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Diários do Vampiro Livro 2 - O Confronto

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Diários do Vampiro Livro 2 - O Confronto

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Autor: L J Smith

Editora: Galera Record

Assunto: Realismo Fantástico

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 221

Ano de edição: 1991

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Excelente
Ingrid C Delamura Faquim
21/11/2012 às 09:49
Mirassol - SP
O livro começa puxando o final do outro. Exatamente na última frase. Adoro quando as séries fazem assim, porque é um saco você ter que ficar relendo as explicações dos livros anteriores. Quem está acompanhando a série sabe!
Bonnie evoluí cada vez mais com seus dons e ajuda bastante Elena, tornando-se um personagem essencial no livro. Outro personagem que entra neste livro é o novo professor de história, que até agora só parece bom demais, atencioso demais, mas Stefan acha que há algo estranho nele.

Estou gostando cada vez mais da série Diários do Vampiro. Recomendo que leiam muito estes diários. Lisa Smith desenvolve super bem os personagens e nos envolve nesta luta mortal de maneira incrível!

Ingrid C Delamura Faquim
21/11/2012 às 09:40
Mirassol - SP

Em “O Confronto” nos deparamos com uma gama, quase que, exagerada de informações. Personagens e situações que são muito bem descritas em um ritmo perfeito, sem lacunas e sem repetições... Conhecem Alaric Saltzman? Pois é, ele é o (lindo) professor novo e misterioso que chega à cidade de Fell’s Church. Alaric é um personagem um tanto suspeito. Rs Stefan desaparece e todos começam a suspeitar de Damon. Bonnie começa a ter visões e aprende a desenvolver seus poderes...  Bonnie é uma personagem muito intrigante – se é que me entendem –, eu gosto dela, a acho importante e significativa para a trama, mas às vezes – por conta do amor que ela sente por Matt – ela me irrita. É como se ela quisesse que todos prestassem muita atenção nela. Ok. Todos a subestimam por ela ser pequena e ter aquele ar angelical, com o rosto em formato de coração, mas ela simplesmente reclama. Não faz nada pra mudar, ao menos neste livro. Ela fica pensando em como ama Matt e como a Elena foi burra por deixá-lo escapar “Se fosse eu...”. Bonnie é uma boa personagem. Por conta de seu jeitinho fofo é difícil desconfiarmos dela, por o que quer que seja... Ela é adorável demais para ser julgada. O famoso diário de Elena é roubado, ela fica apavorada só de pensar que seus segredos mais íntimos podem estar sendo lidos por alguém que não seja ela mesma ou suas amigas. Elena começa a receber trechos de pensamentos seus que de certo estavam em seu diário. Mas a pergunta é: Quem teria interesse em saber seus segredos?Quem a odeia a este ponto?Para o azar de Elena, existem muitos suspeitos... Posso dizer que amo muito DV. Este livro foi o que me impulsionou a terminar a serie – Entendam – o primeiro pode ser um tanto fraco, mas vale a pena ler, pois, a partir deste a serie se torna quase um vicio. Palavra da pintora. Rs Realmente muito bom... Existem varias informações que estou deixando passar nesta resenha para não se tornar um spoiler. Vocês não podem perder essa eletrizante e misteriosa sequência.

Ingrid C Delamura Faquim
21/11/2012 às 09:40
Mirassol - SP

– Damon! O vento gelado vergastava o cabelo no rosto de Elena, investindo contra seu leve suéter. Folhas de carvalho giravam entre as filas de lápides de granito e as árvores chacoalhavam os galhos num frenesi. As mãos de Elena estavam geladas, os lábios e bochechas completamente entorpecidos, mas ela continuou ali de pé, gritando, berrando ao vento. — Damon! Este clima era uma mostra do seu Poder, e a intenção era afugentá-la. Não deu certo. A ideia de que o mesmo Poder se voltaria contra Stefan despertou uma fúria quente dentro de Elena, queimando contra o vento. Se Damon fizesse algo contra Stefan, se Damon o ferisse... — Mas que droga, responda! — gritou ela para os carvalhos que margeavam o cemitério. Uma folha morta de carvalho, feito uma garra castanho-esbranquiçada, deslizou até seus pés, mas não houve resposta. No alto, o céu era cinza como vidro, cinza como as lápides que a cercavam. Elena sentiu a raiva e a frustração acomodando-se em sua garganta e cedeu. Ela se enganara. Damon não estava ali, afinal; ela estava sozinha com o vento uivante. Elena se virou — e engasgou. Ele estava bem atrás dela, tão perto que as roupas de Elena roçaram nele quando ela se virou. A essa distância, ela devia ter sentido outro ser humano parado ali, sentido o calor do corpo dele ou tê-lo ouvido. Mas Damon, evidentemente, não era humano. Ela recuou alguns passos antes de conseguir parar. Cada instinto que permanecera quieto enquanto ela gritava para a fúria do vento agora latejava em seu corpo. Elena cerrou os punhos. — Onde está Stefan? Uma ruga apareceu entre as sobrancelhas escuras de Damon. — Que Stefan? Elena avançou um passo e deu um tapa nele. Fez isso sem pensar e depois mal conseguiu acreditar no que fizera. Mas foi um belo tabefe, no qual ela empregou toda a sua força, e atingiu uma das faces de Damon. Sua mão ardeu. Ela se manteve firme, tentando acalmar a respiração, e o observou. Ele estava vestido como na primeira vez em que Elena o vira, de preto. Botas pretas e macias, jeans, suéter e jaqueta de couro, tudo preto. Ele era parecido com Stefan. Ela ficou surpresa de não ter percebido isso antes. Tinha o mesmo cabelo escuro, a mesma pele clara, a mesma beleza perturbadora. Mas o cabelo de Damon era liso, não ondulado, os olhos eram negros como a meia-noite e o sorriso era cruel. Ele virou a cabeça lentamente para olhá-la e Elena viu o sangue subindo na face que havia estapeado. — Não minta para mim — disse ela, a voz trêmula. — Eu sei quem você é. Sei o que você é. Você matou o Sr. Tanner ontem à noite. E agora Stefan desapareceu. — Desapareceu, é? — Você sabe que sim! Damon sorriu e virou o rosto imediatamente. — Estou avisando; se você o machucou... — O quê, então? — perguntou. — O que vai fazer, Elena? O que você pode fazer contra mim? Elena se calou. Pela primeira vez, percebeu que o vento havia cessado. O dia tornara-se silencioso em volta deles, como se estivessem imóveis, no meio de algum grande círculo de poder. Parecia que tudo, o céu de chumbo, os carvalhos e as faias roxas, o próprio chão, estavam conectados a ele, como se ele extraísse Poder de tudo isso. Ele ficou parado com a cabeça um pouco inclinada para trás, os olhos insondáveis e cheios de luzes estranhas. — Não sei — sussurrou ela —, mas vou dar um jeito. Pode acreditar. De repente ele riu e o coração de Elena sofreu um solavanco, dando início a uma série de fortes marteladas. Meu Deus, ele era lindo. Bonito era um adjetivo fraco e pálido demais. Como sempre, o riso durou apenas um instante, mas deixou vestígios em seus olhos mesmo quando os lábios voltaram a ficar sóbrios. — Acredito plenamente em você — disse ele, relaxando, observando o cemitério. Depois se virou e estendeu a mão para ela. — Você é boa demais para o meu irmão — disse ele despreocupadamente. Elena pensou em bater na mão para afastá-la, mas não queria tocar nele de novo. — Diga onde ele está. — Talvez mais tarde... Mas há um preço. — Ele retirou a mão, justo quando Elena percebia que nela havia um anel igual ao de prata e lápis-lazúli de Stefan. Lembre-se disso, pensou ela com veemência. É importante. — Meu irmão — prosseguiu Damon — é um tolo. Para ele, como você é parecida com Katherine, deve ser fraca e se deixar levar facilmente, assim como ela. Mas ele está enganado. Posso sentir sua raiva do outro lado da cidade. Posso senti-la agora, uma luz intensa como o sol do deserto. Você tem força, Elena, mesmo sendo como é. Mas pode ser muito mais forte... Ela o fitou, sem compreender, sem gostar da mudança de assunto. — Não sei do que está falando. E o que isso tem a ver com Stefan? — Estou falando de Poder, Elena. — De repente, ele se aproximou de Elena, os olhos fixos nos dela, a voz suave e urgente. — Você tentou de tudo e nada a satisfez. É uma garota que tem tudo, mas sempre existe algo fora de seu alcance, algo de que precisa desesperadamente e não tem. É justamente o que estou oferecendo a você. Poder. Vida eterna. E sensações que nunca teve na vida. Ela então entendeu e a bile subiu por sua garganta. Ficou sufocada de pavor e repúdio. — Não. — E por que não? — sussurrou ele. — Por que não experimentar, Elena? Seja franca. Não há uma parte de você que quer isso? — Os olhos escuros de Damon estavam tomados por um calor e uma intensidade que a mantinham petrificada, incapaz de desviar o olhar. — Posso despertar coisas que estiveram adormecidas aí dentro por toda sua vida. Você é forte o bastante para viver nas trevas, e de forma esplendorosa. Pode se tornar uma rainha das sombras. Por que não aceitar o Poder, Elena? Deixe-me ajudá-la a tê-lo. — Não — disse ela, se forçando a desviar os olhos dos dele. Não ia encará-lo, não deixaria que ele fizesse aquilo. Não se permitiria esquecer... Esquecer... — Este é o segredo definitivo, Elena — disse Damon. A voz dele era tão suave quanto as pontas dos dedos que tocavam o pescoço dela. — Você será feliz como nunca na vida. Ela precisava se lembrar de algo terrivelmente importante. Ele estava usando o Poder para fazê-la esquecer, mas Elena não permitiria isso... — E vamos ficar juntos, você e eu. — As pontas daqueles dedos frios afagaram a lateral do pescoço de Elena, descendo pela gola do suéter. — Só nós dois, para sempre. Houve uma pontada súbita de dor quando os dedos dele roçaram as duas feridas minúsculas no pescoço de Elena, e a mente dela clareou. Fizesse esquecer... Stefan. Era isso que ele queria arrancar da mente dela. A lembrança de Stefan, de seus olhos verdes e daquele sorriso por trás do qual sempre havia uma tristeza oculta. Mas agora nada podia obrigá-la a tirar Stefan de seus pensamentos, não depois do que eles compartilharam. Ela se afastou de Damon, afugentando aqueles dedos frios. E então o encarou. — Já encontrei o que eu quero — disse ela, rispidamente. — E com quem quero ficar para sempre. A escuridão brotou nos olhos dele, uma fúria gélida que varreu o ar entre os dois. Enquanto fitava os olhos de Damon, Elena pensou numa cobra prestes a dar o bote. — Não seja idiota como meu irmão — disse ele. — Ou terei de tratá-la da mesma maneira. Agora ela estava com medo. Não pôde evitar, não com o frio que se derramava sobre ela e gelava seus ossos. O vento havia aumentado, os galhos se debatiam. — Diga onde ele está, Damon. — Neste momento? Não sei. Não pode parar de pensar nele nem por um instante? — Não! — Ela estremeceu, o cabelo chicoteava seu rosto novamente. — E esta é sua última resposta de hoje? Pense se realmente quer fazer este jogo comigo, Elena. As consequências não são nada divertidas. — Tenho certeza disso. — Ela precisava impedi-lo antes que ele a dominasse novamente. — E você não pode me intimidar, Damon. Ou ainda não percebeu isso? No momento em que Stefan me disse o que vocês eram, o que faziam, você perdeu todo o poder que poderia ter sobre mim. Eu odeio você. Sinto verdadeiro nojo. E não há nada que possa fazer a mim, nada. O rosto de Damon se alterou, retorcendo-se e paralisando sem nenhuma sensualidade, tornando-se cruel e severo de tão amargurado. Ele deu uma risada breve. — Nada? — disse ele. — Posso fazer qualquer coisa com você e com aqueles que mais ama. Você não faz ideia, Elena, do que sou capaz de fazer. Mas vai aprender. Ele recuou e o vento cortou Elena como uma faca. A visão dela parecia estar se toldando; era como se raios luminosos preenchessem o ar diante de seus olhos. — O inverno está chegando, Elena — disse ele, com um tom de voz claro e arrepiante mesmo sob o uivo do vento. — Uma estação implacável. Antes que ele venha, terá de aprender o que posso e não posso fazer. Antes que o inverno esteja aqui, terá se unido a mim. Você será minha. Aquela brancura retorcida a cegava e ela não conseguia mais enxergar o volume escuro da figura de Damon. Agora até a voz dele esmorecia. Ela envolveu o próprio corpo, de cabeça baixa, tremendo. Então: sussurrou "Stefan..." — Ah, e mais uma coisa — a voz de Damon voltou. — Você perguntou por meu irmão. Não se incomode em procurar por ele, Elena. Eu o matei ontem à noite. A cabeça de Elena se ergueu de repente, mas não havia nada para ver, só aquela brancura vertiginosa, que queimava em seu nariz e no rosto e se acumulava sobre os cílios. Foi somente neste momento, enquanto finos grãos se acomodavam em sua pele, que ela percebeu o que eram: flocos de neve. Estava nevando no início de novembro. No horizonte, o sol se fora.


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