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1808

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1808

Livro Ótimo - 7 opiniões

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Autor: Laurentino Gomes

Editora: Planeta

Assunto: História

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 367

Ano de edição: 2009

Peso: 585 g

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Excelente
Paulo Cunha
01/11/2017 às 14:08
São Paulo - SP
Sou um aficionado em história, principalmente a do Brasil. Excelente estilo usado por Laurentino, sendo seu ambiente de trabalho o jornalistico.
Li 1822 também e ja tenho o último 1889 para ler.


Ótimo
Clayton
17/09/2014 às 14:58
Brasília - DF
Muito bom o livro. Trata-se de uma deliciosa crônica, instigante e cativante.

Excelente
Cláudio Maffei
08/07/2014 às 14:05
Porto Feliz - SP
Laurentino Gomes, como jornalista, consegue atingir mais os leitores do que os historiadores. A linguagem jornalística suplanta a linguagem acadêmica e flui de forma gostosa, sem portanto perder a exatidão histórica e consequentemente a seriedade. Vale a pena ler a Trilogia 1808, 1822 e 1889.


Excelente
Robinson Leonardo Zim
01/08/2013 às 17:17
Flores da Cunha - RS
Ótimo livro recomendo.

Excelente
Elias Marinho
27/04/2011 às 12:49
Santa Maria - DF

Sensacional, o autor por não ser historiador e sim jornalista, narra a história da chegada da familia real portuguesa ao Brasil em 1808 de maneira bem humorada, clara e enriquecida de detalhes relevantes sem ser chato como alguns livros "importantissimos" de alguns historiadores. Os personagens não foram caricaturizados como aprendemos em outras obras. Tive a honra de assistir uma palestra com o Laurentino e mais sorte ainda de ter comprado este livro por míseros R$ 10,00. Adorei ler, ilustrado com ótimas imagens, poderia ter 1.000 páginas que iria lê-lo com o mesmo prazer. Não vejo a hora de ler 1822 para verificar se o autor conseguiu fazer uma obra tão como boa como essa.


Ótimo
Marcio Mafra
12/10/2010 às 17:52
Brasília - DF


Da chegada da família real ao Brasil em 1808 só conhecemos a história oficial. Esta, como se sabe, serve aos interesses do governante de plantão. De resto, toda a história do Brasil, desde a invasão pelos europeus em 1500, até os anos finais da primeira república em 1930, só se sabe a parte oficial da história. Esta nebulosidade histórica talvez seja o motivo de fundo para explicar o sucesso instantâneo do livro de Laurentino Gomes que se utilizou do jornalismo investigativo para compor sua obra. E o fez com talento e estilo, muito embora o livro promete mais do que apresenta, ainda que procure embasar as citações em fontes que menciona em mais de 50 páginas. Resulta que do 1808 surge uma história da corte lusitana no Brasil cujos protagonistas – principalmente a família real – passam a ter uma dimensão mais adequada aos papéis que desempenharam. Leitura imperdível.




Ótimo
Paulo Saenger
23/06/2009 às 17:53
Brasília - DF

O livro mostra um D. João um pouco diferente daquele que conhecemos. Mostra-nos também de onde vieram os vícios e mazelas dos nossos homens públicos. A pesquisa do autor foi minuciosa. A linguagem é leve e fácil de entender. Foi um prazer degustar este livro.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história da fuga da família real portuguesa para o Brasil no ano de 1808. Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão Bonaparte e se esconderam no Brasil, até a data da morte de Bonaparte na ilha de Santa Helena em 1821.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A família real permaneceu a bordo nesse primeiro dia, recebendo inúmeros cortejos que lhe foram dar as boas-vindas: uma comissão do Senado da Câmara, magistrados, padres e bispos, oficiais do Exército, acompanhados do vice-rei. Primeiro iam cumprimentar D. João, na nau Príncipe Real. Depois, a princesa Carlota Joaquina, na Alfonso de Albuquerque.Padre Perereca relatou o entardecer de 7 de março da seguinte forma: "Apenas começou a escurecer, toda a cidade se iluminou de tal sorte que não se fazia sensíve1 a retirada do sol, pois não houve casa, ainda do mais pobre, que por meio de luzes não manifestasse exteriormente a alegria interior de seus moradores".O desembarque aconteceu só no dia seguinte, 8 de março, por volta das quatro da tarde. Da nau Príncipe Real, D. João foi transportado para a terra por um bergantim escarlate e dourado, coberto com um dossel púrpura. Desceram todos, menos a rainha D. Maria I, que ficou a bordo mais dois dias.

Para os brasileiros coloniais, que aguardavam em terra, foi inevitável um certo ar de decepção ao ver aquela corte foragida e castigada pela precariedade da longa travessia. Como já se viu, nunca antes um rei europeu tinha pisado o solo americano. Até então, a imagem que se tinha do príncipe regente era a que aparecia nas moeedas e nas gravuras que chegavam da metrópole: um soberano com o olhar decidido e a pose altiva, envergando manto púrpura e o cetro. No desembarque, o que se viu era bem diferente do belo príncipe retratado nos quadros oficiais. Era "um homem muito gordo, muito fatigado, muito simples, de suíças castanhas escorridas ao longo da face vermelha, de passo moroso em virtude da erisipela hereditária, e uma velha casaca condecorada de nódoas': segundo o relato do historiador Pedro Calmon,! Na descrição de outro historiador, Tobias Monteiro, "D. João trajava casaca comprida de gola alta, colete branco bordado, calções de cetim, botas curtas, dragonas, um enorme chapéu armado, com enfeites de arminho, e trazia na cintura um espadagão, pendente de cordões de fios de ouro com as respectivas borlas". Ao lado do príncipe, que "marchava dificilmente': estava sua mulher, Carlota Joaquina. "Magra, ossuda, os olhos inquietos, a boca cerrada, os lábios finos, o queixo comprido, voluntarioso e duro, não ocultava a contrariedade de ver-se em terra de gentes que haveria de sempre detestar", segundo Tobias Monteiro.

Carlota, as filhas princesas e outras damas da corte tinham desembarcado com as cabeças raspadas ou cabelos curtos, protegidas por turbantes, devido à infestação de piolhos que havia assolado os navios durante a viagem. Tobias Monteiro conta que, ao ver as princesas assim cobertas, as mulheres do Rio de Janeiro tiveram uma reação surpreendente. Acharam que aquela seria a última moda na Europa. Dentro de pouco tempo, quase todas elas passaram a cortar os cabelos e a usar turbantes para imitar as nobres portuguesas!

Apesar da decepção à primeira vista com a aparência da corte, o povo do Rio de Janeiro lhe prestou todas as homenagens que estavam ao seu alcance. A multidão que aguardava na rampa do cais, em frente à atual Praça 15 de Novembro, incluía vereadores, padres, cônegos, fidalgos, magistrados e a tropa com os estandartes portugueses. Ali, a família real foi aspergida com água benta, em meio à queima de incensos e rezas. D. João beijou a cruz e recebeu as bençães do bispo. Depois, colocou-se debaixo do pálio de seda vermelha e frisos dourados, que o protegia do sol. Em seguida, formou-se um imenso cortejo composto pelos que recebiam e pelos que chegavam, todos caminhando lentamente em direção à Igreja do Rosário, então catedral da cidade. Arcos triunnfais erguidos às pressas marcavam o percurso. As ruas foram coberrtas "de fina e branca areia, folhas, ervas odoríficas e flores", segundo a descrição do padre-repórter Perereca. Da fachada das casas pendiam "cortinados de damasco carmesim; e das janelas, ricas e vistosas tapeçarias de lindas e variadas cores; umas de damasco, outras de cetim e outras de sedas ainda mais preciosas". A música jorrava dos coretos nas ruas vizinhas.

À frente do cortejo iam as autoridades do Rio de Janeiro, os oficiais militares, os juízes e os padres, monges e seminaristas dos numerosos conventos. Logo atrás, segundo Perereca, "seguia-se o estandarte da Câmara, trazido por um cidadão, o qual trajava vestido de seda preta, capa da mesma cor, colete e meias de seda branca, chapéu meio abado de plumas brancas e presilhas de pedras preciosas, cuja capa era ornada com bandas de seda ricamente bordada".Era ladeado por duas compridas fileiras de homens trajados da mesma maneira, que formavam a "guarda do estandarte". Por fim, fechando o cortejo, vinha o pálio sob o qual caminhava a família real. As varas desse pálio eram sustentadas por oito pessoas, entre as quais se destacava Amaro Velho da Silva, um dos maiores traficantes de escravos do Brasil na época.

Na catedral foi celebrado o Te Deum, uma cerimônia de ação de graças pelo sucesso da viagem. Em seguida, houve o beija-mão, no qual os participantes do cortejo se prostravam diante de D. João para beijar-lhe a mão num gesto que significava, ao mesmo tempo, obediência e submissão dos súditos da colônia ao príncipe. Esse curioso ritual da monarquia portuguesa, que já era praticado pelos vice-reis da colônia, marcaria todo o período em que a corte esteve no Brasil. Já estava escuro quando a família real seguiu de carruagem até o palácio do vice-rei, convertido em Paço Real. Exaustos, foram todos dormir. Nas ruas em volta, porém, a festa continuou noite adentro, com fogos, músicas e declamações de poesias em homenagem aos recém-chegados.

D. Maria I, a rainha louca, só desembarcou no dia 10. Aos 74 anos, demente e alquebrada pela viagem, foi conduzida até o Palácio numa cadeirinha de braços sustentada pelos criados reais.Até ao seu quarto seguiu a pobre rainha na cadeira de braços, com um olhar incerto de idiotia e senilidade, rodeada por D. Carlota Joaquina, pela infanta D. Mariana e todas as suas netas e criadas, que a vieram receber com lágrimas de ternura e amor, descreve o cronista Luiz Norton, com base nos relatos do Padre Perereca.Os festejos prosseguiram até o dia 15 de março e foram encerrados oficialmente com mais uma cerimônia de ação de graças na Igreja do Rosário e um beija-mão no Paço Real.

Nesses primeiros dias, D. João, Carlota Joaquina e os filhos ficaram hospedados no Paço Real, a residência reformada pelo vice-rei conde dos Arcos. Foi um arranjo temporário. Dentro de pouco tempo, o príncipe regente iria morar num palácio muito mais amplo e agradável, situado no atual bairro de São Cristóvão, perto de onde se situam hoje o Morro da Mangueira e o Estádio do Maracanã. Sua mulher, a princesa Carlota Joaquina, de quem vivia separado, instalou-se numa chácara na praia de Botafogo. A rainha Maria I ficou no convento dos carmelitas, ligado ao Paço Real por um passadiço improvisado sobre a Rua Direita, atual Primeiro de Março. Os religiosos que até então ocupavam esse convento foram transferidos às pressas para o seminário da Lapa. Também no convento foram colocadas a cozinha, as oficinas e a Real Ucharia, como era chamada a despensa que guardava os mantimentos da corte. Situada ao lado do convento, a Igreja do Carmo foi transformada em Capela Real. As vizinhas Casa da Câmara e a cadeia pública também foram anexadas ao Paço por um passadiço para servir de alojamento para as criadas reais.

Mais complicado foi encontrar habitação para os milhares de acompanhantes da corte, recém-chegados à cidade que ainda era relativamente pequena, com apenas 60000 habitantes. Por ordem do conde dos Arcos, criou-se o famigerado sistema de "aposentadorias': pelo qual as casas eram requisitadas para uso da nobreza. Os endereços escolhidos eram marcados na porta com as letras PR, iniciais de Príncipe Regente, que imediatamente a população começou a interpretar como "Ponha-se na Rua". Hipólito da Costa, editor do Correio Braziliense, dizia que o sistema de aposentadorias era um regulamento "medieval", um "ataque direto ao sagrado direito de propriedade", que "poderia tornar o novo governo no Brasil odioso para seu pOVO".Os novos moradores, porém, não só reclamavam do preço dos aluguéis como achavam as moradias mal construídas e desconfortáveis.

A arrogância e a prepotência dos que chegavam de além-mar resultaram em vários casos de abuso no sistema de aposentadorias. O conde de Belmonte apoderou-se de uma casa recém-construída pelo patrão-mor do porto, e jamais habitada. Ali permaneceu por dez anos, sem pagar aluguel, enquanto o proprietário se alojava com toda a numerosa família numa pequena moradia erguida ao lado da mansão ocupada pelo conde, que assumiu até seus escravos sem lhe dar satisfação alguma. A duquesa de Cadaval, cujo marido havia morrido na escala em Salvador, alojou-se numa chácara do coronel de milícias Manoel Alves da Costa e lá ficou também sem pagar um tostão de aluguel. Quando o proprietário decidiu reclamar a casa, a nobre inquilina respondeu que não tinha outro lugar para morar e se ofereceu para pagar um aluguel anual de 600000 réis (equivalente hoje a 34000 reais). O dono achou pouco e recusou. A duquesa se fez de surda e permaneceu na chácara até 1821, quando voltou para Portugal em companhia de D. João VI e mandou depositar no banco a importância correspondente a 600000 réis por ano, sem agradecer ou dar explicações ao coronel.

Esses não foram os únicos transtornos que a cidade sofreu com a chegada da corte. Os aluguéis dobraram, segundo um abaixo-assinado dos moradores guardado no Arquivo Nacional. Por uma casa térrea fora da cidade, o diplomata Maler, encarregado de negócios da França, pagava 800000 réis por ano, o equivalente hoje a cerca de 45000 reais. Uma excursão numa carroça puxada por mulas até a fazenda de Santa Cruz, situada a menos de cem quilômetros da capital, saía por quase 400 francos, cerca de 4000 reais em valores atuais. Era nessa fazenda que D. João costumava passar os meses de verão. Numa certa ocasião, como ainda não tinha recebido o salário, o cônsul francês teve de recusar um convite do príncipe para acompanhá-lo até lá porque não tinha dinheiro para pagar o aluguel da carroça. "Não há cantinho do universo onde se seja pior alimentado e pior alojado e por preços tão excessivos': escreveu Maler.

Tudo isso contribuiu para que o entusiasmo dos primeiros dias da chegada logo se dissipasse. A colônia brasileira ganharia muito com a vinda de D. João, a começar pela sua independência, mas os problemas e o custo dos primeiros anos da família real no Rio de Janeiro foram enormes. Era preciso alimentar e pagar as despesas de uma corte ociosa, corrupta e perdulária. Isso aconteceu de duas formas. A primeira foram as listas de subscrição voluntária, que os ricos e poderosos da colônia assinaram de muito boa vontade porque tinham a certeza de obter em troca rápidas e generosas vantagens. Como se verá nos próximos capítulos, muita gente se enriqueceu com a chegada da família real. A segunda foi o aumento indiscriminado de taxas e impostos, que o povo todo pagou sem conseguir avaliar de imediato que benefícios teria com isso. No longo prazo, o descontentamento resultante se tornaria incontrolável.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

1808 era sempre minha segunda opção para presentear meus amigos, nas comemorações de suas datas importantes como aniversário, posse, ascenção profissional, internação em hospital etc. A primeira é A Casa dos Budas Ditosos. Um desses amigos é Paulo Saenger, professor, dono de escola na periferia de Brasília, culto, inteligente, bom contador de histórias e insuperável churrasqueiro. Num de seus aniversários o presentei com o 1808. Dias depois ele me enviou e-mail onde registrou seu comentário que também fica aqui registrado.
De tanto ver o sucesso do autor saltando pelas portas e prateleiras das livrarias, comprei em setembro de 2010 os dois 1808 e 1822


 

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