vagava pela pacífica e tradicionalmente sagrada ilha de lona, nas Hébridas escocesas, quando olhei para a parte de cima da pare­de exterior de um antigo convento e vi lábios vaginais grandes e elegantes esculpidos na parede de pedra do convento, sem nada em torno deles.

Mas as deusas do sexo não eram só feitas de doçura e luz: em cada cultura que adorava a deusa, embora esta tivesse um aspecto majestoso e sedutor, também trazia um lado negro e potencialmente destruidor. Muitas cultu­ras têm uma versão do que os antropólogos chamam de "vagina dentata", Isso significa, literalmente, "vagina dentada". Em Teogonia, por exemplo, o poeta grego Hesíodo descreve o deus Cronos, ainda por nascer, esten­dendo a mão do ventre de sua mãe para castrar seu pai, Urano. Na mi­tologia hindu, o demônio Adi, na forma da deusa Parvati, tem dentes na vagina. O autor Erich Neumann, em seu relato da adoração da deusa, A grande mãe, identifica o tema da vagina dentada na mitologia indígena norte-americana, na qual "um peixe carnívoro habita a vagina da Terrível Mãe".? Os mitos inuítes também descrevem mulheres com cabeça de ca­chorro onde deveria estar a vagina. A associação arquetípica e universal (normalmente estabelecida pelos homens) da vagina com a boca torna a vagina dentada um símbolo universal e atemporal da ansiedade masculina quanto à deglutição e aniquilação por uma mãe ameaçadora - tão univer­sal, que Sigmund Freud explorou esse símbolo em Três ensaios sobre a teo­ria da sexualidade. 10 Essas imagens de vagina dentada não refletem uma aversão pessoal ao órgão humano, creio eu; pelo contrário, são imagens arquetípicas de um equilíbrio necessário para a reverência pelos poderes da mulher de dar a vida. Elas abordam o lado negro inevitável da deusa reconhecendo que a destruição é a outra face da geração, que a encarna­ção - o ventre, o canal do nascimento - é um portal para o ser, mas que também, inevitavelmente, leva à morte.


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Marcio Mafra
23/06/2014 às 00:00
Brasília - DF

Li uma reportagem sobre “ Vagina, Uma Biografia”  no jornal Folha de São Paulo, em 30 de novembro de 2012, assinada pela colunista e jornalista Barbara Gancia, que descia o sarrafo na autora, dizendo que se tratava de uma representante do feminismo “pós queima do sutiã” e que pecava pelo exagero. Anotei o titulo do livro para comprá-lo, o que fiz agora em abril de 2014.


 

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