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O Castelo de Âmbar

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O Castelo de Âmbar

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Mino Carta

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 400

Ano de edição: 2000

Peso: 485 g

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Excelente
Marcio Mafra
19/06/2010 às 12:15
Brasília - DF

No Castelo de Âmbar Mino Carta conta os desvãos da imprensa do Brasil, principalmente entre os anos de 1967 e 1993, metamorfoseado num belíssimo romance. O autor começa o livro dizendo que os documentos em que se baseou para escrevê-lo estavam numa grande caixa que certo dia um advogado recebeu da secretária de cliente falecido há pouco. Brilhante ficção, não apenas no início mas, também, no meio, ao longo e no final do livro. Num texto refinado, culto, inteligente, comovente e exótico o autor vai narrando episódios sociais e histórias políticas do Brasil, naquele tempo preso ao medo, ao cerceamento da liberdade a violência da ditadura militar que perseguia, torturava e às vezes matava seus opositores a quem chamava de subversivos ou terroristas. Mino Carta – custa acreditar – era um jornalista íntegro, de posição contrária ao governo e a direção profissional que adotava nas editoras por onde passou levavam as publicações ao sucesso e prestígio social. Sucesso empresarial resulta em dinheiro. Seus patrões, barões da imprensa eram e continuam sendo amigos do governante de plantão, para defender, preservar e desenvolver os seus negócios, razão porque não se importavam, nem se importam hoje, em se demonstrar arrogantes, egocêntricos, medíocres e vaidosos. Mas, sempre ostentaram cara de honestidade, seriedade, justiça e moralismo social. A descrição dos personagens induzem o leitor a identificá-los com os mandatários de cada ocasião, como José Sarney, Ernesto Geisel, João Figueiredo, Golbery do Couto e Silva, João Goulart, Fernando Collor, Paulo Maluf, Lula ou Fernando Henrique Cardoso. Porém, os leitores que não viveram essa rica etapa da vida brasileira, vão se deliciar com as histórias e jogadas do poder, algumas emocionantes e outras toscas e grotescas como é o exercício do poder executivo ou legislativo. Mercúcio Parla, nome que retrata Mino Carta é um personagem que narra, como ninguem jamais o fez, toda a promiscuidade que perpassou e talvez ainda perpasse pelo relacionamento dos governantes, jornalistas e barões da imprensa. Castelo de Âmbar é a ficção pela qual Mino carta lutou tentando manter íncolume a sua memória de infância inocente, pura e fantasiosa. Embora o tema ficcional adotado pelo autor não seja original, Castelo de Âmbar resultou num livro de primeira grandeza, e se não fora o estilo da escrita jornalística, poderíamos considerar Mino Carta um excelente escritor.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história dos governantes, jornalistas e empresários da comunicação do Brasil vivida entre os anos de 1965 a 1993, baseada – segundo o autor - em documentos, manuscritos e textos diversos que se encontravam numa grande caixa, que certo dia um advogado recebeu da secretária de cliente há pouco falecido.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A revista ja teve dias e anos difíceis desde o lançamennto. Primeiro, porque representava um modelo de publicação desconhecido do chamado grande público. Segundo, porque, para complicar as coisas, Mino e a redação levaram muito tempo para acertar a mão. Terceiro, porque a situação política, que já era péssima, complicou-se ainda mais três meses depois da estréia. Sem contar que o nome, Veja, imposto pelo chairman, sugeria uma reevista ilustrada, quando seu objetivo era ser lida.
Alguém observou não ser aquele o momento mais propício para o lançamento de uma revista de sensível, acentuado conteúdo político. De fato, a curto prazo a censura do regime militar armou sua tenda na redação. A ditadura implantada no país pelo golpe de Estado dessferido em 1964, em dezembro de 1968 deu um giro no parafuso por meio de um Ato Institucional, de número 5, que lhe atribuía poderes praticamente ilimitados.
As tensões precipitadas pelo endurecimento dilataram as responsabilidades de Mino, até porque os patrões mal conheciam o país, sua história e os humores que serrpenteavam nas entranhas da terra e do povo. Os Civita sabiam apenas que o tal Brasil era do tamanho de um continente e que teria de proporcionar um público pootencialmente enorme para suas publicações. No mais, se declaravam seduzidos pela amplidão das paisagens, pelo ritmo do batuque, pelas curvas das mulatas etc., etc.
"Não conseguem ver, no entanto", pensava Mino, "o que lhes passa literalmente debaixo do nariz, o rio Tietê, lamaçal fétido em movimento preguiçoso, rio morto, prova de muitas coisas más. Se o lago de Tiberíades fossse igual ao Tietê, a caminhada de Cristo sobre a água não seria milagre."
Em todo caso, do ponto de vista das idéias políticas, os Civita não ultrapassavam a genérica adesão aos valores pregados pela retórica ocidental, sendo claro para eles que o Brasil estava fadado à condição de vassalo do império dos EUA. Tinham do mundo uma visão visceralmente maniqueísta, o Oeste era o Bem, o Leste, o Mal. Não perrcebiam que os govemantes dos EUA, embora não declarassem ser Deus na Terra, portavam-se como se fossem, e não eram poucos aqueles que os reconheciam como tais.
Mino teve de construir um ideário um tanto mais complexo e adequado à circunstância, o que, diga-se, não o desagradou nem um pouco. Fora esta, aliás, uma das razões, talvez a mais forte, que o levaram a deixar o Jornal da Tarde, onde contava com total autonomia técnica e nenhuma política.
Mino não se permitia nutrir dúvidas em relação ao fato de que jornalismo "é trabalho de equipe" - e não repetia esta frase por modéstia. Tinha dotes para a chefia e encontrou quem o ajudasse a conduzir a revista, sem esquecer jamais de valorizar os colaboradores mais próximos, ou seja, os componentes do pequeno grupo que, em todas as redações, mesmo as mais apinhadas, "carrega e toca o piano". E esta era mais uma de suas frases.
Quanto aos Civita, achava que poderia controlá-los.
Era leal por natureza, mas não os respeitava. Victor, nas conversas com os empregados e nas comunicações internas (ceis), se referia ao filho como RC (arci) e Robert ao pai como VC (vici), embora às vezes admitissem ser chamados de vecê e errecê.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A folha de S. Paulo, no início de 2005, falava (bem) de dois livros do Mino Carta: Castelo de Âmbar e a Sombra do Silêncio. Na ocasião encontrei apenas A Sombra do Silêncio, que achei muito ruim.
Mesmo assim, fiquei procurando – sem muito empenho – O Castelo de Âmbar. Somente em fevereiro de 2008 consegui comprá-lo num sebo e o deixei na fila da leitura até junho de 2010.


 

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