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Bom Crioulo

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Bom Crioulo

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Autor: Adolfo Caminha

Editora: Ática

Assunto: LGBT

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 108

Ano de edição: 1999

Peso: 125 g

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Bom
Marcio Mafra
29/11/2007 às 19:19
Brasília - DF

Adolfo Caminha, já tendo publicado dois ou três livros, e já tendo se desligado da Marinha, onde havia atingido o posto de tenente, virou maldito porque teve a ousadia de "roubar" a mulher de um oficial, com quem passou a viver. Caiu na desgraça social, por ter ofendido a honra militar. Talvez, não tendo mais o que perder, para fustigar ainda mais os seus ex companheiros, escreveu em 1895 o "Bom Crioulo". Se foi repudiado socialmente pelo casamento, mais ainda seria por ter abordado o homossexualismo há mais de cem anos. Se 112 anos depois, ainda existe a segregação de homossexuais, não sendo raras as agressões seguidas de morte, imagine-se falar publicamente do assunto, narrando uma história ambientada dentro da Marinha. Para sorte do autor ele morreu no ano seguinte, de tuberculose. Mas o romance em si, não é lá essas coisas. O Adolfo Caminha é considerado um dos mais importantes representantes da escola literária denominada naturalista. Esta escola era um movimento literário que durou até o início dos anos 1900, e que era seguidora dos estudos da biologia, retratando a natureza do ser humano, na interação de sua personalidade com o meio social. Pode ser um livro muito bom para o estudo e constatação daquele movimento literário. Embora seja um enredo agressivo e forte, não é uma boa história. Ao contrário, é pobre de emoção, ainda mais que o final é absolutamente previsível. A cena mais rica, literariamente falando, não tem nada de emocionante, nem de amor, nem de arte, nem de poesia. Nela sobressai apenas a vingança, a hostilidade e agressividade


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História sobre a paixão e tragédia de Aleixo, branco, marinheiro novato na carreira, e Amaro, preto, marinheiro veterano.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Só uma pessoa desejaria que a viagem se prolongasse indefinidamente, que a corveta não chegasse nunca mais, que o mar se alargasse de repente submergindo ilhas e continentes numa cheia tremenda, e a velha nau, só ela, como uma coisa fantástica, sobrevivesse ao cataclismo, ela somente, grandiosa e indestrutível, ficasse flutuando, flutuando por toda a eternidade. Era Bom-Crioulo, o negro Amaro, cujo espírito debatia-se, como um pássaro agonizante, em torno desta única idéia - o grumete Aleixo, que o não deixava mais pensar noutra coisa, que o torturava dolorosamente... - Maldita a hora em que o pequeno pusera os pés a bordo! Até então sua vida ia correndo como Deus queria, mais ou menos calma, sem preocupações incômodas, ora triste, ora alegre, é verdade, porque não há nada firme no mundo, mas, enfim, ia-se vivendo... E agora? Agora... hum, hum!... agora não havia remédio: era deixar o pau correr... E vinha-lhe à imaginação o pequeno com os seus olhinhos azuis, com o seu cabelo alourado, com as suas formas rechonchudas, com o seu todo provocador. Nas horas de folga, no serviço, chovesse ou caísse fogo em brasa do céu, ninguém lhe tirava da imaginação o petiz: era uma perseguição de todos os instantes, uma idéia fixa e tenaz, um relaxamento da vontade irresistivelmente dominada pelo desejo de unir-se ao marujo como se ele fora do outro sexo, de possuí-lo, de tê-lo junto a si, de amá-lo, de gozá-lo!... Ao pensar nisso Bom-Crioulo transfigurava-se de um modo incrível, sentindo ferrear-lhe a carne, como a ponta de um aguilhão, como espinhos de urtiga brava, esse desejo veemente - uma sede tantálica de gozo proibido, que parecia queimar-lhe por dentro as vísceras e os nervos... Não se lembrava de ter amado nunca ou de haver sequer arriscado uma dessas aventuras tão comuns na mocidade, em que entram mulheres fáceis, não: pelo contrário, sempre fora indiferente a certas coisas, preferindo antes a sua pândega entre rapazes a bordo mesmo, longe de intriguinhas e fingimentos de mulher. Sua memória registrava dois fatos apenas contra a pureza quase virginal de seus costumes, isso mesmo por uma eventualidade milagrosa: aos vinte anos, e sem o pensar, fora obrigado a dormir com uma rapariga em Angra dos Reis, perto das cachoeiras, por sinal dera péssima cópia de si como homem; e, mais tarde, completamente embriagado, batera em casa de uma francesa no largo do Rocio, donde saíra envergonhadíssimo, jurando nunca mais se importar com "essas coisas"... E agora, como é que não tinha forças para resistir aos impulsos do sangue? Como é que se compreendia o amor, o desejo da posse animal entre duas pessoas do mesmo sexo, entre dois homens? Tudo isto fazia-lhe confusão no espírito, baralhando idéias, repugnando os sentidos, revivendo escrúpulos. - É certo que ele não seria o primeiro a dar exemplo, caso o pequeno se resolvesse a consentir.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O Adolfo Caminha, escritor cearense, um dos principais representantes do naturalismo no Brasil, sua obra, densa, trágica e pouco apreciada na época, é repleta de descrições de perversões sociais e sexuais, além de crimes. Sempre que se referencia o autor,surge a observação: "autor de bom crioulo". Faltava o livro na bibliomafrateca, e o comprei em novembro de 2007, do Sebo Pacobelo de S.Paulo


 

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