carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

1964 A Conquista do Estado

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
1964 A Conquista do Estado

Livro Ótimo - 1 opinião

  • Leram
    2
  • Vão ler
    6
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    1

Autor: René Dreifuss

Editora: Vozes

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Faculdade de Letras da UFMG

Páginas: 814

Ano de edição: 1981

Peso: 1.120 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar
tenho
trocar
empresto
favorido
comprar
quero-ganhar

 

Ótimo
Marcio Mafra
05/07/2002 às 18:11
Brasília - DF
O uruguaio Dreifuss, doutor em ciências políticas, elaborou diversas teses sobre a ação política, o poder e os golpes de estado no Brasil. Todas muito bem elaboradas, longas e cansativas como convêm aos grandes próceres das academias. A Conquista do Estado foi o resultado de uma grande pesquisa - pelos arquivos e jornais brasileiros da época - realizada por Dreifuss, enquanto preparava sua tese de doutorado em ciências políticas, para a universidade de Glasgow. O autor aborda com muita exatidão as Forças Armadas, o empresariado e as diretrizes do sistema de poder no Brasil. Aborda, ainda, a formação do populismo, a ascendência econômica do capital multinacional, a elite empresarial, a campanha ideológica da burguesia e as organizações IPES e IBAD e sua influência no Estado. O livro é bom. A leitura é longa, difícil e como tal cansativa, mas boa parte das revelações de Dreifuss - mais fruto da pesquisa, que da teoria - são muito interessantes como documento e como história. Notável é a revelação de que o SNI se propôs a tornar-se um centro influente na formulação de diretrizes em todas as áreas da vida social, política e militar brasileira. E de fato se tornou. Vale a leitura.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Tese de doutorado em ciências políticas, transformada em livro, que Dreifuss, defendeu na universidade de Glasgow. Aborda as Forças Armadas, o Empresariado e a Formação de Diretrizes e Sistema de Poder no Brasil com suas ações políticas, poder e golpe de classe.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A Elite Orgânica no Estado. O que se poderia considerar uma inovação fundamental introduzida pela administração pós-1964 é a criação do Serviço Nacional de Informações. O SNI combinou as funções de uma agência central de informações com as de um conselho de assessoria para formulação de diretrizes políticas nacionais. O fundador e primeiro chefe nacional do SNI não foi outro senão o General Golbery do Couto e Silva que, por algum tempo, continuou servindo às duas organizações, mantendo também negócios particulares em seu estado natal, o Rio Grande do Sui. O General Golbery deixou formalmente seu posto no IPES em julho de 1964, sem romper seus laços com a organização, onde continuou como membro do Conselho Orientador e na qual voltou a ser atuante quando da nomeação do General Costa e Silva para a presidência, para preparar desde já a ascensão do General Ernesto Geisel ao poder. É muito significativo que, quando Glycon de Paiva agradeceu ao General Golbery, em nome do IPES, por seu trabalho e cumprimentou-o pelo novo cargo como chefe do SNI, este afirmou que, em sua nova função, continuaria a desempenhar o mesmo tipo de atividades que havia desenvolvido no IPES até aquela data, apesar de serem agora grandemente "ampliadas em recursos e meios". Os arquivos completos de informações do IPES, reunidos pelo Grupo de Levantamento da Conjuntura chefiado pelo General Golbery e onde haviam sido compilados dados sobre 400.000 brasileiros, foram levados por ele para Brasília como a base para a rede do SNI. Levou consigo não só os arquivos do IPES, mas também seus companheiros e colaboradores mais próximos na rede militar e de informações (que o IPES estabelecera de 1961 a 1964 sob as denominações de Grupo de Levantamento da Conjuntura e Grupo Especial da Conjuntura) e que passaram a integrar a nova estrutura de informações. Encontravam-se no núcleo de oficiais que estavam envolvidos, juntamente com o General Golbery, na criação do SNI o General Ernesto Geisel, General Agostinho Cortes, Tenente-coronel Danilo Venturini, Coronel João Baptista Figueiredo, Tenente-coronel Octávio de Aguiar Medeiros, Coronel Ivã Vieira Perdigão e o Capitão Heitor de Aquino Ferreira. Outros oficiais recrutados para o emergente SNI foram o General Emílio Garrastazu Médici e o General Carlos Alberto da Fontoura. O Coronel João Baptista Figueiredo tornou-se o chefe do centro do SNI do Rio de Janeiro, o mais importante depois de Brasília, cuja sede era localizada no Ministério da Fazenda. Posteriormente veio a ser secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, posto que o próprio General Golbery havia ocupado no governo de Jânio Quadros. O General Agostinho Cortes, chefe do Grupo Especial da Conjuntura, foi indicado para a chefia do SNI de São Paulo. O Capitão Heitor de Aquino Ferreira tornou-se secretário pessoal do General Golbery. O General Riograndino Kruel, irmão do General Amaury, tornou-se chefe do Departamento Federal de Segurança Pública, colaborando de perto com o novo serviço de informações. O SNI estabeleceu uma rede de informações dentro dos ministérios, autarquias e órgãos administrativos do governo, bem como no movimento militar, no movimento da classe operária, no movimento estudantil e em outros segmentos escolhidos da população, transformando-se em um "superministério" intocado e intocável pelo Legislativo e pelo Judiciário e não subordinado às Forças Armadas. Em termos imediatos a criação do SNI serviu para esvaziar algumas das funções do Serviço Federal de Informações que havia funcionado, até ali, como substituto de uma agência central de informações. A necessidade de uma instituição capaz de flanquear o Serviço Federal tornou-se premente não só pelo fato de este ser um produto do regime anterior, mas principalmente porque o troupier General Costa e Silva, como o novo Ministro da Guerra, havia indicado seu homem de confiança, o Coronel Portella, para secretário do Conselho Nacional de Segurança, que supervisionava o Serviço Federal, numa tentativa de transformá-lo em sua base de manobra e poder. A médio e longo prazo, uma agência central de informações foi exigida pelos militares, uma vez que ela teria de desempenhar um papel-chave na implantação da doutrina de Segurança Nacional disseminada pela ESG. Além disso, a comunidade de informações poderia dar ao regime alguns atributos políticos que as Forças Armadas, com sua rigidez natural, não possuíam. O comportamento institucional, a hierarquia e normas corporativas não dotavam as Forças Armadas do nível de flexibilidade necessário para se envolverem em política. O envolvimento direto das Forças Armadas na vida política da nação, quando concretizado, reforçava as posições de extremistas de direita de linha dura, porque uma ação eficiente das Forças Armadas em assuntos não militares exigia a manutenção ou um maior aprofundamento dos aspectos militares de organização política. O sistema de informações poderia superar a rigidez das Forças Armadas sem recorrer a atitudes severas, sem reforçar o extremismo de direita e, talvez, mais importante com o decorrer do tempo, sem permitir que facções nacionalistas dissidentes, com projetos sociais reformistas dentro delas, estabelecessem uma posição de autoridade no comando do sistema político e da economia. Finalmente, o SNI poderia funcionar mesmo depois que as Forças Armadas voltassem aos quartéis, paralelamente, ainda, à vida normal dos partidos políticos, e até mesmo manter a política em funcionamento na ausência de reais e efetivos partidos. Poderia, na verdade, agir como um partido político, sendo talvez o único órgão militar capaz de fazê-lo, funcionando como um foco de apoio e de informações do regime, e como um agente da manipulação da organização política da sociedade.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Procurando entender todas as origens do Golpe de Estado de 64, adquiria qualquer publicação sobre o assunto. René Armand Deifrus, foi muito festejado como cientista político na época, razão porque comprei o seu livro.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2018
Todos os direitos reservados.