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Os Sonhos Morrem Primeiro

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Os Sonhos Morrem Primeiro

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Harold Robbins

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Nelson Rodrigues

Páginas: 276

Ano de edição: 1977

Peso: 310 g

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Bom
Marcio Mafra
10/02/2008 às 17:00
Brasília - DF

Harold Robbins, é daqueles escritores norte americanos que escreveram um livro por semana, depois de um sucesso esplendoroso: Os insaciáveis. No seu rastro, só em português, vieram: Os implacáveis, Escândalo na Sociedade, 79 Park Avenue, Os Sonhos Morrem Primeiro e os Libertinos.Em inglês, são quase 30 livros. Linguagem boa, história para consumo rápido, sempre numa mistura de sexo, poder, sucesso e dinheiro. A tradução do Nelson Rodrigues, sem dúvida, melhorou o estilo do Robbins.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Gareth, que lutou na guerra do Vietnã que, embora de família rica,tem vida de pobre. Tem um relacionamento difícil com seu tio Lonergan, de quem guarda um segredo, relativo à morte de seu pai. Mesmo assim, Lonergan e Gareth fazem uma sociedade para editar uma revista masculina, de nome Macho, que vira sucesso financeiro e promocional.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Eu estava deitado na banheira com água bem quente e me deixava embalar por pensamentos agradáveis quando Eileen entrou no banheiro. - Que é que há? Não vai me dizer que já está na hora do jantar! Foi ainda há pouco que saímos do coquetel. - Temos visitas. Júlio e os Halsbach, pai e filho. - Ah! O banho está tão bom... Digã que falarei com eles na hora do jantar. Ela saiu, mas voltou um minuto depois. - Júlio diz que se trata de assunto da maior importância. - Está bem. Irei daqui a pouco. Veja se pode chamar o tio John. Saí da banheira, enxuguei-me, vesti um roupão de banho e fui para a sala. Tio John já estava na sala, completamente vestido e com o seu martini na mão. Os outros estavam bebendo tequila. Fui até o bar e me servi de um copo de água gelada. Eileen tinha desaparecido. Debrucei-me no balcão do bar e disse: - Que é que há de tão importante, Júlio? - Verita me disse que já concluiu o exame da escrita e que encontrou tudo na mais perfeita ordem. - Exato. - Que é que você acha? - Que é que eu acho de quê? - Da proposta. - Estou pensando ainda. - Já tem todas as informações. Em que é que precisa pensar? Olhei para Lonergan. Estava impassível. - A bem dizer, em nada. Mas estou curioso a respeito de certas coisas. Por exemplo, qual a sua relação com tudo isso? - Eu sou o banco suíço. Sacudi a cabeça. - Você parece estar surpreso - disse Júlio. - Não. Já calculava isso. Eu não sabia era que você tinha tanto dinheiro. - Bem, eu trabalho um bocado. - Por que é então que perde tempo com isto aqui? - perguntei, olhando-o bem nos olhos. - Ora, minha família é daqui. São todos pobres camponeses. Foi uma oportunidade que eu encontrei de fazer algum bem à região onde eles moram. - Teria sido mais barato mandar todos os meses um cheque de 100 dólares para cada um de seus parentes. - Nós somos muito orgulhosos e não aceitaríamos esmolas. - Tolice! Mandar dinheiro aos parentes não é dar esmolas. E eu estou começando a achar que isto aqui é um pouco pesado demais para mim. - Será uma mina de ouro quando abrirem o jogo. - Júlio, há muito tempo que nos conhecemos. Algum dia já tentei embrulhar você? - Não, Tenente, nunca. - Então não tente me embrulhar. Você sabe muito bem que não vai haver jogo aqui ou, se houver será quando o jogo for legalizado em todo o México. Acha que os homens de Acapulco iam deixar que houvesse jogo aqui antes de haver lá? - Mas nós temos promessas das mais influentes autoridades. - Não passam de promessas. Só acredito vendo. O próprio Governador me disse que estava esperando a aprovação do governo federal. Sem jogo, isto aqui não vale nem o trabalho de tocar fogo em tudo. Júlio ficou calado. O velho conde tomou então a palavra. - Tudo poderia dar resultado com os planos turísticos de que me falou. - Sim, poderiam dar resultado, mas não com as despesas no nível em que estão. Poderia dar-me por muito feliz se conseguisse cobrir as despesas. - Por acaso você está querendo dizer com isso que não está mais interessado? - Estou querendo dizer com isso que vou pensar. No entanto, se tiver outra pessoa interessada, tem inteira liberdade de entrar em negociações com ela. O conde levantou-se. - Agradeço-lhe ter falado de maneira tão franca, Sr. Brendan. Poderemos nos encontrar de novo quando tiver chegado a uma decisão. - Muito bem. Dieter também se levantou e saiu com o pai. Júlio não se moveu da cadeira em que estava. Depois que os dois saíram, olhou para mim. - Agora, podemos falar, Tenente. - Não vou comprar esta droga, Júlio. Você deve ter tido um motivo muito forte para enterrar quatro milhões aqui dentro. - Que motivo poderia ser esse? - Ora essa! Quinze aviões particulares por semana e todos em viagem para o norte. Quer que eu seja mais claro? Júlio tomou mais um gole de tequila. Falou com um sorriso nos lábios, mas com os olhos frios. - Como foi que soube disso? - Você sabe muito bem que não é possível impedir as pessóas de falarem. - Quem fala demais pode acabar morrendo. - Quem fala demais poderia fazer-me fechar as portas se eu comprasse isto aqui. - O hotel nada tem a ver com o campo de pouso. - A quem pertence então? - Ao governo local. - Quer dizer que os Von Halsbach nem entram nos lucros do tráfico. Vocês os abandonou realmente no meio do caminho. - Foram eles que construíram o hotel e não eu. - Quem os levou a acreditar que poderiam abrir o jogo aqui? Você tem muitos amigos aqui, como pude ver ainda há pouco no coquetel. - Não estariam nessa situação se Dieter não tivesse desmoralizado o hotel, trazendo todos aqueles caras. Do contrário, tudo teria dado certo. - E nada há que se possa fazer agora. Júlio voltou-se para meu tio e lhe perguntou muito respeitosamente: - Que acha de tudo isso, Sr. Lonergan? - Sou apenas um observador. Não me interessam os seus negócios. Deve saber que nunca fiz qualquer espécie de tráfico. Júlio se voltou para mim. - Se você comprar o hotel, como é que eu fico? - Não vai ficar. O dinheiro do banco suíço pode continuar, mas os aviões particulares não poderão nem aproximar-se daqui. - Isso representa muito dinheiro para mim. - Ê uma decisão que você terá de tomar antes que eu tome a minha. Júlio levantou-se. - Nós dois temos muito o que pensar. - Está bem. Logo que ele saiu, voltei-me para meu tio. - Então? - Não sei. Ele deve estar fazendo pelo menos um milhão de dólares por semana. Não vai desistir com facilidade. - Júlio está muito deprimido - disse-me Verita à mesa do jantar. - Acha que você não gosta dele. - Não gosto como? O que não quero é que ele continue com os seus negócios perto daqui se eu comprar o hotel. - Você não o convidou para jantar. Compreendi de repente. Era um caso pessoal. Afinal de contas, éramos velhos amigos e tínhamos estado no exército juntos. - Onde é que ele está, Verita? - No quarto dele. - Ligue para lá e diga que estou chamando. Presumi que viria naturalmente sentar-se à nossa mesa e por isso não lhe disse nada. Verita assentiu e saiu da mesa. Eileen olhou para mim e perguntou: - Que é que está havendo? - Nada. - Por que não convence seu sobrinho a ficar só com as revistas, tio John? Ele na verdade não precisa disto aqui. - Ele nunca me ouviu quando ainda era garoto. Acha que vai começar agora? Verita voltou. - Ele já vai descer. Ficou muito satisfeito. Júlio apareceu cinco minutos depois, todo sorridente num terno de linho branco. - Desculpe o atraso. Poucos minutos depois, Dieter e Marissa sentaram-se também à nossa mesa e tivemos outro soberbo jantar. - Há um espetáculo de mariache* e de danças populares na praia esta noite, - disse Dieter depois que nos levantamos. - Não sou tão moço como vocês - disse Lonergan. - Prefiro ir para a cama. Olhei-o espantando. Em Los Angeles, ele nunca ia para a cama antes das cinco da manhã e ainda não era meia-noite. - Está sentindo alguma coisa, tio John? - Não, nada disso. Acho que me cansei um pouco de tanto sol e tanto ar. Fomos para a praia. Havia uma fogueira acesa e muitas mantas estavam estendidas na areia. Uma orquestra de cinco pessoas estava tocando La Cucaracha. As danças começaram. Eram amadores, todos gente do hotel, mas dançavam com prazer. Todos nós marcávamos instintivamente o compasso. De repente, Marissa se levantou e começou a dançar. Verita seguiu-a e, depois de um momento de hesitação, Eileen. Júlio olhava tudo sorrindo, Verita o fez levantar-se e levou-o para dançar. Verita e Júlio dançavam tão bem que, ao fim de algum tempo, todos pararam a fim de apreciá-los. Estendi o corpo numa manta e Dieter, que estava ao meu lado, disse: - Deve pensar que somos muito imbecis para não saber o que é que está acontecendo aqui, não é, Sr. Brendan? - Preferi não dizer coisa alguma. - Mas acontece que nada podemos fazer. Não se esqueça de que somos novos neste lugar e uma palavra contrária deles poderia despojarnos de tudo o que ainda temos. - Se isso pode acontecer com vocês, que são cidadãos mexicanos,imagine o que poderia acontecer comigo. - Não é a mesma coisa. O senhor é um gringo. E ainda que não gostem dos gringos, respeitam o dinheiro e os negócios que trazem. Não teriam coragem de fazer nada contra o senhor. Além do mais, há seu tio. - Que é que tem meu tio? - É um homem muito importante em Los Angeles, não é? Creio que ele é o único homem a quem Júlio respeita. Júlio é muito importante aqui, mas seu tio é ainda mais importante. Soube que sem a permissão de seu tio, Júlio nem poderia existir em Los Angeles. Júlio estava sorridente e todo feliz dançando com Verita. Todos os homens que olhavam em volta se pareciam com Júlio. Ele estava verdadeiramente em casa. Mas Lonergan tinha ido para a cama. Percebi de repente que ele se transformara desde o momento em que Júlio aparecera. Metera-se dentro de si mesmo como um patrão que não quer intimidades com subalternos. E lembrei-me de que ele me dissera tempos antes que Júlio só me havia ajudado porque fora autorizado por ele. Olhei então para Dieter e perguntei: - O que você realmente sabe a esse respeito? - Sei o bastante para ter certeza de que Júlio nunca deixaria de usar o campo de pouso para o seu tráfico por sua causa. O único homem que pode obrigá-lo a fazer isso é seu tio.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nada que me lembre para registrar como historico


 

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