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Assalto ao Banco Central

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Assalto ao Banco Central

Livro Péssimo - 2 opiniões

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Autor: J Monteiro e Renê Belmonte

Editora: Agir

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 203

Ano de edição: 2011

Peso: 265 g

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Bom
Sebastião Telles
12/01/2012 às 21:26
Brasília - DF

Como os próprios autores afirmam, tratar-se de obra inspirada numa história real.

Quem acompanhou os fatos na época – agosto de 2005, que ainda gera notícia na Imprensa, “ suspeito de assalto ao BC de Fortaleza é preso em SP” – Vide Jornal do Brasil – 25/08/2011, surpreende-se pela narrativa envolvente, que obriga a uma leitura direta, sem interrupções, para ver até onde chega a história. Parabéns aos autores. Para quem gosta do gênero, recomendo.

Os autores poderiam ter acrescentado um resumo dos acontecimentos, a partir da descoberta do roubo. Do grupo original, quantos foram presos, assassinados, etc.E o dinheiro ? Que fim levou ? Quem ganhou ?: Quem perdeu ?

Faltou apenas algum cuidado na revisão, em relação à troca de nome de personagens, e seqüência da narrativa, que poderá confundir ao leitor desatento.

Ainda não vi o filme.

Florianópolis, 25/08/2011.

sebastiaotelles@bol.com.br


Péssimo
Marcio Mafra
12/01/2012 às 21:24
Brasília - DF

No dia 6 de agosto de 2005, bandidos realizaram o maior roubo a um banco sem disparar um só tiro. O fato aconteceu na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará, na filial do Banco Central do Brasil. Através de um túnel com 80 metros de comprimento, ladrões chegaram à “casa forte” do Banco Central e levaram perto de 165 milhões de reais. O fato real, além deste livro, virou filme, com roteiro dos próprios autores. O filme teve no elenco nomes de famosos artistas, entre eles, Lima Duarte e Giulia Gam. Os personagens do livro foram criados pelos autores, até porque o crime não foi solucionado até esta data. O filme e o livro não foram sucesso de crítica, de publico, de leitores nem de bilheteria. Assalto ao Banco Central, embora reflita a história de um roubo espetacular não tem nenhuma graça, nenhuma beleza, nenhuma surpresa nem nenhuma emoção. A história parece boa, mas não parece que os autores tenham tido talento suficiente para contá-la. Leitura fácil, corrida e com final previsível. Talvez se um dia o crime for solucionado, possa aparecer um livro melhor.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia do assalto a filial do Banco Central do Brasil, na cidade de Fortaleza, quando bandidos, sem disparar nenhum tiro, levaram 165 milhões de reais. Esta foi a maior quantia - em dinheiro vivo - roubada no Brasil. O crime nunca foi solucionado.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os homens deixaram a casa um a um. Barão e Carla foram os últimos, precedidos por Mineiro. Todos disfarçavam bem a ansiedade em deixar o casarão.
Barão e Carla encontraram Martinho, que assumiu o volante de uma das vans, enquanto o casal pegava dois sacos de dinheiro e entrava em outro carro, rumo à casa de Barão.
Chegaram em casa. Carla não continha a excitação. Assim que deixaram os sacos no chão, arrastou Barão para a cama e tirou-lhe a roupa. Subiu em cima dele e começaram a transar o Barão pegava nos peitos da mulher, que se movimentava vigorosamente enquanto gemia de olhos fechados. Logo ele a virou e passou a comandar os movimentos por cima, segurando as mãos de Carla, que, como de costume, tentava se soltar, sem sucesso. Não tardaram a gozar, juntos.
Barão deitou-se ao lado de Carla, ofegante. A mulher esstava elétrica. Temos que fazer as malas e sair logo daqui. Podemos ir pra onde quisermos! Milão, Paris, Londres, o mundo ficou pequeno para nós!
- A gente tá rico, Barão - disse, olhando para o homem, que se limitava a escutar. - Você entende isso? Que tudo vai mudar pra gente? Nem acredito que deu tudo certo! Agora a gente tem que comemorar.
- A gente até pode comemorar, Carla, mas não vai poder mexer nesse dinheiro por um tempo.
- Isso foi pra eles, não pra gente - replicou Carla. - A gente é diferente.
- O que vale pra um vale pra todos. É perigoso.
- Perigoso por quê, Barão? A gente pode se mandar, ninguém vai saber da gente. O dinheiro tá guardado no esquema, tá seguro.
- Se mandar pra onde?
- Sei lá Paris, Nova York, Papua-Nova Guiné, pra onde você quiser .
- A gente tem que ter calma, mulher.
- Eu não vou ter calma, não. Essa grana é minha também.
Eu tenho direito à minha parte!
- Essa grana é nossa, e a gente só mexe nela quando eu decidir. Tá entendendo? - Barão se levantou da cama, indo para o banheiro.
- Você é quem manda, Barão - disse Cada, frustrada. Como sempre. - Eu não acredito nisso! Que ódio!

Mineiro se jogou na cama do motel. Garrafas de champanhe povoavam um dos criados-mudos, sob um abajur. Duas prostitutas se atiraram sobre ele, animadas com o elevado cachê oferecido pelo homem.
- E aí, gato? Tem certeza de que dá conta das duas? Provocou uma delas.
- Se quiser, pode chamar mais uma pra ajudar - respondeu Mineiro.
As mulheres começaram a rir da piada. Mineiro reforçou: - É sério. Pode ligar. Se é pra dar uma festinha, vamos fazer direito - disse, enquanto colocava a boca nos peitos de uma das moças e a mão nas pernas da outra.
Léo também teve uma noite de rei. Ao chegar em casa, abriu o saco do dinheiro e mostrou para Lucy, que começou a gritar, eufórica.
Na manhã seguinte, a mulher não perdeu tempo e saiu para começar a gastar o dinheiro. Tinha passado os últimos meses cobiçando as roupas caras de uma das lojas do shoppping, e aquela seria a hora de saciar seus sonhos de consumo. Deixou Léo dormindo e partiu para as compras.
Léo acordou e continuou deitado em sua cama, descansando.
Cochilava, satisfeito, quando a campainha de sua casa tocou. Ele pensou que pudesse ser a esposa, estranhando o fato de ela ter voltado tão rapidamente. Foi à porta e teve uma surpresa. Eram Robson e Vagner, ex-colegas do tempo de Polícia Civil. Léo fez cara de poucos amigos e manteve a porta entreaberta.
Os dois faziam parte da banda podre da polícia, a mesma a que Léo pertencera antes de ser expulso. A polícia era, para ambos, não uma profissão, mas um meio para facilitar seus negócios escusos.
- Coisa feia, Léo. Depois que saiu da polícia não fala mais com os amigos - disse Robson.
- Amigo não entrega amigo.
- Queria que a gente fizesse o quê? Virasse pro corregedor e falasse "Ó, prende a gente porque ele roubou, mas nós roubamos juntos"? - Vagner se defendeu, encarando Léo, em posição desafiadora.
- De qualquer forma, são águas passadas - concluiu Robson, empurrando bruscamente a porta. Os dois entraram. - A gente tá aqui pra falar do futuro, do seu futuro.
- Não tenho nada pra falar com vocês - disse Léo.
- Eu te ajudo. A gente tá sabendo que você meteu a mão numa grana preta.
- Não sei do que vocês estão falando ..
- Pra cima de mim? - ironizou Robson. - Minha mulher viu aquela baranga que você come gastando os tubos hoje lá no shopping ...
- Até casaco de pele ela comprou - acusou Vagner. Deve estar programando uma viagenzinha pra Europa, não é, Léozinho?
- E daí? - Léo se revoltou. - O esquema é meu. A grana é minha.
- O esquema é nosso, Léo. Nosso! - Robson aproximou-se de Léo. - A gente quer entrar. O que é? Contrabando? Proteção?
- Não tem esquema nenhum. Foi uma coisa única. Acabou - falou, rispidamente.
Robson imprimiu à voz um falso tom de frustração.
- E nem esperou a gente? Sacanagem. Conta aí, o que que tu fez? Pra ser tanta grana assim, só se você tiver roubado um banco.
Léo ficou calado, mas a sombra que passou pelo seu rosto o denunciou.
- Caceta! - vibrou Robson. - Tu participou desse assalto ao Banco Central!
Léo arregalou os olhos, assustado. Engoliu em seco e disse, em um fiapo de voz, desviando os olhos de Robson: - Não sei do que você tá falando ...
Vagner interveio prontamente:
- Talvez a gente tenha que te levar pra delegacia pra averiguação. O que é que tu acha? Os federais estão em cima!
Robson sacou a arma que estava em sua cintura e a aponntou para Léo enquanto dizia:
- Ou talvez não. Talvez a gente resolva tudo por aqui mesmo, não é, Léo?


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No início de setembro de 2011, Sebastião Telles, colunista do Jornal de Tijucas, SC, leitor do site Livronautas e meu pessoal amigo enviou mensagem recomendando a leitura do “Assalto ao Banco Central” e tecendo comentários o livro. Providenciei a compra do livro. Como em todo o acervo da Livronautas fizemos inserir o nosso comentário e conceito. Inserimos, também o comentário e recomendação do ilustre colunista do Jornal de Tijucas. Como se sabe, o sistema Livronautas "soma" os conceitos emitidos e então obtém a "média" dos mesmos. Sempre é conveniente lembrar que Livronautas não faz crítica literária, apenas, expressa a opinião de leitores.


 

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