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Shantaram

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Shantaram

Livro Muito Bom - 3 opiniões

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Autor: Gregory David Roberts

Editora: Landscape

Assunto: Romance

Traduzido por: Ligia Junqueira

Páginas: 820

Ano de edição: 2005

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Excelente
Stephanie Mota Remuska
19/11/2014 às 14:11
Curitiba - PR
Um dos melhores livros que já li, com uma história extremamente envolvente!

Ruim
Marcio Mafra
17/12/2012 às 15:58
Brasília - DF


Gregory David Roberts, diz que escreveu Shantaram, baseado em muitos fatos reais de sua vida. Não há como divergir disso, mas essa evidência não fica muito clara ao longo do livro. São quase novecentas páginas de um romance narrado na primeira pessoa, pelo personagem Lin. A história de Lin começa mencionando sua fuga, "pelo muro da frente" de uma prisão na Austrália, onde ele cumpria pena de 19 anos. Para fugir sem deixar rastro, ele viajou por diversos continentes, fixando-se em Bombaim, hoje Mubai, na India. Lin se envolveu com a máfia local. Ali viveu mais de 10 anos e praticou seus novos crimes, lutou em guerrilhas que não eram suas, passou por favelas, vilas, cidades, palácios, hoteis de luxo, fez amigos, inimigos, amores e muitas aventuras. Tinha fixação pelo bandido maior, o "cappo" da máfia, Khader Khan, seu protetor.  Em 10 anos de vida bandida, sobrou muita filosofia barata, muitos principios de honorabilidade e fidelidade, muitas traições, mortes naturais,  assassinatos, sexo, preconceitos, libertinagens, muita festa, muita bebida e, claro, muita heroina, cocaina, maconha e correlatos. Herois e viloes também caem aos montes pelas dobras do livro: Karla, Habib, Kandahar, Khader Kan, Zazeer, Ahmed Zadeh, Khaled Ansari, Mustafá, Hamid, Tajik, Abdel Khan, Hajji Mohamed, Suleiman, Vikran, Lisa Carter, Ulla Volkenberg, Jalalaad, Prabaker, Ruhmabei, Raju, Sanjay, Salman, Mukul, Ramesh, Modena, Chandra Metha, Cliff de Souza, Didier, Arturo, Farid, Lettie e muitos, muitos outros. Haja fôlego e memória para fixar o tipo, o comportamento, a descrição, as intenções e a função de cada personagem na história. História que por vezes parece história pra boi dormir. Talvez seja a influência cultural indiana das vacas sagradas. 



Lin, o personagem principal e narrador, passa por tantas provações, tantas lutas impossíveis, tantas emboscadas e ações espetaculares, tantos tiroteios que muitas vezes parece MacGyver, aquele agente secreto, tipo James Bond, de uma famosa série do cinema americano, que andou pelas TVs nos anos 80/90. Há passagens em que só sobrou a alma do personagem, mesmo assim ele se recupera milagrosamente e volta a atuar nas ruas, a frequentar elegantes restaurantes, maravilhosas viagens de avião, a desfilar entre suas amantes e entre seus fieis vassalos, novinho em folha.



Livro pesado, tradução tosca.



 



Excelente
Rafael Curcino de Souza Pinheiro
04/11/2012 às 10:02
Rio de Janeiro - RJ
Este livro me envolveu de tal forma que ao virar a última página senti um grande vazio, afinal o livro fora tão bom que eu não queria que chegasse ao final.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia de Lin, baseada em fatos reais da vida do autor, Gregory David Roberts, que foge pela "porta da frente", de uma prisão de segurança máxima,na Austrália. Lin, era viciado em heroina e assaltava para sustentar o vicio, quando foi preso e condenado a 19 anos de prisão. Ele sabia que passaria a ser o bandito mais porocurado da Austrália e então fugiu para Nova Zelândia, Ásia, Africa e Europa. Durante sua fuga, passou 10 anos em Bombaim (hoje Mumbai) onde trabalhou para a máfia local, traficou armas, fez muito contrabando e se especializou em falsificar passaportes. 

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os indianos são os italianos da Ásia", anunciou Didier com um misterioso sorriso de homem sábio. "Pode-se dizer, com justiça para ambas as partes, que os italianos são os indianos da Europa. Existe muita coisa de italiano nos indianos e muita coisa de indiano nos italianos. Ambos são povos da Madona - eles exigem uma deusa, mesmo que a religião não forneça uma. Nos dois países, todo homem dá uma de cantor quando está feliz, e toda mulher dá uma de dançarina ao caminhar até a loja da esquina. Para eles, o alimento é musica para o corpo e a
música é alimento para o coração. As linguas italiana e indiana fazem de todos os homens poetas e transformam cada banalité em algo belo. São duas nações onde o amor - amore, pyaar - transforma um Borsalino de esquina qualquer em cavalheiro e uma camponesa em princesa, mesmo que por uma fração de segundo, quando os olhos dela encontram os seus. É este o segredo do meu amor pela Índia, Lin, que o meu primeiro grande amor tenha sido italiano".
"Onde você nasceu, Didier?". "Lin, meu corpo nasceu em Marselha, mas meu coração e minha alma nasceram dezesseis anos depois, em Gênova".
Ele chamou a atenção de um garçom e gesticulou preguiçosamente, pedindo outro drinque. Como mal havia tocado no drinque que estava à sua frente na mesa, pensei que ele estivesse se preparando para um de seus longos discursos. Eram duas da tarde de uma quarta-feira nublada, três meses depois da Noite dos Assassinos.
Faltava uma semana para o início das chuvas de monção, mas a sensação de expectativa e tensão que apertava cada batimento cardíaco da cidade já se faziam presentes.
Era como se um grande exército estivesse se formando nos arredores da cidade, preparando-se para o assalto. Eu gostava daquela semana antes da monção: a tensão e entusiasmo que via nos outros era como uma intrincada inquietação emocional que eu costumava sentir quase o tempo todo.
"Minha mãe era uma mulher bonita e delicada, conforme revelam suas fotos", continuou Didier. "Ela tinha apenas dezoito anos quando eu nasci e quando morreu, levada pela Influenza, nem chegara aos vinte. Mas existiam rumores - rumores cruéis que muitas vezes ouvi - de que quando ela caiu doente meu pai a havia negligenciado e, como eles diziam, fora muito seguro com seu dinheiro para pagar os médicos e qualquer maneira, ela morreu antes que eu completasse dois anos e eu não me lembro dela.

"Meu pai era professor de Química e Matemática, e muito mais velho que ela, quando se casaram. Quando comecei a freqüentar a escola, meu pai era o diretor. Ele era um homem brilhante, me disseram, pois apenas sendo brilhante um judeu poderia alcançar a posição de diretor numa escola francesa. O racisme, o antisemitismo que, na época, logo depois da guerra, imperava em Marselha e arredores era como uma doença. Era uma culpa que afligia a todos, eu acho. Meu pai era um homem obstinado - apenas um tipo de obstinação permite que alguém se tornou um matemático, não acham?".
"Talvez", respondi, sorrindo. "Nunca pensei no assunto, mas talvez você tenha razão".
Alors, depois da guerra, meu pai voltou a Marselha e foi morar na mesma casa que fora forçado a abandonar quando os anti-semitas passaram a controlar a cidade ele ficara ferido lutando corpo-a-corpo contra os alemães durante a Resistência. Por causa disso, ninguém se atrevia a causar-lhe problemas. Pelo menos, não abertamente, mas tenho certeza que seu rosto e orgulho judeus, assim como sua jovem e linda noiva judia lembravam os bons cidadãos de Marselha dos milhares de judeus franceses traídos e mandados para a morte. Para ele, voltar à casa que fora forçado a abandonar e para a comunidade que o traíra era uma espécie de frio triunfo. E essa frieza, eu acho, tomou conta do coração dele com a morte de minha mãe. Quando penso nisso agora, percebo que até o seu toque era frio. Até sua mão, quando ele me tocava".
Ele fez uma pausa e deu um gole na bebida, recolocando o copo com cuidado e precisão no círculo úmido que deixava sobre a mesa.
"Bem, como disse eu, ele era um homem brilhante", continuou ele, levantando os olhos para encontrar os meus com um sorriso fabricado às pressas. "E, com apena uma exceção, ele era um professor brilhante. A exceção era eu. Eu era seu único fracasso. Não tinha o menor talento para Ciências ou Matemática. Meu pai reagia à minha estupidez com temperamento brutal. Sua mão fria, quando eu era criança me parecia tão grande que quando me acertava, todo o meu corpo ficava abalado marcado pela força da palma gigantesca e dos chicotes dos dedos. Eu tinha medo dele e sentia vergonha dos meus fracassos na escola o que fazia que, com frequência, e gazeteasse e caísse no que os ingleses chamam de má companhia. Muitas vezes fui parar nos tribunais e passei dois anos num reformatório juvenil, antes de completar 13 anos.
Aos 16, deixei a casa, a cidade e o país de meu pai para sempre.
"Por puro acaso, acabei em Gênova. Vocês conhecem? Pois eu lhes digo que Gênova é uma joia na tiara da Costa Ligúrica. E, um dia, na praia de Gênova, encontrei um homem que abriu meus olhos para todas as coisas boas e belas que existem no mundo. O nome dele era Rinaldo. Na época, ele tinha 48 e eu 16 anos. Ele era de família nobre, de uma linhagem que vinha desde o tempo de Colombo. Sem empáfia, ele vivia numa magnifica casa nos penhascos. Era acadêmico, o único homem verdadeiramente renascentista que conheci. Ele me ensinou os segredos da antiguidade, história da arte, a música da poesia e a poesia da música. Ele era um belo homem.
Seus cabelos eram brancos e prateados, como a lua cheia, e seus olhos tristes eram cinzentos. Ao contrário das mãos brutais de meu pai, as dele eram longas, delicadas e expressivas, e ele transformava em carícia tudo o que tocava. Aprendi o que é amar de corpo e alma, e renasci nos braços dele".
Começou ele a tossir e tentou limpar a garganta, mas a tosse transformou-se em crise, acometendo seu corpo de espasmos dolorosos.
'Você precisa parar de beber e fumar tanto, Didier, E precisa também se exercitar um pouco".
''Ah, por Javoli", resmungou ele, apagando um cigarro e tirando outro do maço à sua frente, assim que a tosse cedeu um pouco. "Não existe nada mais deprimente que um bom conselho e eu ficarei agradecido se você não me impuser tal coisa.
Francamente. Estou chocado. Com certeza você deve saber disso. Alguns anos atrás eu sofri um conselho tão ofensivo que fiquei deprimido por seis meses. Acho que, até hoje, não me recuperei totalmente".
"Desculpe", sorri. "Não sei o que deu em mim".
"Está desculpado", fungou ele, virando o copo de uísque enquanto o garçom lhe trazia outro.
"Sabe", admoestei-o, "Karla costuma dizer que a depressão só acomete pessoas que não sabem ficar tristes".
"Bem, pois ela está errada!", declarou ele. "Sou especialista em tristesse. A tristeza é a expressão humana mais perfeita e definitiva. Existem muitos animais que podem expressar alegria, mas somente o animal humano possui o gênio necessário para expressar uma tristeza magnificente. Para mim, isso é uma coisa especial, uma meditação diária. A tristeza é o meu tipo favorito de arte".
Ele franziu os lábios por alguns momentos, muito aborrecido para continuar, mas depois levantou os olhos para encontrar os meus e riu alto.
"Você tem tido notícias dela?", perguntou.
"Não".
"Mas sabe onde ela está?".
"Não".
"Não está mais em Goa?".
"Pedi a um cara de lá, Dashrante - ele é dono de um restaurante na praia onde ela estava - pedi a ele que ficasse de olho nela para ter certeza de que ela estaria bem. Liguei para ele na semana passada e ele me disse que ela foi embora. Ele tentou convencê-la a ficar, mas ela ... bem, você sabe".
Didier voltou a franzir os lábios numa careta reflexiva. Por algum tempo, nós dois observamos o burburinho da rua, apenas dois metros depois da entrada do Leopold's.
 


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Rafael Curcino de Souza Pinheiro
04/11/2012 às 09:50
Rio de Janeiro - RJ
Recebi este livro de presente do meu irmão, e sem dúvida alguma foi o melhor presente que poderia receber. O livro tem alguns erros na tradução por se tratar da primeira edição, porém nada que prejudique a excelente trama desenvolvida pelo autor. Mais do que recomendado!

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando no Maranhão passei por Barreirinhas, porta de entrada para Lençois Maranhenses. Conheci Rafael Curcino de Souza Pinheiro, que com sua mulher passava alguns dias em viagem de turismo pela região. Ele e ela são cariocas, cultos, inteligentes e bons de papo. Falávamos sobre livros e Rafael fez longa digressão sobre "Shantaram" como o melhor livro que já tinha lido em sua vida. Fiquei impressionado com as suas observações sobre o personagem principal, e também sobre o tema do livro. Para minha grata surpresa, no inicio de novembro de 2012 Rafael cadastrou "Shantaram" no site Livronautas, cujo cadastro foi imediatamente publicado. Nunca mais tive qualquer contato com Rafael ou com sua mulher. Passando pela estantevirtual.com, dei de cara com Shantaram e não resisti, porque se a história é boa, o livro é bom.

 


 

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