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Minha Idéia de Diversão

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Minha Idéia de Diversão

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Will Self

Editora: Geração

Assunto: Romance

Traduzido por: Eliana Sabino

Páginas: 371

Ano de edição: 2002

Peso: 535 g

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Ruim
Marcio Mafra
18/01/2008 às 10:27
Brasília - DF

Will Self é festejado como escritor irreverente, cult, cáustico, chocante, estapafúrdio, demoníaco, pornográfico e outros adjetivos intelectualizantes. Este Minha Idéia de Diversão é mais um delírio de um narrador ensandecido, do que um livro de um autor original, provocante ou irreverente. A leitura é chata, o desenrolar da história é um porre. Parece que se está lidando com alguém que acabou de fumar maconha, misturada com haxixe, crack e cocaína. Pra quem gosta de coisas completamente inusitadas, inexplicáveis, inintelegível e fedorento como cocô, é um prato cheio.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O enredo deste livro trata das aventuras de Ian Wharton, executivo de marketing e seu mundo, no qual os personagens se divertem cortando cabeças de mendigos e fazendo sexo, através do buraco sanguinolento do pescoço da vítima. E consumindo drogas. Ou assassinando a própria mulher e arrancando do seu útero a criança que ainda não nasceu. (Transcrito da orelha do livro)

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Patricia tentava ser durona e sexy. Atraía os homens, dava-lhes corda e depois os expulsava. Mas cada novo acasalamento trazia apenas um novo desespero. Dentro de seu lindo peito uma aranha pós-coital banqueteava-se com o coração do seu homem morto. Geoff Crier fazia Ian lembrar-se de Hargreaves, seu professor na Sussex. Crier tinha a mesma barba castanha generalizada que insinuava fortemente a necessidade de um barbear diário em volta dos olhos injetados. Era um lembrete da elegante era de Ogilvy na propaganda britânica, quando redatores, homens de marketing e até mesmo o pessoal da produção usavam coloridas gravatas-borboleta e imitavam os maneirismos dos artistas que acontecessem de ser comerciais. Crier não era muito inteligente; afirmava que a vida teimava em atravessar a rua quando o via chegar. Agora com quase 50 anos - era o mais velho dos três -, estava começando a ficar desajeitadamente juvenil e eufórico, como um adolescente à solta. Não se podia dizer que sua namorada fosse uma alma sofredora, pois felizmente ela não tinha a menor idéia de como a frustração de Crier era filtrada pelo crivo da personalidade dele até que só restasse um caldo de aguada pretensão. Nessa manhã abrasadora, já suado em seus elegantes shons pretos (by Barries'), Si Arkell, o mais jovem dos três marqueteiros, trabalhava arduamente em seu emprego diurno secreto: a luta ferrenha para aceitar sua própria sexualidade. Tentava pensar em dormir com homens como apenas algo que ele fazia, assim como outras pessoas iam ao futebol ou comiam pipoca, mas a sensação era muito diferente disso. A sensação era de que o seu homossexualismo tinha, de alguma forma, aberto caminho a dentadas através de todo o seu corpo - uma piranha solitária e cancerígena que agora devorava toda a sua fixidez e qualquer capacidade de concentração que ele pudesse ter. À noite, no deserto minimalista de seu elegante apartamento em Bayswater, Arkell mergulhava na genética. Cada nova teoria propondo um diferencial na estrutura do cérebro dos invertidos fazia com que ele se sentisse cada vez mais inseguro e esquisito. Quanto mais lia, mais alarmante era a clareza com que ele conseguia imaginar seu próprio cérebro. Nos sonhos, como um mergulhador em miniatura, ele nadava por entre a eflorescência do seu banco de coral, observando as formações mutantes e as incrustações parasíticas que faziam dele o que ele era. De manhã acordava banhado em suor - os sonhos tinham sido tão vívidos e cansativos que ele não se sentia descansado. De vez em quando o coitado do Arkel pirava, saía para a pegação, conseguia alguém - geralmente um homem que sequer lhe agradava. Deixava que o comessem, ou então ele os chupava. Muitas vezes batiam nele como complemento. Assim, até mesmo conseguir o que queria transformava-se numa variedade de humilhação. Coitado do Si. Todos eles, todos os marqueteiros, compensavam a dolorosa nulidade de sua vida emocional devorando o trabalho, introjetando-o em sua psique. Eram os companheiros ideais para Ian Wharton - como ele, seus cerebelos tinham sido transformados em gôndolas de supermercado repletas de itens-pensamentos congelados. A mente deles era uma mise-en-scene mental dentro da qual aspirações, anseios, sonhos e confusões éticas tinham se tornado apenas outras tantas colocações de produto, cada um deles lutando por seu momento, devidamente pago, no visor da consciência. Implacavelmente, avaramente, eles se submetiam a metodologias de marketing. Dividiam-se internamente em subconjuntos classificáveis sócio-economicamente de homúnculos sentenciosos, os quais eram compelidos a completar pesquisas de opinião, freqüentar grupos de estudos em que os fenômenos eram avaliados e então assistir a apresentações cheias de canastrice da próxima Pequena Idéia. O jargão do marketing invadira sua linguagem bastante comum. Assim, eles adaptaram o clássico discurso de amizade para o seu próprio uso, proclamando: "Não existem pessoas desconhecidas, apenas clientes potenciais que ainda não convencemos".


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em Parati, durante a Flip 2007, uma das mesas de discussão tratava do tema: bichos. Nesta estavam os autores Will Self e Jim Dodge. Por isso comprei este livro do Will.


 

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