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Voo Para A Escuridão

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Voo Para A Escuridão

Livro Péssimo - 1 opinião

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Autor: Marcelo Simões

Editora: Geração

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 238

Ano de edição: 2010

Peso: 365 g

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Péssimo
Marcio Mafra
12/01/2012 às 20:58
Brasília - DF

Voo para a Escuridão, do jornalista Marcelo Simões narra o drama de um colombiano, comissário de bordo, que foi preso no saguão do Hotel Marryot de S.Paulo, junto com seu colega de vôo Gilberto Ramirez. Eles faziam um favor para Marta Ortegon, também comissária da Avianca, que não estando no mesmo vôo, lhes pedira um favor, transmitido num bilhete. O favor consistia em receber uns poucos dólares de uma pessoa de São Paulo que devia dinheiro à Marta, e trazer este dinheiro no vôo de volta para Bogotá. O cara que foi entregar o dinheiro no hotel era um traficante que estava sendo monitorado pela polícia brasileira. Ao pegar o pacote – que continha quase 50 mil dólares – todos receberam voz de prisão. A prisão se estendeu por 400 dias. Este foi o mesmo tempo que levou a Justiça brasileira para tramitar o processo. O livro foi muito bem escrito pelo jornalista Marcelo Simões. É fácil de ser lido. Leitura rápida e dinâmica, mais parece uma reportagem. Como todo livro “de prisão” conta uma história chatinha, que narra uma injustiça e que acaba com a soltura do preso magro, decepcionado, revoltado, com lembranças indeléveis da vida que teve na cadeia. Agressões, mortes, gritos, corrupção, humilhações, dinheiro, tóxicos, doenças, cigarro, péssima comida, horários rígidos, indiferença, solitárias, baratas, ratos, armas, celulares. Toda prisão é igual. Nunca nenhum desses livros virou sucesso de vendas. Claro, porque as histórias podem ser tristes, mas são – sobretudo – chatas, ruins, e sempre previsíveis. Aliás, previsibilidade é o que acontece em cada página do Voo Para a Escuridão. Livro ruim, leitura chata, embora escrita com competência e inteligência. Faltou talento.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história – quase biografia - do colombiano Jack Harb, comissário de bordo da Avianca, preso com o também comissário Gilberto Ramirez, no saguão do Hotel Marryot, em São Paulo, quando um traficante de drogas de nome Nestor lhes entregou um pacote com 48 mil dólares.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O funcionário responsável pela correspondência chamou Jak pelo alto-falante, para que fosse ao "Sedex". Depois da biblioteca, era o lugar onde ele mais gostava de ir no presídio, não só porque buscava as suas cartas e encomendas, mas porque a sala era arejada, e, através de suas janelas gradeadas, dava para ver a paisagem coberta de montanhas. Sempre acelerava o passo para chegar mais rápido e procurava estender a sua permanência ao máximo possível. Dessa vez foi caminhando devagar, como se carregasse nos ombros um peso acima dos seus limites. A depressão limitava os seus movimentos. Além de várias cartas de amigos e de Renato, teve uma boa surpresa: encontrou Gilberto. O amigo e companheiro de infortúnio estava, como ele, também muito abatido. E com 20 quilos a mais. Abandonara os exercícios físicos, que sempre fizeram parte do seu cotidiano, comia muito e deixara o cabelo e a barba crescer. Recebia poucas visitas, por causa da situação financeira da família, que não tinha como arcar com os custos de viagens entre Bogotá e São Paulo. A depressão o perseguiu desde o primeiro dia de prisão. Ele retirou algumas fotos de um envelope e mostrou a mulher e os filhos adolescentes. Conversaram pouco e Jak falou sobre o indeferimento do seu pedido de habeas corpus. Gilberto concluiu que a mesma coisa aconteceria com ele. Estava resignado. Jak não teve forças para alimentar as esperanças do amigo. Os dois se despediram com um abraço forte e cada um foi para o seu raio.
Pegou as suas cartas e foi lê-las na cela, no alto do beliche, fechado no "quieto", sem ninguém para perturbá-lo, caso não contivesse as lágrimas. Fazia tempo que não recebia correspondência de Renato, chegando a imaginar que o companheiro o tivesse abandonado. Entre as cartas e mensagens de alguns amigos, lá estava o envelope com a letra inconfundível do remetente. Relatava o fim de um trabalho, sua viagem à Ibiza e o porquê da demora em escrever.

"Perdoe-me se não enviei esta carta antes, é que ainda não a tinha concluído como queria, depois o corre-corre com o trabalho e minha viagem à Ibiza, fiquei sem tempo para lhe escrever como você merece."

Renato não sabia do fracasso jurídico e contou que havia falado com Veronica por telefone - mas foi quatro dias antes da decisão da juíza -, e "que ela havia explicado todo o caso com muitos detalhes. A verdade é que tudo o que ela me contou me pareceu muito animador.
Uled, você está muito bem assessorado, e isso me deixa muito mais tranquilo. É uma questão um pouco mais, um pouco menos de tempo. Tenho uma vontade enorme de lhe dar um abraço apertado. E isso será breve! Não sei se você sabe, mas os pais de Priscila se ofereceram para recebê-lo em sua casa, caso você receba a liberdade condicional, mas creio que as coisas mudaram um pouco e para muito melhor, segundo Verônica me explicou."

Renato comentou também sobre o seu estado de espírito anterior, que ele deveria se manter sempre otimista como esteve até agora, embora sem imaginar o mergulho que o companheiro dera nas profundezas da alma, afogando-se num mar de melancolia: "Verônica me advertiu que você precisa ficar confiante sempre, manter o astral e acreditar que tudo vai dar certo". E encerrou com uma declaração de amor: "Me emociono muito pensando em você. A verdade é que estou muito emotivo ultimamente. Agora mesmo, lhe escrevo escutando uma canção tranquila e estou à flor da pele, imaginando como seria bom se tivesse você aqui ao meu lado. Seria delicioso. Muitos beijos, com muito amor no coração ... Uled".


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Num canto qualquer da Folha de São Paulo, no final de 2011 li que Sergio Amado, Presidente da Ogilvy Brasil estava lendo o livro Voo Para Escuridão, uma história verdadeira de um comissário de bordo preso com o companheiro por tráfico de drogas. Se um cara, do tamanho de Sergio Amado, que lida com informação está lendo este livro, eu também vou fazê-lo. Comprei no inicio de 2012.


 

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