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O Aleph

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O Aleph

Livro Ruim - 2 comentários

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Autor: Paulo Coelho

Editora: Sextante

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 255

Ano de edição: 2010

Peso: 230 g

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Ruim
Marcio Mafra
23/06/2011 às 18:21
Brasília - DF

O consagrado Mestre Paulo Coelho, precisou fazer uma interminável viagem de mais de 9 mil quilômetros, à bordo de um desarranjado trem, que atravessa o território Russo, só para resolver um conflito pessoal e imaterial, chamado Aleph. Aleph mais parece a história de um nó, um verdadeiro nó górdio, daqueles que ninguém consegue desatar. No caso, Aleph é um tipo de ponto ou de nó, para onde tudo deve confluir. Mas, nenhum leitor soube se confluiu. Nem se o nó foi desatado ou se o ponto foi atingido. A narrativa é uma confusão, ampliada pela presença da personagem Hilal, que não ajuda em nada. Durante a longa viagem Hilal colabora com mais confusão e com muitos outros nós, sem que sua tesão espiritual ou sexual tenha sido atendida. Não dá para entender o que pretendia o Mestre Paulo Coelho, com esse livro. Ele é Mestre mesmo. Só um Mestre consegue vender tantos livros quanto (quase) a população do Brasil. Lamentável, contudo, é que todos os mestres acabam perdendo a noção das coisas mais comezinhas. O mais ruim nem é um livro horroroso como o Aleph. O mais ruim é que nenhum Mestre consegue ser gênio todo dia. Depois de O Alquimista, a produção dos livros do Paulo Coelho minguou. Se continuam vendendo é porque o leitor sempre tem a esperança de ler um novo Alquimista, mas milagres não acontecem todos os dias.


Ruim
Elias Marinho
09/06/2011 às 17:07
Santa Maria - DF

A maior parte do tempo, Paulo Coelho se ocupa em tentar descrever e entender uma jovem misteriosa e problemática chamada Hilal, que surge em seu caminho, ao embarcar com ele na viagem pela Transiberiana, com o propósito de ajudá-lo a se tornar novamente rei de seu mundo.

No restante do tempo, o autor se ocupa em descrever como a viagem é cansativa e monótona, fato que deve ter desmotivado muitos leitores que como eu viram uma reportagem algum tempo atrás da apresentadora Glória Maria, do Fantástico, que entrevistou Paulo Coelho durante viagem na Transiberiana. Muito possivelmente, os leitores assim estavam esperando um relato mais “romanciado”, a julgar que se passou num lugar tão diferente.

Resumindo: é uma leitura muito maçante, com poucos acontecimentos interessantes, pois a mensagem que é transmitida pelo autor é uma mensagem muito linda, maravilhosa, porém, de pouco entendimento e acesso a aqueles que não têm quaisquer ligações com conceitos espirituais (e olha que me considero uma pessoa espiritualista).

Confesso que terminei a leitura e não ficou totalmente claro para mim o conceito de Aleph. Não sei se foi a minha percepção espiritual que está “desatualizada” ou simplesmente porque esperava a definição do Aleph como algo mais lógico.

A cada livro que leio do Paulo Coelho me convenço de que as suas obras dignas de elogios são O Alquimista e O Diário de Um Mago, com destaque para O Alquimista, que é uma obra brilhante.

A todos aqueles que não possuem qualquer ligação com espiritualidade, não crêem em reencarnação e desejam saber mais da Transiberiana, desaconselho a leitura deste livro, pois certamente ficarão decepcionados.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia do próprio Paulo Coelho, que viaja pela Transiberiana, uma grande ferrovia que une a Rússia Europeia com as províncias do Extremo-Oriente Russo, Mongólia, China e o Mar do Japão. Ele embarca com o propósito de se conectar com o mundo espiritual, tornando-se novamente “O Rei de seu mundo”, para isso, por força do destino, conhece uma jovem chamada Hilal, que marcou uma de suas vidas passadas. Para que seja atingindo o seu objetivo ele terá que obter o perdão de Hilal, experimentado o Aleph.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Estamos no cubículo que da para as portas do trem. Um homem mais ou menos da minha idade conversa com uma senhora justamente no lugar onde esta o Aleph. Por causa da energia daquele ponto, é possível que fiquem ali por algum tempo.
Aguardamos um pouco. Chega uma terceira pessoa, acende um cigarro e se junta aos dois.
Hilal faz menção de voltar à sala:
- Este espaço é apenas para a gente. Eles não deviam estar aqui, mas no vagão anterior.
Peço que não faça nada. Podemos esperar.
- Porque a agressão, quando ela queria fazer as pazes? – pergunto.
- Não sei. Estou perdida. A cada parada, a cada dia, estou mais perdida. Achei que tinha uma necessidade imperiosa de acender o fogo da montanha, estar ao seu lado, ajudá-lo a cumprir uma missão que desconheço. Imaginava que ia reagir como reagiu: fazendo todo o possível para que isso não acontecesse. E rezei para que fosse capaz de superar os obstáculos, agüentar as conseqüências, ser humilhada, ofendida, rejeitada e olhada com desprezo, tudo isso em nome de um amor que não imaginava existir, mas que existe.
“E cheguei finalmente bem perto: o quarto ao lado, vazio porque Deus quis que a pessoa que o ocuparia desistisse em cima da hora. Não foi ela quem tomou essa decisão: veio do alto, tenho certeza. Entretanto, pela primeira vez desde que entrei neste trem rumo ao oceano Pacifico, não tenho vontade de seguir adiante.”
Chega mais uma pessoa e se une ao grupo. Desta vez, trouxe três latas de cerveja. Pelo visto, a conversa ali vai durar muito.


  • Pirateiem meus livros

    Autor: Paulo Coelho

    Veículo: Jornal Folha de São Paulo, edição 29 de Maio de 2011, página A3

    Fonte: Sebastião Telles, Florianopolis

    Em meados do século 20, começaram a circular na antiga União Soviética vários livros mimeografados questionando o sistema político.
    Seus autores jamais ganharam um centavo de direitos autorais.

    Pelo contrário: foram perseguidos, desmoralizados na imprensa oficial, exilados para os famosos gulags na Sibéria. Mesmo assim, continuaram escrevendo.
    Por quê? Porque precisavam dividir o que sentiam. Dos Evangelhos aos manifestos políticos, a literatura permitiu que idéias pudessem viajar e, eventualmente, transformar o mundo.
    Nada contra ganhar dinheiro com livros: eu vivo disso. Mas o que ocorre no presente? A indústria se mobiliza para aprovar leis contra a "pirataria intelectual". Dependendo do país, o "pirata" - ou seja, aquele que está propagando arte na
    Rede - poderá terminar na cadeia.
    E eu com isso? Como autor, deveria estar defendendo a "propriedade intelectual". Mas não estou. Piratas do mundo, uni-vos e pirateiem tudo que escrevi!
    A época jurássica, em que uma idéia tinha dono, desapareceu para sempre. Primeiro, porque tudo que o mundo faz é reciclar os mesmos quatro temas: uma história de amor a dois, um triângulo amoroso, a luta pelo poder e a narração de uma viagem. Segundo, porque quem escreve deseja ser lido - em um jornal, em um blog, em um panfleto, em um muro.
    Quanto mais escutamos uma canção no rádio, mais temos vontade de comprar o CD. Isso funciona também para a literatura: quanto mais gente "piratear" um livro, melhor.

    Se gostou do começo, irá comprá-lo no dia seguinte - já que não há nada mais cansativo que ler longos textos em tela de computador.
    1 - Algumas pessoas dirão: você é rico o bastante para permitir que seus textos sejam divulgados livremente.
    Ê verdade: sou rico. Mas foi a vontade de ganhar dinheiro que
    me levou a escrever?
    Não. Minha família, meus professores, todos diziam que a profissão de escritor não tinha futuro. Comecei a escrever - e continuo escrevendo - porque me dá prazer e porque justifica minha existência. Se dinheiro fosse o motivo, já podia ter parado de escrever e de aturar as invariáveis críticas negativas.
    2 - A indústria dirá: artistas não podem sobreviver se não forem pagos.
    A vantagem da internet é a divulgação gratuita do seu trabalho.

    Em 1999, quando fui publicado pela primeira vez na Rússia (tiragem de 3.000 exemplares), o país logo enfrentou uma crise de fornecimento de papel. Por acaso, descobri uma edição "pirata" de "O Alquimista" e postei na minha página.
    Um ano depois, a crise já solucionada, eu vendia 10 mil cópias.

    Chegamos a 2002 com 1 milhão de cópias; hoje, tenho mais de 12 milhões de livros naquele país. Quando cruzei a Rússia de trem, encontrei varias pessoas que diziam ter tido o primeiro contato com meu trabalho por meio daquela cópia "pirata" na minha página.

    Hoje, mantenho o "Pirate Coelho” colocando endereços (URLs) de livros meus que estão em sites de compartilhamento de arquivos. E minhas vendagens só fazem crescer - cerca de 140 milhões de exemplares
    no mundo.

    Quando você come uma laranja, precisa voltar para comprar outra. Nesse caso, faz sentido cobrar no momento da venda do produto.

    No caso da arte, você não está comprando papel, tinta, pincel, tela ou notas musicais, mas, sim, a idéia que nasce da combinação desses produtos.

    A "pirataria" é o seu primeiro contato com o trabalho do artista.
    Se a idéia for boa, você gostará de tê-la em sua casa; uma idéia consistente não precisa de proteção.

    O resto é ganância ou ignorância.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Marcio Mafra me incumbiu de ler este livro e comentá-lo para a Livronautas. Como se trata da publicação mais recente de um grande autor é interessante que este livro esteja inserido no site Livronautas.


 

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