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A Cidade do Sol

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A Cidade do Sol

Livro Ótimo - 3 opiniões

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Autor: Khaled Hosseini

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Maria Helena Rouanet

Páginas: 364

Ano de edição: 2007

Peso: 515 g

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Excelente
Cris Felizardo
08/12/2011 às 16:06
Brasília - DF

“A Cidade do Sol”. O livro de Khaled Hosseini se assemelha a seu outro livro, “O Caçador de Pipas”, ambos tem como cenários países castigados por guerras e divergências políticas, no caso de “A Cidade do Sol”, o cenário escolhido foi o Afeganistão. Para quem tem coração mole é impossível ler o livro sem sentir emoção ao ler a história dos personagens do livro, (Mariam e Laila) ainda mais, porque sabemos que não é uma obra de ficção, que a execução sumária de pessoas não é obra da mente de algum escritor, infelizmente. Além disso, o livro trata de forma emocionante o amor de uma mãe por seus filhos, e das privações, humilhações, dores e ofensas que ela pode suportar para proteger sua prole. Outro ponto constante do livro é o tratamento do homem em relação às mulheres seguindo algumas religiões do Afeganistão. Falando de forma pessoal, algumas páginas me fizeram sentir raiva pela forma como as mulheres são tratadas, por uma coisa tão mesquinha e tola, que são os costumes. Quer dizer, um costume é o que rege um povo e dá alma a sua tradição, mas um costume de humilhar as mulheres é ultrajante. Dói muito ver como as mulheres afegãs foram e são cruelmente tratadas e como têm que viver submissas a tudo e a todos. O livro é permeado por lembranças, sentimentos de culpa, tristezas, saudades de uma vida nunca vivida. Li e recomendo (principalmente para as mulheres).


Ótimo
Elias Marinho
29/04/2011 às 11:21
Santa Maria - DF

Este é um livro indicado principalmente a mulheres, pois o sofrimento vivido pela personagem principal Mariam, consegue deixar as mulheres revoltadas com a situação vivida pelas mulheres do Afeganistão, que são diariamente humilhadas e desprezadas. Assim como o Caçador de Pipas, este livro serve muito para conhecermos o Afeganistão, páis que ouvimos falar apenas das guerras e da opressão, e que passamos a conhecer também a sua cultura, suas línguas (não me esquecerei do Farsi) e curiosamente o amor do povo pelo seu país. Acredito que este livro é mais um manifesto do autor contra as atrocidades que foram cometidas pelo regime Taliban. Indico este livro a todas as leitoras "Jo" (leia o livro que descobrirá), que certamente se envolverão profundamente na leitura, pois já vi isso acontecer com duas próximas a mim.


Ótimo
Marcio Mafra
08/11/2007 às 18:54
Brasília - DF

A Cidade do Sol, como o Caçador de Pipas, se passa num Afeganistão oprimido e destruído pelo regime Talibã. Também é uma história comovente e marcante. Quando morreu a mãe da Mariam, ela tinha pouco mais de 15 anos e nessa ocasião foi dada em casamento, ao comerciante de sapatos Rachid. Mariam Jo, obstinadamente, aceita que seu destino de mulher seja servir a seu marido e parir muitos filhos. Paralelamente corre a história de Laila, mais ou menos da mesma idade de Mariam Jo, que freqüenta escola e está classificada entre as melhores alunas do colégio, porém acredita que seu destino vai além de servir aos homens e parir. Quando, depois de muitos abortos, Mariam não mais poderá dar filhos a Rachid, ele se casa com a segunda mulher, ninguém menos que Laila. Ao se casar, Laila estava grávida do namorado adolescente. Como nos melhores melodramas, Rachid é enganado. Mariam Jo e Laila, a princípio rivais, tornam-se amigas. se apóiam para conseguir sobreviver, cada uma à sua maneira, com muito amor, dedicação, lealdade e cumplicidade, embora passem por sofrimentos brutais, senão desumanos. Com habilidade para dosar emoções, Hosseini criou mais uma trama de leitura fácil e perfeita. Uma descrição perturbadora da violência e da guerra cruel do século 21, mas também, uma história lírica da vida e do amor de suas duas mulheres inesquecíveis.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Mariam-jo, filha de Nana e Jalil, que não tratava Nana como esposa, nem Mariam como filha. Um dia a mãe de Mariam-jo se enforcou....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

(Mariam)"As molas da cama rangeram quando ele se sentou ao seu lado. Depois de um instante de hesitação, a mão dele pousou em seu pescoço e aqueles dedos grossos pressionaram os ossinhos de sua nuca. O polegar foi descendo e, agora, deslizava pela cavidade acima dos ombros, pela carne do colo. Mariam estremeceu. A mão dele desceu ainda mais, e mais, e suas unhas se prendiam no tecido da blusa da menina. - Não posso - murmurou ela, com voz rouca, vendo, à luz da lua, o seu perfil, os seus ombros e o seu peito largos, os tufos de cabelo grisalho despontando pela gola desabotoada. Agora, a mão de Rachid estava em seu seio direito, apertando-o por cima da blusa, e ela podia ouvi-lo respirar, profundamente, pelo nariz. Ele se esgueirou sob as cobertas, ao seu lado. Mariam sentiu aquela mão descer até sua barriga e começar a desatar o cordão de sua calça. Suas próprias mãos se fecharam, agarrando as cobertas. Rachid deitou-se sobre o seu corpo, se remexeu e se ajeitou, e ela soltou um gemido, com os olhos bem apertados, os dentes cerrados. A dor foi repentina e impressionante. Ela arregalou os olhos, inalou por entre os dentes e mordeu a articulação do polegar. Passou o outro braço pelas costas de Rachid e agarrou a camisa dele, com toda força. Rachid enterrou o rosto no travesseiro e Mariam, com os olhos bem abertos, ficou fitando o teto por sobre o seu ombro, trêmula, com os lábios contraídos, sentindo o calor daquela respiração acelerada em seu pescoço. O ar recendia a fumo, às cebolas e ao carneiro assado que tinham comido um pouco mais cedo. De vez em quando, a orelha dele roçava em seu rosto, e, pelo toque áspero, dava para saber que ele tinha se barbeado. Depois, Rachid saiu de cima dela, ofegante, e ficou ali deitado, com o braço apoiado na testa. No escuro, Mariam podia ver os ponteiros azulados do seu relógio. Ficaram assim por alguns instantes, de barriga para cima, sem se olhar. - Não precisa ter vergonha, Mariam - disse ele, de forma um tanto indistinta. - É o que as pessoas casadas fazem. É o que o próprio Profeta fazia com suas esposas. Não há vergonha nenhuma nisso..." (Laila)..." O tempo porém é o mais inclemente dos incêndios e, afinal, não deu para salvar tudo. Mas ela conseguiu guardar algumas coisas. Aquela dor tremenda lá embaixo, como nunca tinha sentido antes. A nesga de sol no tapete. Seu calcanhar roçando a superfície dura e fria da perna dele, retirada às pressas e jogada ali no chão, ao seu lado. As mãos em concha nos cotovelos dele. Aquela marca de nascença no seu ombro, parecendo um bandolim de cabeça para baixo, reluzindo em vermelho. O rosto dele pairando sobre o seu. Os cachos negros balançando, tocando de leve em seus lábios, em seu queixo. O pavor de serem descobertos. A sensação de não conseguir acreditar na própria audácia, na própria coragem. O estranho e indescritível prazer mesclado à dor. E o olhar, a imensa variedade de olhares que viu no rosto de Tariq: de apreensão, de ternura, de desculpas de constrangimento, mas, acima de tudo, acima de tudo mesmo, de desejo. Depois, fui a loucura. Camisas abotoadas às pressas, cintos fechados, cabelos ajeitados com as mãos. Sentaram-se então ali, um ao lado do outro, impregnados do cheiro do outro, com os rostos corados, ambos atordoados, ambos sem fala diante da enormidade do que acabava de acontecer. Do que tinham feito. Laila viu três gotinhas de sangue no tapete, do seu sangue, e imaginou os pais vindo se sentar no sofá, sem fazer idéia do pecado que ela tinha cometido. E foi então que sentiu vergonha, e culpa, e, lá em cima, o relógio seguia marcando as horas, parecendo soar incrivelmente alto aos seus ouvidos. Como o martelo de um juiz que batesse incessantemente, condenando-a. Tariq disse: - Venha comigo. Por um instante, Laila quase acreditou que fosse possível. Ir embora junto com Tariq e seus pais. Fazer as malas, embarcar num ônibus, deixar para trás toda essa violência, ir ao encontro da felicidade.


  • Comentário de Isabel Allende

    Autor: Isabel Allende

    Veículo:

    Fonte:

     Qualquer leitor, mesmo aquele entra na livraria com olhar de paisagem, sabe que comentários assinados por personalidades e transcritos em capas de livros, são promoções que objetivam  contribuir para a vendagem. 

    Mesmo assim o comentário da Isabel Allende impressiona:
    "Esta é uma daquelas histórias inesquecíveis, que permanecem na nossa memória por anos a fio. Todos os grandes temas da literatura e da vida são material com que é tecido este romance extraordinário: amor, honra, culpa, medo, redenção."     
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Jamais acreditei no segundo livro de um autor de sucesso. Todas as vezes que comprei o segundo, me dei mal. Em agosto de 2007, passava por uma livraria quando vi o lançamento deste segundo livro do Khaled Hosseini, autor do extraordinário Caçador de Pipas. Não resisti, mesmo acreditando que a regra se confirmaria: "sucesso não se repete".


 

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