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Diários do Vampiro Livro 3 - A Fúria

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Diários do Vampiro Livro 3 - A Fúria

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Autor: L J Smith

Editora: Galera Record

Assunto: Realismo Fantástico

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 235

Ano de edição: 1991

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Excelente
Ingrid C Delamura Faquim
21/11/2012 às 10:00
Mirassol - SP
O terceiro livro da série "Diários do Vampiro" trata de Elena com sua adaptação ao vampirismo, bem como a sua confusão entre os dois irmãos. Embora tenham que ficar fora do caminho da cidade por causa do novo vampiro caçador, Stefan, Damon, Elena e os amigos dela terão que pesquisar sobre a sombria presença que tem ultrapassado a cidade. Eles descobrem que esse tal "poder" é uma pessoa que está determinada a matar os dois irmãos e Elena, enquanto também planeja disparar Fell's Church e todos os outros para o mesmo fim.

Ingrid C Delamura Faquim
21/11/2012 às 09:49
Mirassol - SP

Diários do Vampiro “A Fúria” superou minhas expectativas, adorei tudo, desde Damon lindo e “bonzinho” ao insuportável Stefan Salvatore que parece mais bobo que nunca!Rs Elena (Spoiler para quem não leu os outros livros) morre e se torna parceira eterna de Damon... Ou ao menos é o que ele acredita, Stefan resolve pôr fim a briga dos dois... Eu não vou contar muito senão vira spoiler... Darei mais a minha opinião. Neste livro Elena se depara com “O Outro Poder”... Algo está acontecendo... Quem ou O que?Por quê? O terceiro livro, se me lembro bem, li em apenas um dia. Não consegui largar, li compulsivamente até descobrir o que aconteceria. Foi uma loucura, não senti nem fome... Rs (o que não é lá muito raro, pois como boa bookaholic devoro meus books acima de tudo!) Do começo ao fim, o livro me levou as respostas que tanto esperei, a cada descoberta eu me aventurava mais e mais neste mundo... Não foi fácil... Eram muitas informações para assimilar, alguns copos de água, alguns minutos de reflexão e como boa desocupada (adoroooo! Ok, isso faz um tempo), tirei algumas horas de soneca... Rs Diários do Vampiro é uma serie legal, pois, sonhei com todas as partes que li. Tenho esse, Problema?Nao... Dom de sonhar com os livros que leio, e DV mexeu muito com a minha imaginação. Surpresas,duvidas e medos... O leitor é levado a acreditar em um vilão em potencial... Devo dizer que me enganei, julguei e odiei personagens inocentes...

Ingrid C Delamura Faquim
21/11/2012 às 09:49
Mirassol - SP

Elena entrou na clareira. Sob os pés, farrapos de folhas de outono congelavam na lama. O anoitecer havia caído e o bosque ficava mais frio, embora a tempestade agora esmorecesse. Elena não sentia o frio. Tampouco ligava para a escuridão que a cercava. Com as pupilas completamente dilatadas, Elena captava quaisquer mínimas partículas de luz que teriam sido invisíveis a um humano. Ela conseguia enxergar com muita clareza duas figuras lutando sob o grande carvalho. Uma tinha cabelos escuros e grossos que o vento agitava num mar tumultuado de cachos. Era um pouco mais alta do que a outra, e Elena de algum modo sabia que tinha olhos verdes, embora não pudesse enxergar o rosto. A outra figura também tinha cabelos pretos, mas eram finos e lisos, quase como o pelo de um animal. Os lábios se repuxavam nos dentes em fúria, com todo o charme indolente de seu corpo agachado numa postura de pantera. Os olhos eram negros como a noite. Elena os observou por vários minutos sem se mover. Ela se esquecera por que tinha ido ali, por que havia sido atraída pelos ecos dessa batalha, que ecoavam em sua mente. Esta proximidade, o clamor da raiva, do ódio e da dor dos dois era quase ensurdecedor, como gritos silenciosos vindo dos lutadores. Eles travavam um combate mortal. Qual deles vencerá?, pensou ela. Os dois estavam feridos e sangravam, e o mais alto tinha o braço esquerdo pendendo num ângulo pouco natural. Ainda assim, ele acabara de golpear o outro contra o tronco nodoso de um carvalho. A fúria dele era tanta que Elena podia senti-la e saboreá-la, assim como também ouvi-la, e sabia que isso conferia a ela uma força inacreditável. E então Elena se lembrou do motivo para ter vindo. Como poderia ter se esquecido? Ele estava ferido. A mente dele a convocara até aqui, espancara-a com ondas de raiva e dor. Ela veio ajudá-lo, porque ela pertencia a ele. As duas figuras agora estavam no chão gelado, lutando como lobos, rosnando. Rápida e silenciosamente Elena foi até eles. Aquele com o cabelo ondulado e olhos verdes — Stefan, uma voz em sua mente sussurrou — estava por cima, os dedos arranhando o pescoço do outro. A raiva tomou conta de Elena, raiva e senso de proteção. Ela estendeu o braço entre os dois para impedir aquela mão que sufocava, para erguer seus dedos. Não ocorreu que ela devia ser forte o bastante para fazer isso. Ela se sentia muito forte, e isso bastava. Ela lançou o peso do corpo para o lado, arrancando seu cativo do adversário que o feria. Providencialmente, jogou-se com força sobre o braço ferido dele, derrubando-o de cara para o chão tomado de folhas. Depois começou a estrangulá-lo por trás. O ataque dela o pegou de surpresa, mas ele não estava nem um pouco derrotado. Ele revidou, a mão boa apalpando o pescoço de Elena. Até que o polegar dele cravou em sua via respiratória. Elena logo se percebeu investindo contra a mão dele, procurando-a com os dentes. A mente dela não conseguia entender o que se passava, mas seu corpo sabia o que fazer. Seus dentes eram uma arma e eles se cravaram na carne dele, arrancando sangue. Mas ele era bem mais forte do que ela. Com uma virada de ombros, ele se soltou e se livrou das mãos dela, virando-a para baixo. E depois ele estava por cima dela, com uma expressão contorcida de fúria bestial. Ela sibilou para ele e partiu para atacar seus olhos com as unhas, mas ele afastou a mão dela para longe. Ele ia matá-la. Mesmo ferido, era muito mais forte. Os lábios dele se repuxaram e mostraram os dentes já manchados de escarlate. Como uma serpente, ele estava pronto para dar o bote. E então parou, pairando acima dela, a expressão em seu rosto transformando-se. Elena viu os olhos verdes dele se arregalarem. As pupilas, que tinham se contraído a níveis cruéis, dilataram-se. Ele a encarava como se verdadeiramente a visse pela primeira vez. Por que ele olhava para ela desse jeito? Por que ele simplesmente não acabava com logo com tudo? Mas agora a mão de ferro sobre o ombro de Elena a soltava. O esgar animal desaparecera, substituído por um olhar de pasmo e admiração. Ele se sentou, ajudou-a a se sentar, enquanto olhava seu rosto. — Elena — sussurrou ele, a voz entrecortada. — Elena, é você. É isso que eu sou?, pensou ela. Elena? Não importava. Ela lançou um olhar para o antigo carvalho. Ele ainda estava ali, parado entre as raízes reviradas, arfando, apoiando-se na árvore com a mão. Ele olhava para ela com seus olhos negros intermináveis e as sobrancelhas unidas numa carranca. Não se preocupe, pensou ela. Posso cuidar deste aqui. Ele é idiota. Depois ela se lançou para o de olhos verdes novamente. — Elena! — gritou Stefan enquanto ela o chutava para trás. A mão dele que ainda estava boa a segurou pelo ombro e ergueu-a. — Elena, sou eu, Stefan! Elena, olhe para mim! Ela olhava. Mas só o que conseguia enxergar era o trecho exposto de pele que havia no pescoço dele. Ela sibilou de novo, o lábio superior recuou, revelando seus dentes. Ele ficou paralisado. Elena sentiu o choque reverberar pelo corpo de Stefan, viu o olhar dele se espatifar. A expressão facial de Stefan ficou completamente lívida, como se alguém o tivesse golpeado. Ele sacudiu ligeiramente a cabeça no chão lamacento. — Não — sussurrou ele. — Ah, não... Ele parecia estar falando consigo mesmo, como se nem confiasse que ela o ouviria. Stefan estendeu a mão até o rosto de Elena e ela o interceptou com um tapa. — Oh, Elena... — ele sussurrou. Os últimos vestígios de fúria, de toda aquela sede animal por sangue, desapareceram do rosto dele. Stefan exibia um olhar confuso, magoado e triste. E vulnerável. Elena tirou proveito do momento para atacar o pescoço exposto de Stefan. O braço dele subiu para impedi-la, empurrá-la, mas então pendeu novamente. Ele a encarou por um instante, a dor tomando conta do olhar de Stefan até que ele simplesmente desistiu. Parou inteiramente de lutar. Ela pôde sentir isso acontecer, sentiu a resistência deixar o corpo de Stefan. Ele permaneceu deitado no chão gelado com pedaços de folhas de carvalho no cabelo, olhando para além dela, fitava o céu escuro e nublado. Acabe logo com isso, dizia a voz cansada que ecoava na mente de Stefan. Elena hesitou por um instante. Havia algo naquele olhar que sugeria lembranças dentro dela. De pé à luz da lua, sentado num quarto de sótão... Mas as lembranças eram vagas demais. Ela não conseguia apreendê-las e o esforço a deixava tonta e nauseada. E este aqui tinha de morrer, o dos olhos verdes, chamado Stefan. Porque ele foi ferido, o outro, aquele para quem Elena nasceu. Ninguém podia machucar aquele homem e continuar vivo. Ela cerrou os dentes no pescoço dele e mordeu fundo. Logo percebeu que não estava fazendo do jeito certo. Não atingira nenhuma artéria ou veia. Ela mordeu então a garganta dele, com raiva da própria inexperiência. Era bom morder alguma coisa, mas não saía sangue suficiente. Frustrada, ergueu a cabeça e o mordeu novamente, sentindo o corpo dele se sacudir de dor. Muito melhor. Desta vez ela encontrou uma veia, mas não a rasgou fundo o bastante. Um pequeno arranhão como aquele não era o bastante. O que ela precisava era rasgá-la, fazer jorrar o sangue quente e suculento. A vítima tremia enquanto Elena a atacava, os dentes revirando e roendo. Ela sentiu a carne ceder quando mãos a puxaram, erguendo-a por trás. Elena rosnou sem soltar o pescoço. Mas aquelas mãos eram insistentes. Um braço passou por sua cintura, dedos se entrelaçaram em seu cabelo. Ela lutou, agarrando a presa com dentes e unhas. Solte-o! Deixe-o! A voz era ríspida e exigente, como uma lufada de vento frio. Ao reconhecê-la, Elena parou de lutar com as mãos que a puxavam. Enquanto era colocada no chão, Elena finalmente reparou nele, e um nome veio a sua mente. Damon. O nome dele era Damon. Ela o encarou enfurecida, ressentida por ter sido arrancada de sua presa, mas obediente. Stefan estava sentado, o pescoço vermelho de sangue. O líquido escorrendo pela camisa. Elena lambeu os lábios, sentindo uma palpitação faminta que parecia vir de cada fibra de seu ser. Ela ficou tonta de novo. — Eu pensei — disse Damon em voz alta — que você tivesse dito que ela estava morta. Ele olhava para Stefan, que estava ainda mais pálido do que antes, como se isso fosse possível. Aquela cara branca encheu-se de uma desesperança infinita. — Olhe para ela. — Foi tudo o que ele disse. Uma mão puxar o queixo de Elena, levantando seu rosto. Ela encontrou os olhos escuros e estreitos de Damon. Depois dedos longos e finos tocaram os lábios dela, examinando o que havia entre eles. Por instinto, Elena tentou mordê-lo, mas nada muito forte. O dedo de Damon encontrou a curva acentuada de um canino e Elena agora o travou, com uma mordiscada, como de um gatinho. O rosto de Damon não demonstrou qualquer expressão, os olhos petrificados. — Sabe onde você está? — disse ele. Elena olhou em volta. Árvores. — No bosque — disse ela com astúcia, voltando a olhar para ele. — E quem é aquele ali? Ela seguiu o dedo que apontava. — Stefan — disse ela com indiferença. — Seu irmão. — E quem sou eu? Sabe quem sou eu? Ela sorriu para ele, mostrando os dentes pontiagudos. — É claro que sei. Seu nome é Damon e eu amo você.


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