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Lendo Lolita em Teerã

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Lendo Lolita em Teerã

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Autor: Azar Nafisi

Editora: Bestbolso

Assunto: Memórias

Traduzido por: Fernando Esteves

Páginas: 417

Ano de edição: 2009

Peso: 300 g

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Ruim
Marcio Mafra
05/06/2011 às 18:01
Brasília - DF

Azar Nafisi além de simpática e bonita é mulher inteligente e sagaz que soube tirar belo proveito de sua vida profissional. No tempo do ditador Xá Reza Pahlevi, seu pai era um empresário considerado dissidente político e saiu do Irã, com toda a família, para residir na Inglaterra. Lá Azar Nafisi estudou, se gradou e fez o doutorado. Na cultura européia dos anos 70 o feminismo vicejava tanto quanto nos EUA. Além de uma visão que a diferenciava dos tacanhos muçulmanos iranianos, sua formação acadêmica lhe proporcionou aproximação com intelectuais e jornalistas americanos que “cobriam” o belicoso e inhenho Irã. Daí para chegar ao New York Times, foi só questão de tempo. A autora escreve bem, tem charme e algum estilo. Mas a história ao Lendo Lolita em Teerã é uma chatice, escrita por um bom jornalista, que em virtude de seu trânsito e influência em jornais como o Times, o Washington Post e do Wal Street pode chegar e permanecer nos primeiros lugares das listas dos mais vendidos. Outra vez, estamos diante de mais uma gostosa “ação entre amigos”. É certo que o leitor encontrará alguma paixão ao longo da leitura, além de uns raros “quadros” de beleza poética. Mas o resto é de uma chatice atroz e cruel porque existe “resistência” democrática, cidadã, cívica, social, econômica, religiosa e até militar. Mas “resistência literária” é demais. Isso é coisa de intelectual desocupado, todavia, extraordinariamente bem relacionado na imprensa. O final do livro é tosco. Tosco e patético.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de sete ex-alunas que a professora-autora Azar Nafisi reunia em sua casa para fazerem a leitura de obras proibidas na Universidade de Teerã. As reuniões eram semanais e no início as alunas eram muito tímidas, demonstravam medo e angustia pelo que estavam fazendo, mas ao longo do tempo elas passam a falar de suas vidas pessoais, seus sonhos, suas tristezas.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Fiquei esgotada depois da aula. Saí rapidamente, como se tivesse um compromisso importante. Não tinha nada para fazer. Coloquei meu casaco, chapéu e luvas e saí. Não tinha nenhum lugar para onde ir. Nevara muito naquela tarde, e depois o sol iluminara os montes de neve branca, fresca e limpa. Quando eu era criança, antes de me mandarem para a Inglaterra, eu tinha uma amiga, uma amiga de infância que eu amara muito, bem mais velha que eu. De vez em quando, nós caminhávamos por um longo tempo pela neve. lamos até nossa confeitaria predileta, na qual havia deliciosos sonhos de creme. Comprávamos os sonhos e voltávamos para a neve, nós os devorávamos enquanto conversávamos bobagens e caminhávamos e caminhávamos.

Saí da universidade e fui caminhar pela rua das livrarias. Com chapéus de lã enfiados sobre as orelhas, os vendedores de rua haviam aumentado o volume dos seus aparelhos de som e balançavam o corpo para se manterem aquecidos. Caminhei pela rua até que as livrarias deram lugar a outras lojas e a um cinema que frequentávamos quando éramos crianças, mas que agora estava fechado. Tantos cinemas foram incendiados durante aqueles dias gloriosos da revolução! Continuei minha caminhada até chegar à praça Ferdowsi, assim nomeada em homenagem ao nosso maior poeta épico. Teria sido neste lugar que eu e minha amiga paramos para rir naquele dia, enquanto saboreávamos nossos sonhos de creme?

Com o tempo, a neve ficou suja pela poluição de Teerã; minha amiga foi para o exílio e eu voltei para casa. Até então, a ideia de pátria tinha sido amorfa e ilusória; ela se apresentava em relances torturanntes, com a familiaridade impessoal de velhas fotografias de família. Mas todos esses sentimentos pertenciam ao passado. A pátria se transformava constantemente bem diante dos meus olhos.

Senti que perdia alguma coisa naquele dia, que lamentava uma morte que ainda não tinha acontecido. Senti como se tudo fosse essmagado, como pequenas flores selvagens, para dar lugar a um jarrdim mais elaborado, onde tudo seria controlado e organizado. Nunca tivera essa sensação de perda quando estudava nos Estados Unidos. Naqueles anos, meu anseio estava certamente ligado àquele lar, àquela pátria que era minha, para a qual eu poderia voltar na hora que quisesse. Só depois que retomei foi que compreendi o verrdadeiro significado do exílio. Enquanto caminhava por aquelas amadas ruas, ternamente relembradas, senti que esmagava as memórias que jaziam no caminho.

 


  • Iraniana Critica elo Lula-Ahmadinejad

    Autor: Plinio Fraga

    Veículo: Jornal Folha de São Paulo, sábado 7 de agosto de 2010

    Fonte:

    No debate com autora, o israelense Yehoshua faz sugestão irônica de deixar o mandatário do Irã "na Amazônia"

    A escritora iraniana Azar Nafisi, sob aplausos intensos da plateia na Flip, ontem, criticou o presidente Lula por se dizer amigo do presidente do Irã. Mohmaoud Ahmadinejad, e por ter, inicialmente, evitado interceder na condenação à morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Ashtia, por suposto crime de adultério.

    INTERVENÇÃO

    "Lula primeiro disse que não deveria intervir neste assunto. Mas precisa saber que de decidir não intervir já é uma pé intervenção", afirmou a autora de "Lendo Lolita em Teerã", em que narra a experiência real de um grupo de leituras discutindo obras como o livro de Nabokov.

    Nafisi declarou ter ficado "feliz" depois que Lula decidiu oferecer abrigo a Sakineh, mas criticou a primeira parte da declaração do presidente, quando anunciou sua intervenção. "Ele disse que pediu ao amigo Ahmadinejad que, se uma pessoa o está deixando desconfortável, perturbando-o, que esta pessoa viesse para o Brasil. Primeiro, ela não está perturbando ninguém. Ahmadinejad é que ti está perturbando 80% da população do Irã."
    A escritora citou que o Irã tem 75 jornalistas encarcerados e é o Estado com o maior número de presos políticos do mundo. "Todos virão para
    o Brasil?", indagou.
    O conferencista que debateu com Nafisi, o escritor israelense Abraham B. Yehoshua, foi ovacionado quando sugeriu: "É melhor deixar todos lá e trazer Ahmadinejad ao Brasil. Quem sabe deixá-los no meio da Amazônia".
    Nafisi reclamou das relações de Lula com o presidente do Irã: "Esse sujeito é seu amigo? Como pode ser amigo de um assassino?". Ela lembrou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apoia a campanha de libertação
    da cidadã iraniana.
    Yehoshua apelou a Lula, aos EUA e à Europa que ajudem israelenses e palestinos a celebrar a paz no Oriente Médio. "É o mais antigo conflito do mundo moderno. Ajunde-nos a encontrar uma solução pacífica", disse ele.

    SARAMAGO

    Em resposta a uma pergunta da plateia, o escritor israelense disse que parou de ler o português José Saramago, a quem chamou de grande autor, depois que este comparou ação das forças de Israel em Ramalla, na Palestina, à morte de judeus em campos de concentração.
    "Esta comparação ofende primeiro a inteligência de Saaramago, que foi um provocador. Conheci-o pessoalmennte, li seus cinco, seis primeiros livros, mas ele sabia o que foi Auschwitz e que a comparação é inaceitável."
    O mediador do debate, Moacyr Scliar, apresentou a escritora iraniana com o trocadilho que levou-a a gargalhadas logo na sua primeira participação: ''Apesar de seu nome ser Azar, esta é uma mulher de sorte."

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Na Flip de 2010,Azar Nafisi, iraniana bonita e elegante, fazia parte da mesa “Promessas do Velho Mundo”, onde em companhia de A.B. Yehoshua, judeu israelense. Ambos foram muito aplaudidos, até porque suas presenças eram anunciadas pela imprensa, como uma espécie de escritor -herói de seus respectivos países. Após a apresentação de Azar Nafisi, comprei o Lendo Lolita em Teerã. Consegui fotografar a ambos durante a "fila de autógrafos". A foto de Nafise que aparece na Livronautas é de minha autoria.


 

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