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O Silêncio das Montanhas

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O Silêncio das Montanhas

Livro Mediano - 2 opiniões

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Autor: Khaled Hosseini

Editora: Globo

Assunto: Romance

Traduzido por: Cláudio Carina

Páginas: 350

Ano de edição: 2013

Peso: 480 g

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Muito bom
Adriana Carvalho
11/05/2016 às 21:57
Mineiros - GO
Gostei bastante, muito bem escrito e muito forte, daquelas historias que você leva pro resto da vida.

Ruim
Marcio Mafra
15/06/2013 às 18:19
Brasília - DF
O Silêncio das Montanhas, não pode ser comparado ao Caçador de Pipas, embora qualquer leitor trace um paralelo entre eles.
Inacreditavelmente os dois livros são do mesmo autor.
Caçador de Pipas é brilhante, Silêncio das Montanhas é desbotado, talvez sombrio.
Uma história chata, confusa, traz como protagonista os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos.
O assunto que desatou a história é a separação das duas crianças, o que acaba marcando o destino de vários personagens.
Segundo o autor, seu romance "fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas, também sobre a experiência de pessoas que eu conheci inclusive os que voltaram ao Afeganistão”.
Um livro maçante, sobre vidas e sobre o amor de uma família que tenta se reencontrar.
Patético, quase como uma tragédia grega.

Marcio Mafra
15/06/2013 às 00:00
Brasília - DF

A história de Abdulah e sua irmã Pari. Pari era três anos mais nova que Abdulah. A mãe deles morreu logo após o nascimento de Pari. Eles são afegãos e moram numa aldeia do interior do país chamada Shadbagh, que fica muito distante da capital Cabul. Parwana é a madrasta deles e, claro,  seu afeto nunca foi igual ao dedicado a seu filho legítimo. Pari e Abdulah, ainda na infância, foram separados, porém a ligação afetiva de ambos jamais se desfez.

Marcio Mafra
15/06/2013 às 00:00
Brasília - DF

Depois testemunhei a coisa mais extraordinária, algo que pensei ser mais difícil do que ver o próprio rei Constantino aparecer em nossa porta vestido de palhaço. Uma lágrima inchando no canto do olho direito de minha mãe.

- Então, como ela era?- pergunta mamãe.

-Quem?

- Quem? A francesa. A sobrinha de seu senhorio, a professora de Paris.

Mudo o receptor para o outro ouvido. Fico surpreso de ela se lembrar. Em toda a minha vida, sempre tive a impressão de que as palavras que digo a mamãe desaparecem no espaço sem ser ouvidas, como se existisse uma estática entre nós, uma má conexão. Quando telefono de Cabul, como estou fazendo agora, sinto às vezes como se ela tivesse largado o receptor e se afastado, que eu falo para um vácuo entre dois continentes - embora sinta a presença de
minha mãe na linha e ouça sua respiração. Outras vezes, comento com ela sobre alguma coisa que vi na clínica, um garoto ensanguentado carregado pelo pai, por exemplo, estilhaços cravados na face, orelha arrancada, mais uma vítima que brincava na rua errada e na hora errada do dia errado, e de repente, sem aviso, escuto um baque, e a voz de mamãe está distante e abafada, subindo e descendo, o eco do som de passos e de alguma coisa sendo arrastada no chão, e fico quieto, espero até ela voltar, o que ela faz afinal, sempre um pouco sem fôlego, explicando: Eu disse claramente, Thalia, eu gosto de ficar na janela olhando a água quando falo com Markos, mas ela diz: Você vai se cansar, adie, precisa sentar.

De repente, ela está arrastando a poltrona, essa coisa grande forrada de couro que me comprou no ano passado, e empurrando-a até a janela. Meu Deus, ela é forte. Você nunca viu a poltrona, claro. Bem, é claro que não. Depois suspira com uma exasperação fingida e pede para eu continuar minha história, mas então já estou distraído demais para continuar. O resultado é que ela me faz sentir vagamente repreendido e, mais ainda, merecendo aquilo, culpado de malfeitos não enunciados, ofensas pelas quais nunca fui formalmente acusado.
Mesmo se continuo, minha história parece menor aos meus ouvidos. Não se compara com o drama de mamãe com Thalia e a poltrona.

- Como era o nome dela mesmo? - pergunta. - Pari alguma coisa, não?
Falei com mamãe sobre Nabi, um querido amigo meu. Ela sabe somente linhas gerais da vida dele. Sabe que deixou no testamento a casa de Cabul para a sobrinha, Pari, educada na França. Mas não falei nada com mamãe sobre Nila Wahdati, da fuga para Paris após o derrame do marido, as décadas que Nabi passou cuidando de Suleiman. Que história. Muitas paralelas em bumerangue. Como se fosse ler em voz alta uma acusação a si mesmo.

- Pari. Sim. Era simpática - digo. - E receptiva, para uma acadêmica.
- O que ela é mesmo, química?
- Matemática - respondo, fechando a tampa do laptop. Começou a nevar outra vez, levemente, minúsculos flocos volteando no escuro, atirando-se na minha janela.

Conto a mamãe sobre a visita de Pari Wahdati no verão passado.

Foi realmente muito simpática. Delicada, esguia, cabelo prateado, pescoço comprido com veias azuladas nas têmporas, um caloroso sorriso com dentes separados.

Pareceu um pouco alquebrada, mais velha que a idade. Artrite reumatoide grave. As mãos nodosas, principalmente, ainda funcionais, mas o dia está chegando, ela sabe disso.

Me fez pensar em mamãe, quando chegar o dia dela.

Pari Wahdati ficou uma semana comigo na casa em Cabul.

Levei-a para uma turnê, quando chegou de Paris.

A última vez que viu a casa foi em 1955, e pareceu muito surpresa com a lembrança vívida que teve do lugar, da disposição geral, dos dois degraus entre a sala de visita e a de jantar, por exemplo, onde ela disse que ficava numa nesga de sol no meio das manhãs para ler seus livros.

Ficou chocada com quão menor era a casa quando comparada às suas lembranças.

Quando a levei ao segundo andar, ela sabia qual tinha sido seu quarto, apesar de ser ocupado atualmente por um colega alemão que trabalha para o Programa Mundial de Alimentação.

Lembro que prendeu a respiração quando avistou o pequeno armário no canto do quarto - uma das poucas relíquias que sobreviveram de sua infância; lembrei-me dele ao ser mencionado nas anotações que Nabi me deixou antes de morrer.

Ela se agachou na frente do armário e passou a ponta dos dedos pela pintura amarela descascada das portas, pelas girafas apagadas e pelos macacos de rabo comprido.
 


  • Comentário de Isabel Allende

    Autor: Isabel Allende

    Veículo:

    Fonte:

     Qualquer leitor, mesmo aquele entra na livraria com olhar de paisagem, sabe que comentários assinados por personalidades e transcritos em capas de livros, são promoções que objetivam  contribuir para a vendagem. 

    Mesmo assim o comentário da Isabel Allende impressiona:
    "Esta é uma daquelas histórias inesquecíveis, que permanecem na nossa memória por anos a fio. Todos os grandes temas da literatura e da vida são material com que é tecido este romance extraordinário: amor, honra, culpa, medo, redenção."     
Marcio Mafra
15/06/2013 às 00:00
Brasília - DF

Em maio de 2013 jornais e revistas anunciavam com grande ostentação o novo livro do magnífico Khaled Hosseini. Não havia como não comprar o livro do maravilhoso escritor. Foi o que fiz, sem medo de ser feliz.


 

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