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Não Há Dia Fácil

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Não Há Dia Fácil

Livro Muito Bom - 2 opiniões

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Autor: Kevin Maurer

Editora: Paralela

Assunto: Jornalismo

Traduzido por: Donaldson M. Garschagen

Páginas: 257

Ano de edição: 2012

Peso: 400 g

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Excelente
Robinson Leonardo Zim
01/08/2013 às 17:24
Flores da Cunha - RS
ótimo livro recomendo pra quem gosta de ler livros atualizados e de fatos marcantes .

Mediano
Marcio Mafra
15/11/2012 às 19:52
Brasília - DF


 



Difícil comentar um livro, quando o mistério começa pelo autor. É Mark Owen ou é Kevin Maurer. Parece que a editora usa a autoria do livro como uma ferramenta de marketing. Uma nota ao final do livro informa que Mark Owen, por motivos de segurança, teve seu nome trocado. Já sobre Kevin Maurer existem boas informações do repórter e do jornalista, mas nada muito exato, também pelos mesmos motivos. Parece coisa de mistério não resolvido. Também cheira a enganação. Mesmo assim, a primeira parte do livro é de uma chatice total. Um ramerame que não sai do lugar, mais parecendo declaração de princípios democráticos, de honestidade e de moral dos soldados americanos que capítulo de livro. Porém, depois da página 129, quando aparecem fotos, mapas e diagramas do local, a história focaliza o "assalto" à casa de Osama Bin Ladem, de uma forma mais dinâmica, mais para reportagem, do que para narrativa. Daí seguem passo a passo cada uma das ações, as explosões de paredes e portas, as mortes de outros moradores da casa, até chegar aos aposentos de Osama e a confirmação de sua morte. Curioso é que todos os fatos narrados, batem quase cem por cento com as versões que os jornais, sites, revistas, rádios e televisões veicularam, em maio de 2011.  Esperava mais, tanto do livro como da história da morte do bandido do século.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história da morte de Osama Bin Laden, pela tropa de elite das Forças Armadas Americanas, em 1º de maio de 2011

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Khalid estava esparramado de barriga para cima e tivemos de passar com cuidado por ele na escada.
Os degraus eram de ladrilho escorregadio, mais escorregadio ainda por causa do sangue. Cada degrau era precário. Vi ao lado o fuzil AK-47 de Khalid encostado na parede.
"Ainda bem que ele não quis bancar o macho usando esse troço", pensei.
Se o batedor não o tivesse chamado pelo nome, poderíamos ter ficado detidos na escada. Bastava Khalid se sentar no patamar e disparar algumas rajadas toda vez que tentássemos subir. Teria sido um pesadelo, e com certeza sofreríamos baixas.
Tínhamos previsto mais luta. Apesar de toda a conversa sobre coletes suicidas, e sobre estarem dispostos a derramar sangue por Alá, só um dos irmãos, AI-Kuwaiti, chegou a nos enfrentar. Pelo menos Khalid tinha pensado no assunto. Posteriormente, ao examinar seu AK-47, descobrimos que havia um cartucho na câmara de carregamento. Ele estava preparado para lutar, mas a verdade é que não lhe foi dada a oportunidade.
A olho nu, a escada estava escura como breu, mas com a visão noturna tudo se banhava de uma luz esverdeada. O camarada que dava proteção agora era o batedor, e nós o seguíamos escada acima. Tínhamos voltado a agir sem pressa. O batedor era os olhos e os ouvidos do restante de nós. Ele controlava os passos.
Acelerava. Desacelerava.
Até aquele momento, tudo dera certo. O único homem que restava era Bin Laden. Mas tirei esses pensamentos da cabeça. Não importava quem estivesse no terceiro andar. Agora muito provavelmente nos encaminhávamos para uma disputa a tiros, e a maioria das disputas a tiros em ambientes confinados dura poucos segundos. Não havia margem para erro.
"Concentre-se", disse a mim mesmo.
Com o batedor logo na minha frente, não havia muito o que eu pudesse fazer. Estava ali para lhe dar apoio. Uns quinze minutos tinham se passado, e Bin Laden tivera tempo de sobra para vestir um colete suicida ou simplesmente pegar sua arma.
Meus olhos esquadrinharam o andar de cima. Meus sentidos estavam superexcitados. Os ouvidos esforçavam-se para captar os ruídos de um cartucho sendo carregado, ou os passos de alguém que se aproximava. Nada do que fazíamos agora era novidade. Tínhamos participado de centenas de missões. No nível mais básico, estávamos ali desobstruindo cômodos exatamente como aprendêramos a fazê-la na Equipe Verde. Só o alvo e o fato de estarmos no Paquistão tornavam essa missão significativa.
O fim da escada dava num corredor estreito, que acabava numa porta que levava à sacada. Mais ou menos a um metro e meio do último degrau da escada havia mais duas portas, uma à direita e outra à esquerda.
A escada era meio apertada, especialmente para um bando de sujeitos portando equipamento. Era difícil ver além do batedor, pois a escada e o patamar estreitavam à medida que subíamos.
Estávamos a menos de cinco degraus do topo quando ouvi tiros disparados com silenciador.
Bop. Bop.
o batedor tinha visto um homem espiar pela porta do lado direito do corredor a cerca de dois metros e meio à nossa frente. Eu não consegui descobrir, da minha posição, se os disparos tinham atingido o alvo. O homem desapareceu no quarto escuro.
O batedor subiu até o terceiro andar e depois se deslocou lentamente em direção à porta. Diferentemente do que o cinema costuma mostrar, não pulamos os últimos degraus e entramos no quarto disparando a esmo. Fomos devagar e com cuidado.
O batedor mantinha o fuzil apontado para o interior do quarto enquanto caminhávamos lentamente até a porta aberta. Como antes, não corremos. Paramos à entrada e espiamos. Lá dentro havia duas mulheres perto de um homem estendido ao pé da cama. Ambas vestiam longas túnicas e tinham os cabelos bagunçados, como se acabassem de levantar da cama. Choravam e lastimavam-se histericamente em árabe. A mais nova ergueu os olhos e nos viu à porta.
Ela deu um grito em árabe e precipitou-se em direção ao batedor.
Estávamos a menos de um metro e meio de distância. Virando a arma para o lado, o batedor segurou as duas mulheres e empurrou-as para um canto. Se as mulheres usassem coletes suicidas, é provável que ele tivesse salvado nossa vida, mas ao custo da sua. Foi uma decisão altruísta tomada numa fração de segundo.
Afastadas as mulheres, entrei na sala com um terceiro Seal. Vimos imediatamente o homem deitado no chão ao pé da cama. Trajava camiseta sem mangas, calças largas marrons e túnica marrom. Os tiros do batedor tinham penetrado do lado direito de sua cabeça. Sangue e massa cinzenta escorriam do crânio. À beira da morte, ele se contorcia, em convulsão. Eu e o outro invasor apontamos nossos lasers para seu peito e fizemos vários disparas. As balas rasgaram-lhe a carne, sacudindo o corpo contra o assoalho, até parar de mexer.
Dando uma olhada rápida para certificar-me de que não havia mais ameaças, vi pelo menos três crianças amontoadas num canto, perto da porta de vidro de correr que abria para a sacada. As crianças - não dava para saber se eram meninos ou meninas - ficaram sentadas no canto, atônitas, enquanto eu verificava o quarto.
Agora que o homem no chão parara de mexer, e não havia mais ameaças, verificamos dois quartos menores ao lado do quarto de dormir. Empurrando a primeira porta, dei uma espiada e vi um pequeno escritório, atulhado e desarrumado. Havia papéis espalhados sobre uma escrivaninha. A segunda porta dava para um banheiro.
Tudo agora era instinto. Ticávamos nossa lista mental de conferência. A principal ameaça estava morta ao lado da cama. O batedor cobria as mulheres e as crianças. Meus camaradas e eu desobstruímos o pequeno escritório e o banheiro, enquanto os outros Seal desobstruíam o quarto do outro lado do corredor.
Quando atravessávamos o corredor para o outro quarto, passei  por Walt.
"Tudo limpo aqui", disse ele. "Este lado também", respondi.
O batedor tirou as mulheres e as crianças do quarto e as levou até a varanda para acalmá-las. Quando chegou ao terceiro andar, Tom viu que ambos os quartos estavam limpos.
"Terceiro piso garantido", ouvi-o dizer pela rede da tropa.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Por constar de listas de best seller, como um dos mais vendidos, em novembro de 2012 comprei "Não Há Dia Fácil"


 

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