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Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Mário Prata

Editora: Hucitec

Assunto: Teatro

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 56

Ano de edição: 1979

Peso: 95 g

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Bom
Marcio Mafra
24/02/2007 às 22:18
Brasília - DF

Uma peça de teatro, que está mais pra razoável do que para boa. Livro editado quando a ditadura militar agonizava. Embora o Mário Prata seja mestre, escritor com caixa alta, este não é o seu melhor escrito. Provavelmente deve ser impossível produzir um excelente livro, sobre um tema tão nojento e repugnante.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A peça é uma dramatização da tortura física, que foi imposta à muitos e muitos brasileiros, nos anos 60/80, durante o governo da ditadura militar e que culminou com a morte do jornalista Wladimir Herzog.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

BASEADO - (Cortando.) E você cala a boca, Rosemary!
ROSEMARY - Nao vem, não!
BASEADO - Quem ficou controlando a carga foi você. Quem tava rodando a manivela era você. Vai querer tirar o cu da seringa agora, e? Pra cima de mim, não.
HERRERA - (Entre dentes.) Filhos da puta.
Herrera vai até a sala do fundo e volta rapidamente enquanto Rosemary e Baaseado se entreolham e abaixam a cabeça.Baseado pega uma revista e começa a folhear. Rosemary, por trás, fica dando uma espiadinha.
HERRERA - (Off.) Ja tentaram tudo? Respiração artificial, porrada no coração, choque, tudo? (Volta.)
ROSEMARY - Tem mais jeito mesmo não. Tá morto mesmo. Da silva.
HERRERA - E o meu jogo de futebol? (Olhando para o relogio.) Como e que fica, hein? (Para Baseado que folheia a revista.) Estou falando com o senhor, seu Baaseado. To até achando que fizeram isso só pra me sacanear. Olhem a hora. (Diz exatamente a hora que for.) Sabem o que isso significa? Que eu vou perder o jogo. (Tira um ingresso do bolso.) Cadeira especial. .. Olha aqui. Cadeira especial! O que eu faço com ela agora?
BASEADO - Quem sabe o pessoal do 12 não está a fim?
Eles largam agora. Se voce quiser eu posso ver isso pra você.
HERRERA - (Nem ouviu.) E esse filho da puta que vocês mataram? Que que eu faço com ele?
ROSEMARY - Não foi bem assim. A gente não matou, não.
HERRERA - Ah, não?
ROSEMARY - O cara que não aguientou. É completamennte diferente.
HERRERA - Queridinho, o coraçãozinho dele não bate mais. É só isso que interessa ..
BASEADO - O cara era fraco. Não disseram nada. A gente tava trabalhando na maior. De repente... Agora não vem por a culpa, não.
HERRERA - Final de campeonato. .. O que que eu faço com esse viado? (Andando pela sala, procurando soluções.) Bem, não vai ter muita gente pra encher o saco, prá sentir falta. Operário...
BASEADO - O cara não aguentou nem duas horas.
HERRERA - Não vem, que não tem. Tá na ficha dele que ele sofria de arritmia. Arritmia cardíaca. Vai me dizer que você não tinha dado uma olhada na ficha dele?
BASEADO - Sabia. Sofria.
ROSEMARY - (Ao mesmo tempo, ignorante.) -Sofria do que?
BASEADO - (Continuando.) E como sofria, não tinha nada que se meter nos rolos que ele se meteu. Azar. Caguei.
HERRERA - Cagou mesmo.
ROSEMARY - Bem, seu Herrera, pelo menos ele confessou antes.
HERRERA - Confessou? Confessou o que? Grande merda!
ROSEMARY - Confessou tudo. A listinha toda. Essa que é a "questã".
BASEADO - Deu tempo até prá ele assinar. Depois ele rasgou tudo. Tambem, com o Rosemary enfiando o fio de "nylon" na ...
ROSEMARY - (Cortando.) Não foi por isso que ele morrreu, não. Voce sabe muito bem disso.
BASEADO - Conheço os seus agradinhos.
HERRERA - Bando de incompetentes. É só isso que mandam para a minha divisão. Amadores.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Busquei este livro, em janeiro de 2007, quando navegava pelos sites dos sebos, "estante virtual".


 

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