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Inferno

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Inferno

Livro Bom - 3 opiniões

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Autor: Dan Brown

Editora: Arqueiro

Assunto: Romance

Traduzido por: Fabiano Morais

Páginas: 443

Ano de edição: 2013

Peso: 600 g

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Bom
Juliana Bento
27/03/2017 às 02:08
Rio das Pedras - SP
Estou adorando ler esse livro, já conhecia a história de Dante ( mesmo ainda sem a ler A Divina Comédia) através da leitura da trilogia O Inferno de Gabriel. Está sendo uma ótima experiência ver a história de Dante novamente com esse contexto, pois é muito cativante, envolvente e emocionante. Como sempre Dan Brown sabe como prender a gente com uma dose aventura e ação e aquele toque de romance.

Muito bom
Elias Marinho
13/02/2015 às 12:02
Santa Maria - DF
Dan Brown é e sempre será um autor extraordinário, é de ficar espantado pela quantidade de informações históricas e geográficas que ele consegue reunir em um só livro. O capricho, o esmero em não somente prender a atenção do leitor a uma história de ação, mas também de informar ao leitor dos diversos aspectos que aquele fato ou lugar congrega, me fascina.
A quantidade de informações, por vezes, chega a tornar a leitura cansativa, quando no êxtase dos acontecimentos, você é interrompido para ler sobre aspectos ocorridos naquele lugar há centenas de anos atrás.
Todavia, a leitura é mais que recomendada, pois creio que grande parte dos leitores, assim como eu, irão se sentir literalmente dentro de locais fascinantes do mundo como a Praça de São Marcos ou Santa Sofia, lugares altamente desejadas pelos amantes das artes. E o autor como sempre consegue dar um final magnifico à obra.

Bom
Marcio Mafra
02/06/2013 às 17:41
Brasília - DF
O Inferno, novo livro de Dan Brown segue o mesmo figurino dos anteriores (Anjos e Demônios e O Símbolo Perdido) e do consagrado Código Da Vinci. O autor e seu editor, inteligentemente, publicam este novo romance ambientado nas duas mais espetaculares cidades italianas, além de Roma: Veneza que era o ponto de ligação entre o oriente e ocidente, e Florença, o berço das artes e do desenho. Em Veneza o palco é a Praça e Basílica de São Marcos. Em Florença a Galeria degli Uffizi e o Palazzo de Pitti fazem o pano de fundo. Tudo isso salpicado pelo poema “A Divina Comédia” de Danthe Alighieri e a pintura renascentista “Mapa do Inferno” de Sandro Botticelli. A narrativa é de pura ação com excessos de referências históricas, museólogas e artísticas. Por vezes as ações são tão rápidas que mais parecem roteiro de “thriller” para cinema, como filmes de conspiração e investigação tipo CSI , Dexter ou Havaii Five-0. Com certeza, “Inferno” logo estará sendo negociado com alguma produtora de cinema, se é que já não o foi. O protagonista do romance é Robert Langdon, o mesmo professor de Havard - dos romances anteriores de Dan Brown – conferencista de sucesso e historiador especializado em simbologia. Os personagens secundários ficam no seu devido lugar, havendo destaque somente para as Doutoras Sienna Brooks, uma bióloga mal resolvida, e Elizabeth Sinskey, que no livro faz (mal) o papel de diretora da OMC Organização Mundial de Saúde, especialista em doenças contagiosas e epidemiologia. O bandido principal se suicida logo no começo da história. Os outros não têm muito destaque. O herói, Robert Langdon consegue fugir da policia e de uma organização secreta – e provavelmente aparecerá no próximo livro de Dan Brown. Ainda assim o final do da historia é inteligente. Código da Vinci é livro excelente. Inferno, nem tanto.

Marcio Mafra
02/06/2013 às 00:00
Brasília - DF

A história do professor Robert Langdon, que numa louca corrida através das cidades italianas de Florença e Veneza tenta desvendar um mistério cujas pistas estão inseridas nos versos do poema “Divina Comédia, de Dante Alighieri” e também no quadro “Mapa do Inferno” do pintor “Sandro Botticelli”. Langdon é um excelente conferencista, professor de Havard e historiador especializado em simbologia. Ele acorda num hospital para onde tinha sido levado, com um tiro na cabeça. A cirurgia resulta numa amnésia parcial que dificulta muito o entendimento dos fatos. Ainda no hospital sofre outra tentativa de assassinato, sendo salvo pela interveniência da médica Sienna Brooks .Eles escapam e a partir daí empreendem uma luta contra o tempo, na tentativa de evitar a possível contaminação da população mundial, por vírus ou bactérias, que imaginam são absolutamente mortais.

Marcio Mafra
02/06/2013 às 00:00
Brasília - DF


O banheiro do Frecciargento não era maior do que o de um avião comercial - mal havia espaço para se virar. O homem de pele irritada encerrou a ligação com o diretor e guardou o telefone no bolso.

A situação mudou, percebeu ele. De repente tudo parecia ter ficado de cabeça para baixo e ele precisou de alguns instantes para se situar.

Meus amigos agora são meus inimigos.

O homem afrouxou a gravata e encarou no espelho o rosto coberto de pústulas. Seu aspecto estava pior do que ele imaginara. O rosto, porém, era pouco preocupante se comparado à dor que ele sentia no peito.

Com gestos hesitantes, ele desabotoou a parte de cima da camisa e a abriu.
Forçou-se a olhar no espelho ... e examinou o peito nu.

Meu Deus.

A área enegrecida estava aumentando.

A pele no centro de seu peito estava escurecida por um negro-azulado profundo. A mancha, que havia aparecido na noite anterior, do tamanho de uma bola de golfe, agora estava tão grande quanto uma laranja. Ele tocou delicadamente a pele sensível e fez uma careta.

Apressou-se em abotoar a camisa de volta, esperando ter forças para fazer o que devia ser feito.

A próxima hora vai ser decisiva, pensou. Uma delicada série de manobras.
Fechou os olhos e se recompôs, repassando mentalmente tudo o que precisaria acontecer. Meus amigos se tornaram meus inimigos, tornou a pensar.

Respirou fundo várias vezes, em constante agonia, na esperança de que isso o acalmasse. Sabia que precisava manter a serenidade se quisesse esconder suas verdadeiras intenções.

Paz de espírito é fundamental para uma atuação convincente.

O homem de pele irritada estava habituado a farsas, mas mesmo assim seu coração batia acelerado. Tornou a respirar fundo, latejando de dor. Você vem enganando as pessoas há anos, lembrou a si mesmo. É isso que faz da vida.

Reunindo forças, preparou-se para voltar à companhia de Langdon e Sienna.
Minha última atuação, pensou.

Como uma precaução final antes de sair do banheiro, retirou a bateria do telefone, certificando-se de que o aparelho não pudesse mais ser usado.

Como ele está pálido, pensou Sienna quando o homem de pele irritada tornou a entrar na cabine e se acomodou na cadeira com um suspiro de angústia.

- Está tudo bem? - perguntou ela, genuinamente preocupada.

Ele assentiu.

- Sim, tudo bem. Obrigado.

Como o homem não parecia disposto a compartilhar nada mais do que isso, Sienna mudou de tática:

- Se não se importar, preciso do seu telefone de novo. Gostaria de continuar buscando mais informações sobre o doge. Talvez consigamos encontrar algumas respostas antes de visitarmos a Basilica de São Marcos.

- Claro - disse ele, tirando o celular do bolso e verificando a tela. - Ai, droga. Minha bateria estava quase acabando durante a ligação. Parece que agora morreu de vez. - Ele olhou de relance para o relógio. - Já estamos chegando a Veneza. Vamos ter que esperar.
 


  • INFERNO É FIEL AO ESTILO SUPERCONSAGRADO DE DAN BROWN

    Autor: Luis Eduardo Matta

    Veículo: Jornal O Globo - Segundo Caderno, Pagina 3, Domingo 26 de maio de 2013

    Fonte: Especial para O Globo - Segunda Carderno, Pagina 3, Domingo 26 de maio de 2013

    INFERNO É FIEL AO ESTILO SUPERCONSAGRADO DE DAN BROWN

    Reviravolta emocionante na trama torna, porém, o livro diferente dos anteriores.

    Cotação: Ótimo

    Por Luis Eduardo Matta - escritor

    Especial para O Globo - Segunda Carderno, Pagina 3, Domingo 26 de maio de 2013

    Após a estreia com Fortaleza digital, lançado em 1998, e, sobretudo, graças ao sucesso alcançado com "O código Da Vinci" (2003), Dan Brown promoveu uma renovação na linguagem do
    -thríller, ao misturar os ingredientes tradicionais do gênero ­ suspense, ação e mistério - a elementos instigantes de teor histórico, científico e religioso.

    No decorrer de cada um dos seus livros, doses generosas de informações, que abarcam universos tão distintos quanto arte renascentista, física de partículas, simbologia cristã e biologia vão sendo reveladas, sem que isso prejudique o ritmo narrativo. Tudo temperado
    pela habilidade do escritor em adulterar sutilmente alguns dados a fim de confundir o leitor e índuzí-lo, em vários momentos, a se questionar sobre o que ali é ficção e o que é real.
    E, também, por uma técnica notável de deixar os protagonistas sob pressão constante,
    fugindo e investigando ao mesmo tempo, em aventuras tensas e ágeis que, via de regra,
    se desenrolam num intervalo de poucas horas.

    COMEÇO PERTURBADOR

    Em seu novo lançamento, "Inferno" (Arqueiro, tradução de Fernanda Abreu e Fabiano Morais, 448 páginas, R$ 39,90), Dan Brown manteve-se fiel ao estilo que o consagrou. O livro, o sexto de sua carreira, é o quarto protagonizado pelo seu mais célebre personagem, o professor de simbologia de Harvard, Robert Langdon. O começo da história é perturbador: Langdon acorda desmemoriado num leito hospitalar com um ferimento à bala na cabeça e atormentado por pesadelos onde uma mulher de cabelos grisalhos o encara na margem oposta de um rio de águas ensanguentadas e repleto de cadáveres. Ao olhar pela janela, ele reconhece a torre do Palazzo Vecchio e se dá conta de que está em Florença, sem, contudo, ter a menor Idéia de como e por que fora parar ali. Antes que possa pensar a respeito, ele sofre uma tentativa de assassinato dentro do hospital e se salva graças à ajuda de Síenna Brooks, a médica que o atendia no momento. A partir daí, Sienna torna-se a parceira feminina da vez de Langdon, a exemplo de Sophie Neveu em "O código Da Víncí" Vittoria Vetra em "Anjos e de­
    mônios"; e Katheríne Solomon, em "O Símbolo Perdido".

    Langdon logo encontra em seu paletó um misterioso tubo de metal gravado com o ícone de ameaça biológica. Ao telefonar para o consulado dos Estados Unidos a fim de pedir ajuda, descobre, horrorizado, que o governo de seu próprio país instruíra alguém para mata-lo. Tem início, então, uma corrida desesperada no melhor estilo dos livros de Dan Brown, que levará Langdon e Sienna a percorrer ruas e monumentos de Florença e de lá rumar para Veneza e Istambul, a fim de evitar um ataque bíológico urdido por um geneticista fanático por Dante Alíghíeri que dias antes se suicidara.

    A chave para o mistério está numa série de códigos inspirados na "Divina comédia'; em especial no "Inferno'; que Langdon e Sienna vão decifrando enquanto fogem de um verdadeiro exército de perseguidores fortemente armados e dispostos a capturá-los a qualquer custo.

    RITMO FRENÉTICO

    "Inferno" segue nesse ritmo frenético até a chegada dos personagens a Veneza, quando  esfria subitamente. Em parte, isso se deve à descrição exageradamente minuciosa da cidade, que Dan Brown faz ao longo de parágrafos intermináveis, deixando bastante clara a sua adoração por Veneza. Mas é justamente neste momento que a trama sofre a sua reviravolta mais impressionante, e que torna esse livro totalmente diferente dos anteriores protagonizados pelo simbologista de Harvard.

    A faceta polêmica de "Infernol" fica por conta de um tema que Dan Brown aborda sem cerimônia: o da superpopulação humana. Assim como aconteceu com Michael Crichton em "Estado de medo" ao pôr em dúvida o aquecimento global, Dan Brown poderá ser questionado sobre se endossa a tese do antagonista do seu novo livro de que o alto índice de natalidade humana é a principal catástrofe ambiental num planeta já bastante povoado. E que, por causa disto, a Terra estaria sob o risco de se ver transformada em breve numa versão real do inferno criado por Dante Alighieri.

    Luis Eduardo Matta é escritor

  • BEST SELLER FRENÉTICO

    Autor: Luiz Prisco

    Veículo: Jornal Correio Braziliense

    Fonte: Correio Braziliense, Brasilia Domingo, 2 de junho de 2013 - caderno Diversão e Arte, pagina 8

    Best seller frenético Novo Livro de Dan Brown repete fórmula de sucesso, mantém altos números de venda e briga com a crítica. Luiz Prisco Correio Braziliense, Brasilia Domingo, 2 de junho de 2013 - caderno Diversão e Arte, pagina 8 O nome Dan Brown é capaz de causar frisson no mercado editorial. O escritor, uma espécie de Paulo Coelho norte-americano, causa arrepios na crítica, mas esgota exemplares rapidamente das prateleiras. Com Inferno, sexto livro do autor, a história não é diferente. Em uma semana, dos 500 mil da primeira tiragem, 120 mil exemplares já foram vendidos. Os números de Dan Brow são realmente impressionantes. No Brasil, o autor já vendeu mais de 4,7 milhões de livros. Em escala mundial, são 150 milhões de cópias comercializadas. Isso sem falar na bilheteria dos dois filmes O código Da Vinci e Anjos e Demônios com cifras de US$ 1,25 bilhão. Inferno também lidera a lista dos mais vendidos da Publishnews, publicação especializada em mercado editorial. Inferno marca o retomo de Dan Brown após quatro anos de hiato. O último lançamento foi O símbolo perdido (2009), que vendeu cerca de 900 mil cópias no Brasil. O livro retoma o simbologista Robert Langdon - interpretado por Tom Hanks nos cinemas - no papel de protagonista. A receita da trama é a mesma dos outros livros: perseguições, mistérios, arte, simbolismo e religião. (ver resenha) A crítica internacional não recebeu o novo livro de Dan Brown de forma tão positiva. Peter Conrad, do britânico The Guardian, ironiza o autor. "Eu pensava que Dan Brown era apenas ruim. Mas, depois de ler a última versão do thriller que ele reescreve de tempos em tempos, começo a suspeitar que ele também possa ser maluco", registra o crítico. Monica Hesse, do Whashington post, critica as imprecisões históricas da obra. "Como os outros trabalhos de Brown, é mais divertido ler Inferno quando você aceita como verdadeiro cada pedaço colocado na trama", espicaça. No entanto, o duelo com a crítica não é uma novidade na carreira do escritor: dono de números de vendas empolgantes, Dan Brow não cai no gosto dos intelectuais. Iuan Pedro Rojas, do departamento de Letras da Universidade de Brasília (UnB), observa que autor e Críticos enxergam o livro de forma diferente. "Os best -sellers respondem a uma lógica de mercado e a academia analisa o livro como uma obra de arte", explica. Rojas acredita que a crítica é apenas um dos ingredientes responsáveis pelo sucesso das obras. "Esse sucesso pode ser explicado por conta de outras coisas, como uma publicidade agressiva e estratégias de marketing etc", argumenta o professor.
Marcio Mafra
02/06/2013 às 00:00
Brasília - DF

Comprei Inferno no mesmo dia em que chegou à Livraria Cultura de Brasília, porque todos os jornais e revistas faziam menção ao grande lançamento de Dan Brown,  e informavam que a história se passa em Florença e Veneza, na Itália.  Por coincidência eu acabara e voltar de uma viagem pela Itália.  Conhecendo o estilo detalhista do autor, fiquei mais motivado pela compra do livro porque, certamente, iria “rever” os museus, ruas, praças, palácios e monumentos daquelas maravilhosas cidades. 


 

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