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Deus Um Delírio

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Deus Um Delírio

Livro Excelente - 2 opiniões

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Autor: Richard Dawkins

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Ateismo

Traduzido por: Fernanda Ravagnani

Páginas: 520

Ano de edição: 2007

Peso: 640 g

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Excelente
Elias Marinho
26/06/2012 às 12:15
Santa Maria - DF
Mais que um comentário, um relato. Este livro é extremamente cansativo, chato, chega a ser sobretudo entediante. Porém, não há como não se render ao poder transformador que ele tem. Hoje, existem dois Elias, o de antes de Deus, um delírio e o pós Deus, um delírio. Não diria que o objetivo do autor, que é o de tornar um crente num ateu, foi atingido com com este leitor aqui. Mas certamente ele conseguiu abalar todas as minhas estruturas, não somente as religiosas, pois toda a nossa vida é permeada pela religião, conseguiu abalar também as estruturas familiares, sociais, intelectuais e porque não dizer também as amorosas. Me considero alguém de uma inteligência mediana (por enquanto), conhecedor e não somente ouvinte da bíblia. Alguém com uma inteligencia assim ou superior inevitavelmente vai se render aos argumentos do Sr. Richard Dawkins que os coloca de maneira muito bem fundamentada, objetivos, lógicos, algumas vezes beirando à agressão. Todavia, há que se compreender, se levarmos em conta todo o mal que as religiões já causaram ao mundo, supostamente em nome de Deus. Quase caí da cadeira quando li, e concordei, que minha moralidade não vem da religião e diversas vezes me peguei analisando diversas passagens bíblicas, citadas no livro, que já havia lido e relido e nunca havia me atentado para as crueldades cometidas, sem qualquer objetivo lógico que deveria ser o de promover o bem para o homem. Há que se considerar que este livro não será transformador para todos os religiosos, pois requer que o leitor tenha conhecimento do que se está falando, seja sensato, mesmo que religioso. Pessoas de baixa inteligência ou extremistas, presentes em todas as religiões, possuem uma fé cega e incontestável e geralmente são desconhecedoras do livro que carregam "debaixo das axilas". Essas pessoas se prendem aos mandamentos ditados por líderes religiosos, sem manifestar qualquer tipo de contestação. Quando digo contestação, não se trata de rebeldia, trata-se simplesmente de uma reflexão ética de qual é o propósito daquele mandamento religioso, que se não é o de tornar a sua vida ou a de seu próximo melhor, trata-se simplesmente de mais uma maneira de nos dominar e nos forçar a agir e caminhar nos caminhos traçados por outras pessoas, usurpando nossa liberdade de pensar. Meu casamento com a religião nunca foi bem uma linda história de amor, depois de ser apresentado ao Sr. Dawkins ele está à beira de um divórcio. Restou apenas a fé e meu relacionamento pessoal com Deus que considero positivo pois sempre me deu forças para caminhar neste mundo de incertezas e perda de qualquer sentido da vida, pois vivemos em um mundo que até pouco tempo as pessoas norteavam sua vida na religião ou em mitos que, verdadeiros ou falsos, davam sentido a vida das pessoas, agora vivemos num mundo cheio de pessoas que estão vagando sem proposito algum, seja ele verdadeiro ou falso.

Excelente
Marcio Mafra
22/08/2010 às 15:14
Brasília - DF


Ainda existe vida inteligente no planeta. O biólogo Richard Dawkins, respeitado intelectual de Oxford, em Deus Um Delírio demonstra a irracionalidade de se acreditar em Deus, e os terríveis danos que as religiões causam à humanidade e como têm alimentado guerras e fanatismos. Sabe-se que discutir com pessoas religiosas não dá certo. Simplesmente não funciona. Elas não conseguem ouvir uma argumentação lógica que busque a verdade dos fatos. Talvez a leitura, calma, tranqüila e didática de Dawkins possa – ao menos – fazer raciocinar ao leitor de Deus Um Delírio, embora sabendo o leitor, que a verdade em si não é absoluta, e que cada um tem sua verdade, ou, cada um busca a verdade que lhe convém. No seu brilhante livro, Dawkins usa a teoria de memes, que são idéias que agem como os genes. Usa, também, a teoria darwinista – mais palatável aos líderes religiosos - para explicar a tendência das pessoas de acreditarem num ser superior. E com base na teoria das probabilidades, vai desmoronando cada um dos argumentos que defendem a perniciosa existência de Deus. Não se sabe como o autor, um respeitado cidadão inglês, passou incólume à ira dos muçulmanos que anteriormente condenaram Salman Rushdie à morte e o caçaram durante muito tempo por toda a Europa, porque em muitas passagens a narrativa parece agressiva. Uma que pode parecer agressividade é o trecho que compara a educação religiosa nas escolas ao abuso sexual de crianças. Para Darwkins, falar de criança católica, muçulmana, evangélica, ortodoxa, protestante ou espírita é como falar de “criança neoliberal” — não faz sentido. Desde Nietzsche, provavelmente, que filósofos, cientistas e escritores não atacavam a figura de Deus com tanta veemência, tanta lógica e tanta inteligência. O livro tem passagens espetaculares, em compensação, em alguns trechos a leitura é cansativa, porque repetitiva. Ao final se descobre que limites não existem, pois ainda vemos e vivemos em muitas partes do mundo, a selvageria dos ataques terroristas por motivações religiosas. A sociedade ainda considera o ateísmo uma prática de “exóticos infiéis condenados ao fogo do inferno”. Excelente tanto o livro como o autor.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A demonstração inteligente e quase científica de Richard Dawkins num texto sagaz, sarcástico e as vezes divertido que ensina, com invejável simplicidade e muito fundamento, o que ele considera um dos grandes equivocos da humanidade: a fé em qualquer entidade divina ou sobrenatural, seja Alá, seja o Deus católico, evangélico ou judeu.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Novamente, assim como com Cachinhos Dourados, a alterrnativa antrópica à hipótese do design é estatística. Os cientistas invocam a mágica dos números enormes. Já se estimou que haja entre 1 bilhão e 30 bilhões de planetas em nossa galáxia, e cerca de 100 bilhões de galáxias no universo. Eliminando alguns zeros por mera prudência, 1 bilhão de bilhões é uma estimativa conservadora do número de planetas disponíveis no universo. Suponha que a origem da vida, o surgimento espontâneo de alguma coisa equivalente ao DNA, realmente seja um evento incrivelmente improvável. Suponha que seja tão improvável que aconteça em apenas um entre 1 bilhão de planetas. Uma instituição de financiamento de pesquisas riria na cara de qualquer químico que admitisse que a chance de sua pesquisa ser bem-sucedida fosse de uma em cem. Mas cá estamos nós, falando de probabilidades de uma em 1 bilhão. Mesmo assim ... mesmo com probabilidades tão absurdamente escassas, a vida ainda teria surgido em 1 bilhão de planetas - entre os quais está, é claro, a Terra.
A conclusão é tão surpreendente que vou repeti-la. Se a probabilidade de a vida surgir espontaneamente um planeta fosse de uma em um bilhão, mesmo assim esse evento embasbacadoramente improvável teria acontecido em 1 bilhão de planetas. A chance de encontrar qualquer um entre esse 1 bilhão de planetas remete ao provérbio da agulha no palheiro. Mas não temos de sair por aí procurando uma agulha porque (de volta ao princípio antrópico) qualquer ser capaz de procurar precisa estar exatamente dentro de uma dessas prodigiosas agulhas, mesmo antes de dar início à busca.
Qualquer afirmação de probabilidade é feita dentro do contexto de um determinado nível de ignorância. Se não soubermos nada sobre um planeta, podemos postular as chances de a vida surgir como, digamos, de uma em 1 bilhão. Mas se importarmos algumas hipóteses novas para nossa estimativa, as coisas mudam. 

Se Deus não existe porque ser bom ?
Apresentada assim, a pergunta soa realmente ignóbil. Quando uma pessoa religiosa dirige-a desse jeito para mim (e muitas fazem isso), minha tentação imediata é lançar o seguinte desafio:
"Você realmente quer me dizer que o único motivo para você tentar ser bom é para obter a aprovação e a recompensa de Deus, ou para evitar a desaprovação dele e a punição? Isso não é moralidade, é só bajulação, puxação de saco, estar peocupado com a grande câmera de vigilância dos céus, ou com o pequeno grampo de dentro da sua cabeça que monitora cada movimento seu, até seus pensamentos mais ordinários". Como disse Einstein, "se as pessoas são boas só porque temem a punição, e esperam a recompensa, então nós somos mesmo uns pobres coitados". Michael Shermer, em The science of good and evil, acha que a pergunta encerra o debate. Se você acha que, na ausência de Deus, "cometeria roubos, estupros e assassinatos", revela-se uma pessoa imoral, "e faríamos bem em nos manter bem longe de você". Se, por outro lado, você admite que continuaria sendo uma boa pesssoa mesmo quando não estiver sob a vigilância divina, você destruiu fatalmente a alegação de que Deus é necessário para que sejamos bons. Suspeito que boa parte das pessoas religiosas realmente ache que a religião é o que as motiva a serem boas, especialmente se elas pertencem a uma daquelas crenças que exploram sistematicamente a culpa pessoal.
A mim me parece que é preciso uma dose muito baixa de auto-estima para achar que, se a crença em Deus desaparecesse repentinamente do mundo, todos nós nos tornaríamos hedonistas insensíveis e egoístas, sem nenhuma bondade, caridade, generosidade, nada que mereça o nome de bondade. Acredita-se que Dostoiévski fosse dessa opinião, supostamente devido a algumas declarações que ele colocou na boca de Ivan Karamázov:
"[Ivan] observou com solenidade que não existia absolutamente nenhuma lei da natureza que fizesse o homem amar a humanidade, e que, se o amor realmente existia e havia existido no mundo até então, não era por causa da lei natural, mas só porque o homem acreditava em sua própria imortalidade. Ele acrescentou, num adendo, que era exatamente aquilo que constituía a lei natural, ou seja, que uma vez que a fé do homem em sua própria imortalidade fosse destruída, não seria só sua capacidade para o amor que se esgotaria, mas também as forças vitais que sustentam a vida neste planeta. Além do mais, nada seria imoral, tudo seria permitido, até a antropofagia. E, por fim, como se tudo isso não bastasse, ele declarou que para cada pessoa, como eu e você, por exemplo, que não acredita nem em Deus nem em sua própria imortalidade, a lei natural está destinada a transformar-se imediatamente no exato contrário da lei baseada na religião que a precedia, e que o egoísmo, mesmo levando à perpetração de crimes, não seria somente permissível, mas seria reconhecido como a raison d'être essencial, mais racional e mais nobre da condição humana.
Talvez por ingenuidade tendi para uma visão menos cínica da natureza humana que a de Ivan Karamázov. Será que realmente precisamos de policiamento - seja feito por Deus ou por nós mesmos - para que não nos comportemos de modo egoísta e criminoso? Quero muito acreditar que não preciso dessa vigilância - nem você, caro leitor. Por outro lado, só para enfraquecer nossa convicção, leia a experiência sobre a desilusão de Steven Pinker numa greve policial em Montreal, descrita por ele em Tábula rasa:
"Quando eu era adolescente, no orgulhosamente pacífico Canadá, durante os românticos anos 1960, era um defensor fiel da anarquia de Bakunin. Ria do argumento de meus pais de que se o governo entregasse as armas o caos tomaria conta de tudo. Nossas previsões concorrentes foram postas à prova às oito horas da manhã do dia 17 de outubro de 1969, quando a polícia de Montreal entrou em greve. Às onze e vinte, o primeiro banco tinha sido roubado. Ao meio-dia a maioria das lojas do centro da cidade havia fechado as portas por causa dos saques. Algumas horas depois, taxistas incendiaram a garagem de um serviço de aluguel de limusines que concorria com eles por passageiros do aeroporto, um atirador assassinou um policial da província, baderneiros invadiram hotéis e restaurantes e um médico matou um ladrão em sua casa, no subúrbio. No fim do dia, seis bancos haviam sido asssaltados, cem lojas haviam sido saqueadas, doze incêndios haviam sido provocados, quilos e quilos de vidros de vitrines haviam sido quebrados e 3 milhões de dólares em prejuízos haviam sido registrados, até que as autoridades da cidade tiveram que chamar o Exército e, é claro, a polícia montada para restabelecer a ordem. Esse teste empírico decisivo deixou minha política em frangalhos [ ... ]
Talvez eu também seja uma Poliana por acreditar que as pessoas permaneceriam boas se não fossem observadas nem policiadas por Deus. Por outro lado, a maioria da população de Montreal supostamente acreditava em Deus. Por que o medo de Deus não as conteve quando os policiais terrenos foram temporariamente tirados de cena? A greve de Montreal não foi uma ótima experiência natural para testar a hipótese de que a crença em Deus nos torna bons? Ou talvez o sarcástico H. L. Mencken tivesse razão quando disse: "As pessoas dizem que precisamos de religião, mas o que elas realmente querem dizer é que precisamos de polícia". 

Na destruição de Sodoma e Gomorra, o equivalente a Noé, escolhido para ser poupado junto com sua família por ser especialmente correto, foi Ló, sobrinho de Abraão. Dois anjos foram enviados a Sodoma para avisar Ló e dizer que ele saísse da cidade antes da chegada do enxofre. Ló recebeu os anjos com hospitalidade, e então todos os homens de Sodoma reuniram-se em torno da casa dele e exigiram que Ló entregasse os anjos para que eles pudessem (o que mais?) sodomizá-los: "Onde estão os homens que vieram para tua casa esta noite? Traze-os para que deles abusemos" (Gênesis 19,5). A bravura de Ló ao recusar-se a ceder à exigência sugere que Deus deve até ter tido razão ao considerar Ló o único homem de bem de Sodoma. Mas a auréola de Ló fica manchada com os termos de sua recusa: "Rogo-vos, meus irmãos, que não façais mal; tenho duas filhas, virgens, e vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto" (Gênesis 19,7-8).
Por mais estranha que a história possa parecer, ela certaamente nos indica alguma coisa sobre o respeito reservado às mulheres nessa cultura intensamente religiosa. No final, a oferta que Ló fez da virgindade de suas filhas mostrou-se desnecessária, pois os anjos conseguiram afastar os agressores cegando-os por milagre. Eles então advertiram Ló para que partisse imediatamente com sua família e seus animais, porque a cidade estava prestes a ser destruída. A família inteira escapou, com a exceção da pobre mulher de Ló, que o Senhor transformou num pilar de sal por ter cometido a ofensa - relativamente leve, seria de imaginar - de olhar para trás para ver os fogos de artifício.
As duas filhas de Ló fazem uma breve reaparição na história. Depois de a mãe delas ter sido transformada num pilar de sal, elas moram com o pai numa caverna, no alto de uma montanha. Carentes de companhia masculina, elas decidem embebedar o pai e copular com ele. Ló não percebeu quando sua filha mais velha chegou a sua cama ou quando saiu dela, mas não estava bêbado demais para engravidá-la. Na noite seguinte as duas filhas combinaram que era a vez da mais nova. Novamente Ló estava bêbado demais para perceber, e a engravidou também (Gênesis 19,31-36). Se essa família tão perturbada era o melhor que Sodoma tinha a oferecer em termos de princípios morais, dá até para começar a sentir certa solidariedade para com Deus e seu enxofre punitivo.
A história de Ló e os sodomitas ressoa de forma assustadora no capítulo 19 do livro dos Juízes, quando um levita (padre) não identificado viajava com sua concubina em Jebus. Eles passaram a noite na casa de um velho hospitaleiro. Enquanto jantavam, os homens da cidade chegaram e bateram à porta, exigindo que o velho entregasse seu convidado "para que dele abusemos". Praticamente com as mesmas palavras de Ló, o velho disse: "Não, irmãos meus, não façais semelhante mal; já que o homem está em minha casa, não façais tal loucura. Minha filha virgem e a concubina dele trarei para fora; humilhai-as e fazei delas o que melhor vos agrade; porém a este homem não façais semelhante loucura" (Juízes 19,23-24). Aparece novamente o ethos misógino, firme e forte. Acho o termo "humilhai-as" especialmente aterrador. Divirtam-se humilhando e estuprando minha filha e a concubina desse padre, mas mostrem o devido respeito por meu convidado, que, afinal de contas, é homem. Apesar da semelhança entre as duas histórias, o dénouement foi menos feliz para a concubina do levita que para as filhas de Ló.
O levita a entrega à multidão, que a estupra coletivamente a noite inteira: "E eles a forçaram e abusaram dela toda a noite até pela manhã; e, subindo a alva, a deixaram. Ao romper da manhã, vindo a mulher, caiu à porta da casa do homem, onde estava o seu senhor, e ali ficou até que se fez dia claro" (Juízes 19,25-26). De manhã, o levita encontra a concubina prostrada na porta e diz, com o que hoje consideraríamos de uma aspereza insensível:
"Levanta-te, e vamos". Mas ela não se moveu. Estava morta. Então ele "tomou de um cutelo e, pegando a concubina, a despedaçou por seus ossos em doze partes; e as enviou por todos os limites de Israel". Sim, você leu certo. Pode olhar em Juízes 19, 29. Caridosamente, atribuamos de novo tudo isso à esquisitice onipresente da Bíblia. De fato, a história não é tão completamente maluca quanto parece. Havia um motivo - provocar vingança - e deu resultado, pois o incidente causou uma guerra de desforra contra a tribo de Benjamim, na qual, como o capítulo 20 de Juízes ternamente registra, mais de 60 mil homens foram mortos. Essa história é tão parecida com a de Ló que não dá para não especular se algum fragmento do manuscrito sem querer não se misturou em algum escritório esquecido de um monastério: uma ilustração da proveniência errática dos textos sagrados.
O tio de Ló, Abraão, foi o pai fundador de todas as três "grandes" religiões monoteístas. Seu status patriarcal faz com que ele possa ser considerado um exemplo a ser tomado, quase como Deus. Mas que moralista moderno ia querer seguir seu exemplo? Relativamente cedo em sua vida longa, Abraão foi para o Egito para fugir da fome, com sua mulher, Sara. Ele percebeu que uma mulher tão bonita seria cobiçada pelos egípcios e que portanto sua própria vida, como marido dela, poderia ficar em perigo. Então decidiu fazê-la passar por sua irmã. Como tal, ela foi levada para o harém do faraó, e Abraão, em conseqüência, enriqueceu com o favorecimento do faraó. Deus desaprovou o pequeno arrranjo, e enviou pragas sobre o faraó e sua casa (por que não sobre Abraão?). O faraó, compreensivelmente nervoso, exigiu saber por que Abraão não lhe contara que Sara era sua mulher. Ele então a devolveu a Abraão e expulsou os dois do Egito (Gênesis 12, 18-19). O estranho é que aparentemente o casal tentou usar o mesmo golpe de novo, dessa vez com Abimeleque, rei de Gerar. Também ele foi induzido por Abraão a casar-se com Sara, novamente tendo sido levado a crer que ela era irmã de Abraão, não mulher dele (Gênesis 20, 2-5). Também ele manifestou sua indignação, em termos quase idênticos aos do faraó, e é difícil não se solidarizar com os dois.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Richard Dawkins foi estrela de primeira grandeza na FLIP 2009. Ele não tem nenhum parentesco com o também cientista Charles Darwin. Delirantemente aplaudido quando se apresentou na FLIP 2009, é um enérgico defensor do ateismo e do ceticismo. Deus Um Delírio é um de seus best-sellers.


 

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