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O Menino do Pijama Listrado

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O Menino do Pijama Listrado

Livro Ótimo - 10 opiniões

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Autor: John Boyne

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Augusto Pacheco Calil

Páginas: 186

Ano de edição: 2010

Peso: 250 g

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Ótimo
Angela Regina Nunes
17/04/2018 às 14:32
São Mateus do Sul - PR
Esse livro é maravilhoso, ele através da história de sofrimento de um povo faz todos refletirem sobre a própria vida.


Excelente
Maria Ioneida Da silva Fernandes
03/04/2018 às 13:01
Mauá - SP
Amo história da segunda guerra . Esse livro e uma licao de vida

Excelente
Isabela Rocha
26/02/2018 às 17:52
Samambaia - DF
Excelente livro para quem gosta de histórias a respeito da Segunda Guerra e analisar todos os lados. Um dos livros meus prediletos, sua leitura é rápida e bastante prática. Recomendo!


Ótimo
Biblioteca Pública Municipal - Barão de Cotegipe
18/09/2017 às 08:29
Barão de Cotegipe - RS
Muita emocionante, narra fatos sobre a segunda guerra mundial e o nazismo. Final inesperado.


Ótimo
Vanda Costa
24/07/2017 às 21:15
Rio de Janeiro - RJ
Gostei muito da leitura. que mostra o retrato cruel e injusto das guerras.


Ótimo
Ana Claudia de Mello Peçanha
21/06/2017 às 22:39
Rio de Janeiro - RJ
Trata-se de uma história interessante que fortalece uma amizade, embora muito triste.


Ótimo
Ana Claudia de Mello Peçanha
21/06/2017 às 00:22
Rio de Janeiro - RJ
Um Livro muito interessante!!


Excelente
Catia Regina da Silva Lopes Alonso
06/01/2017 às 01:58
São Paulo - SP
A obra mostra como um pai cego por um lider, acaba por perder seu filho como fazia com tantas outras pessoas.


Excelente
Vívian
25/12/2012 às 14:33
São Paulo - SP
Apesar de triste, o autor mostra a amizade e a inocência de duas crianças, uma alemã e outra judia, durante guerra.

Bom
Marcio Mafra
29/05/2011 às 19:09
Brasília - DF

John Boyne escreveu um romance sobre a história dos judeus e alemães, narradas pelo avesso, ou seja, pelo ponto de vista de um alemão, embora Bruno, o personagem principal, tenha apenas 9 anos de idade. Tudo gira em torno da amizade de Bruno e Shmuel. O autor, um jovem de 35 anos, saiu do lugar-comum dos livros sobre judeus na 2ª Guerra. Todo leitor sabe como eles foram subjugados, massacrados, torturados e mortos. Todos sabem onde se localizavam os campos de concentração e suas histórias tristes. Ou como eram as formas do extermínio. O mundo conta isso desde 1946. A história do Menino do Pijama Listrado, tem outro ângulo, talvez outra visão. Tem, também, muito de inocência e simplicidade – como simples são as crianças – ainda que o final seja trágico, como trágico foi o chamado holocausto. Leitores muito emotivos talvez chorem.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Bruno, 9 anos de idade, cujo pai militar, auxiliar direto de Hitler, teve que se mudar com a família para uma casa vizinha ao campo de Auschwitz. Explorando a área Bruno descobre mais sobre a família, a Alemanha e os vizinhos que moram do outro lado da cerca de sua casa, onde acaba fazendo amizade com um menino sempre vestido com um pijama listrado.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

As duas pessoas de quem Bruno mais sentia saudades eram o avô e a avó. Eles moravam juntos num pequeno apartamento próximo às bancas de. frutas e legumes, e, na época em que Bruno se mudou para Haja-Vista, o avô tinha quase setenta e três anos, o que, para os padrões do menino, fazia dele praticamente o homem mais velho do mundo. Certa tarde, Bruno calculara que, se vivesse a própria vida de novo e de novo por oito vezes, ainda assim seria um ano mais novo do que o avô.

O avô passara a vida toda cuidando de um restaurannte no centro da cidade, e um de seus empregados era o pai do amigo de Bruno, Martin, que trabalhava como chef de cozinha. Embora o avô não cozinhasse mais ou atendesse as mesas, ainda passava lá a maior parte de seus dias, sentado no bar durante as tardes, conversando com os fregueses, fazendo suas refeições à noite e lá ficando até a hora de fechar, rindo com os amigos.

A avó jamais parecia velha em comparação às avós dos outros meninos. Na verdade, quando Bruno descobriu a idade que ela tinha - sessenta e dois -, ficou impressionado. Ela conhecera o avô quando ainda era jovem, após uma de suas apresentações, e de alguma maneira ele a convenceu a se casarem, apesar de todos os defeitos dele. O cabelo dela era comprido e ruivo, surpreendentemente parecido com o da nora, e os olhos, verdes, o que ela atribuía ao sangue irlandês disperso pela família. Bruno sempre sabia quando as festas familiares atingiam o ápice de animação, porque a avó ficava rondando o piano até que alguém se sentasse para tocar e pedisse a ela para cantar.

"Como é?", fazia ela, levando a mão ao peito como se a ideia de cantar já lhe tirasse o fôlego. "É uma canção o que estão pedindo? Ora, eu não poderia, imagine. Infelizmente, meu jovem, meus dias de cantoria já são coisa do passado."

"Cante! Cante!", pediam todos os convivas, e, após a devida pausa - que podia chegar a dez ou doze segundos -, ela afinal cedia e se voltava para o jovem ao piano e dizia rapidamente numa voz bem-humorada:

"La vie en rose, mi bemol maior. E tente acompanhar as mudanças."

As festas na casa de Bruno eram sempre dominadas pela cantoria da avó, que por alguma razão parecia coincidir com o momento em que a mãe saía da área principal da festa e ia para a cozinha seguida por algumas de suas próprias amigas. O pai sempre ficava para escutar e Bruno também, pois não havia nada de que ele gostasse mais do que escutar a avó se entregar à música e libertar todo o poder de sua voz, arrancando os aplausos dos convidados ao final. Além disso, La vie en rose lhe dava arrepios e fazia os cabelos da nuca ficarem em pé.

A avó cultivava a ideia de que um dia Bruno ou Greetel pudessem seguir seus passos sobre o palco, e, em todo Natal e em toda festa de aniversário, ela inventava uma pequena peça para ser apresentada pelos três à mãe, ao pai e ao avô. Ela própria escrevia as peças e, conforme a opinião de Bruno, sempre guardava para si as melhores falas, embora ele não se importasse muito com isso. Em geral havia música em alguma parte - "É uma canção o que estão pedindo?", perguntava ela primeiro - e uma oportunidaade para Bruno fazer um truque de mágica e para Gretel dançar. A peça costumava terminar com Bruno recitando um longo poema de um dos Grandes Poetas, palavras que o menino achava muito difíceis de compreender, mas que de alguma maneira soavam mais e mais bonitas à medida que ele as lia.

No entanto, essa não era a melhor parte dessas pequenas funções. A melhor parte era que a avó preparava um figurino para Bruno e Gretel. Não importava qual fosse o papel não importavam quantas falas ele tivesse, se pouco numerosas em relação às da avó e da irmã, Bruno sempre acabava vestido de príncipe, ou de xeque árabe, ou até mesmo, numa ocasião, de gladiador romano. Havia coroas e, quando não havia coroas, havia lanças. E quando não haavia lanças, havia chicotes e turbantes. Ninguém sabia qual seria a próxima invenção dela, mas, uma semana antes do Natal Bruno e Gretel eram convocados até a sua casa diariamente para ensaiar.

É claro que a última peça que eles encenaram havia terminado desastrosamente e Bruno ainda se lembrava com tristeza daquela noite, embora não soubesse ao certo o que havia causado a discussão.

Cerca de uma semana antes, a casa passara por um grande frenesi, que tinha algo a ver com o fato de que o pai deveria agora ser chamado de "comandante" por Maria, Lars, o cozinheiro e o mordomo, bem como por todos os soldados que entravam e saíam de lá e usavam a casa - ao que parecia a Bruno - como se fossem os donos do lugar, e não ele. A animação já durava semanas. Primeiro vieram o Fúria e a linda mulher loira para o jantar, o que causara uma verdadeira paralisação na casa, e, depois, essa história de chamar o pai de "comandante". A mãe dissera a Bruno para felicitar o pai, o que ele havia feito, embora, se fosse honesto consigo mesmo (o que ele sempre tentava ser), não estivesse bem certo quanto ao motivo da felicitação.

No dia do Natal, o pai vestiu o uniforme novo, todo engomado e passado, o mesmo que ele vestia todos os dias agora, e toda a família aplaudiu quando ele apareceu asssim pela primeira vez. Era mesmo algo especial. Comparado aos outros soldados que entravam e saíam da casa, o pai se destacava, e eles pareciam respeitá-la ainda mais. A mãe foi até ele, beijou-lhe a bochecha e passou a mão pelo seu peito, comentando como era vistoso o tecido. Bruno ficou particularmente impressionado com todas as condecorações no uniforme e lhe foi permitido usar o quepe por um curto período, desde que suas mãos estivessem limpas ao tocá-la.

O avô ficou muito orgulhoso ao ver o filho de uniforrme, mas a avó parecia ser a única que não estava impresssionada. Depois de servido o jantar, e depois que ela e Greetel e Bruno tinham apresentado o seu mais novo espetáculo, ela se sentou, triste, numa das poltronas, e olhou para o filho, balançando a cabeça como se ele fosse uma grande decepção para ela.

"Eu me pergunto - será que foi nisso que eu errei com você, Ralf?", disse ela. "Imagino se todas aquelas performances que eu exigi de você o levaram a isso. Fantasiar-se de fantoche."

"Ora, mamãe", disse o pai num tom de voz extremamente tolerante. "A senhora sabe que agora não é o momento certo."

"Você fica aí no seu uniforme", prosseguiu ela, "como se isso o tornasse alguém especial. Nem se importa com o seu verdadeiro significado. O que ele representa."

"Nathalie, nós já conversamos sobre isso", disse o avô, embora todos soubessem que quando a avó tinha algo a dizer, ela sempre dava um jeito de dizê-lo, não importava quão impopulares fossem suas palavras.

"Você conversou, Mathias", disse a avó. "Eu era simplesmente a parede a quem você dirigia suas palavras. Como sempre."

"Estamos numa festa, mamãe", disse o pai, suspirando. "E é Natal. Não vamos estragar as coisas."

"Eu me lembro de quando começou a Grande Guerrra", disse o avô orgulhoso, olhando para o fogo e balançando a cabeça. "Eu me lembro de quando você voltou para casa dizendo que havia se alistado e eu tive certeza de que lhe aconteceria algum mal."

"O que aconteceu a ele foi um grande mal, Mathias", insistiu a avó. "Olhe para ele e comprove."

"E olhe para você agora", prosseguiu o avô, ignorando-a. "Fico tão orgulhoso de vê-lo promovido a uma posição de tamanho destaque. Ajudando seu país a recuperar o orgulho depois de tanto sofrimento que nos foi imposto. Os castigos muito acima e além ... "

"Céus, escute o que está dizendo!", gritou a avó. "Não sei qual dos dois é mais tolo."

"Mas, Nathalie", disse a mãe tentando acalmar um pouco os ânimos, "não acha que Ralf ficou lindo no uniforme novo?"

"Se ficou lindo?", perguntou a avó, inclinando-se para a frente e encarando a nora como se esta tivesse perdido o juízo. "Lindo, você disse? Menina tola! É isso que considera de importância neste mundo? Ficar linda?"

"Eu fico lindo na minha fantasia de animador de circo?", perguntou Bruno, que naquela noite estava fantasiado assim para a festa - a roupa vermelha e preta de um animador de circo - e ficara muito orgulhoso de si messmo ao ver-se vestido. Assim que falou, arrependeu-se, pois todos os adultos voltaram os olhares para ele e Gretel, coomo se tivessem esquecido de que os dois estavam lá.

"Crianças, lá para cima", disse a mãe rapidamente.

"Vão para os seus quartos."

"Mas nós não queremos ir", protestou Gretel. "Não podemos ficar brincando aqui embaixo?"

"Não, crianças", insistiu ela. "Vão para o andar de cima e fechem a porta ao saírem."

"É só isso que interessa a vocês soldados, afinal", disse a avó, ignorando completamente as crianças. "Ficar bonitos nos uniformes alinhados. Fantasiando-se para fazer as coisas terríveis, terríveis que vocês fazem. Eu me envergonho. Mas culpo a mim mesma, Ralf, não a você."

"Crianças, subam já!", disse a mãe, batendo palma, e desta vez os dois não tiveram escolha senão obedecer.

Mas, ao invés de subir direto para os quartos, eles fecharam a porta e sentaram-se na escada no andar de cima, tentando escutar o que os adultos diziam. Entretanto, as vozes da mãe e do pai estavam abafadas e difíceis de entender, a do avô nem se ouvia, e a da avó arrastava-se, surpreendentemente. Afinal, após alguns minutos, a porta se abriu de um só golpe, e Gretel e Bruno correram escada acima, enquanto a avó pegava o casaco que deixara pendurado na entrada.

"É uma vergonha!", gritou ela antes de sair. "Envergonha-me que um filho meu seja ... "

"Um patriota", gritou o pai, que talvez jamais tivesse aprendido aquela regra sobre não interromper sua mãe.

"Que belo patriota!", gritou ela. "As pessoas que você recebe nesta casa para o jantar. Fico com nojo. E vê-lo nesse uniforme me dá vontade de arrancar os olhos da cara!", acrescentou antes de sair abruptamente e bater a porta atrás de si.

Bruno vira a avó poucas vezes desde então e não tivera chance de se despedir dela antes de vir para Haja-Vista, mas sentia muito a sua falta e decidiu escrever-lhe uma carta.

Naquele dia ele se sentou, munido de papel e tinta, e contou a ela como estava infeliz lá e o quanto queria estar de volta a Berlim. Contou a ela sobre a casa, e o jardim, e o banco com a placa, e a cerca alta, e os postes telegráficos de madeira, e os rolos de arame farpado, e o chão duro que se estendia além deles, e as cabanas, e os pequenos prédios, e as colunas de fumaça, e os soldados, mas contou a ela principalmente sobre as pessoas que moravam lá, vestindo seus pijamas listrados e seus bonés de pano, e então contou a ela o quanto sentia saudades e concluiu a carta com "seu neto querido, Bruno".

 


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em 2008 foi lançado o filme. No ano passado, aí por outubro, a Revista Veja e o Jornal Folha de S.Paulo publicaram muita coisa sobre o autor e sobre o livro O Menino do Pijama Listrado. Parece que a vendagem do livro - mundo afora - alcançou algo como 6 milhões de exemplares. Não resisti. 


 

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