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Bonsai

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Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Alejandro Zambra

Editora: Cosac Naify

Assunto: Romance

Traduzido por: Josely Vianna Baptista

Páginas: 91

Ano de edição: 2012

Peso: 165 g

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Excelente
Marcio Mafra
25/06/2012 às 13:23
Brasília - DF


O mais inusitado neste livro do Alejandro Zambra é que ele começa a história de Julio e Emilia, contando que “no final ela morre e ele fica sozinho”. Sensacional para um romance curto. Sensacional para um escritor iniciante, ainda que seu primeiro livro tenha sido traduzido  - logo de cara - para cinco ou seis idiomas. Sensacional, corajoso e diferente, pois só um escritor muito talentoso pode contar, na primeira frase, o final do livro, sem deixar a história sem graça. O narrador, na terceira pessoa, estabelece a velocidade da leitura, por sinal muito gostosa, e quase erótica do casal universitário. Como no capítulo "Tentália", onde o casal personagem decide comprar uma pequena planta – bonsai - para simbolizar o seu amor. É a vida imitando a arte. Livro mais que ótimo. Excelente.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia de amor de Julio e Emilia, que antes de fazer sexo, faziam literatura. Ambos mentiram, um para o outro, que tinham lido Proust, mas liam Nabokov, Capot e Flaubert, entre muitos outros. Emilia morre e Julio fica sozinho, diz o autor na primeira linha do romance.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Desde então continuaram trepando, em casas emprestadas e em motéis de lençóis que recendiam a pisco sour. Treparam durante um ano e esse ano pareceu breve, embora tenha sido longuíssimo, esse foi um ano especialmente longo, depois do qual Emilia foi morar com Anita, sua amiga de infância.
Anita não simpatizava com Julio, pois o considerava convencido e depressivo, mas teve que aceitá-lo na hora do café da manhã e certa vez, talvez para demonstrar a si mesma e a sua amiga que no fundo Julio não a desagradava, chegou a preparar-lhe ovos quentes, o desjejum favorito de Julio, o hóspede permanente do apertado e quase inóspito apartamento que Emilia e Anita dividiam.
O que deixava Anita chateada com Julio era que ele tinha mudado sua amiga:
Você mudou minha amiga. Ela não era assim. E você sempre foi assim?
Assim como?
Assim, do jeito que você é.
Emilia interveio, conciliadora e compreensiva. Qual o sentido de ficar com alguém se essa pessoa não muda a sua vida? Disse isso, e Julio estava presente quando disse: que a vida só tinha sentido se a gente encontrasse alguém que mudasse, que destruísse sua vida. Anita achou aquela teoria duvidosa, mas não discutiu. Sabia que quando Emilia falava naquele tom era absurdo contradizê-la.
As extravagâncias de Julio e Emilia não eram apenas sexuais (que existiam), nem emocionais (que eram muitas), mas também, digamos, literárias. Numa noite especialmente feliz, Julio leu, meio de brincadeira, um poema de Rubén Darío que Emilia dramatizou e banalizou até transformá-lo num verdadeiro poema sexual, um poema de sexo explícito, com gritos, com orgasmos. Então virou um hábito o lance de ler em voz alta - em voz baixa - toda noite, antes de trepar. Leram O livro de Monelle, de MareeI Schwob, e O pavilhão dourado, de Yukio Mishima, que foram razoáveis fontes de inspiração erótica para eles. Mas logo as leituras se diversificaram a olhos vistos: leram Um homem que dorme e As coisas, de Perec, vários contos de Onetti e de Raymond Carver, poemas de Ted Hughes, de Tomas Transtrómer, de Armando Uribe e de Kurt Folch. Até fragmentos de Nietzsche e de Émile Cioran eles leram.
Um bom ou mau dia o acaso os levou às páginas da Antologia da literatura fantástica de Borges, Bioy Casares e Silvina Ocampo. Depois de imaginar abóbadas ou casas sem portas, depois de inventariar os traços de fantasmas inomináveis, deitaram âncora em "Tantalia", um conto de Macedonio Fernández que os afetou profundamente.
"Tantalia" é a história de um casal que decide comprar uma plantinha para conservá-la como símbolo do amor que os une. Percebem, tardiamente, que se a plantinha morrer, morrerá com ela o amor que os une. E como o amor que os une é imenso e por nenhum motivo estão dispostos a sacrificá-la, decidem fazer a plantinha se perder entre uma multidão de plantas idênticas. Depois ficam inconsoláveis, infelizes por saber que nunca mais poderão encontrá-la.
Ela e ele, os personagens de Macedonio, tiveram e perderam uma plantinha do amor. Emilia e Julio - que não são exatamente personagens, embora talvez fosse conveniente pensá-los como personagens - ficam vários meses lendo antes de trepar, é muito agradável, pensa ele e pensa ela, e às vezes pensam ao mesmo tempo: é muito agradável, é bonito ler e comentar o que leram um pouco antes de trançarem as pernas. É como fazer ginástica.
Nem sempre é fácil encontrar nos textos algum motivo, mínimo que seja, para trepar, mas no fim sempre conseguem isolar um parágrafo ou um verso que, caprichosamente estendido ou pervertido, funciona, aquece-os. (Gostavam desta expressão, "aquecer-se", por isso a registro. Gostavam quase tanto como de aquecer-se de fato.)
Mas daquela vez foi diferente:
Não gosto mais de Macedonio Fernández, disse Emilia, que montava as frases com uma timidez inexplicável, enquanto acariciava o queixo e parte da boca de Julio.
E Julio: Eu também não. Antes eu me divertia, gostava muito dele, mas agora não. Macedonio não.
Tinham lido bem baixinho o conto de Macedonio e em voz baixa continuavam conversando:
É absurdo, como um sonho. É que é um sonho.
É uma idiotice.
Não entendo você.
Nada, é que é absurdo.


  • A Literatura é Poda

    Autor: Raquel Cozer

    Veículo: Jornal Folha de São Paulo

    Fonte: Ilustrissima, Folha de São Paulo, pag 3, 3 junho 2012

    Alejandro Zambra, 36, prefere não incluir o próprio nome entre o que ele entende por jovens escritores chilenos. Em seu país, ele diz, autores jovens hoje são aqueles que já têm "dois ou três romances" escritos aos 20 anos - uma onda recente de precocidade criativa que ele vê como prova incontestável da força de Roberto Bolaño (1953-2003) sobre as novas gerações.

    "Com a idade deles, eu nem pensava nisso", diz. Zambra já publicava poemas aos 20 e poucos anos ("Bahía Inútil", de 1998, e "Mudanzas", de 2003), mas romance, mesmo, só conseguiu terminar aos 30. Foram oito anos desde que o título, "Bonsai", lhe surgiu. No fim, em 2006, virou um desses "romances de capítulo curtos", magrinhos, "que estão na moda" (a definição, dele mesmo, aparece no próprio livro).

    A razão para a demora e para o resultado tão conciso está contida no nome cultivado por quase uma década: para Zambra, escrever é como cuidar de um bonsai, "é podar os ramos até tomar visível uma forma que já estava ali".

    Conduzido pelos dilemas amorosos e literários de um casal de estudantes de letras, "Bonsai" [trad. Josely Vianna Baptista, Cosac Naify, 96 págs., R$ 23] é na verdade bem mais elaborado do que sua sinopse faz parecer.

    Antes mesmo de saber os nomes dos protagonistas (Julio e Emiilia), o leitor é informado, logo na primeira linha, de que "no final ela morre e ele fica sozinho". Logo mais, o narrador esclarece: "O resto é literatura". "Bonsai" é um romance que trata da escrita, da leitura, da literatura.

    A obra recebeu prêmios, foi traduzida para mais de dez países, ganhou adaptação para o cinema (por Cristián Jimenez, cujo trabalho mereceu elogios no recém terminado festival de Cannes) e abriu caminho para as traduções dos trabalhos seguintes do autor, "La Vida Privada de Ias Árboles" (romance, 2007), "No Leer" (ensaios, 2008) e "Formas de Volver a Casa" (romance, 2011).

    Convidado da décima Flip, Zambra poderá testemunhar em Paraty duas dezenas de autores brasileiros passando por algo que ele mesmo viveu dois anos atrás: a experiência de figurar na seleção de jovens "melhores autores" da prestigiosa revista britânica "Granta". Ele entrou na edição de hispano americanos; a de brasileiros será lançada durante a festa literária, no mês que vem.

    O autor adianta que estar na lista "é um pouco incômodo": "Tanta luz na cara"pode estrupiar a pele", resume, na entrevista a seguir, concedida por e-mail à Folha.

    Folha - Você começa "Bonsai" contando o que acontece no fim. É um modo de fazer com que o leitor seja movido menos pela trama em si e mais pela forma da narrativa?

    Alejandro Zambra - Creio que isso pode ser entendido de muitas formas, mas, é claro, eu me interesso por uma literatura mais de atmosferas do que de ações, e o começo de "Bonsai" de algum modo aponta para isso. Também gosto de pensar que o narrador está o tempo todo ajudando os personagens, protegendo-os, ainda que às vezes os trate bastante mal. Acredito que os protagonistas, Julio e Emilia, adorariam saber que são personagens de um romance, mas certamente escolheriam uma narrativa mais heroica que "Bonsai" para protagonizarem.
    Folha Você já disse que o nome "Bonsai" é anterior à ideia do romance em si. Chegou a pensar em fazer dele um livro de poemas?
    Alejandro Sim, a primeira coisa que eu soube a respeito desse livro foi o título, assim como aconteceu com "La Vida Privada de los Arboles", meu segundo romance. Antes de tentar uma narrativa, quis fazer um livro de poemas. A verdade é que escrevi muito e, salvo dois ou três textos, nenhum deles me agradou muito.  Antes de me encontrar com o "Bonsai" romance, escrevi um grande poema, um livro brevíssimo que se chama "Mudanzas" e que, creio, está conectado com "Bonsai" e com os livros seguintes, e que efetivamente tem um tom muito narrativo.

    Folha Em um texto publicado no blog da sua editora, você diz que escrever é como "podar os ramos até tomar visível uma forma que já estava lá". No caso deste livro, como essa forma apareceu para você?

    Alejandro Me interessava o bonsai, a ideia de que cuidar de um bonsai era paarecido com escrever. Pensava, por exemplo, nesse poema de Rubén Dario, "eu persigo uma forma que não encontra meu estilo. Meu método consiste em mergulhar em imagens que me interessam, e eu digo a verdade quando escrevo que não sei bem para onde vou; é justamente isso que dá sentido à escrita. Estou escrevendo com demasiada facilidade, é preciso desconfiar disto, disse por aí, lindamente, Carice Lispector. Eu penso assim também.”

    Folha -   Na Flip, você dividirá com Enrique Vila Matas a mesa chamada "Apenas Literatura", já que ambos  pensam a escrita na própria ficção.  Acha que são diferentes as maneiras como vocês dois fazem isso?    
    Alejandro  - Eu me sinto muito honrado de dividir essa mesa com Enrique Vila-Matas, admiro a obra dele. Ele é um grande escritor e, como todos os grandes escritores, um extraordinário leitor. Eu acredito que meu projeto seja diferente do dele, sendo a maior a diferença que há atualmente entre O Barcelona e o Colo-Colo: ele é tão bom que até descobriu a beleza de não ganhar sempre todos os campeonatos; eu jogo aos tropeções e nem sequer me classifico para a Libertadores.    

    Folha  "Bonsai" é seu único livro publicado no Brasil. Seus outros livros dialogam com ele?    

    Alejandro  Totalmente. "La Vida Privada de los Árboles" vem diretamente de "Bonsai", o romance que escreve Julián, o protagonista de "La Vida Privada de los Arboles", é "Bonsai". E em "Formas de Volver a Casa" há um parágrafo tomado literalmente de "La Vida Privada de los Árboles". Também há conexões entre "Formas de Volver a Casa" e meu livro de crônicas e ensaios "No Leer".     É difícil para mim não misturar  os livros porque eles correspondem a necessidades similares e acho que, de algum modo, a gente sempre escreve o mesmo livro.    

    Folha  Como é para jovens escritores chilenos conviver com essa presença tão forte de Roberto Bolaño sempre que se fala de literatura contemporânea do Chile? Existe alguma influência perceptível?    

    Alejandro  Para mim, Bolaño é como um irmão mais velho que chega em casa muito tarde da noite e começa a contar suas aventuras. E, ainda que você tenha vontade de viajar e    experimentar essas mesmas aventuras, de algum modo você sabe que o que resta a você é ficar onde está, esgotar uma paisagem única, se aprofundar em algumas poucas ruas que você conhece de cor.  A obra dele me interessa muito, foi muito importante para mim. E não me diga que ele morreu, porque não vou acreditar em você.
    Agora, a respeito de sua influência sobre os mais jovens, a verdade é que eu já não sou jovem, mas posso ver com bastante clareza que, sim, essa influência existe. A começar porque agora os jovens chilenos escrevem romances. Aos 20 anos, já escreveram dois ou três romances, enquanto eu, quando tinha a idade deles, nem pensava em algo assim.

    Folha Quando você estiver na Flip, o público brasileiro saberá quais foram os nomes locais selecionados pela "Granta". Pelos autores selecionados com você na edição de hispano americanos, arriscaria dizer o que é um "melhor autor" para a revista? Como é estar numa lista dessas?
    Alejandro  Não faço ideia. Conheço vários dos selecionados em língua espanhola, e gosto realmente de alguns deles, mas ainda não li os textos. Estar nessas listas é sempre um pouco incômodo, tanta luz na cara pode estropiar a pele.
    Folha Para um jovem escritor latino americano, não é tão comum: ter os primeiros romances traduzidos para a lingua inglesa, ainda mais tão pouco tempo depois da publicação original. Como é a experiência? É possível comparar a recepção dentro e fora do Chile?
    Alejandro Não penso muito na recepção dos meus livros, na verdade. Não creio que pensar nisso ajude muito. A experiência com "Bonsai" na [editora americana] Melville House foi muito boa, e com "La Vida Privada de los Árboles" na Open Letter, ainda melhor, pois fiz dois grandes amigos, o editor Ej Van Lanen e a tradutora Megan McDoowell  que também traduzirá, para a Farrar Straus and Giroux, "Formas de Volver a Casa".
    Cada tradução me provoca uma sensação difícil de explicar. Sempre custo a acreditar que, não estando ali minhas palavras exatas, seja eu o responsável pelos livros.

    Folha Então você acha que na tradução perde-se muito da escrita?

    Alejandro As únicas traduções que li, a para o inglês e agora, esta, para o português, me pareceram muito rítmicas, muito inteiras, muito bem feitas. Mas, é claro, é preciso levar em conta que essa é uma opinião aproximada, já que o que entendo do português vem da bossa nova e de Roberto Carlos.

    Folha Em uma entrevista recente, você disse que conheceu obras importantes da sua vida em xerox, porque os livros no Chile são caros. O que pensa sobre a pirataria de livros agora que é escritor?

    Alejandro Penso o mesmo. Os estudantes ainda estudam a partir de livros xerocados e agora baixam textos na internet. A questão é que, num país onde os livros são tão caros, como o Chile, e ir à universidade ainda mais, não há alternativa .

  • Em Busca da Miniatura Perdida

    Autor: Cadão Volpato

    Veículo: Jornal Valor Economico

    Fonte: Fim de Semana - Valor Econômico, 25, 26 e 27 maio 2012

    Em busca da miniatura perdida

    Em seu romance de estréia, poeta chileno exercita concisão em estilo despretensioso.

    Catalão Volpato - Valor Econômico, 25, 26 e 27 maio 2012

    Bonsai

    Um bonsai é a miniatura de uma árvore, e este romance de estréia do chileno Alejandro Zambra, escrito em 2006, também poderia ser uma miniatura do gênero.

    O que está comprimido ali, porém não é um conteúdo ralo. Tem a ver com a poesia, no sentido de alta densidade em espaços exíguos. Ao partir de uma história de amor, que tem tudo para ser um amontoado de clichês, o romancista e poeta já calibrado foi capaz de fazer um livro que se lê de um fôlego mas permanece na memória, de um jeito que só os livros bem escritos sabem ficar.

    Não se deve esperar algum lirismo exasperado brotando de "Bonsai", ou algum desses tremores incômodos da chamada prosa poética - um eufemismo para falta de pulso. O Bonsai de Zambra tem uma prosa errática e aparentemente despretensiosa, que parece levar a lugar nenhum, mais ou menos como a vida.

    Começa com um casal em que a moça já está fadada a morrer logo na primeira linha do primeiro parágrafo. E daí se desdobra em literatura, o esporte que une Emilia e Julio, o casal.

    Mesmo quem só lê um livro ao ano vai se identificar, por exemplo, com o fato de nenhum dos dois protagonistas ter lido Proust, embora digam que sim e por via das dúvidas recitem um para o outro as frases caudalosas de "Em Busca do Tempo Perdido."

    Não deixa de ser estranho um livro tão curto usar o tempo perdido de Proust. "Julio sabia que estava condenado à seriedade, e tentava, obstinadamente, torcer seu destino sério, passar o tempo na estoica espera daquele espantoso e inevitável dia em que a seriedade chegaria para se instalar para sempre na sua vida", escreve Zambra.

    Julio e Emilia vão de Macedonio Fernández a Octávio Paz, Ungaretti, Thecov, Perec, Raymond Carver e Neruda sem que pareçam artificiais nos seus gostos e escolhas afetivas. O grande mérito do livro do jovem Zambra, 36, a caminho da próxima FLIP, é misturar as coisas, a vida e a literatura, como se fosse uma Sherazade da Cordilheira. Os personagens seguem direções tão diversas ao longo das noventa páginas de espaçamento generoso que a gente sente até uma certa nostalgia por eles.

    Partindo da concisão da poesia, é um livrinho para se reler, sem nenhum custo adicional para o tempo de que dispomos. É tão pequeno que dura uma viagem de ida e volta pelos subterrâneos do metrô.

    Zambra é hoje um escritor muito festejado, cujos livros têm títulos mais para o divertido do que para o lírico: "A Vida Privada das Árvores" (2007) e "Formas de Voltar para a Casa" (2011), romances. Este último fala de uma infância no Chile ainda no tempo de Pinochet, nos anos 80. Não é exatamente autobiográfico talvez seja a biografia sensível de uma infância comum àqueles que estão hoje na idade do escritor, um professor de literatura e fã de Borges, Ricardo Piglia e Clarice Lispector.

    "Bonsai" virou filme nas mãos do também chileno Cristián Jiménez, e o cartaz americano reproduz de certa forma as primeiras linhas do romance, para não deixar dúvidas:

    "No fim Emilia morre e Julio, não". E completa: "Um filme sobre amor, livros e plantas". Mais ou menos, resumindo, aquilo que o livro é.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não irei, neste ano, na FLIP. Por isso em maio de 2012 fui até São Paulo, na Livraria da Villa para comprar os livros dos autores convidados da FLIP 2012. Alejandro Zambra foi um deles, por isso comprei seu unico livro editado no Brasil: Bonsai.


 

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