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Laowai

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Laowai

Livro Ótimo - 1 opinião

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Autor: Sônia Bridi

Editora: Letras Brasileiras

Assunto: Costumes Estrangeiros

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 383

Ano de edição: 2008

Peso: 585 g

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Ótimo
Marcio Mafra
15/06/2012 às 19:48
Brasília - DF


Laowai, o titulo que a Sonia Bridi adotou para seu livro, é a expressão como os chineses chamam os estrangeiros, com aquela conotação que nós aqui dizemos “gringo”. A autora é mais que jornalista. Ela tem o talento do escritor. Em alguns trechos do livro, Sonia de tanto acompanhar o marido, também jornalista, Paulo Zero, lembra Zélia Gatai, que acompanhava Jorge Amado e acabou por escrever excelentes livros.  Laowai é excelente porque o texto  é elegante, emocionante, culto e sem cara nem jeito de “literatice”. Leitura fácil, simples, rápida e encantadora. Se o leitor pretende ir à China, não viaje sem ler Laowai. Excelente. 



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Histórias sobre a China, os chineses, seus templos, suas tradições, seu idioma dificil, sua grandiosidade, seus costumes estranhos, seus governantes, sua política, a praça da paz celestial, a grande muralha, o povo, os novos ricos do mundo, as belezas estonteantes das planícies e das montanhas mais altas do planeta. As mazelas, as alegrias, a comida exótica, as milenares tradições e o futuro contados pela jornalista catarinense, Sônia Brito, que viajou pelo país inteiro quando morou lá, durante os anos 2005 e 2006. 

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Enxergando Longe
O calor no verão pequinês é infernal. Olho no termômetro que temos colado à janela do escritório pelo lado de fora e a temperatura está sempre acima dos 40 graus. Oficialmente, entretanto, o verão de 2006 nunca chega aos 40 graus - o governo "controla" a temperatura porque teoricamente teria que parar muitas atividades num calor desses. Na China o ar condicionado só pode Ser ligado se a temperatura dentro de casa passa dos 30 graus. Fiscalizar o cumprimento dessa regra é dificil. Muitas universidades pesquisam um método de monitorar a temperatura ambiente nos domicílios, para pegar infratores. O país precisa economizar energia a qualquer custo.
Minha filha Mariana chega num dia sufocante.
Ela decidiu trancar a matrícula na universidade e passar conosco nosso último semestre na China. Pedro está radiante com a presença da irmã, eu me derreto de alegria por poder desfrutar de sua presença, compartilhar com ela essa experiência de vida no Oriente.
Agora vamos juntos refazer alguns dos programas, como ir provar os espetinhos exóticos na Wanfujing, a rua de compras do centro da cidade. Compramos espetinhos de estrela do mar, de escorpião, de caranguejo. Pulamos os bichos-da-seda, os pênis de bode, as baratinhas. Compramos, mas sabemos que todos vão parar nas mãos dos mendigos que esperam pelos restos dos turistas que não vão adiante em suas aventuras culinárias.
Logo no primeiro dia, na feira, percebo que Mariana será alvo de todos os assédios. Miúda, loura, olhos verdes, a carinha de boneca de porcelana  minha filha reúne tudo o que é imaginado como o ideal de beleza feminina chinesa, personificado numa laowai. Ela não dá um passo sem ser fotografada, tocada, sem que puxem assunto, passando as mãos no rosto dela e dizendo piaolian, bonita.
Acabo descobrindo também o atrevimento dos jovens chineses. Na feira os vendedores gritam para ela, com o pouco inglês que têm:
- I Love you. You are beautifurrs (beautiful).
Ela se inscreve nas aulas de manda rim, num curso de culinária, e tenta se enturmar. Com Graziella, minha sobrinha da mesma idade, o Gilberto Scofield e o companheiro dele, Rodrigo, descobre as baladas de Pequim. Vão a festas, bares, boates. Trazem relatos de como a juventude chinesa se veste, se diverte. É uma experiência única, para as duas.
Mariana me trouxe um presente: o disco novo da Marisa Monte. Os dias avançam melhor embalados pelo "bonde do dom", pelo "piu-piu", que Pedra cantarola a todo momento. A voz de Marisa Monte, com sua interpretação mais que perfeita, me lembra como o Brasil pode ser bom no que faz, me reconcilia com a pátria distante.
Sim, reconcilia. Sem perceber, acumulo uma certa mágoa. Testemunhando o rápido crescimento econômico da China - a China, que ontem não era nada! - e comparando com a estagnação brasileira, fico revoltada. Por que o gigante adormecido não desperta? Se a China pode, com toda essa gente, com a falta de recursos naturais, por que os abençoados por Deus ficam andando sem rumo pelo deserto de esperança? O pior de tudo é encontrar autoridades e intelectuais brasileiros que chegam aqui e se acham o máximo parafraseando Tom ]obim, que disse que Nova York era bom, mas era uma merda, e o Rio era uma merda, mas era bom.
Todos, com rarissimas exceções, diante desse incrível milagre chinês, concluem:
- Ah, mas o Brasil ainda é muito melhor. Esses prédios são horríveis.
Eles cospem na rua. E só se desenvolvem por causa da ditadura.

Ditadura ou planejamento?
Se ditadura justificasse desenvolvimento, a Coréia do Norte seria a Suécia. A Albânia, o paraíso. A África, a terra prometida. É óbvio que o autoritarismo ajuda a agilizar a execução de projetos. Basta ver como eles abrem espaço nos hutongs para construir novos prédios; como não precisam de licença ambiental para construir uma usina. Mas essa não é uma vantagem, é uma desvantagem do crescimento chinês. As decisões autoritárias com freqüência se revelam desastrosas - o próprio governo hoje reconhece que ter construído a Usina de Três Gargantas não foi uma idéia exatamente genial. Se tivesse havido debate, encontro de idéias, o resultado teria sido outro. Como talvez Itaipu não tivesse jamais sido construída se não fosse num regime militar.
O que me irrita é os brasileiros não perceberem que o motor do crescimento chinês é o planejamento. Em 2005, eles entraram no 11° Plano Qüinqüenal. São capazes de estudar as experiências dos outros países, avaliar erros e acertos, e tomar decisões sobre o próprio futuro. A China investe milhões de dólares em passagens de avião e hospedagens para comitivas e mais comitivas visitarem outros países. Elas fazem pesquisa de mercado, entendem as formas de produção, conhecem projetos educacionais. O plano para cinco anos é seguido à risca - mesmo que mude a facção do partido que está no comando. E é constantemente adaptado de acordo com as mudanças macroeconômicas, as necessidades que vão surgindo.
Basta olhar para a África e entender um lado nefasto desse planejamento - com nova musculatura econômica, a China se expande geopoliticamente. A China quer assegurar matérias-primas para tocar adiante seu crescimento vertiginoso e para isso faz qualquer negócio. Quando apóia o governo do Sudão - criticado pelo mundo inteiro pelo genocídio que promove na região de Darfur -, a China está fazendo o que todas as potências fizeram antes: defende seus interesses e ... uma banana para o mundo! Um país que pouco preza a própria reputação em respeito a direitos humanos não tem pudores em apoiar seja quem for para garantir petróleo, ferro, cobre ou transferência de tecnologia. Quem acha que os americanos são diferentes, que pense nos direitos das mulheres da Arábia Saudita, cuja monarquia é apoiada pelos Estados Unidos. As potências fazem os acordos que acham necessários para manter seu status. Cabe ao resto do mundo mantê-las sob controle, denuncia-Ias  e, idealmente, fazê-Ias se comportarem como manda a lei internacional.
Para os chineses, o planejamento tem sido extremamente benéfico. O brasileiro Sergio Miranda-da-Cruz, representante na China da UNIDO, a Organização para o Desenvolvimento das Nações Unidas, recebe Paulo e eu para dar um presente de despedida: está voltando para Genebra, e nos oferece uma visão clara do que considera o modelo chinês. Durante duas horas, faz uma apresentação personalizada dos estudos da UNIDO para o governo chinês. Mostra como, por exemplo, o planejamento de educação e treinamento profissional foi feito com consultoria de todos os órgãos internacionais que possamos pensar - do Banco Mundial à Unicef, e mesmo ONG's ambientalistas, como a WWF.
Mais de 300 grupos de estudo estiveram reunidos no processo, avaliando o sistema atual e também os modelos de outros países. Identificaram os pontos fracos na China. Enfim, depois de dois anos apresentaram um plano de educação desenhado para enfrentar o novo desafio que o país deve esperar - a urbanização.
Em 2005, ainda eram 800 milhões de chineses no campo, e eles dão conta de suprir mão-de-obra para as fábricas com pouco treinamento. Mas a indústria sempre atinge um limite, principalmente quando se tem recursos naturais e energéticos limitados. E a China sabe que vai precisar de mão-de-obra qualificada para o setor de serviços, que exige mais tempo de escolaridade e habilidades diferentes. O plano foi feito para treinar, nos próximos 10 anos, 300 milhões de chineses que vão para o setor de serviços. Isso significa algumas mudanças profundas.

Depois de pão e feijão, saude e educação
Uma pequena volta no tempo pode ajudar a entender a dimensão histórica do que conto aqui. Confúcio foi o primeiro a pregar a ascensão do indivíduo na sociedade pelo próprio mérito e não por linhagem sangüínea - como a nobreza ocidental. O significado disso é que durante séculos e séculos os chineses só conseguiam cargos públicos e administrativos se passassem por uma série de concursos - quanto mais alto se pretendia chegar, mais conhecimento era preciso acumular. O Confucionismo é responsável pelo imenso valor que as sociedades orientais dão à educação.
Na China, nem o culto à ignorância pregado nos duros anos da Revolução Cultural de Mao Tse Tung e seus guardinhas vermelhos conseguiu destruir esse valor cultural. Logo após a morte de Mao, um dos primeiiros atos do novo governo foi reabrir as universidades e garantir acesso aos mais preparados - fossem eles de famílias de camponeses ou ex-senhores de terras, do proletariado ou da extinta burguesia. Uma narração poética e emocionante desse período pode ser encontrada no livro "Cores da Montanha", de Da Chen.
Por ter a educação como um valor acima dos outros, os chineses sempre acharam normal que as escolas fossem pagas. São públicas, mas são pagas. O valor varia dependendo da escola, do endereço - se é na cidade ou no campo -, mas sempre há uma anuidade para se pagar.
Assim que começou a trabalhar conosco e teve um salário fixo garantido, Xiao Li, nosso motorista/empreendedor, matriculou sua filha numa boa escola da província do Hebei, na cidade natal dele. Quando soube, fiquei chocada, analisando sob meus valores ocidentais: a escola é interna to e a menina só tem cinco anos!! Mas Li me disse, cheio de orgulho:
- Minha filha está sendo educada numa boa escola. - Assunto encerrado.
As escolas são pagas, mas não autônomas. Ensinam o que interessa ao governo, o que é conveniente - a história depurada. E recebem muito dinheiro público para poderem se manter. A taxa paga pelos pais só cobre 30% das despesas. No novo plano educacional, ficou estabelecido que na área rural as escolas passam a ser gratuitas a partir do ano letivo 2008-2009. Os camponeses melhoraram muito de vida depois das reformas. Eles foram os primeiros com direito a perseguir lucro com sua produção. Comem melhor, mas ainda têm pouca renda em dinheiro - e duas coisas estão fazendo cair o nível de vida e a produtividade no campo: despesas com educação e com saúde. Se um chinês fica doente, a familia pode ir à falência. Outro direito básico do cidadão, a saúde, também é pública, mas não gratuita. Ao investigar as causas da miséria no campo, o governo descobriu que a queda na produção agrícola em algumas regiões devia-se à necessidade de os camponeses terem que buscar emprego nas cidades para pagar escola e tratamento médico. Para garantir o desenvolvimento "harmonioso" do país, e cedendo a pressões internacionais, os dois passam a ser gratuitos no campo.
Outro resultado do planejamento são investimentos maciços em educação. Entre os anos 2000 e 2005, o número de estudantes universitários subiu no ritmo da economia, 11% ao ano, chegando a 11 milhões de matriculados. Campi brotam no meio do nada. Em Souqian, a cidade da mina de carvão, visitamos o campus da nova Universidade de Tecnologia, que tem como ponto forte a engenharia de mineração. Tudo novo: dos prédios com salas de aulas aos dormitórios para os estudantes, passando pelos restaurantes, as quadras de esporte. Pela China inteira, onde estivemos vimos novas universidades. Como o país não dá conta de formar professores com a mesma velocidade, está abrindo vagas para estrangeiros lecionarem. Além disso, várias universidades chinesas têm parcerias muito ativas com as melhores universidades do mundo - a Universidade de Pequim com a de Vale, nos Estados Unidos; a de Xian com Harvard, só para citar as mais famosas. Além disso, chineses com posses não pensam duas vezes antes de mandar os filhos para universidades nos Estados Unidos e na Europa. Só as universidades americanas recebem 32 mil estudantes chineses por ano.
Principalmente nas áreas de administração e economia, há uma invasão de professores americanos e europeus - curiosos para testemunhar o que está acontecendo na China -, que aceitam contratos de trabalho temporário, por três a cinco anos, em universidades chinesas.
As universidades são geridas como grandes empresas. E muitas visam o lucro, para poder reinvestir na educação. Uma das marcas de computadores mais vendidas na China é a Founder, empresa montada dentro da Universidade de Pequim.
Todas cobram mensalidade, e quanto melhor, mais cara - no topo estão a Universidade de Pequim, chamada na China de Beida, e a Tsinghua, a antiga universidade politécnica de Pequim, a formadora dos "engenheiros vermelhos" que se tornaram os tecnocratas dirigentes do país. O presidente Hu Jintao é engenheiro da Tsinghua. Mas a China também tem um sistema de bolsas de estudo que, em 2005, pagava as despesas de 4 milhões de universitários.
Nossa curiosidade sobre o sistema educacional e as mudanças nas universidades nos levou à Tsinghua. A Universidade está passando por uma reforma fisica - obras por toda parte, novos laboratórios sendo instalados, os dormitórios todos novinhos, prédios exibindo arquitetura moderna. E uma reforma educacional profunda: a Tsinghua deixa de ser uma politécnica para ser de novo uma Universidade, no sentido pleno do termo. Os cursos de Humanas, Ciências Sociais e Artes foram restabelecidos.
O vice-reitor que nos recebe é jovem e percebe-se logo que viveu muito tempo no exterior. Pelas roupas que usa - terno e gravata bem cortados num estilo executivo de empresa moderna - parece um banqueiro em Nova York. O inglês é perfeito, e fala também alemão. Ele explica os motivos das mudanças:
- A Tsinghua preparou muitas gerações de líderes chineses. Agora tem obrigação de se modernizar e se abrir para formar os líderes que vão promover a democracia no país. Para a transição precisamos mais do que engenheiros: precisamos de intelectuais capazes de compreender divergências, sustentar debate, acomodar e conciliar. Por isso trouxemos de volta para Tsinghua a Filosofia, a Literatura e todos os outros cursos que tinham sido retirados depois da Revolução.
Isso é planejamento. É ser capaz de se preparar até para a auto destruição do sistema. Ou seria promover a transformação a longo prazo?

Escolinha Escolão
No Ministério da Educação da China, o lema da educação pré-primária é: promover conhecimento, gentileza e beleza. Parece estranho, mas as pré escolas se concentram em desenvolver um senso estético relacionado ao idioma. Crianças de três anos aprendem a recitar poemas imensos da dinastia Tang, escritos há centenas de anos, com uma linguagem arcaica. Não entendem metade do que dizem. Mas vão memorizando sons e os ideogramas equivalentes. No sistema público chinês, como no brasileiro, há escolas de excelência e escolas de chão batido.
O que não tem é criança fora da escola antes de terminar os nove anos de estudo obrigatório. Os jornais noticiam com alarde a cada vez que uma familia é denunciada por deixar a criança sem escola para trabalhar. Já ouvi muito se dizer no Brasil que temos escolas com três ou quatro turnos porque a população é muito grande, é impossível fazer escola em tempo integral. População grande é a da China! O número de estudantes no ensino fundamental e colegial é maior do que toda a população brasileira. E as escolas funcionam das 8 da manhã às 4 e meia da tarde, em turno único. A China tem 99% de alfabetizados entre 15 e 25 anos de idade - números da Unesco -, o que significa a erradicação do analfabetismo.
A China espera em uma geração promover a revolução social e econômica que a Coréia fez, tendo como base a educação, numa escala imensamente maior. Se vai conseguir, é outra questão. O autoritarismo impede o pensamento criativo, o desenvolvimento de habilidades fundamentais para haver inovação tecnológica. Mas uma visita a escolas básicas de Pequim faz a gente acreditar que eles serão capazes de se estabelecer como potência, e logo.
A começar pela aula de educação física, a empolgação do professor, ao dar uma aula cuidadosamente preparada, impressiona quem observa. Ele divide a turma de 40 alunos em vários grupos e dá conta de coordenar todos ao mesmo tempo. De incentivar, de fazê-Ios participar das atividades.
As salas de aula são bem montadas - não tão sofisticadas quanto as coreanas, mas certamente bem melhores do que a média das escolas privadas do Brasil - todas têm telão, o professor está on line e pode baixar conteúdo da internet. As salas de computação têm computadores novos de última geração, todos ligados à internet por banda larga. Os alunos começam a aprender programação de computador na quinta série.
O ensino de inglês, especialmente, mobiliza as escolas. A China sabe das dificuldades que a língua impõe no relacionamento com os outros países. E, como depende do comércio internacional, tem que ser cada vez mais capaz de se comunicar. Professores de inglês são recrutados em vários países. Lembro do susto que tomei quando fiz uma pergunta em inglês para a Sheryl traduzir para um grupo de estudantes da quarta série e eles começaram a responder em inglês fluente, todos juntos, antes de a Sheryl ter a chance de abrir a boca. A geração que chegará ao mercado de trabalho em 2020 será bilíngüe.
Na época pensei que poderia ser uma escola para laowai ver. Mas em dois anos na China visitamos várias, em diferentes cidades, e encontramos todas as escolas urbanas em ótimas condições de funcionamento. Se não há nível de excelência por toda parte, certamente há um esforço para atingi-lo em todo o país. De manhã a gente passa em frente às escolas e vê as crianças uniformizadas, muitas com o lencinho vermelho no pescoço, formada em filas no pátio e fazendo exercícios de qi gong antes de começar a estudar. Há um senso de dignidade no ar.

Livros e Livrarias
Sempre gostei de passear por livrarias, ficar vendo os novos títulos, folheando livros, escolhendo o que levar e imaginando que aventuras, que revelações existem em tantas páginas escritas. Se estão em chinês, o mistério e a curiosidade aumentam. E o prazer de flanar pela livraria também, ao ver as multidões atrás dos livros. A maior livraria de Pequim fica no lado Oeste. Um prédio de oito andares, praticamente um shopping center de livros, sempre lotado. Aos sábados a gente vê as famílias fazendo programa: as crianças sentadas no chão, explorando os livros e as figuras, lendo e seguindo cada ideograma com o dedinho.
Há um andar inteiro dedicado ao ensino de outras línguas. Um andar de publicações em língua estrangeira, onde eu buscava títulos em inglês - os que são oferecidos em português são poucos e óbvios.
Precisamos pedir licença o tempo todo para avançar pelos corredores.
Parece promoção em véspera de Natal. É um dia comum. A livraria está latada não pela oportunidade de comprar barato, mas de poder ter acesso a conhecimento.
Educação é importante na China porque os chineses a compreendem Como o seu caminho - o caminho de um quarto da população mundial - para o mundo desenvolvido.


  • Parabens a Sônia Bridi e seu companheiro Paulo Zero

    Autor: Eloisa Venturini

    Veículo: Internet

    Fonte: Blog da Sonia Bridi

    Parabéns à Sônia Bridi e seu companheiro, Paulo Zero. Este livro é apaixonante, interessante e prende a nossa atenção do começo ao fim, sem ser chato em nenhum momento. Sônia, com uma linguagem simples, conseguiu nos transportar a esse país tão distante, tão diferente, exótico e cheio de mistérios. Muitas diversas vezes nos causou espanto, noutras indignação e noutras ainda deslumbramento, mas sobretudo nos trouxe conhecimento de um país ainda tão misterioso e desconhecido. Parabens Sônia Bridi, minha conterrânea catarinense! Beijos, Eloísa Venturi.
     

  • Delicia de Leitura

    Autor: Janayna C. Motta

    Veículo: Internet

    Fonte: Blog da Sonia Bridi

    Monica Waldvogel foi precisa na apresentação quando disse que Laowai é "uma delícia de leitura". A forma como Sonia Bridi escreve é mesmo deliciosa. Ela aponta dados importantes da cultura, da economia e da política da China, sempre com uma dose equilibrada de seriedade e humor. São histórias que causam indignação, outras causam espanto, algumas muito curiosas e há também as emocionantes. Minhas tímidas lágrimas expressaram bem a tristeza ao terminar o livro, querendo mais de China, mas só se fosse com uma guia inspiradora como Sonia.
     

  • Simplesmente Fantástico!

    Autor: Paulo Katz

    Veículo: Internet

    Fonte: Blog da Sonia Bridi

    Simplesmente fantástico! Sem duvida um livro que impressiona em todos os sentidos: texto, fotografia, capa, enfim, o universo da China traçado pela brilhante jornalista e por um fotógrafo que capta toda a cultura e tradição do Oriente. Sonia Bridi e Paulo Zero estão de parabéns. Um livro como poucos, um retrato de um país e uma história de vida pessoal unidas em muito bem traçadas linhas e fotografias. Parabéns também à equipe que montou todo o livro; nota dez em todos os sentidos. Grande livro, sem dúvida nenhuma

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sobre a história e política da China já li dois calhamaços: Mao - A História Desconhecida, de Jung Chang. Um porre. China  - Uma Nova História de John King Fairbank, outro porre, que ainda não acabei. Continuo lendo. Continuo, também, tentando falar algumas palavras em mandarim porque na minha agenda consta uma viagem ao mais populoso país do mundo, e provavelmente o mais rico e poderoso, até o ano de 2050.
Jesulino, amigo do Rafael Mafra e companheiro, quase semanal, do “picadinho do Fred” ( indício de inteligencia e bom gosto) recomendou e emprestou-me Laowai dizendo: “ninguém pode ir a China sem ler Sônia Bridi.” Sábias palavras.
Li o livro durante uma curta viagem de trabalho à Maceió, para participar do 38º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais, em maio de 2012. Depois comprei este exemplar para coloca-lo na Livronautas, como um de meus livros preferidos. Inacreditavelmente devolvi o exemplar do Jesulino.


 

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