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O Segundo Tempo

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O Segundo Tempo

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Autor: Michel Laub

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 112

Ano de edição: 2006

Peso: 185 g

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Ótimo
Marcio Mafra
21/11/2011 às 19:31
Brasília - DF

Michel Laub é um craque. Tem talento para dar, vender e escrever. No “Segundo Tempo” ele arquitetou como pano de fundo, ou ancoragem, uma partida de futebol, entre o Grêmio e o Internacional de Proto Alegre. Era o jogo semifinal do campeonato brasileiro de 1989. A história acontece entre o trajeto de ida até o estádio, a duração da partida propriamente dita, e o retorno dele e seu irmão Bruno, para a casa. Infeliz por partilhar as frustações e chantagens emocionais – tanto do pai como da mãe - o personagem principal, resolve abandonar tudo e partir para uma nova vida, não sem antes proporcionar a Bruno, seu irmão mais novo e fanático por futebol, assistir o jogo do século. Leitura boa, leve, simples e por vezes triste.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A emocionante história de Bruno e seu irmão, que assiste sua família desmoronar com a falência do pai, a separação do casal e a responsabilidade de continuar vivendo, tudo isso com tendo como pano de fundo uma partida de futebol entre o Grêmio e Internacional, em Porto Alegre.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Este é um país maluco, o pai costumava reclamar. É só ver o que eles gastam com passagem e carro oficial. Se o governo não desperdiçasse tanto, ninguém ouviria falar de crise. Mas o que o governo faz? Em vez de cuidar das próprias contas, resolve se meter na nossa vida.

O pai era capaz de passar o dia falando dos motivos por que o mini mercado teve de fechar. Para ele não era um assunto encerrado, Dornelles e Funaro e Bresser e Maílson, aqueles ministros todos e suas mulheres cheias de maquiagem, aquelas reuniões de múmias com fotógrafos ao redor do sofá. Mesmo na época do Gre-Nal do Século ele ainda ficava nervoso ao ler uma notícia sobre a Polícia Federal, sobre alguém que foi apanhado estocando latas de óleo ou leite longa vida, um sujeito que acabou preso por vender um pé de alface sem consultar a tabela.

O pai ainda tinha esta mania dos comerciantes, ele gostava de misturar a pessoa física com o negócio. Ele não dizia a loja vendeu, e sim eu vendi, o que sempre foi um pouco de exagero: o mini mercado nunca desmentiu o próprio nome, era um galpão com meia dúzia de corredores e três caixas.
Eu tenho um açougue e uma gôndola de laticínios, eu tenho frutas e pilhas em pacote, e mesmo em 1989 o discurso dele se confundia com essa lembrança, o dia em que pela primeira vez ele deu a notícia de que nossa vida não iria ser como antes. Ao ouvir que ele estava indo embora de casa, foi disso que imediatamente lembrei, o pai anunciando a falência do mini mercado um ou dois anos antes. Era a mesma expressão no rosto dele, até hoje eu tento descobrir se havia um tremor, uma ruga que demonstrasse apreensão, a dúvida sobre o que fazer em relação a nós, uma família não é nada mais do que isso, um cuidar do outro, não deixar o outro sofrer, não abandonar o outro, não trair, não pisar em cima. Eu tento até hoje descobrir se havia um lamento naquele rosto, ao menos um pedido de desculpas, um aceno sobre o fato de que mesmo a falência do mini mercado já não dizia respeito apenas à mãe, a Bruno e a mim - e desde o dia em que fomos ao centro, e por algum motivo ele deixou que eu visse Juliana, qualquer criança era capaz de desconfiar disso.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Li tanta coisa sobre o Michel Laub, que acabei comprando o seu livro duas vezes, uma em agosto de 2007. Aí entrou uma falta de tempo e o livro ficou abandonado. Mais tarde, em fevereiro de 2008, abri a janela do tempo e achei uma relação de livros para serem comprados. Quando o li, em março de 2008 foi que percebi a compra dupla. Numa só tacada comprei: Segundo Tempo, Longe da Água e Musica Anterior.


 

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