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Virando a Própria Mesa

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Virando a Própria Mesa

Livro Ótimo - 1 opinião

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Autor: Ricardo Semler

Editora: Best Seller

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 274

Ano de edição: 1988

Peso: 330 g

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Ótimo
Marcio Mafra
04/07/2002 às 16:25
Brasília - DF
Consta que o livro foi escrito em menos de 10 dias.
Numa forma dinâmica e gostosa, Semler descreve a revolução que fez no negócio que herdou de seu pai, uma fábrica de produtos industriais. Trata-se de um receituário para atacar a burocratice crônica, a estressite aguda, a hipertensão administral e a hipertrofia organizacional de uma empresa. Uma virada completa nas mesas, começando pela sua própria mesa de trabalho. Além do indiscutível e admirado talento empresarial, percebe-se o talento do escritor. Leitura que vale a pena.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História do autor à frente da Semco, empresa familiar que herdou, na qual aplicou um inédito sistema de administração transformando-a um memorável sucesso.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

E filosofia em relação às pessoas? Funciona? Um dos pontos fortes de credos ou cultura de empresa é a necessidade de eles permearem a organização e dizerem claramente que aqui vale a pena trabalhar porque há justiça". Se houver uma sensação de que a admissão ou promoção não depende exclusivamente de mérito, a credibilidade junto aos funcionários estará perdida. Apesar de ser uma verdade óbvia e reconhecida, a admissão ou promoção por critério injusto é a regra na empresa moderna. Inclusive nas que têm princípios claros a favor da justiça. Isso quer dizer que o ser humano, personificado no chefe, é um bicho injusto? Talvez não necessariamente, mas, se a empresa e sua cultura não forem enfáticas e obsessivas nessa questão, aparece tanto o lado obscuro do ser humano quanto o ser humano obscuro na empresa. Afinal, cultura é uma questão de estatística. Se 20 por cento dos funcionários foram contratados ou promovidos em condições consideradas injustas, qual a chance de moral na empresa? E não são estas mesmas admissões ou promoções injustas que chamam a atenção e são largamente comentadas? Uma promoção justa é dispensada no ato com um comentário do tipo: "Até que enfim reconheceram o Josevaldo, não?", e fim de papo. Agora, a Sandrinha - que foi promovida após ser vista seguindo o carro do gerente depois do expediente -, esta não se recupera nunca mais, e será assunto toda vez que despontar no final do corredor. Política de justiça na área de pessoal é como conceito de qualidade no cliente - demora anos para construir e desaba num só incidente. Para avaliar a justiça de uma política de pessoal é só visitar uma empresa e passar os olhos pelos escritórios. Empresa que tem muita mulher bonita ou muito homem bem apessoado tem uma política de pessoal injusta. É líquido e certo. Por quê? Porque a estatística está contra eles. A estatística de quem lê currículos e entrevista pessoal é quase óbvia - não mais do que uma ou duas pessoas em trinta são bonitas ou bem apessoadas. Bem vestidas, bem cuidadas, até que são mais, talvez metade dos trinta. Se isso é verdade - e é só perguntar para qualquer funcionário de um departamento de recrutamento e seleção -, uma empresa que tem muita gente bonita tá mexendo com os critérios. Isso pode ser explícito, requerendo' 'boa aparência" com nota alta no perfil do candidato, ou pode ser implícito porque a empresa criou um viés a favor da aparência pessoal. De qualquer forma, a idéia de que a aparência pessoal é importante num cargo, qualquer que seja, é balela. Como se sabe, os profissionais da área de vendas, relações públicas e assemelhados sustentam que um cliente não gosta de receber uma pessoa que não esteja bem vestida e não seja agradável de se ver, e insistem que o vendedor, a recepcionista e o assistente técnico são cartão de visita da empresa e precisam ter boa aparência. Alguns baseiam-se na IBM, Procter & Gamble e tantas outras que já há décadas determinam ou preferem que todos os homens usem camisa branca e terno azul, as mulheres vestido, e assim por diante. Balela. Isso vem da sensação de insegurança de um ou de outro fundador ou executivo, e acaba se enraizando na empresa sem que ninguém conteste. Talvez até fosse verdade que, no caso de dois vendedores com idêntico grau de competência, o mais bem apessoado levasse vantagem. Porém, a vantagem que vem de ter aparência melhor só existe porque é uma característica relativamente rara. Ou seja, se todas as empresas só tivessem vendedores com cara de Nuno Leal Maia, essa discussão desapareceria. O que prova que, ao determinar que boa aparência deva ser uma das características do candidato a determinado cargo, a empresa está inconscientemente decidindo fazer sua escolha com base num universo de candidatos muito menor. Por isso, sem perceber, está diminuindo sua chance de contratar o mais competente para o cargo. Como poucas empresas param para pensar nisso, fica parecendo que é possível ter a mesma qualidade de candidato fazendo algumas exigências como esta. Balela. Algumas características, por serem essenciais, podem e devem reduzir o universo da escolha - falar línguas num cargo de exportação, por exemplo. Agora, se as características redutoras do universo de candidatos forem ampliadas com itens desnecessários e arcaicos como boa aparência, a chance matemática de achar o candidato certo para o cargo cai dramaticamente. Façam as contas. Esta questão serve para repensar políticas de pessoal, que quase sempre contêm preconceitos que vêm com o tempo. Recepcionista é cartão de visita da empresa - ora, que tontice. Que cliente, fornecedor ou banqueiro já decidiu cancelar seu relacionamento com a empresa que está visitando pela primeira vez, ao ver uma recepcionista feiosa na chegada? Que comprador já deixou de comprar de algum fornecedor porque o vendedor que veio visitá-lo tinha a cara marcada de espinhas? Preocupar-se para que as pessoas da empresa estejam com roupas limpas e mãos lavadas pode até ser defensável, da mesma maneira que ninguém gosta de escorregar nas cascas de banana no corredor do escritório. Agora, "ter boa aparência" só me parece defensável quando é item de perfil de cargo de Miss Universo. O resto é balela


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na época do lançamento, todo mundo só falava na virada de mesa do Ricardo Semler, entre eles, Almir Pazzianoto, Eduardo Suiplicy, José Mindlin, Mário Amato, Veja, Folha de S.Paulo. Então, comprei.


 

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