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A Morte É De Matar

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A Morte É De Matar

Livro Bom - 2 comentários

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Autor: Newton Cesar

Editora: ARX

Assunto: Policial

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 172

Ano de edição: 2003

Peso: 225 g

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Ótimo
Sebastião Telles
25/11/2011 às 23:03
Brasília - DF

Li na época do lançamento – 2003.

É uma história policial que gira em torno de um assassinato ?? e o desempenho do Delegado de Polícia responsável em esclarecer o crime.

É o tipo de leitura que recomendo para quem vai viajar de avião e é obrigado a se sujeitar aos contratempos comuns em nossa época.

Quando você se da conta, já devorou as 170 páginas e se surpreendeu com o desenlace final.

Parabéns ao autor.

Florianópolis 26/08/2011.

sebastiaotelles@bol.com.br


Ruim
Marcio Mafra
23/11/2011 às 23:01
Brasília - DF

Newton Cesar é autor de mais de uma dúzia de livros. Não é estreante. Quem já escreveu tantos livros, sabe das coisas. Surpreendentemente neste a “Morte é de Matar” ele usou o talento da criação do publicitário, para montar uma ficção rasteira, protagonizada pelo personagem Inocêncio Mattar, uma incrível mistura de Ed Mort, personagem trapalhão do Luis Fernando Veríssimo com Jacques Clouseau, policial francês, também trapalhão engraçado, dos filmes da série "A pantera cor-de-rosa", interpretado por Peter Seller. Notável, ainda é a imaginação do autor para denominar outros personagens, além do manco e mentiroso Inocêncio Mattar: Cunegundes, Brochados, Ermenegilda Dasdores, Copeira Gertrudes, Vargínia, Beiçola, Flamena Zicomengo. Ficção fraquinha, com a falsa moral de que mentira tem perna curta, numa pobre alusão ao defeito físico do personagem principal. Ao longo do livro sobram clichês irônicos e obtusos. A leitura é rápida e por vezes engraçada. Rápida pela falta de conteúdo. Engraçada pelo ridículo e inverossimilhança.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Inocêncio Mattar, manco e mentiroso, que mata a mulher do seu amigo Cunegundes, delegado de polícia, causando muita confusão, que resulta em sérios problemas e na seqüência de diversos assassinatos cruéis, irônicos e de certa forma engraçados.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Merda! Merda! Merda!

Fiquei confuso. a coração saltando pela boca, roubando o ritmo da vida. Cada vez mais, eu apertando o pacote nas mãos, dedos vermelhos de segurar.
O que o Cunegundes e o Beiçola estavam fazendo no consultório do doutor Brochados? Mesmo com a arma dele apontada bem no meio da minha testa, brinquei nervoso:
- Não diga que você também ... - Fiz um gesto com o dedo indicador imitando o pau murcho. - Mas o Beiçola ...
- Deixa de besteira, Mattar. Dá o pacote se não te mato!
- 'Peraí' - juntei as letras, falando rápido. Somos amigos, Cunegundes. 'Cê' não pode fazer isso comigo, não. Eu ... eu ...
- O pacote, Mattar. Não vou repetir.
- Olha, dou o que você quiser. Qualquer coisa.
Pede, pede. Bom, vê lá, hein! Tá, qualquer coisa. Mas o pacote, não. O pacote ...
- O pacote é a única coisa que prova que não estava mentindo, não é?
-?
- Sei de tudo, Mattar. Me dá o pacote. O que eu quero deve estar nele!
- Como, como sabia que eu hoje ...
Olhei para o doutor Brochados. Entendi. Juntei uma outra peça do quebra-cabeças. O desgraçado, traidor, sorriu.
- Você ligou pra ele!? Seu brocha, você ligou pra ele! Não acredito! Isso não tá acontecendo. Isso não tá acontecendo. Não tá, não. Isso ...
- Cala essa merda de boca, Mattar! - gritou o Cunegundes.
Eu insisti, sarcástico:
- Rá, rá, rá. Um brocha e dois veados! - E comeecei a rir, descontrolado. Saiu até lágrima dos olhos, acredita? É o nervoso.
Claro, mijei nas calças.
- Ih, olha lá, o manquinho se mijou de medo! disse o Beiçola.
Parei no mesmo instante. Fechei a cara. Fiquei macho, como se diz.
- Não me chama de manquinho! - gritei. E voltei a gritar: - Não me chama de manquinho!
- Eu avisei, Mattar, avisei. Se não quer dar o pacote por bem, vou ter que te matar.
Silêncio. O Betão, quieto, só olhava. Tentei ganhar um pouco mais de tempo, só mais um pouquinho, até a outra pessoa chegar.
- Tá bom, tá bom. Vou entregar. Mas abaixa essa coisa.
- Ah, é? E por que eu faria isso?
- Quer o pacote? Abaixa a arma!
- Quer viver? Dá o pacote.
- Tá bom. O pacote, né? Tá bom. Mas vou dizer uma coisa, Cunegundes: mesmo que ninguém acredite, eu sei de tudo.
- É, e o que você sabe?
Não respondi de imediato. Respirei fundo duas ou três vezes. Olhei profundamente nos olhos dele, não sem passar pelo metal frio da arma apontada para mim. Era certo que eu morreria. Se o Cunegundes apertasse a porra do gatilho, buummm! Já era. A sala ia ficar cheia de pedacinhos de cérebro espalhados. Que merda! Não sei por que pensei nisso. Se eu ganhasse mais tempo, só mais um pouco, a vida podia voltar a sorrir. Então, bem devagar, comecei:
- Fez isso por dinheiro, não foi? É, só pode ser.
Depois que eu a matei, deu sumiço na Dasdores e ficou o tempo todo escondendo isso porque, assim, dizendo que ela não existia, você ficaria com o dinheiro e não o teria que dividir, não teria ninguém no seu pé. Por isso, até me mandou pra cá. A história da internação ... É, as coisas ficaram bem claras. Que outro motivo, hein? Fiz as ligações todas na minha cabeça. Quando vi esse aí te chupando - apontei para o Beiçola -, no início não entendi nada, confesso. Mas, na hora em que fui correr, o destino parece que colocou os pés, e eu tropecei. Caí de cara com os brincos. Lembra-se do brinco? É, estavam os dois no chão, saindo do bolso da sua roupa. Só que eu te entreguei apenas um. Naquela hora percebi que você sabia bem mais do que me dizia. Tinha encontrado coisas da Dasdores e mandado o Beiçola me assustar, ou me matar. Te dei trabalho, é, sei disso. Não imaginou que eu fosse incomodar com essa história da morte, não é? Bom, também, quem é que imaginaria que o assassino ficaria dizendo o tempo todo para o delegado "Eu matei, eu matei. Tô dizendo a verdade". Mas, quando esse pacote chegou às minhas mãos, as pontas se juntaram. Fiquei assustado, confesso. E surpreso, muito surpreso. Quem diria, você, marido da Dasdores! Só que Emergenilda Dasdores realmente não existia. O nome, soube assim que abri o pacote, o nome era Evanásia Graciosa Rodella. A mulher do Cunegundes. A esposa que vivia separada, traída e rica! Que Deus a tenha! Com esse nome, diga-se de passagem, devia dar pra todo mundo. E que rabo gracioso tinha ela! Quis dar pra mim, te falei? Quis que eu te matasse, lembra? Ela estava brava com você, mesmo, não tenha dúvida. Mas eu fiz o serviço, não foi? Matei ela em seu lugar. Só não entendi uma coisa, Cunegundes: de verdade, me explica, por quê? Não seria mais fácil você ter feito o serviço e pronto?
- Parabéns, Mattar. Afinal, você não é tão inocente quanto eu imaginei, seu Inocêncio. Acertou quase tudo, realmente. Mas, se quer mesmo saber certos detalhes antes de morrer, tudo bem, eu conto.
Ele parou. Pareceu que estava tentando buscar todos os acontecimentos. Rebobinou as coisas e contou: - Eu ia mesmo matar a Dasdores, digo, Evanásia. Não sabia exatamente como, ainda. Mas ia. Não agüentava mais ela me aporrinhando por causa da outra. E, também, se eu a matasse, ficaria com o dinheiro e atenderia o pedido da minha amante para acabar com a vagabunda da Evanásia. O homem sempre faz tudo por amor ou por dinheiro. Fiz pelos dois. Agora, não sei por que cargas d' água a Evanásia foi te encontrar, e você, malandro, foi se envolver. Mas entendi quando me contou sobre ela. Destino é uma coisa engraçada, não é? Concluí: simples, a Dasdores, digo, a Evanásia te procurou talvez para te pagar para ficar vigiando minha vida. Zelador do prédio onde eu morava, podia ficar olhando. Assim, quando eu estivesse com a minha amante, você avisaria. Acho que ela inventou o nome para você porque, sendo mulher da sociedade, rica, casada com um policial conceituado, não ia ficar dando bandeira. Imaginou a reportagem? "Mulher da sociedade se envolve com o zelador para dar cabo do marido policial." Não ia ficar bem. Inventou o nome por isso, tenha certeza. Pelo visto, não teve tempo de contar exatamente quem eu era. Se tivesse te contado, não teria me procurado, não é? Como estava com raiva, antes de acertar as contas comigo, queria acertar com a minha amante. Essas mulheres! Acontece que você a matou antes que ela pudesse contar tudo, não foi? Bom, achei idiota a história de você ter matado só porque ela te chamou de manco, mas, vá lá, foi bom. Fez o serviço em meu lugar. E veio a calhar. Aproveitei que você fez o serviço e dei sumiço no corpo e nas provas. Sumi com tudo o que fosse dela. Com o pai, inclusive. O velhinho de oitenta anos, dono daquele apartamento. Para você e para mais ninguém ela iria existir. Isso era melhor do que levantar suspeitas sobre a morta. Pensei em te prender, mas isso também levantaria suspeitas. Sou um homem público, a história poderia vazar. Poderia sair na imprensa que a mulher do delegado foi morta pelo zelador. Isso não ia ser bom, absolutamente. Chamaria a atenção. Tenho muitos inimigos. Sou importante. Sou amado e odiado. Sou, como revelei, corrupto. Mesmo com você preso, podiam levantar a lebre. Meus superiores poderiam investigar. Eu seria o primeiro interessado na morte dela, por causa do dinheiro. Bom, você precisa concordar: melhor mesmo era dar sumiço na morta, nas provas, em tudo. Só não em você. Como ainda não podia te matar, veio a história da internação. E, também para não levantar suspeitas, teria que ser feita dentro dos conformes. Por isso, e por uma boa quantia em dinheiro, contratei o doutor. O Betão, como você o chama. E sabe por que simplesmente não sumi com você, Mattar? É isso que te intriga? Porque ainda tem uma coisa que eu preciso e só pode estar com você.
- Comigo? O pacote?
- Não, Mattar, não é só o pacote. O que eu quero não encontrei. Você até pode ter embrulhado nessa merda de pacote, pois procurei muito. Vou te dizer, procurei sim. No apartamento da minha ex, no seu apartamento. Nada. Mas você deve saber, Mattar, ah, deve.
- O que quer, Cunegundes?
- A chave, Mattar. A chave do cofre!
- Chave do cofre?
- Ora! Não me venha com essa conversa de que matou a Dasdores, digo, a Evanásia porque ela te chamou de manco! Não vou engolir essa; vê se se manca, Mattar. Matou, assim como eu pensei em matar, por dinheiro. Da mesma forma como concordei em dar sumiço em tudo pelo dinheiro e, evidente, pela minha segurança. Você, manquinho filho da puta, matou a vaca da Evanásia por dinheiro. Conheceu a Graciosa Rodella e pimba! Matou. Quando ela te falou sobre a grana, certamente você deve ter arrancado a chave do cofre dela, não foi? Eu, que era marido, várias vezes tentei descobrir onde ela guardava a chave, e nada. Aquela ...
- Não sei do que você tá falando! Que chave?!
Já te disse, repito, matei e contei pra você que fiz porque acreditei que fôssemos amigos, e eu, sinceramente, precisava de alguém confiável e experiente para dar o sumiço na morta. Quem melhor do que você, me diz? Nada mais. Não sei de chave nenhuma. Matei e matei porque a Dasdores, digo, Evanásia, me chamou de manco!
- Chega desse papo, Mattar. A chave!


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No inicio de setembro de 2011, Sebastião Telles, colunista do Jornal de Tijucas, SC,  leitor e meu pessoal amigo enviou mensagem recomendando a leitura do “A Morte é de Matar” e tecendo comentários elogiosos sobre o autor e o livro. Providenciei ei a compra do livro. Como em todo o acervo da Livronautas fizemos inserir o nosso comentário e conceito. Inserimos, também o comentário e recomendação do ilustre colunista do Jornal de Tijucas. Como se sabe, o sistema Livronautas "soma" os conceitos emitidos e então obtem a "média" dos conceitos


 

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