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O Tambor

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O Tambor

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Günter Grass

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Lucio Alves

Páginas: 738

Ano de edição: 1982

Peso: 80 g

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Bom
Marcio Mafra
14/11/2007 às 18:59
Brasília - DF

O Tambor é engraçado numa ou outra passagem. Mas, também é burlesco. A narrativa, embora inteligente, narra a vida do anão Oskar, mas deixa ver claramente ao longo da história - as vezes de forma grotesca, rascante e agressiva - sempre com muita uma ironia os costumes sociais, políticos e culturais da extrema direita alemã, do pós guerra. Por isso mesmo vira uma chatice, do mesmo jeito e forma do "A Ratazana", porque o gênero romance não é exatamente o fórum para o embate dos ideais político-partidários de ninguém, como também não é lugar para expor as feridas não cicatrizadas da 2ª Guerra Mundial. Este viés, compromete a qualidade literária do livro, da história e - obviamente - do autor, enquanto ficcionista. Claro que o Nobel torna o autor um ícone na literatura mundial. Mas, um ícone às avessas. Tambor é burlesco, embora o Gunter seja um bom narrador. Volta-se a sentir que este Nobel foi mais uma ação entre amigos, patrocinada pelo grande regime democrático americano, que aplaudia e incentivava qualquer coisa que fosse - mesmo que simples alusão - contra o regime nazista. Teatro do absurdo é um gênero literário excelente para discussão de intelectual abestalhado. Como leitura é enfadonho e muito Chato, embora, paradoxalmente bem escrito e bem articulado.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do anão Oskar, do seu nascimento até sua internação num sanatório. Ele tocava tambor.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dia de visita: Maria me trouxe um tambor novo. Quando, por sobre as barras de minha cama, quis me dar, junto com o tambor, o recibo da loja de brinquedos, dispensei-o com a mão e apertei a campainha na cabeceira da cama até que Bruno, meu enfermeiro, viesse e fizesse o que faz sempre que Maria surge com um novo tambor envolto em papel azul. Desfez o barbante do embrulho, deixou se desprender o papel para logo, passada a exibição quase solene do tambor, tornar a embrulhá-lo cuidadosamente. E só então foi andando até a pia - e quando digo "foi andando", penso naquele estilo de caminhar! - com o tambor novo, deixou correr a água quente e despregou com cuidado, sem arranhar o esmalte vermelho e branco, a etiqueta com o preço na borda do instrumento. Quando Maria, após visita breve e não demasiado cansativa, se dispunha a sair, pegou o tambor estropiado durante a descrição das costas de Herbert Truczinski, da escultura de proa e da interpretação quiçá demasiado pessoal da primeira Epístola aos Coríntios; pretendia levá10 e depositá-lo em nossa adega junto com os demais tambores usados, que me haviam servido para fins em parte profissionais em parte pessoais. Antes de ir embora, Maria disse: "Bom, já não há muito espaço na adega. Gostaria só de saber onde guardarei as batatas de inverno." ...."A partir daquele dia, Creff começou a envelhecer, descuidou sua aparência e se entregou por completo aos trabalhos manuais, a tal ponto que se viam na loja de hortaliças mais máquinas repicantes e mecanismos ulu1antes que batatas e repolhos. Claro está que também a situação geral do abastecimento contribuía para isso; as entradas de mercadorias tornavam-se raras e irregulares, e Creff não estava em condições, como Matzerath, de se converter em hábil comprador dos atacadistas valendo-se de suas relações. A loja tinha um aspecto triste, e no fundo havia motivo para se alegrar de que os inúteis aparelhos sonoros de Creff decorassem e enchessem o espaço de forma decorativa, ainda que cômica. Agradavam-me os produtos surgidos do cérebro cada vez mais transtornado do maníaco Creff. Quando hoje contemplo as obras de barbantes atados de meu enfermeiro Bruno, recordo-me da exposição de Creff. E da mesma forma que Bruno saboreia meu interesse meio sorridente e meio sério por seus passatempos artísticos, assim também se alegrava Creff, à sua maneira distraída, quando observava que uma ou outra de suas máquinas musicais me agradava. Ele, que por muitos anos não ligara para mim, sentia-se agora decepcionado quando, passada meia hora, eu abandonava sua loja convertida em oficina, para visitar sua esposa Lina Creff


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Do Gunter Grass, eu já tinha lido o " A Ratazana", que comprara porque ele tinha ganho o Nobel de Literatura. Não gostei nadinha do livro. Mas, é ruim não gostar de um Nobel. A sensação é que você - o leitor - é um grande idiota e não o autor, pois você nunca ganhou nem o prêmio do Baú da Felicidade, quanto mais o Nobel de Literatura. Por isso, quando uma amiga do Rafael, a escritora Erika Matos da Veiga, disse que O Tambor, do Gunter, era um dos seus livros preferidos, fiquei surpreso. Daí busquei O Tambor. Comprei-o num Sebo, por 10% do preço de livraria. Por tão pouco dinheiro valia a pena reler um Nobel.


 

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