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A Guerra dos Tronos

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A Guerra dos Tronos

Livro Ótimo - 3 opiniões

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Autor: George R R Martin

Editora: Leya

Assunto: Realismo Fantástico

Traduzido por: Jorge Candeias

Páginas: 587

Ano de edição: 2010

Peso: 885 g

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Excelente
Antônio Marcos Loureiro da Silva Filho
30/01/2017 às 04:02
Auriflama - SP
A sagacidade da leitura é petulantemente extraordinária. O risco de desafeto é mínimo. O leitor sabe o que escreve, e tem um átimo por descrição a qual nunca reparei em outros autores da mesma linha literária.


Excelente
Murilo
20/11/2012 às 23:16
São Paulo - SP
Uma história muito envolvente, com uma linguagem rica e inteligente. Já estou no 5º Livro e recomendo para quem gosta de ver como eram as coisas na Época Medieval, intrigas, conspirações, assassinatos, regicismo, amor, coragem realmente bom.

Bom
Marcio Mafra
04/11/2012 às 14:34
Brasília - DF


O Livro 1 de "A Guerra dos Tronos" é Crônicas de Gelo e Fogo.  A série se compõe de 7 livros, segundo informação da editora. O Livro um tem nada menos que 591 páginas e pesa pouco menos que um quilo.  Um peso respeitável. Livros comuns, em média, possuem 250 páginas. 

Crônicas de Gelo e Fogo, que também tem versão em filme, embora lembre Senhor dos Anéis, é livro chamado de "fantasia" destinado ao publico "adolescente" mas tem passagens que tratam de temas bem adultos, como incesto, sexo, pedofilia, violência, traições, agressões, falsidades, política, racismo, assassinatos e outras maluquices.

A história se passa numa terra fictícia chamada Westeros. Fica a impressão que seria na atual Inglaterra. Embora tenha muita fantasia, a história passa por lobos,  anões e outros monstros, mas também por pessoas comuns. O leitor percebe que alguns monstros e outras figuras de "medo" são colocados pelo autor como pano de fundo para a história principal.

Crônicas de Gelo e Fogo remonta a milhares de anos, com muitas famílias ou casas desempenhando papéis importantes ao longo da história. As principais "casas" ou famílias são: Baratheon, Stark, Lannister, Arryn, Tyully, Tyrell e Targargen.

É simplesmente impossível ao leitor gravar os nomes dos personagens no correr de um ou dois capítulos: Lorde Beric Dondarrion, Lorde Yohn Royce,  Lorde Jason Mallister,  Rhaegar, Thoros de Myr,  Dedos,  Sansa,  Jeyne,  Sor Balon Swann, Lorde Bryce Caron,  Jalabhar Xho, Yohn, Sor Andar Royee,  Sor Robar,  Sor Horas, Sor Hobber,  Patrek Mallister,  Sor Jared, Sor Hosteen, Sor Danwell, Sor Emmon, Sor lheo, Sor Perwyn, Lorde Walder Frey, Cão de Caça,  Martyn Rivers, Jeyne Poole,   Lorde Renly, Jory, Alyn e Harwin, além de filhos, netos, irmãos e bastardos, sem considerar os lobos gigantes que também eram tratados como gente da família.

A família Stark, ou Targaryen, Lannister e Arryn estão no centro do conflito, aliás, conflito é coisa permanente no reino Winterfell, onde neve, gelo, inverno, florestas, castelos e fortalezas dão o clima do livro.

A leitura é cansativa. O livro também.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia da família de Edgard Stark, lorde do castelo de Winterfell e Mão do Rei Robert Baratheon. Este cargo era cobiçadíssimo porque o Mão do Rei era uma espécie de primeiro ministro dos dias atuais, pois era ele quem  exercia as funções de chefe de governo e seu poder quase se equivalia ao poder do proprio rei. Quando Edgard Stark aceitou o convite para ser Mão do Rei ele já tinha certeza absoluta que a esposa do Rei Baratheon envenenou o seu antecessor. Ela era adepta de "os fins justificam os meios" e estava disposta a tudo para assumir o reino. A Rainha era a Chefe do Clã Lannister e seus familiares ocupavam a maioria dos cargos importantes no reino.  A febre do poder foi o início da guerra dos tronos.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sansa

Sansa chegou ao torneio da Mão, com a Septã Mordane e Jeyne Poole, numa liteira com cortinas de uma seda amarela tão fina que se conseguia ver através delas. Transformavam o mundo inteiro em ouro. Para lá das muralhas da cidade, tinha sido erguida uma centena de pavilhões junto ao rio, e a plebe chegou aos milhares para assistir aos jogos. O esplendor de tudo aquilo tirou o fôlego de Sansa; as armaduras brilhantes, os grandes cavalos ornados com prata e ouro, os gritos da multidão, os estandartes esvoaçando ao vento ... e os próprios cavaleiros, acima de tudo os cavaleiros.
- É melhor do que nas canções - ela sussurrou quando encontraram os lugares que o pai lhe prometera, entre os grandes senhores e senhoras.
Sansa estava belamente vestida naquele dia, num vestido verde que lhe realçava o arruivado dos cabelos, e estava consciente de que a admiravam e sorriam.
Viram os heróis de cem canções avançar, cada um mais fabuloso que o anterior. Os sete cavaleiros da Guarda Real desceram ao campo, todos, menos Sor Jaime Lannister, com armaduras de escamas da cor do leite e mantos tão alvos como neve recém-caída. Sor Jaime vestia também o manto branco, mas por baixo brilhava em ouro da cabeça aos pés, com um elmo em forma de cabeça de leão e uma espada dourada. Sor Gregor Clegane, a Montanha Que Cavalga, trovejou como uma avalanche ao passar por eles. Sansa reconheceu Lorde Yohn Royce, que visitara Winterfell dois anos antes.
- Sua armadura é de bronze, com milhares e milhares de anos, com runas mágicas gravadas que o protegem do perigo - sussurrou para Jeyne. Septã Mordane indicou-lhes Lorde Jason Mallister, vestido de índigo com relevos de prata e com as asas de uma águia no elmo. Abatera três dos vassalos de Rhaegar no T ridente. As moças rebentaram em risinhos ao ver o sacerdote guerreiro Thoros de Myr, com sua larga toga vermelha e a cabeça raspada, até que a septã lhes contou que certa vez tinha escalado as muralhas de Pyke com uma espada em chamas na mão.
Havia outros competidores que Sansa não conhecia; pequenos cavaleiros dos Dedos, de Jardim de Cima ou das montanhas de Dome, cavaleiros livres jamais celebrados e homens recém-nomeados escudeiros, os filhos mais novos de grandes senhores e os herdeiros de Casas menores. Homens mais jovens, muitos ainda não tinham realizado grandes feitos, mas Sansa e Jeyne concordaram que um dia os Sete Reinos ressoariam ao som de seus nomes. Sor Balon Swann, Lorde Bryce Caron, das Marcas. O herdeiro do bronze de Yohn, Sor Andar Royee, e o irmão mais novo, Sor Robar, cujas placas de aço prateado traziam a mesma filigrana em bronze de antigas runas que protegia o pai. Os gêmeos, Sor Horas e Sor Hobber, cujos escudos exibiam o símbolo do cacho de uvas dos Redwyne, bordô sobre azul. Patrek Mallister, filho de
Lorde Jason. Os seis Frey da Travessia: Sor Jared, Sor Hosteen, Sor Danwell, Sor Emmon, Sor lheo, Sor Perwyn, filhos e netos do velho Lorde Walder Frey, e também o filho bastardo, Martyn Rivers.
Jeyne Poole confessou-se assustada pelo aspecto de Jalabhar Xho, um príncipe exilado das Ilhas do Verão que usava uma capa de penas em verde e escarlate por cima de uma pele escura como a noite, mas quando viu o jovem Lorde Beric Dondarrion, com os cabelos como ouro vermelho e o escudo negro atravessado por um relâmpago, anunciou-se pronta para se casar com ele naquele momento.
Cão de Caça também integrava a lista de participantes, e igualmente dela constava o irmão do rei, o atraente Lorde Renly de Ponta Tempestade. Jory, Alyn e Harwin competiam por Winterrfell e pelo Norte.
- Jory parece um pedinte ao lado dos outros - fungou Septã Mordane quando ele surgiu.
Sansa só podia concordar. A armadura de Jory era feita de metal azul-acinzentado sem distintivos ou ornamentos, e um fino manto cinza pendia-lhe dos ombros como um trapo sujo. Mas saiu-se bem, derrubando Horas Redwyne na primeira justa e um dos Frey na segunda. No terceiro encontro, fez três passagens por um cavaleiro livre chamado Lothor Brune, cuja armadura era tão sem graça como a sua. Nenhum dos homens caiu do cavalo, mas a lança de Brune era mais firme e seus golpes, mais bem colocados, e o rei concedeu-lhe a vitória. Alyn e Harwin não estiveram tão bem; Harwin foi desmontado ao primeiro golpe por Sor Meryn, da Guarda Real, ao passo que Alyn caiu perante Sor Balon Swann.
A justa prolongou-se por todo o dia e entrou pelo crepúsculo, com os cascos dos grandes cavalos de batalha batendo o terreno até transformá-lo num descampado irregular de terra revolta. Uma dúzia de vezes Jeyne e Sansa gritaram em uníssono quando cavaleiros chocaram as lanças com estrondo, explodindo-as em lascas, enquanto os plebeus gritavam por seus favoritos. Jeyne cobria os olhos sempre que um homem caía, como uma menininha assustada, mas Sansa era feita de material mais firme. Uma grande senhora sabia como se comportar em torneios. Até Septã Mordane reparou em sua compostura e fez um aceno de aprovação.

O Regicida competiu brilhantemente. Derrotou Sor Andar Royce e Lorde Bryce Caron, das Marcas, tão facilmente como se estivesse investindo sobre aros, e depois teve um duro encontro com o experiente Barristan Selmy, que vencera os dois primeiros embates contra homens trinta e quarenta anos mais novos.

Sandor Clegane e o imenso irmão, Sor Gregor, a Montanha, também pareciam imbatíveis, derrotando adversário atrás de adversário num estilo feroz. O mais aterrador momento do dia chegou durante a segunda justa de Sor Gregor, quando sua lança se ergueu e atingiu, sob o gorjal, um jovem cavaleiro vindo do Vale, com tanta força que lhe trespassou a garganta, matando-o instantaneamente. O jovem caiu a menos de três metros de onde Sansa se encontrava. A ponta da lança de Sor Gregor quebrara-se no pescoço do jovem e o sangue de sua vida fluiu em lentas golfadas, cada uma mais fraca que a anterior. Sua armadura brilhava de tão nova; uma brilhante faixa de fogo corria pelo braço estendido onde o aço capturava a luz. Então, o sol se escondeu atrás de uma nuven, que desapareceu. O manto era azul, da cor do céu num dia límpido de verão, ornamentado com uma borda de luas crescentes, mas quando o sangue o encharcou, o tecido escureceu e as luas foram se tornando vermelhas, uma a uma.
Jeyne Poole chorou tão histericamente que Septã Mordane acabou por levá-la dali até que recuperasse a compostura, mas Sansa ficou sentada, com as mãos fechadas sobre o colo, observando com um estranho fascínio. Nunca antes tinha visto um homem morrer. Também devia chorar, pensou, mas as lágrimas não vinham. Talvez tivesse gasto todas elas com Lady e Bran. Disse a si mesma que seria diferente se tivesse sido Jory, Sor Rodrik ou seu pai. O jovem cavaleiro do manto azul não era nada para ela, um estranho qualquer vindo do Vale de Arryn, cujo nome esquecera assim que o ouvira. E agora o mundo também esqueceria seu nome, concluiu; não haveria canções em sua honra. Era triste.
Depois de levarem o corpo, um rapaz com uma pá correu para o campo e atirou terra sobre o local onde o jovem caíra, para cobrir o sangue. E então recomeçaram as justas.
Sor Balon Swann também caiu perante Gregor, e Lorde Renly, perante Cão de Caça. Renly foi desmontado tão violentamente que pareceu voar para trás, para longe do adversário, com as pernas para o ar. A cabeça bateu no chão com um crac audível que fez a multidão prender a respiração, mas era apenas o chifre de ouro do elmo. Um dos galhos tinha se partido sob seu peso. Quando Lorde Renly se pôs em pé, o público aplaudiu ruidosamente, pois o bonito irmão mais novo do Rei Robert era muito popular. Entregou o chifre partido ao seu vencedor com uma reverência cortês. Cão de Caça resfolegou e atirou a haste partida à multidão, onde a arraia-miúda desatou aos socos e aos empurrões na disputa pelo pequeno bocado de ouro, até que Lorde Renly surgiu entre eles para restaurar a paz. A essa altura Septã Mordane já regressara, sozinha. Jeyne sentira-se doente, explicou; ajudara-a a voltar ao castelo. Sansa quase se esquecera de Jeyne.
Mais tarde, um pequeno cavaleiro com um manto xadrez caiu em desgraça ao matar o cavalo de Beric Dondarrion e foi desclassificado. Lorde Beric mudou a sela para uma nova montaria, apenas para ser derrubado logo a seguir por Thoros de Myr. Sor Aron Santugar e Lothor Brune investiram três vezes sem resultado; Sor Aron caiu depois perante Lorde Jason Mallister, e Brune, perante o filho mais novo de Yohn Royce, Robar.
No fim, restaram quatro: Cão de Caça; seu monstruoso irmão Gregor; Jaime Lannister, o Regicida; e Sor Loras Tyrell, o jovem a quem chamavam Cavaleiro das Flores.
Sor Loras era o filho mais novo de Mace Tyrell, senhor de Jardim de Cima e Protetor do Sul.
Com dezesseis anos, era o mais novo cavaleiro em campo, mas naquela manhã, em suas primeiras três justas, tinha derrubado três cavaleiros da Guarda Real. Sansa nunca vira ninguém tão belo. Sua placa de peito estava primorosamente moldada e adornada como um buquê de mil flores diferentes, e seu garanhão branco como a neve estava envolvido em uma manta de rosas vermelhas e brancas. Depois de cada vitória, Sor Loras tirava o elmo, cavalgava devagar em torno do alambrado, e por fim tirava uma única rosa branca da manta e a atirava a alguma bela donzela que visse na multidão. Seu último encontro do dia foi com o Royce mais novo. As runas ancestrais de Sor Robar pouca proteção providenciaram, pois Sor Loras quebrou-lhe o escudo e o arrancou da sela, fazendo-o cair com um horrível estrondo. Robar ficou gemendo enquanto o vencedor fazia seu circuito do campo. Por fim, chamaram uma liteira e levaram o vencido para sua tenda, aturdido e imóvel. Sansa nem o viu. Só tinha olhos para Sor Loras. Quando o cavalo branco parou na sua frente, pensou que seu coração arrebentaria.
Às outras donzelas dera rosas brancas, mas a que escolheu para ela era vermelha.
- Querida senhora - disse -, nenhuma vitória possui sequer metade de sua beleza - Sansa recebeu a rosa timidamente, estupidificada pelo galanteio. Os cabelos do jovem eram uma massa de grandes cachos castanhos, seus olhos eram como ouro líquido. Inalou a doce fragrância da rosa e ficou agarrada a ela até muito depois de Sor Loras ter se afastado.
Quando Sansa acabou por finalmente olhar para cima, um homem estava em pé à sua frente, sem desviar o olhar. Era baixo, com uma barba pontiaguda e um fio de prata nos cabelos, quase tão velho como seu pai.
 


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um diretor da Livraria Leitura me recomendou, em setembro de 2012 A Guerra dos Tronos, livro que ele próprio estava lendo. Por isso o comprei.


 

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