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China Uma Nova História

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China Uma Nova História

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Autor: John King Fairbank

Editora: L&pm

Assunto: História

Traduzido por: Marisa Motta

Páginas: 469

Ano de edição: 2006

Peso: 885 g

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Excelente
Marcio Mafra
13/04/2014 às 19:57
Brasília - DF
O melhor livro de história sobre a China e também o melhor livro sobre a história de qualquer país que já li, embora minha leitura de livros de história seja modesta, limitando-se até esta data a modestos 76 livros.
O autor John King Fairbank nasceu, viveu e morreu “comendo” China. É fato verdadeiro que ele morreu no mesmo dia em que entregou os originais do livro para impressão. Valeu a vida. Qualquer pessoa que queira entender a China da atualidade terá que ler “China Uma Nova História”. Sua leitura proporciona o mais completo panorama sobre os chineses, analisando a rica e conflituosa história politica, econômica e social do país. O autor, numa linguagem acessível fala das grandes personalidades políticas, inclusive analisando os sucessivos governos. Narra guerras, revoluções internas e as influencias e os resultados dos movimentos políticos do regime comunista, desde tempos imemoriais até os governos atuais. O livro trata, não apenas de uma história da China, mas de uma história da cultura e do pensamento chinês. É bom referir a extraordinária tradução feita pela Marisa Motta.
Livro fantástico. Mais que excelente.

Marcio Mafra
13/04/2014 às 00:00
Brasília - DF

A história da China, desde a pré-história até os primeiros anos do século XXI com uma completa análise da evolução do sistema social, da política e do pensamento chinês. Leitura indispensável para entender a história, a cultura e a formação do país que assombra o mundo com seu progresso e desenvolvimento.

Marcio Mafra
13/04/2014 às 00:00
Brasília - DF

O Grande Salto para Frente

1958-1960

Fatores históricos

Em 1958-1960, cerca de vinte a trinta milhões de pessoas morreram em virtude da desnutrição e fome causadas por políticas econômicas impostas pelo Partido Comunista chinês. Avaliado pelas estatísticas de aumento de mortalidade, esse foi um dos maiores desastres da humanidade. Apesar de diretamente ocasionado pelo presidente Mao, o Grande Salto para Frente também representou o entusiasmo de milhões de pessoas originárias da zona rural. O que deu errado?

Os efeitos do Grande Salto para Frente (GSF) são inúmeros, porém, não é possível determinar sua verdadeira influência. Começamos por perceber certos as­ pectos residuais da herança chinesa - primeiro, que as autoridades tinham controle inquestionável sobre os habitantes das pequenas cidades. A divisão da sociedade entre controladores e controlados, gerenciadores e produtores pôde ser aproveitada pelos líderes do PCC de forma mais intensa do que antes.

Por meio de métodos persuasivos desenvolvidos em Yan'an e da instalação de um modelo econômico stalinista, foi possível estabelecer o controle sobre os camponeses locais.

Contudo, todas as ordens centrais deveriam ser postas em prática pelas autorida­des locais. Parte da herança chinesa, relacionada à confiança e à lealdade a seus supe­riores, seria decisiva nos resultados alcançados. Os ativistas cio PCC haviam agora,em termos gerais, atingido a posição de liderança local das elites dos tempos impe­riais. Foi possível reafirmar as antigas práticas do oficialismo, orientado de forma a buscar o consentimento dos superiores em vez de servir ao povo. Quando a confiança era grande, as autoridades locais competiam entre si relatando quão bem haviam con­
duzido as ordens centrais. Além de falsos relatos muito otimistas, eles pressionavam a população a fim de alcançar os resultados esperados. Quando a coletivização da agri­cultura em 1955-56 ocorreu de modo mais rápido que o previsto, foi posteriormente descoberto que muitas cooperativas de produtores agrícolas haviam sido criadas em pouco tempo e não eram na verdade capazes de funcionar como argumentado.

Subjacente a essa situação estava uma outra herança: a docilidade dos campo­neses chineses, que se haviam acostumado a seguir as ordens ditadas pelas autoridades, já que esta atitude representava a paz e a ordem da qual suas vidas dependiam. 

A visão da liderança pôde ser demonstrada à população porque no início da década de 1950 o Partido Comunista chinês e a população, em geral, ainda se sentiam uni­dos pela causa comum de construção da China. O povo acreditava no presidente Mao. A confiança abriu totalmente as portas para a utopia e a ilusão. Esse fato ocorreu porque os líderes comunitários, em grande parte oriundos da elite campone­sa, estavam dispostos a ir adiante, seguir o líder e trazer as massas com eles. Por causa da obediência local ao partido, além do culto a Mao Zedong, criou-se uma histeria em massa, período durante o qual o povo trabalhou correndo contra o tempo e abandonou caminhos predeterminados.

A motivação para o surgimento do Grande Salto para Frente surgiu do sur­preendente reconhecimento, em fins de 1957, de que o modelo de crescimento in­dustrial stalinista não era adequado às condições chinesas. A população chinesa em 1950 era quatro vezes a da União Soviética na década de 1920, enquanto o padrão de vida chinês correspondia apenas à metade desse tamanho. Apesar da coletivização universal, a produção das fazendas não teve um desenvolvimento notável. De 1952 a 1957 a população rural cresceu cerca de 9%, ao passo que a urbana aumentou cerca de 30%, mas a coleta de grãos do governo quase não teve acréscimo e, por isso, a China voltou a pagar empréstimos aos soviéticos com a produção agrícola.

O modelo soviético de taxação sobre a agricultura para a construção de indústrias chegara ao fim. Além disso, a urbanização, tendo superado a industrialização, gerou desemprego urbano, assim como subemprego nas áreas rurais superlotadas. O Pri­meiro Plano Qüinqüenal obteve os resultados esperados, mas para continuar com efeitos semelhantes o Segundo Plano Qüinqüenal seria um convite ao desastre.

A solução dos economistas para esse problema, em vez do Grande Salto para Frente, teria sido diminuir os investimentos na indústria pesada, que já haviam alcan­çado uma faixa de 48%, e direcionar parte deles à indústria de bens de consum. A disponibilidade dos bens de consumo, por sua vez, produziria subsídios para a produ­tividade dos campone es. Por meio desse método, os ministros do governo central também poderiam exercer um papel mais importante e a prática prevaleceria sobre a teoria. O resultado sustentaria uma revolução agrícola, a qual, em grande parte dos casos bem-sucedidos de desenvolvimento econômico, precedeu à industrialização.

Esse método vagaroso não agradou a Mao Zedong e levou-o a persuadir seus companheiros de que o campo poderia se superar e que a produção agrícola teria capacidade de se desenvolver por meio da organização da mão-de-obra rural. O incentivo seria a mesma determinação revolucionária que conferiu sucesso à liderança do Partido Comunista chinês. O crescimento econômico poderia ser garantido, mas os subsídios para o desenvolvimento do trabalho individual seriam reduzidos e substituídos por entusiasmo e auto-sacrifício. Essa estratégia gerou uma grande incer­teza psicológica para os camponeses.

Essa era uma das estratégias que os guerrilheiros poderiam idealizar. Eles apren­deram a montar campanhas e a mobilizar a população para alcançar objetivos so­ciais específicos muito similares a como atingir posições na guerra - a terminologia militar era efetivamente utilizada. Todo o aparato dos mecanismos das campanhas precisava estar direcionado a uma transformação econômica e ao simultâneo desen­volvimento da agricultura e da indústria. Essa era uma estratégia dual - ou como Mao dizia: "Andando com as próprias pernas". A mobilização em massa utilizaria a mão-de-obra rural nunca antes totalmente empregada: em primeiro lugar aumenta­ ria a irrigação, realizando trabalhos de controle de enchentes e renovação da terra; em segundo lugar desenvolveria a produtividade agrícola por unidade de terra por meio do uso de mais "mãos" para plantar, selecionar e cultivar; e em terceiro lugar expandiria pequenas indústrias locais pelo uso de materiais e equipamentos para produzir bens de consumo e equipamentos para a agricultura. Nesse ínterim, a mo­derna indústria econômica produziria bens de exportação para trocar por bens oriun­dos do exterior ou por maiores investimentos na área de produção de energia.
 

Assim como os economistas e outros intelectuais foram desvalorizados no mo­vimento anticapitalista, os defensores do trabalho em massa previram o sucesso das forças produtivas apenas pela mobilização em massa. Com esse propósito, houve uma descentralização do controle econômico ao final de 1957. Muitas empresas e até mes­mo controles monetários foram descentralizados em direção ao nível local. O escritó­rio central estatístico foi separado e situado junto a repartições de planejamento eco­nômico. Esse foi o contexto no qual os alvos muito ambiciosos do Grande Salto para Frente foram elaborados em cada localidade não por economistas, mas pelos líderes comunitários contrários aos especialistas, porém intensamente leais à causa.

O resultado, em 1958, foi um enorme aumento na carga de trabalho pesado. 

Seiscentos e cinqüenta milhões de chineses foram mobilizados em todo o país, com a mesma intensidade e magnitude, para mudar a aparência da China com a constru­ção de novas rodovias, fábricas, cidades, diques, represas, lagos, além de refloresta­mento e cultivo da terra. O feito mais divulgado no exterior foi a campanha iniciada em julho de 1958 para produzir aço em pequenas fornalhas "domésticas" sem qual­quer auxílio e equipamento especial. Segundo estimativas oficiais, cerca de trinta a cinqüenta mil fornalhas foram criadas até o fim de julho; 190 mil em agosto; sete­centos mil até o fim de setembro e um milhão em outubro; cem milhões de pessoas estavam engajadas nessa "batalha pelo aço". Infelizmente, o resultado de todo esse empenho foi inútil, apesar dos argumentos em relação aos problemas da metalurgia.

Embora o Grande Salto para Frente tivesse trazido pequenas indústrias para o inte­rior do país, aplicando tecnologia e mobilizando mão-de-obra como jamais visto, seus primeiros resultados foram caóticos e não-econômicos.

O departamento público de estatísticas alegou que, em 1958, a produção de alimentos e algodão praticamente duplicou em um ano e, em virtude disso, o Comi­tê Central estipulou metas ambiciosas para 1959 almejando um novo aumento de 50%. A liderança tomou-se prisioneira de suas próprias promessas.

Em fins de 1958, companhias e grupos de fazendeiros com suas enxadas e cestos marcharam para os campos em formação militar com baterias e bandeiras para declarar guerra à terra recalcitrante. A mão-de-obra utilizada para a construção de diques e sistemas de irrigação aliada à barragem das águas e a futura renovação da terra surtiram efeito. O interior da China ainda é dotado de lagos e sistema de irrigação construídos por trabalhos manuais muito árduos em 1958-59. Basta arapenas 250 metros de um túnel de pedra construído manualmente sob a superficie de um novo campo (como forma de drenagem da água, que caso contrário pode causar erosão) para perceber o alcance do uso da força manual durante o Grande Salto para Frente. Porém, tudo isso não acrescenta muito à questão da mão-de-obra qualificada, recursos disponíveis e equipamentos que poderiam ter desenvolvido a produtividade individual.
Essa foi a lógica da mobilização descentralizada, que levou à criação das comunidades, sob as quais os benefícios da modernização em saúde, educação, produção em grande escala e o conforto da vida cotidiana eram, em tese, divididos igualmente de acordo com as concentrações de poder e planejamento geral. Poucas vezes houve um ideal que gerasse resultados tão desastrosos.

 


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Marcio Mafra
13/04/2014 às 00:00
Brasília - DF

Comprei este livro em fevereiro de 2008. Nessa ocasião comprei diversos livros sobre a China, pois desejava obter alguma noção histórica, econômica, religiosa e cultural deste país que tem 1 bilhão e 350 milhões de habitantes, distribuídos por mais de 9 milhões e 500 mil  km² de território. Ficou na fila. Comecei a leitura em outubro/2013 e terminei em março/2014, embora o livro tenha somente 469 páginas. Comprei China Uma Nova História no sebo  Crisálida Livraria e Editora livraria@crisalida.com.br . Fato curioso é o defeito que percebi na página 224. Nesta página estão duplicadas as páginas 209 até a 224. Certamente o defeito passou despercebido pelo controle da Editora L&PM.


 

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