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A Casa dos Espíritos

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A Casa dos Espíritos

Livro Ótimo - 4 opiniões

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Autor: Isabel Allende

Editora: Bertrand Brasil

Assunto: Romance

Traduzido por: Carlos Martins Pereira

Páginas: 448

Ano de edição: 2010

Peso: 640 g

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Ótimo
Biblioteca "Cléa Trela Casa"
09/07/2018 às 15:18
Canoinhas -
É um romance que se passa durante o golpe militar no Chile, quando assumiu Pinochet.Muito interessante a história política do Chile.

Excelente
Cris Felizardo
26/05/2014 às 22:05
Brasília - DF
Já lí e gostei muito.

Romance de Isabel Allende, publicado em 1982, que retrata a saga da família Trueba, no Chile, ao longo do século XX. É constituído por catorze capítulos e um epílogo. A ação da obra reflete o momento revolucionário do Chile, terminado com o golpe militar de 1973, que veio a derrubar o presidente Salvador Allende. A história é narrada por três personagens: Esteban Trueba, a sua mulher, Clara, e a neta do casal, Alba.
Esteban Trueba, um jovem decidido e ambicioso, pretende fazer fortuna, trabalhando numa mina, com o objetivo de casar com Rosa. No entanto, esta morre repentinamente, tal como a sua irmã, Clara, tinha premunido. O jovem, amargurado, deixa a mina e instala-se numa fazenda abandonada, tornando-se um latifundiário abastado, poderoso e arrogante. Após vários anos, Esteban casa-se com Clara, passando o casal a viver também com a irmã de Esteban, Férula. Do casamento nasce Blanca e posteriormente dois rapazes gémeos, Jaime e Nicolás. Esteban, com inveja da influência de Férula sobre Blanca, expulsa aquela de casa e interna a jovem num colégio. Quando esta regressa a casa, apaixona-se por Pedro, filho do capataz da fazenda, que entretanto se tornara líder da rebelião dos trabalhadores rurais contra o latifundiário. Blanca fica grávida, mas Esteban, por ambições políticas, pretende casá-la com um conde francês. Perante tal pretensão, Blanca e Pedro saem do país. Da união dos jovens enamorados nasce Alba, que vai continuar a luta pela justiça social, iniciada pelos pais, chegando mesmo a ser presa e torturada.

Já assistir um filme com o mesmo nome do livro!


Ótimo
Jocélia Teles dos Santos
12/06/2013 às 07:48
Itapoá - SC
Faz quase vinte anos que li este livro e ficou na minha memória por ser de fácil leitura e ter me apresentado ao realismo fantástico da América Latina. A história envolvente, de fácil narrativa, captura a gente desde o início e eu recomendo.

Ótimo
Marcio Mafra
25/12/2010 às 19:38
Brasília - DF

A Casa dos Espíritos é uma narrativa no estilo de saga familiar, de uma certa forma baseada na história política do Chile e que abrange o período de quase um século. Esteban Trueba é o personagem central que, de modesto mineiro se transforma num grande político nacional. São tantos e tão diferentes os personagens, todos aparentados do patriarca, que servem até para desempenhar o papel de adversários políticos dentro da própria família. Sem contar as mulheres clarividentes e seus espíritos. Magia, amor e tragédia colorem a história. As passagens da repressão da ditadura militar aparecem no final do livro. A autora – além de sobrenome famoso - tem estilo, luz e inteligência própria. A leitura é boa.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história da família de Esteban Trueba, jovem ambicioso, que pretende casar com Rosa, e para isso vai trabalhar numa mina. Rosa morre repentinamente, conforme previra a sua irmã Clara, um ótima clarividente. Esteban deixa o emprego na mina e vai explorar uma fazenda abandonada, tornando-se um latifundiário rico, prepotente e arrogante, quando se casa com Clara. Tiveram os filhos Blanca, Jaime e Nicolas...Um dos descendentes de Estebam vira político...

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No dia em que Esteban Trueba pediu para ser recebido, Severo e Nívea del Valle lembraram-se das palavras com que Clara tinha quebrado sua longa mudez; por isso não manifestaram nenhuma estranheza quando o visitante lhes perguntou se tinham alguma filha em idade de casar. Fizeram um rápido balanço e informaram que Ana se tinha feito freira, Teresa estava muito doente, e todas as outras estavam casadas, menos Clara, a mais nova, que ainda estava disponível, mas era uma criatura um pouco excêntrica, pouco apta a responsabilidades matrimoniais e à vida doméstica. Com absoluta honestidade, contaram-lhe as excentricidades de sua filha mais nova, sem omitir o fato de que tinha permanecido sem falar durante metade de sua existência, porque não desejava fazê-lo, e não porque não pudesse, como bem esclarecera o romeno Rostipov e confirmara o doutor Cuevas em inúmeros exames. Mas Esteban Trueba não era homem que se deixasse amedrontar por histórias de fantasmas que andam pelos corredores, por objetos que se movem a distância pelo poder da mente ou por presságios de má sorte e, muito menos, pelo prolongado silêncio, que considerava uma virtude. Concluiu que nenhuma dessas coisas eram inconvenientes para trazer filhos sãos e legítimos ao mundo e pediu para conhecer Clara. Nívea foi buscar sua filha, e os dois homens ficaram sozinhos no salão, ocasião que Trueba, com a franqueza habitual, aproveitou para declarar sem rodeio sua excelente situação financeira.
- Por favor, não se antecipe, Esteban! - interrompeu Severo. Primeiro tem que ver a menina, conhecê-la melhor, e também temos que considerar os desejos de Clara. Não lhe parece?
Nívea regressou com Clara. A jovem entrou no salão com as faces coradas e as unhas negras, porque estivera ajudando o jardineiiro a plantar batatas de dálias e nessa ocasião faltou-lhe a clarividênncia para esperar o futuro noivo com um aspecto mais esmerado. Ao vê-la, Esteban pôs-se de pé, assombrado. Lembrava-se dela como
uma criança fraca e asmática, sem a menor graça, mas a jovem que tinha à sua frente era um delicado camafeu de marfim, com rosto doce e uma mata de cabelos castanhos, crespos e desordenados, os cachos escapando do penteado, olhos melancólicos, que se transformavam numa expressão matreira e faiscante quando sorria, com um riso franco e aberto, a cabeça ligeiramente inclinada para trás. Ela o cumprimentou com um aperto de mão, sem dar mostras de timidez.
- Estava à sua espera - disse com naturalidade.
A visita de cortesia prolongou-se por umas duas horas, em connversas a respeito da temporada lírica, das viagens à Europa, da situação política e dos resfriados de inverno, bebendo mistela e comendo pastéis de massa folhada. Esteban observava Clara com toda a discrição de que era capaz, sentindo-se cada vez mais seduzido pela garota. Não se lembrava de ter estado tão interessado em alguém desde o dia glorioso em que viu Rosa, a bela, comprando balas de anis na confeitaria da Praça das Armas. Comparou as duas irmãs e chegou à conclusão de que Clara ganhava em simpatia, ainda que Rosa, sem dúvida, tivesse sido muito mais formosa. Caiu a noite, e entraram duas empregadas para fechar as cortinas e acender as luzes; então Esteban deu-se conta de que sua visita tinha sido muito longa. Seus modos deixavam muito a desejar. Cumprimentou Severo e Nívea com círcunspecção e pediu para visitar Clara de novo.
- Espero não a aborrecer, Clara - disse corando. - Sou um homem rude, do campo, e pelo menos 15 anos mais velho. Não sei tratar uma jovem como você ...
- Você quer casar comigo? - pergumou Clara, e ele lhe notou um brilho irônico nas pupilas de avelã.
- Clara, por Deus! - exclamou sua mãe, horrorizada. - Desculpe, Esteban, esta menina foi sempre muito impertinente.
- Quero saber, mamãe, para não perder tempo - disse Clara.
- Eu também gosto das coisas diretas - sorriu, feliz, Esteban.
- Sim, Clara, foi por isso que vim.
Clara deu-lhe o braço e acompanhou-o até a saída. No último olhar que trocaram, Esteban compreendeu que ela o aceitara e sentiu-se invadido de alegria. Ao entrar no coche, sorria sem poder acreditar em sua boa sorte e sem saber por que uma jovem tão encantadora como Clara o aceitara sem conhecê-lo. Não sabia que ela vira seu próprio destino e, por isso, o chamara com o pensamennto e estava disposta a se casar sem amor.
Deixaram passar alguns meses por respeito ao luto de Esteban Trueba, durante os quais ele a cortejou à moda antiga, da mesma forma que havia feito com sua irmã Rosa, sem saber que Clara detestava as balas de anis e que os acrósticos a faziam gargalhar. No fim do ano, pelo Natal, anunciaram oficialmente o noivado no jornal e puseeram as alianças na presença dos pais e amigos íntimos, mais de 100 pessoas ao todo, num banquete pantagruélico, em que desfilavam as travessas com perus recheados, porcos caramelados, congros de água fria, lagostas gratinadas, ostras vivas, tortas de laranja e limão das carmelitas, de amêndoas e nozes das dominicanas, de chocolate e ovos moles das c1arissas, e caixas de champanha trazidas da França por intermédio do cônsul, que fazia contrabando aproveitando-se de seus privilégios diplomáticos, mas tudo servido e apresentado com grande simplicidade pelas antigas empregadas da casa, em seus aventais negros de todos os dias, para dar à festa a aparência de uma modesta reunião familiar, porque qualquer extravagância era uma prova de vulgaridade e condenada como pecado de vaidade mundana e sinal de mau gosto, devido ao passado austero e um tanto triste daquela sociedade descendente dos mais esforçados imigrantes castelhanos e bascos. Clara era uma aparição de renda de Chantilly branca e camélias naturais, libertando-se, como um periquito feliz, dos nove anos de silêncio, dançando com o noivo sob os toldos e lampiões, alheia por completo às advertências dos espíritos, que lhe faziam sinais desesperados por trás das cortinas, mas que, em meio à multidão e ao baruulho, ela não via. A cerimônia das alianças mantinha-se igual desde os tempos da Colônia. Às 10 da noite, um empregado circulou em meio aos convidados tocando um sininho de cristal, calou-se a música, parou o baile, e todos se reuniram no salão principal. Um sacerdote pequeno e inocente, adornado com seus paramentos de missa solene, leu o complexo sermão que preparara, exaltando virtudes confusas e impraticáveis. Clara não o ouviu, porque, quando parou o barulho da música e a ronda dos dançarinos, prestou atenção aos sussurros dos espíritos atrás das cortinas e se deu conta de que fazia muitas horas que não via Barrabás. Procurou-o com a visão, apurando os sentidos, mas uma cotovelada de sua mãe devolveu-a às urgências da cerimônia. O padre terminou seu discurso, benzeu os anéis de ouro, e em seguida Esteban pôs um no dedo da noiva e outro no próprio dedo.
Nesse momento um grito de terror sacudiu os presentes. As pessoas se afastaram, abrindo um caminho por onde entrou Barrabás, mais negro e maior do que nunca, com uma faca de açougueiro cravada no lombo até o cabo, sangrando como um boi, as grandes patas de potro tremendo, o focinho babando um fio de sanngue, os olhos enevoados pela agonia, passo a passo, arrastando uma pata atrás da outra num avançar ziguezagueante de dinossauro ferido. Clara desabou no sofá de seda francesa. O enorme cão aproximou-se dela, colocou sua grande cabeça de fera milenar em sua saia e ficou admirando-a com olhos enamorados, que se embaciaaram pouco a pouco, ficando cego, enquanto a renda branca de Chantilly, a seda francesa do sofá, o tapete persa e o parquet se ensoopavam de sangue. Barrabás foi morrendo sem pressa alguma, com os olhos presos em Clara, que lhe acariciava as orelhas e murmurava palavras de consolo, até que finalmente, num único estertor, enrijeceu. Então todos pareceram despertar de um pesadelo, e um rumor de espanto percorreu o salão, os convidados começaram a despedir-se, apressados, a escapar contornando as poças de sangue, pegando de passagem suas estolas de pele, seus chapéus de copa, suas bengalas, seus guarda-chuvas, suas bolsas de miçanga. No salão de festa ficaram apenas Clara com o animal no colo, seus pais, que se abraçavam, paralisados pelo mau presságio, e o noivo, que não entendia a causa de tanto alvoroço por um simples cão morto, mas, ao perceber que Clara parecia em transe, ergueu-a nos braços e levou-a meio inconsciente até o quarto, onde os cuidados da Nana e os sais do doutor Cuevas impediram que voltasse a cair no estupor e na mudez. Esteban Trueba pediu ajuda ao jardineiro, e os dois levaram para o carro o cadáver de Barrabás, que com a morte aumentara de peso, tendo sido quase impossível transportá-lo.


  • Isabel Allende seduz a Flip

    Autor: Roberto Kaz

    Veículo: Jornal Folha de São Paulo, sexta feira, 6 de agosto de 2010

    Fonte:

    Autora afirma ter sido "reporter ruim, que mentia muito" e disse que na literatura, seus defeitos são virtudes.

    Quando o general Augusto Pinochet instaurou o regime militar no Chile, em 1973, não imaginava criar também, naquele momento, a base para que surgisse a maior best seller do país.

    Isabel Allende era então, como gosta de dizer, "uma repórter ruim, que mentia muito". Esmagada pela ditadura, deixou o país e, para não perder o oficio do texto, trocou o jornalismo pela ficção. Foi um achado. "Na literatura, todos os meus defeitos são virtudes", disse.

    Com essa e outras frases de efeito, a escritora chilena foi aplaudida três vezes durante sua apresentaação na Flip, ontem.

    Respondendo a perguntas do jornalista Humberto Werneck, a autora de ''A Casa dos Espíritos" falou que escrever "não é nenhuma tortura", que o realismo mágico que a caracteriza é também um bom álibi para erros e que, a diferencia de muitos autores, ela "escreve para o público, e não para o crítico".

    "Tento agarrar o leitor pelo cangote e fazê-lo me acompanhar até a última página."

    Allende aproveitou as perrguntas bem elaboradas de Werneck para contar anedotas. Por exemplo: sobre quando, 23 anos atrás, coonheceu o marido, o americano William Gordon, então "o último heterossexual solteiro da Califómia".

    "Eu disse a ele que gostaria de me casar, para obter o visto. Ele respondeu que já se casara três vezes e que precisaria pensar. Concordei, dando-lhe até o meio-dia do dia seguinte para se decidir."

    Sobre a Casa dos Espíritos, que vendeu 12 milhões de cópias, disse que sua família só passou a gostar do livro quando ele virou filme -com Meryl Streep.

    Foi a deixa para que Werneck perguntasse qual atriz ela escolheria para viver a si mesma em um eventual filme sobre sua vida.

    "Penélope Cruz!", disse, enfática. "Da última vez que lhe fiz essa pergunta, você havia respondido Sônia Braga", contestou o jornalista.

    "Sim, mas agora existe a Penélope Cruz", respondeu, para deleite do público.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Isabel Allende seduziu a Flip de 2010 com sua beleza e divertida palestra. Ela foi interrompida diversas vezes por aplausos. A palestra (mesa) intitulada Veias Abertas foi programada exclusivamente para Isabel. Naquela mesa não poderia caber outro ator. O palco estava "rempli de soi même". Pude fotografá-la mas a fila de autógrafos dava voltas ao quarteirão. Ela disse numa entrevista, durante a Flip, que seu trabalho de jornalista foi muito ruim, porque mentia muito. Não pude deixar de comprar seu principal sucesso: A Casa dos Espíritos. Até bem pouco tempo eu era daqueles leitores que ao ouvir o nome da escritora imaginava que ela fosse filha do Presidente Salvador Allende.


 

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