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Poeira das Estrelas

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Poeira das Estrelas

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Autor: Marcelo Gleiser

Editora: Globo

Assunto: Cosmologia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 277

Ano de edição: 2006

Peso: 455 g

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Excelente
Marcio Mafra
16/06/2012 às 20:04
Brasília - DF


Poeira das Estrelas, o livro que Marcelo Gleiser escreveu como se fora a série que ele fez, em 2006, para o programa de televisão Fantástico. O programa também tinha esse nome. O livro conta o entendimento sobre o que é o universo desde Tales de Mileto, Pitágoras, Sócrates, Aristóteles, passando por Kepler,  Galileu, Newton, Einstein, Hubble, e outros menos votados.

São as melhores, lógicas e mais palatáveis teorias sobre o início do universo, da criação das galáxias, planetas, incluindo a terra, estrelas, cometas explicadas de maneira simples despida do arrogante “cientiquês” usual entre físicos, cosmólogos e outros cientistas. Gleiser não adota postura de ateu, mas também, não trata os mistérios da natureza, a dança de criação e destruição que rege o cosmo, as descobertas e teorias científicas, as invenções, os primórdios da astronomia como um favor de Deus aos cristãos, muçulmanos, budistas ou judeus. Livro denso. Gostoso. Mais que ótimo. Excelente!



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Respostas da ciência moderna e do astro-físico Marcelo Gleiser para as perguntas que o humano faz desde que o mundo é mundo: De onde viemos? Para onde vamos? Estamos sós no Universo? Quem foi a criador? Teve criador?

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Poeira das Estrelas.
Este será, portanto, o destino do nosso Sol em aproximadamente 5 bilhões de anos: seu centro se transformará numa anã branca e suas regiões periféricas serão ejetadas no espaço interplanetário. E as estrelas mais pesadas que o Sol?  Seguirão essencialmente o mesmo caminho. Porém, devido à sua maior massa, podem continuar o processo de fusão além de carbono e oxigênio. De fato, com exceção do hidrogênio e do hélio primordial, todos os elementos químicos encontrados no universo são gerados no interior de estrelas moribundas, quando se aproximam da morte.
Existe algo de muito belo nessa imagem: a química cósmica é produto das estrelas, fornalhas capazes de transformar hidrogênio em toda a matéria que existe. São elas os verdadeiros alquimistas do cosmo!
Além disso, espalham essa matéria pelo espaço sideral. Seu papel, portanto, é duplo: não só produzem a matéria que compõe tudo o que existe, como, através de explosões de violência incomparável, espalham-na pelo vazio cósmico, como se semeassem um jardim cujas flores e frutos são planetas, luas e outras estrelas. Ao morrer, as estrelas criam a possibilidade do novo. E, com isso, criam também a possibilidade da vida.
Podemos agora entender o título "Poeira das estrelas". É o que somos, o carbono, o cálcio, o oxigênio que compõe nosso corpo, produtos de outras estrelas que existiram antes do Sol. Foram elas que, ao morrer, semearam nossa vizinhança cósmica com os elementos químicos que compõem os planetas do sistema solar e que tornaram possível a vida na Terra.


  • O Erro de Kleper

    Autor: Marcelo Gleiser

    Veículo: Jornal Folha de São Paulo, 1º de agosto de 2010 - ciência pagina A 23

    Fonte:

    Em 1596, com o furor de uma mente devota, o jovem Johannes Kepler, então com apenas 25 anos, publica seu primeiro livro, "Mysterium Cosmographicum" ou "O Mistério Cosmográfico". Nele, o astrônomo principiante propõe nada menos do que a solução para a estrutura do Cosmo, o que acreditava ser o plano divino da Criação.

    Tudo se deu durante uma aula que ministrava para um punhado de estudantes desinteressados. Quando explicava as conjunções dos planetas Júpiter e Saturno, Kepler se perguntou se o fato de Satumo estar aproximadamente duas vezes mais longe do Sol do que Júpiter era sintoma de uma ordem mais profunda: talvez a estrutura cósmica seguisse as regras da geometria. Fosse esse o caso, a mente humana teria acesso aos segredos mais profundos da Criação e à mente de Deus. E a língua em comum entre homem e Deus seria a matemática.

    Após várias tentativas frustradas, Kepler obteve a solução que tanto almejava. Na época, só eram conhecidos seis planetas, de Mercúrio a Satumo. Urano e Netuno, invisíveis aos olhos, só foram descobertos bem mais tarde. Kepler, numa visão genial, imaginou que o cosmo seria organizado a partir dos cinco sólidos platônicos, os cinco objetos mais simétricos que existem em três dimensões. Conhecemos bem dois deles, o cubo e a pirâmide (tetraedro). Kepler entendeu que, ao coloocar um sólido dentro do outro, como aquelas bonecas russas, com esferas entre cada um deles, poderia acomodar apenas seis planetas: Sol no centro; esfera (Mercúrio); sólido; I esfera (Vênus); sólido; esfera (Terra); sólido etc. Portanto, o número de planetas seria decorrente do número de sólidos perfeitos!

    Kepler foi além. Como os sólidos obedecem às regras da geometria, seu arranjo determina também as distâncias entre si e, portanto, entre as esferas que os cercam. Experimentando com padrões diferentes, Kepler encontrou um que previa as distâncias entre os planetas com uma precisão de 5% - quando comparado com os dados astronômicos da época, um feito sensacional.

    Para um homem que acreditava profundamente num Deus matemático, criador da ordem cósmica, nada mais natural do que uma solução geométrica. Kepler via seu arranjo como a expressão do sonho pitagórico de obter uma explicação geométrica para os mistérios do mundo. Para ele, essa era a teoria final.

    Podemos aprender algo com Keepler. Soubesse ele da existência de outros planetas, Urano e Netuno, como teria reagido? Certamente, seu sonho de uma ordem geométrica para o Cosmo dependia do que se sabia na época. Seu erro foi ter dado ao estado do conheciento empírico do mundo uma finalidade que não existe. Para Johannes Kepler, era inimaginável que o Cosmo puudesse se desviar de sua estrutura geométrica. No entanto, sabemos que nosso conhecimento do mundo é limitado, e será sempre.

    Por isso, devemos julgar declarações sobre teorias de tudo ou teorias finais com enorme ceticismo. A história nos ensina que o progresso científico caminha de mãos dadas com nossa habilidade de medir a Natureza. Achar que a mente humana pode imaginar o mundo antes de medi-lo pode ocasionalmente dar certo. Mas, em geral, leva a mundos que existem apenas na imaginação.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Livros de Marcelo Gleiser me encantam. Leio com prazer. Poeira nas Estrelas estava na fila desde fevereiro de 2008.


 

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