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Dirceu A Biografia

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Dirceu A Biografia

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Autor: Otávio Cabral

Editora: Record

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 363

Ano de edição: 2013

Peso: 380 g

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Excelente
Marcio Mafra
05/07/2013 às 16:31
Brasília - DF
“Dirceu” é o relato da ascensão e queda de um politico durão, implacável, corrupto, inteligente, pretensioso, que chafurdou no poder, envergonha e desperta a ira de qualquer brasileiro. Embora o autor utilize oito folhas do livro para mencionar as “fontes”, não há quem possa aferir a autenticidade dos fatos citados. E não é necessário fazê-lo porque, aparentemente, não há no texto nenhuma novidade, salvo a riqueza de alguns detalhes da vida íntima do biografado. Qualquer pessoa, que na idade adulta, tenha vivido em Brasília entre os anos 1970 e 2010 tem conhecimento – ou noção – de quase todos os fatos narrados no livro. Grande parte dele é dedicada à crise do “mensalão” e o tempo de lobista que Dirceu viveu após ter saído do governo. “Mensalão” foi como se chamou o esquema de compra de votos no Congresso Nacional, denunciado por um beneficiário que recebeu menos do que lhe haviam prometido, o então Deputado Federal Roberto Jefferson. Mesmo sabendo que José Dirceu foi condenado a dez anos e dez meses de cadeia pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha, o final do livro é melancólico. "Dirceu" escrito no estilo, linguagem e ritmo jornalístico é livro bem feito e de leitura rápida.

Marcio Mafra
05/07/2013 às 00:00
Brasília - DF

A vida de José Dirceu de Oliveira e Silva, ex ministro da Casa Civil do Governo Lula. São passagens da infância, da militância na política estudantil e esquerdista radical durante a ditadura militar de 1964. Partícipe do o sequestro do embaixador americano e protegido de Che Guevara durante o treinamento em Cuba. Articulador do PT e importantíssimo membro do governo Lula. A briga política e o processo do mensalão. Sem contar os muitos relacionamentos amorosos.

Marcio Mafra
05/07/2013 às 00:00
Brasília - DF

O abrigo a grupos de esquerda latino-americanos era uma política de Estado do governo cubano desde a revolução de 1959. Foi inten­sificada em 1967, quando, entre 31 de julho e 10 de agosto, ocorrera em Havana a conferência que originaria a Organização Latino-Ame­ricana de Solidariedade (Olas), que pregava que a revolução deveria ser estendida, como ondas (olas, em espanhol), pela América Latina.

O projeto tinha o aval e o financiamento da União Soviética - as rotas de entrada e saída de Cuba passavam por Praga e Moscou, onde os guerrilheiros eram recebidos e orientados.

Cuba apoiara oposicionistas brasileiros em três momentos dis­tintos. O primeiro foi anterior ao golpe militar de 1964. Os cubanos tinham contato com as Ligas Camponesas, comandadas pelo, pernambucano Francisco Iulião. Mas foi uma cooperação breve e sem resultados expressivos. Após a implantação da ditadura, o suporte de Havana direcionou-se ao grupo liderado por Leonel Bri­zola, o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), que tinha como contingente principal os sargentos e marinheiros expulsos das Forças Armadas. Flávio Tavares foi um dos líderes desse grupo, que tentara, sem sucesso, implantar um foco guerrilheiro na Serra do Caparaó, na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais, em 1966 e 1967.

Derrotadas as tentativas de Brizola, Carlos Marighella, que participara da reunião de criação da Olas, tornou-se o grande nome da revolução brasileira para os cubanos. De 1967 até a década de 1970, Cuba financiou e treinou guerrilheiros da ALN, da VPR e do MR-8, além de dissidentes sem ligações orgânicas com esses grupos, como era o caso de Dirceu, Travassos e Palmeira.

A ALN de Marighella foi o grupo que mais enviou militantes para treinar em Cuba. A primeira turma, chamada de I Exército, chegou em setembro de 1967, composta de dezesseis militantes que treinaram até julho de 1968. O II Exército teve trinta homens pre­parados entre julho de 1968 e meados de 1969. O III Exército, por sua vez, incorporaria membros de outras organizações ou exilados independentes. Foi nessa turma que Dirceu, já chamado de Daniel, fez seu treinamento, que acabaria com o tombo na corda do rio.

Eram 33 pretendentes a guerrilheiros, treinados entre maio e dezembro de  1970. Depois, haveria apenas o IV Exército, entre dezembro de 1970 e junho de 1971, com treze integrantes. "Na verdade, chamar essas turmas, formadas por algumas dezenas de guerrilheiros, de Exército, parece, por si mesmo, uma supervalorização do treinamento" - es­creveu a historiadora Denise Rollemberg, da Universidade Federal do Rio de Ianeiro."

Treinamento guerrilheiro que seguia um padrão, independente­ mente da organização ou do número de guerrilheiros. De início, os militantes ficavam cerca de cinco meses no Ponto Zero, um quartel do Exército próximo a Havana. Lá, passavam toda a semana receben­do instruções de tiro, aprendendo fórmulas de explosivos e a montar e desmontar armas. Nos finais de semana, iam à capital, onde podiam ler, assistir a filmes e peças de teatro - tudo devidamente selecio­nado pelo regime cubano. A segunda fase se passava em Pinar del Río, onde eram alojados em acampamentos na mata. Passavam por exercícios militares e de sobrevivência, marcha, treinamento de tiro,manobras militares e noções de topografia. O ápice da preparação era uma simulação, na qual os guerrilheiros enfrentavam militares
do Exército cubano. Os exilados que tinham alguma limitação ou problema físico recebiam treinamentos mais leves, como o de en­fermagem e Estado-maior.

Daniel, desde o começo, recebeu tratamento privilegiado na ilha. A amizade com Guevara lhe abrira portas e o livrara de problemas.

Participou de quase todo o processo, mas fora poupado das etapas mais penosas, principalmente depois do acidente. Como ele mesmo admite, também escapou das doutrinações de marxismo, já que não tinha muita paciência para esse tipo de leitura: "Li várias obras de Marx e Lenin, mas não li O capital."

Ao desembarcar em Havana, vindo do México, Dirceu foi re­cepcionado, ainda na pista do aeroporto, por Guevara, de quem se tornaria inseparável na ilha - chegaram a dividir a mesma casa depois do acidente no treinamento, o que levantou boatos de que formavam um casal, já que Guevara, cineasta e presidente do Insti­tuto Cubano de Arte e da Indústria Cinematográfica, era dos únicos homossexuais admitidos na Cuba revolucionária e homofóbica.

As caminhadas noturnas pelo Malecón, as sessões de cinema em con­junto e as viagens ao balneário de Varadero nos domingos reforçavam os infundados boatos.

O amigo foi quem o apresentou ao ministro da Defesa, Raúl Castro, e ao comandante Fidel, durante uma solenidade de forma­ tura de militares, no início de 1970. Eles conversaram longamente e marcaram novos encontros. Começou ali a relação política e militar entre Dirceu-Daniel e os Castro, proximidade que despertava ciúme e inveja nos outros exilados brasileiros.

Dirceu teria o acesso fran­queado por Raúl Castro a documentos importantes sobre estratégia,informação, contrainformação e segurança militar. Depois da queda
no rio, como nenhum refugiado podia ficar sem estudar, fez um curso que o tornaria especialista em questões militares.

Foi essa especialização que lhe fez um homem de confiança dos Castro, escolhido para chefiar um contingente que tentaria retomar ao Brasil e implantar um novo foco guerrilheiro do país. A escolha surpreendeu a colônia brasileira na ilha. ''A transformação em quadro político-militar no aparelho internacionalista cubano surpreende a todos. Nos encontros políticos dos brasileiros, na capital cubana, para discutir a realidade brasileira e a caminhada revolucionária, suas
opiniões eram vistas com desdém e as propostas que fazia, todas, eram invariavelmente derrotadas" - relatou o historiador Luís Mir.

Dirceu não era bem visto na comunidade brasileira em Havana. A vida era de privações e censura, e pouco diferiria daquela sob a di­tadura brasileira não fosse o fato de que, em Cuba, estavam ao lado do governo. Não se podia andar livremente nas ruas, nem escolher onde morar. Cada passo dependia da autorização do governo.

O tratamento, contudo, era diferente para os escolhidos de Fidel. 

 


  • Biografia de Dirceu é Caso para o Procon

    Autor: Breno Altman

    Veículo: Blog de Renato Rovai em 10/6/2013

    Fonte: Blog de Renato Rovai

    A história do petista e ex-ministro José Dirceu é recheada de fatos polêmicos. Lançado sem alarde ou divulgação nos meios de comunicação, o livro Dirceu, do jornalista Otávio Cabral, da revista Veja, se esgotou nas livrarias do país nesse domingo. Cerca de 15 mil exemplares foram vendidos. A Editora Record começa, nesta segunda-feira, a rodar mais 10 mil exemplares. A informação é da coluna de Lauro Jardim, de Veja. Até o último sábado (7), Dirceu disse a interlocutores que não tinha lido o livro.

    Saiba mais...
    Biografia não autorizada de José Dirceu chega às livrarias Justiça abre processo contra Dirceu por improbidade Dirceu pede saída de Barbosa da relatoria do mensalão
    Amigo de confiança do ex-presidente Lula, a biografia de José Dirceu tem 21 capítulos e 363 páginas. O livro conta desde a aventura estudantil dos anos 1960, a prisão em Ibiúna, o exílio em Cuba e o retorno ao país na clandestinidade. O ex-ministro, ao voltar ao Brasil, teria feito uma cirurgia plástica para não ser reconhecido pelo governo militar (1964-1985). Porém, a maior polêmica, talvez, seja o envolvimento do petista no escândalo do mensalão - esquema de compra de votos no Congresso recentemente julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - durante seus tempos de “glória” no Palácio do Planalto.

    Cabral entrevistou 63 pessoas. No capítulo “sobrevivente do massacre dos guerrilheiros”, há detalhes de como o Sr. Hoffmann, argentino — na verdade, Dirceu em sua terceira identidade, na volta ao Brasil —, participaria da criação do Movimento de Libertação Nacional (Molipo), um grupo de guerrilha urbana e rural. “Andava armado, encontrava clandestinamente os companheiros, fazia levantamento de alvos a serem assaltados e viajava para levar armas, dinheiro e informações para membros da organização espalhados pelo país”, relata o autor.

    O livro Dirceu mostra ainda a primeira ação que o ex-ministro teria participado enquanto militante. Cabral apresenta documentos que indicam que Dirceu participou de um assalto a um cartório no município de Santo André, no ABC Paulista, em 16 de julho de 1971. Em outro trecho da obra, existem uma documentação do 2º Exército que aponta Dirceu como um dos “um responsáveis por um caso bem mais grave, a morte de um sargento da Polícia Militar na Rua Colina da Glória, no Cambuci, a 19 de janeiro de 1972”. O livro, porém, ressalva que não há inquérito sobre esse crime.

    A biografia, não autorizada, seria publicada pela editora Leya, que acabou desistindo do projeto alegando questões jurídicas. O livro é vendido por R$ 39,90 pela Editora Record.



    Breno Altman chama Otávio Cabral, autor de suposta biografia de Zé Dirceu, de charlatão
    10/06/2013 | Publicado por Renato Rovai em Geral
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    BIOGRAFIA DE DIRCEU É CASO PARA O PROCON
    Breno Altman
     

Marcio Mafra
05/07/2013 às 00:00
Brasília - DF

Livro biográfico lançado em junho de 2013, poucos dias antes dos recursos finais junto ao Supremo Tribunal Federal, que o condenou José Dirceu, ex Deputado Federal e ex Ministro da Casa Civil do governo Lula, a dez anos e dez meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. Claro que o comprei imediatamente, até porque tive a recomendação pessoal do dono da Livraria Leitura em Brasília.


 

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