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A Vida Quer é Coragem

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A Vida Quer é Coragem

Livro Bom - 2 comentários

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Autor: Ricardo Batista Amaral

Editora: Sextante

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 304

Ano de edição: 2011

Peso: 545 g

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Ruim
F. Mafra
22/08/2014 às 21:56
Brasília - DF

Estória muito romanceada. O autor só aborda um lado da história. Nenhuma pessoa é só boa ou só má. Ainda mais uma personagem de verdade, do mundo real. Mas entendo que faz parte do estilo biográfico. Não terminei de ler, consegui não. Acho que eu nunca deixei de ler um livro todo. Porque penso que depois melhora. Mas não estava melhorando. Foi mal!

Ótimo
Marcio Mafra
30/03/2012 às 22:36
Brasília - DF


Na mídia não se viu qualquer comentário desairoso sobre o livro que narra a trajetória política e pessoal da Presidenta Dilma Rousseff. Estranho, mesmo porque sobre sua vida atual ou pregressa sempre tem quem a critique. O autor Ricardo Amaral, embora jornalista conhecido, não tem (aparentemente) outros livros publicados.



O sábio – desconhecido – Gustavo diz: “se a história é boa, o livro é bom”. Ao abrir o livro “A Vida Quer é Coragem”, não se encontra qualquer referencia ao autor, o que parece uma grave falta da editora “Primeiro Plano”. Mas esta falta de importância não corresponde à falta de talento. Conclusão: a história parece boa porque o livro é bom. Talvez prolixo ou “esticado” em alguns capítulos. Mas a narrativa emociona. Emociona não apenas na primeira parte do livro, onde o autor narra a trajetória pessoal da Presidenta, que na juventude foi militante da esquerda e guerrilheira. Perseguida pela polícia militar foi detida, torturada e condenada à prisão pela Justiça Militar, com pena cumprida no presídio Tiradentes, em São Paulo, durante quase três anos, entre 1970/1972. A segunda parte do livro conta a vida política da Dilma, que após a anistia – lenta segura e gradual, nas palavras do ditador Ernesto Geisel - se filia em 1989 ao partido de Leonel Brizolla. Depois passa ao PT de Lula. Aos 63 anos de idade chega à eleição de 2010, quando é eleita Presidente da Republica, por 55.752.483 votos. Ela derrotou – democraticamente - José Serra, do PSDB, a quem já havia vencido no primeiro turno. O livro termina com sua posse. Se um livro consegue emocionar o leitor, mesmo quando os fatos do biografado já são de conhecimento publico, certamente é livro mais que bom. Por isso “A vida quer é coragem” é excelente, mesmo quando, antecipadamente, todos já sabem o seu final.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Biografia da presidenta Dilma Vana Rousseff, desde a infância em Minas Gerais até a eleição de 2010 que a levou ao Palácio do Planalto, destacando a vida universitária, a clandestinidade, prisão e fundação do PT. Passando pelas Diretas Já, o escândalo do “mensalão” e até o tratamento contra o câncer, diagnosticado no inicio da campanha eleitoral.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dez meses depois de ter sido presa, Dilma recebeu a primeira carta de Carlos Araújo. Graças aos contatos de Celeste, ele havia retomado a articulação da VAR em São Paulo: uma base universitária, alguns secundaristas, simpatizantes da classe média. Carlos foi capturado em 12 de agosto por uma equipe do delegado Sérgio Fleury, em frente à sede do Palmeiras. Da mesma forma que havia acontecido com Dilma, ele cobria o ponto de um companheiro que já estava preso. A atriz Bete Mendes, jovem e belíssima estrela da novela Beto Rockefeller, sucesso de então na TV Tupi, havia desembarcado do mesmo táxi que Carlos, apenas 50 metros antes - e escapou por pouco. Ela estava em contato com a VAR-Palmares desde maio, quando foi apresentada ao Max pelo grupo de estudantes. Era famosa demais para ficar exposta, mas envolveu-se politicamente com a organização e afetivamente com Carlos.
Ele foi parar no DOPS e ela sumiu pelas ruas na região do Parque Antártica. Bete seria presa em dois meses.
Se podia haver algo pior do que ser preso pela Oban era ser preso pela equipe de Fleury. Carlos já chegou à delegacia apanhando, foi logo pendurado no pau de arara e ligado à maricota, a máquina de choque elétrico. Mentiu que vivia no Rio, forneceu endereço falso na Rocinha - "rua Arno, 1.040". Um médico mediu-lhe a pressão e liberou mais uma sessão de choques. Médico, maricota, médico, maricota.
"Eu pensei: tu é tão filho da puta que vai chegar amanhã e eles não vão te matar; os caras vão te torturar, você está frágil, vai entregar tudo. Vão matar teus amigos, teus irmãos. Só tem uma saída honrosa: é se matar", recorda Carlos. "Vi que não ia aguentar e falei pros caras: 'Vou encontrar o Lamarca amanhã de manhã.' Chutei logo um negócio pra eles acreditarem e eles disseram: 'Se não for verdade, aí tu vai ver o que é tortura. Hoje foi sopa.'''
Os carrascos providenciaram um massagista para botar o preso de pé, depois de massacrado pela tortura. Pela manhã, de banho tomado, Carlos fingia-se de isca numa rua movimentada da Lapa, planejando se atirar diante de um carro em movimento. "Passava jamanta, passava ônibus, caminhão, e eu pensando: quem sabe um carro mais levinho?" Decidiu-se por uma Kombi. Seu corpo ficou estatelado no asfalto, sangrando no joelho, no peito e na cabeça. Furiosos, os policiais o levaram ao Hospital das Clínicas, onde os médicos jogaram do lado da vítima. Fizeram a sutura no corte na cabeça, pediram muitos exames e ganharam tempo até a chegada de um oficial do Exército. "O Fleury está jogando contra nós. Ele tinha de ter entregado o senhor pra gente", disse o oficial, usando o tratamento respeitoso. "Nós vamos tirar o senhor daqui agora e levar para um hospital militar."
Pelas mãos de um certo capitão Alberto, do DOI-Codi, Carlos ficou livre da vingança de Fleury, mas não escapou do temido capitão Benoni Albernaz. O oficial que torturou Dilma entrou no hospital militar ameaçando começar a bater no preso ali mesmo. As freiras que trabalhavam no hospital tiveram a coragem de fazer um escândalo. Carlos se recorda de que havia uma loura bonita, num casaco de pele, acompanhando o capitão, provavelmente sua mulher. Ela deu maçãs para o preso e convenceu Albernaz a sair dali.
Na manhã seguinte o capitão Homero César Machado chegou ao hospital e se apresentou como chefe de equipe do Doi-Codi. Foi logo avisando que não perderia tempo interrogando um preso que só iria falar mesmo debaixo de tortura. Ia ficar ali estudando para exames na escola de oficiais. Carlos vislumbrou a chance de abrir um diálogo. Pediu emprestado o livro de Matemática, fez uns exercícios, mostrou que conhecia bem a matéria. ü capitão pediu umas dicas; em pouco tempo estava recebendo lições do seu preso.
Homero contou que tinha batido em muita gente, mas queria mudar de vida, casar-se e seguir carreira até se tornar general. Quando Carlos saiu do hospital para o Doi-Codi, oito dias depois, Homero percebeu que não ia arrancar mais nada daquele preso, além das lições de Matemática. o capitão Alberto contava com Carlos para denunciar Fleury na Justiça Militar. Destes, Carlos não ia apanhar mais, mas não escaparia do temido capitão Benoni Albernaz.
Albernaz ainda bateu em Carlos pelo menos três vezes na rua Tutóia. Ele nunca se adaptou à vida fora do porão. Em 1984, na reserva com o posto de major, foi preso passando-se por coronel, acusado de aplicar golpes no mercado de imóveis. Colegas diziam que ele estava louco quando morreu, em 1993. Homero passou para a reserva sem chegar a general. Carlos perdeu a pista do capitão Alberto. o delegado Sérgio Fleury morreu num misterioso acidente em sua lancha em 1979. Para impedir que ele fosse preso pelos crimes do Esquadrão da Morte, o general Médici editou em 1973 a lei que permite a réus primários recorrerem da condenação em liberdade. A Lei Fleury atravessou a ditadura, sobreviveu à Constituinte e à reforma do Judiciário e permaneceu como uma das principais razões para a impunidade na democracia brasileira.


  • A Geração Que Pegou Em Armas Sobe a Rampa

    Autor: Ana Paula Gabrois, de Belo Horizonte

    Veículo:

    Fonte: Jornal Valor Economico edição 24/1/2011

    A geração que pegou em armas sobe a rampa Ana Paula Grabois | De Belo Horizonte Valor Econômico 24/01/2011 Lenira Machado e as companheiras no dia da posse ressaltam o impacto de ver militares baterem continência para Dilma Ousar lutar, ousar vencer. O lema da Vanguarda Armada Revolucionária (VAR-Palmares) era discretamente mencionado por alguns convidados na posse da presidente Dilma Rousseff. A citação vinha de 14 ex-integrantes da organização de esquerda que aderiu à luta armada na ditadura e que teve Dilma como uma de suas lideranças. Os 14, a maioria de Minas Gerais, foram convidados especialmente pela presidente para a cerimônia de posse no Palácio do Planalto e para o coquetel no Itamaraty, junto com as colegas de cela do presídio Tiradentes, onde Dilma ficou presa por quase três anos, em São Paulo, no início dos anos 70, depois de ser torturada. "Quando nos encontramos, choramos. Uma emoção foi ver a Dilma, nossa companheira, tomando posse. Outra foi o nosso encontro, a nossa história estava muito misturada naquela posse. Fui reconhecendo os antigos companheiros. Nós tínhamos chegado lá. A Dilma não existiria como presidente sem o [ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] e o Lula não seria presidente sem essa luta que também foi parte da história da Dilma", diz a colega de VAR-Palmares Linda Goulart, assessora desde 2004 do ministro da Educação, Fernando Haddad. "Dilma reafirma seu compromisso com a sua história, isso eu achei muito forte no discurso do dia 1º. Ela não nega, pelo contrário. Está em outra etapa da vida e nós todos estamos", avalia Linda, uma das poucas militantes da VAR-Palmares que não foram presas, nem torturadas. A organização, entre outras ações, executou o famoso roubo ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, em uma mansão no bairro de Santa Teresa, no Rio, em 1969. Linda Goulart: "A nossa história estava muito misturada naquela posse" Linda conheceu a presidente em 1965 em Belo Horizonte. Dilma já ingressava na Política Operária (Polop), onde era obrigatório passar pelo curso de marxismo. Da época, lembra da presidente como uma pessoa "brilhante", que ganhava uma discussão pela argumentação, como no congresso do Comando de Libertação Nacional (Colina), em 1968, quando Dilma tinha 20 anos e já tinha o respeito de lideranças mais experientes. O cineasta mineiro Helvécio Ratton militou na luta armada com a presidente. Do encontro na posse, diz que foi tudo muito rápido, em uma sala reservada para a família de Dilma no prédio do Itamaraty. Lá, encontraram a mãe da presidente, Dilma Jane, e a tia, Arilda. Dias antes, Ratton ouviu do ex-presidente Lula que a vitória de Dilma era a chegada ao poder de uma pessoa de esquerda daquela geração. "Quando ele falou isso, pensei que a Dilma encarna não só esse grupo, mas toda uma geração que teve essa ousadia de lutar naquele momento", diz. Ratton conheceu Dilma na Faculdade de Economia da UFMG, em Belo Horizonte. Logo depois, estavam juntos da militância política. Preso no movimento estudantil, foi condenado no mesmo processo que condenou praticamente toda a organização. Clandestino, exilou-se no Chile, onde passou a trabalhar profissionalmente com cinema. Voltou ao Brasil antes da anistia e foi preso. Depois, retomou a vida. No dia da vitória de Dilma, mandou um e-mail à amiga com o título "Ousar vencer". "Ela estava vencendo a Presidência, não tomando o poder daquela forma que a esquerda armada pensava, mas chegava como um representante daquela geração", avalia Ratton, para quem Lula não tinha "visão de esquerda". "O Lula é um sindicalista que lutava por melhoria de salário". Conta que Lula brincava muito com Dilma e com o atual ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, dizendo não ter vivido "essas coisas aí". "Vocês é que são doidos, eu não", dizia Lula, segundo o relato de Ratton. O grupo que estava na posse era formado por pessoas com trajetória semelhante à de Dilma na militância. Começaram na Polop, seguiram para o Colina e, depois, para a VAR-Palmares, uma fusão do Colina com a VPR, a organização armada mais militarizada na época, integrada por militares que se opunham à a ditadura, como Carlos Lamarca. Alguns integrantes da VAR se veem esporadicamente. Há casos, poucos, de gente que não se via há 40 anos e se reencontrou na posse. "Parece que você retoma o papo de antes, não sei se é pelo mesmo clima de identificação, talvez por termos vivido coisas muito fortes, que marcaram. Um preso, outro torturado, outro exilado, mas todo mundo sabia um do outro", diz Ratton. Ao cumprimentar a presidente no Itamaraty, Jorge Durão, o carioca no grupo dos mineiros, falou baixinho no ouvido de Dilma "ousar lutar, ousar vencer". "Ela repetiu o lema, meu nome completo e falou assim: o que você tem que não tinha da última vez que eu vi? Respondi: cabelos brancos. E foi só isso", conta. Durão, hoje diretor da ONG Fase, no Rio, vê o convite de Dilma aos antigos companheiros como a maneira de afirmar uma continuidade de sua trajetória política. "Ela quis mostrar que lutando contra a ditadura numa organização que aderiu à luta armada, ou fazendo parte de um governo democrático, de composição, alguns valores e objetivos são os mesmos, como a luta contra a desigualdade", diz Durão. Um dos momentos mais emocionantes para os ex-guerrilheiros foi quando os militares bateram continência para a presidente. "Sou contido, mas tinha momentos na posse em que era impossível não se emocionar. Fiquei muito emocionado quando a Dilma chegou ao Planalto e tinha duas fileiras de soldados ou oficiais da Aeronáutica prestando continência", relata Durão, preso e torturado na ditadura. A cena foi marcante para todos os ex-gerrilheiros presentes, muitos deles torturados e que tiveram amigos mortos no regime militar. "Quando a gente viu a Dilma passando em revista da tropa, eles todos batendo continência para ela, alguém comentou: e pensar que ela já passou pelo corredor polonês", conta Linda Goulart. "Imaginei o significado daquilo para ela e também para os militares, porque um mês antes a turma que se formou na Agulhas Negras [academia de formação do Exército] escolheu Garrastazu Médici como patrono. De repente, uma de nós está lá e eles têm que fazer continência e ver a carruagem da história passar com a Dilma", afirma Lenira Machado, companheira de cela de Dilma, convidada com outras 16 ex-presas do Tiradentes. Socióloga aposentada, Lenira vive hoje em São Paulo. Para a posse, ela e mais um grupo de seis ex-presas que passaram pela mesma cela do Tiradentes se hospedaram na casa de uma amiga, em Brasília. "Era o nosso aparelho", brinca. Lenira conviveu com Dilma durante quase dois anos na "Torre das Donzelas", como era chamado o presídio feminino que misturava presas políticas e presas comuns. Da época, lembra que fazia companhia à dupla formada por Dilma e pela colega Cida Costa na cozinha da prisão. "Eu não trabalhava na cozinha porque estava muito mal fisicamente depois das torturas. Ficava com elas implicando porque as duas cozinhavam muito mal." A rotina na prisão incluía trabalhos manuais, leitura, música e TV. Dilma ficou presa por quase três anos, entre 1970 e 1972. "Chegar no Tiradentes era se livrar do cheiro da dor da tortura", diz Lenira. Todas as companheiras da cela, no térreo da torre do presídio, eram de organizações políticas e já haviam passado por torturas. Algumas delas, como Dilma, iam e voltavam ao presídio por diversas vezes. "Tinha a grande vantagem de saber que você não ia ser torturada, era um alívio. E tinha as companheiras nos recebendo", lembra. Dos amigos de militância política da presidente ouvidos pelo Valor, incluindo dois que pediram para não ser identificados, todos a veem como alguém racional, que planeja e é rígida com seus princípios. Nas relações pessoais, é dona de um bom humor que pouco aparece em sua vida pública e gosta de dar apelidos às pessoas mais próximas. A maioria aposta que a ex-colega de luta armada pode fazer um governo melhor que o de Lula, diante de sua inflexibilidade em relação a princípios éticos. "A Dilma é uma pessoa extremamente ética, quem sabe pode melhorar a política brasileira", diz Ratton. "No geral, as pessoas dessa geração com essa trajetória não estão envolvidas em escândalos. É outro estofo e a Dilma é desse estofo. Tenho a maior admiração pelo Lula, mas tem chance de ser um governo melhor do ponto de vista do que ela pode fazer", afirma Linda. Jorge Durão é otimista com o compromisso de erradicar a pobreza, tratado como prioridade pela nova presidente. Vê, no entanto, problemas na economia, seja pelo câmbio valorizado ou pelo risco de desindustrialização de alguns setores. "A Dilma não herdou a mesma conjuntura internacional do Lula", diz.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Desde meados de dezembro de 2011 que se lê noticia sobre o livro que conta a história da Presidente Dilma Rousseff. Em janeiro/2012, durante o breve recesso de verão da Presidente, ela informou que iria ler o livro. Então era tempo de comprá-lo.


 

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